#Relembrando Explicando a bolha imobiliária brasileira – Leandro Roque

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Comments
  • thiago 26 de novembro de 2011 at 10:37

    A economia do Brasil sempre foi desequilibrada. O país nunca conseguiu emplacar uma série grande de crescimento. Quando o fez no milagre econômico, viveu igualmente um período de estagnação na década de 80.
    Durante a crise de 2008 o governo fez de tudo pra fingir que a crise era uma marolinha, inflando o crédito artificialmente por meio dos bancos públicos. Acontece que a crise que se apresenta agora não é outra. É a mesma! A onda está se formando novamente. A diferença é que desta vez o governo sabe que não pode mais despejar dinheiro como antes. Num cenário de endividamento da população, desaquecimento da indústria e inflação em alta, os incentivos devem ser moderados. Alguém entendeu a implantação de medidas de restrição ao crédito, principalmente em relação ao financiamento de veículos, para depois de 3 meses retirá-las?
    O espaço de manobra do governo diminuiu, principalmente po causa da inflação. Brasileiro não sabe poupar, não entende de juros, nem sabe planejar suas finanças futuras. Mas se tem uma coisa que o brasileiro percebe e tem pavor é de inflação em alta, facilmente notada no supermercado, na feira etc.
    A Dilma sabe que a estabilidade do seu governo depende do crescimento da economia, mas sua popularidade depende do controle da inflação. Um país que não investe e gasta como o nosso, está fadado a crises ciclícas. A diferença é que desta vez não será só uma marola.
    Concordo com o amigo acima, a bolha só estoura quando o crescimento for zero ou negativo e o desemprego começar a assustar e o brasileiro perder novamente a confiança, que ainda está em alta. Crises não dependem apenas de números, mas de psicologia. Enquanto a maioria acreditar que o país vai decolar, os imóveis e todo o resto se manterão em alta. Não foi só o aumento da renda e o crédito fácil que determinou a entrada de milhões na base da pirâmide do consumo, mas acima de tudo a queda do desemprego e a estabilidade. Antes de 2003 qual era a principal queixa da população? O desemprego! E hoje não é mais! Ninguém assume um financiamento de 30 anos se não confiar que vai estar empregado amanhã.
    Portanto, o estopim do estouro é o medo. Quem tem medo se esconde ou foge. Por isso, acredito que enquanto a economia não entrar em recessão não haverá o estouro fenomenal que todos aguardam, apenas ajustes.

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    • MrK 26 de novembro de 2011 at 12:38

      thiago, gostei muito do que voce escreveu, concordo integralmente com o inicio do seu texto, somente tem um ponto em que discordo de você

      você comenta que é preciso medo e um cenário economico ruim para o estouro da bolha, que enquanto houver esse ego-inflado nacional estaremos com os preços altos, eu até entendo o seu raciocínio, mas creio que o estouro da bolha virá mesmo com o momento economico estável, é claro que um momento economico ruim potencializa e antecipa o estouro, pois mexe com as taxas de crédito e rolagem de dívidas de pessoas e empresas, mas acho que mesmo com desemprego em 6% e copa do mundo, teremos o estouro simplesmente pela sobreoferta louca do mercado de imóveis.

      estamos vendo, dia após dia, milhares de apartamento sendo entregues e a ponto de, sem morador final, isso porque foi comprado por gente querendo lucro fácil e rápido na revenda, essas pessoas não terão como manter os imóveis fechados e vázios e a lei da oferta e procura vai vir com tudo, se a economia piorar, aí que o estouro vira grande mesmo!

      parabéns pelos pensamentos

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      • alsouza 26 de novembro de 2011 at 13:44

        MrK, a edição de hoje de OGlobo dá uma boa ideia dessa enxurrada de empreendimentos, particularmente aqui no Rio.

        Só no primeiro caderno, temos oito anúncios, a maioria de página inteira. Dois deles inclusive são na sua área (Jacarepaguá/Freguesia): Atelier Três Rios e Splendore.

        Cheguei a visitar o Atelier quando, cansado de encontrar apartamentos ruins e caros no Flamengo, cogitei sair da Zona Sul. Minha esposa ficou encantada com o apartamento decorado e quis fechar. Na época, um três-quartos miúdo saía por uns R$ 500.000,00. Corri!

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        • Rodrigo 26 de novembro de 2011 at 19:43

          ahah por esse preço no Flamengo só se for minusculo, velho e sem vaga na garagem.

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          • Troll 26 de novembro de 2011 at 22:11

            Faltou falar da decoração de 1920: azulejos azuis ou rosas (as vezes amarelo), TV de tubo de 1980, lustres que dão medo e ventilador de teto da guerra de 14, como disse outro colega no tópico..

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            • Ania 27 de novembro de 2011 at 16:46

              Adoro o ventilador da guerra de 14!

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    • Troll 26 de novembro de 2011 at 22:07

      Afinal, quem tem c*, tem medo.

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  • N_Silva 26 de novembro de 2011 at 12:08

    Vejam este Vídeo:

    http : / / umaverdadeconveniente.blogspot.com/2011/04/escravidao-moderna.html

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    • Vinicius Lima 27 de novembro de 2011 at 12:28

      Vídeo interessantíssimo mesmo…
      “i don’t want to live on this planet anymore”

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  • Rf 26 de novembro de 2011 at 12:23

    O Jornal Hoje vai apresentar uma reportagem sobre atrasos de obras e cuidados que devem ser tomados ao se comprar imóveis na planta

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  • GONÇALO BH 26 de novembro de 2011 at 12:25
  • MrK 26 de novembro de 2011 at 12:55

    Pessoal, eu gostaria de comentar um assunto que li em vários posts

    Pessoas comentando “penso em comprar no bairro X, pois ali pode mesmo valorizar porque vai ter uma obra de melhoria (um corredor expresso, um shopping, um tunel, o que for)”

    Gente, um bairro só valoriza realmente por mellhoria se OUTRO bairro necessariamente se desvalorizar, por exemplo, se jacarepaguá vai ter um corredor expresso, se esse corredor aumentar o preço, algum outro bairro próximo vai perder essa demanda por imoveis (que será deslocada pra jacarepagua), pois o corredor sozinho não faz surgir gente e nem dinheiro do ar, ele simplesmente TROCA a preferencia da demanda!!!!

    No Rio, todo mundo tem uma justificativa pros precos, em sao conrado a UPP, na barra as olimpiadas, não sei onde o corredor, em outro revitalização do porto… mas pera aí, essas obras não fazem surgir gente nem dinheiro (de forma relevante e duradoura), em resumo, TODOS OS BAIRROS NÃO PODEM VALORIZAR JUNTOS, a não ser via especulação!!!

    Outro Exemplo: Se São Conrado valorizasse pela UPP e digamos o Leblon ou Itanhangá caissem de preço, eu poderia aceitar que foi efeito da UPP, tornando esse bairro mais atrativo em relação aos demais, mas se toda cidade subiu junto, sorry, foi especulação e crédito mesmo…

    saudações

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    • ICF 26 de novembro de 2011 at 13:07

      É isso mesmo…
      Aqui onde moro, é de fazer chorar a inflação dos aluguéis e dos imóveis…tem proprietário tendo a cara de pau de cobrar R$1800,00 em um ap de um quarto (em 2006 lembro que renovei um contrato de aluguel de um ap com 4 quartos, em excelente localização, prédio considerado de alto padrão, habitado por Juizes e empresários, por R$1000,00 = ná época um quantia importante; hoje, baseado nos imóveis, vale apenas quase nada…:”)

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      • Rodrigo 26 de novembro de 2011 at 20:01

        Os juizes e promotores sairam porque não querem pagar 3800 de aluguel em um dois quartos foram para Tijuca, Vila Isabel…

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    • RT 26 de novembro de 2011 at 14:29

      Concordo integralmente.

      Quanto às desculpas que o povo dá hoje pra justificar a “valorização”… uma coisa é os apartamentos registarem valorização de 10 ou 15% por causa de um shopping… outra coisa é dobrar de preço!! Isso que é mais ridículo: alegar melhorias localizadas como desculpa para aumentos de 300 mil, 400k…

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    • EduLon 26 de novembro de 2011 at 14:35

      Pessoal, sinceramente, o aumento de preço dos imóveis é como desculpa de bêbado para beber:
      Bebo porque estou feliz… Bebo porque estou triste.
      A grande verdade é que o mercado imobiliário fica arranjando factóides para sempre aumentar o preço. Quando não tem nada aí vem com desculpas como: Em Beverly Hills o metro quadrado é muito mais caro, vemos que no Leblon o metro quadrado ainda é metade de Beverly Hills, ou seja, ainda há espaço para aumentar o metro quadrado…
      Agora falando em realidade, teoricamente a oferta e a demanda é que regulam os preços, mas na maioria do Brasil tanto imóvel para aluguel quanto para compra estão cada vez mais disponíveis em quantidade e o preço aumenta cada vez mais.

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      • Troll 26 de novembro de 2011 at 22:28

        Pois é. Se tem muito imóvel vago, e o preço continua subindo é o que? Vide, Japão na década de 90.

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    • manuelao 28 de novembro de 2011 at 18:29

      Mrk o que vc afirmou só é verdade em um ambiente onde a demanda permanecer constante, caso a demanda aumente tb os preços sobem sim!

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    • Cristiano 1 de dezembro de 2011 at 18:09

      MRK,

      não concordo contigo quando fala que um bairro valoriza e os outros desvalorizam. Você pode tentar explicar a valorização da Barra, Jacarepaguá, Tijuca, mas como explicar a valorização de Nova Iguaçu? Pelo que tenho acompanhado, TODOS os bairros do Rio estão super-valorizados. A pouco tempo fui ver um lançamento perto da minha casa, na Tijuca e estavam pedindo 900mil reais em um apto de 4 quartos na planta!!!! Um absurdo fora do normal. Fiz questão de dizer isso aos corretores, mesmo que saia por um ouvido e entre por outro.

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  • Ana 26 de novembro de 2011 at 13:41

    Como consumidora só sei de uma coisa, se não dar para comprar não compro. Para fazer um financiamento em que o valor emprestado aumentará três ou mais vezes, não pego financiamento, eis que além da prestação ser alta ,em função do saldo devedor ser enorme ante os valores dos imóveis, de formar a causar risco futuro de inadimplência e perder tudo, inclusive, o imóvel e ainda ficar com uma dívida impagável para o resto da vida; não acredito que o imóvel por ex. de 500 mil vai aumentar três vezes esse valor durante 10 anos, ou seja, valer 1,5 milhões, por isso, prefiro poupar. Não estamos em hiperinflação como no período da Era Collor, e, portanto, não há que se falar em confisco de poupança para derretê-la e mesmo que estivesse, nenhum político será tão suicida a este ponto, novamente.
    Vale ressaltar que como já disse anteriormente, a inflação está em torno de 6,9% a 10%, e os imóveis estão mais de 30%, ou seja, está descolado e a Miriam Leitão já lançou a pedra de que esse descolamento está perigoso.
    Não entendo como nenhum jornal alardeou a queda brusca das ações das construtoras. Só quero ver o povo que comprou na planta daqui alguns anos. É claro, que já começaram as notícias de atraso na entrega das obras.
    O povo brasileiro parece que não aprende.
    Nesse ponto, a China está dando de dez, o Governo Chinês sentindo a grande possibilidade de estouro da bolha, se antecipou e já está fazendo a mesma murchar.
    O governo está tão preocupado com a Europa, mas não está fazendo o serviço de casa.

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    • Ana 26 de novembro de 2011 at 14:08

      Sabe o que o Governo da China está sabendo lidar com essa gangorra que estão os EUA e a UE nestes últimos anos, pq não está deixando os especuladores armarem. Por ex. manda na sua moeda e não deixa os especuladores uma hora apostar no lucro na venda e outra no lucro na compra; está fazendo murchar a bolha imobiliária; a balança comercial está equilibrada etc.
      Sou super a favor do capitalismo, mas assim como em qq. sistema, sempre tem um vírus, e no capitalismo é a especulação, e para evitar crises, tem que se antecipar e bloquear essa especulação. A China atualmente, adotando o capitalismo, está fazendo o dever de casa, enqto a gente e outros que já adotam esse sistema hoje e sempre, estão agindo com “ingenuidade”.

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      • Ana 26 de novembro de 2011 at 14:10

        Desculpe alguns erros de grafia, escrevi rápido.

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    • RT 26 de novembro de 2011 at 14:47

      Sou um dos poucos que conheço a rejeitar dívidas monstruosas, e fico feliz de encontrar alguém que pensa igual.

      Quanto ao silêncio dos jornais, venho dizendo há tempos que a omissão deles é lamentável. Quando querem investigar um monte de besteira, investigam. Mas quando os especialistas dizem que o mercado está bombando ou uma construtora garante que a valorização de 20% ao ano vai continuar, eles publicam sem uma contestação mínima… vai entender!

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    • Troll 26 de novembro de 2011 at 22:38

      Ana, concordo em grande parte com seu post. Mas tenho duvidas neste trecho:

      ” Não estamos em hiperinflação como no período da Era Collor, e, portanto, não há que se falar em confisco de poupança para derretê-la e mesmo que estivesse, nenhum político será tão suicida a este ponto, novamente.”

      Penso que AINDA não temos hiperinflação, ou seja ela retornará mais cedo ou mais tarde, bastando para isso a “nova classe media” continuar sua escalada de consumo, aumentando a demanda e forçando os preços pra cima. E também penso que nenhum político pensaria duas vezes em meter a mão na poupança pra salvar o governo. Nesse ponto acho o PT muito perigoso. Eles farão de tudo para salvar a “New Media Class”. Isso garantiria os votos e não seria uma política suicida.

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  • Carlos Wagner 26 de novembro de 2011 at 13:41

    Legal ter visto um topico com a publicação de um dos artigos do Leandro Roque. O post é longo e nao tenho tempo de ler agora, mas, tenho certeza, que será uma ótima leitura. Os artigos do Leandro são excelentes.

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    • Bolha Imobiliária 26 de novembro de 2011 at 15:03

      Este topico é apenas um remember, pois foi um dos primeiros a ser postado no blog

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  • alsouza 26 de novembro de 2011 at 14:05

    Excelente artigo. O Leandro Roque escreve muito bem e tem um encadeamento lógico preciso.

    Não sou economista. Nunca tinha ouvido falar dos tais agregados monetários M1, M2, M3, nem do filósofo e economista Mises, mas consegui captar a essência do texto.

    Só uma dúvida: o tal do Mises defende o livre mercado, sem qualquer regulação/controle, como solução para a sociedade? É isso mesmo?

    Gostei do L. Roque; não tanto do Dr. Mises.

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    • joselito 26 de novembro de 2011 at 16:41

      Ele defende o anarco-capitalismo. Ou seja, a ausência total do estado.
      Tudo (desde as ruas até o judiciário) seria privado.

      Particularmente, acho isso uma utopia.

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      • Troll 26 de novembro de 2011 at 22:40

        Uma utopia. E também uma burrice.

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      • Ar Quente 27 de novembro de 2011 at 09:15

        É uma crença que, a partir de um monte de pessoas irracionais e volúveis (eu e você), de alguma forma emerge uma entidade toda-poderosa chamada mercado que sempre sabe o que é certo em qualquer situação.
        Pra mim, é como trocar um deus por outro. Mas como exercício de raciocínio eu acho muito válido.
        O danado é que o universo é muito teimoso e não se comporta como em nossa mentes dizem que ele tem que se comportar…

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  • thiago 26 de novembro de 2011 at 15:54

    Mrk,

    Em primeiro lugar agradeço pela opinião. Não pense que não acredito no estouro da bolha. Pelo contrário, espero por isso já há algum tempo e realmente acho que vai acontecer. Apenas acredito que não será um estouro uniforme. Creio que a bolha deve murchar durante um ano, causando em seguida um estouro fragmentado, mais ou menos forte dependendo do nível especulativo de determindas regiões de algumas capiitais brasileiras. Alguns estouros serão mais desconcertantes, acredito. Por exemplo, em algumas regiões do Rio, Brasília, São Paulo e por aí vai.
    Não podemos ser céticos e negar inteiramente o argumento anti-bolhista, afirmar que não existe uma demanda reprimida. Há uma demanda enorme no Brasil que realmente acredita que ” a sua casa é a sua vida” e nós que teoricamente enxergamos com a razão e a calculadora na mão, não podemos desconsiderar. Nesse país, não podemos desdenhar o fator psicológico e cultural, muitas vezes sem lógica, de uma importante parte da população. Milhões de pessoas que conseguiram um emprego razoável e, enfim, experimentaram o poder mágico do cartão e do carnê a perder de vista. Muitos brasileiros vão vender sua alma por até 30 anos, perder a aposentadoria, só pelo prazer de entrar num carro zero pelado e um apartamento de 40m. Mesmo que o trânsito não ande e a mobília na caiba.
    Acredite, tem muita gente que, devido ao aumento no preço dos imóveis, foi empurrado pra fora da condição de potencial comprador, segurando a pequena entrada na mão. Eles não desistiram, continuam de prontidão, esperando um corte no juros, um alargamento no prazo, um subsídio, ou uma queda pouco substancial no preço dos imóveis, para simular novamente no site da CEF e realizar o sonho da casa própria. Você realmente acha que a nova classe média, como a gente, calcula a relação entre juros da prestação do financiamento e do aluguel? Num país que se compra celular em 24 x nas Casas Bahia, basta a prestação caber justa no orçamento.
    O que estou querendo dizer é que o déficit de 6 à 8 milhões de imóveis, famílias ansiosas para comprar seu imóvel é real. Esse que vos fala também faz parte da estatística. Agora, poucos desses, conseguem ter sangue frio pra esperar um retração de 100% por exemplo. Não te conheço, mas acredito que, como eu, e a maioria que encontrou esse blog e acredita nele, você deve ser um investidor disciplinado, no mínimo razoável, ou que simplesmente não se conforma em pagar por um bem, muito mais do que ele realmente vale. O que fazemos aqui é interpretar o mercado, na tentativa de ganhar dinheiro ou perder o quanto menos, correto? Esse é o fundameto do investidor! Infelizmente no Brasil, a maioria não tem uma boa educação financeira.
    Os impacientes vão realimentar o sistema, não permitindo um desequilíbrio no mercado tão contundente quanto ao que aconteceu nos E.U.A, causando primeiro um murchamento da bolha, como afirma o artigo. A maior parte ainda compra o primeiro imóvel e não se importa em mantê-lo, esperando por um novo período de valorização que pode demorar ou nunca acontecer. A verdade é que a maioria ainda acredita que imóvel não desvaloriza.
    Quanto aos especuladores, nunca os subestimem. Só especula no Brasil quem tem mais de um imóvel e logo, tem bala na agulha e maior conhecimento do mercado para se proteger, seja na bolsa, em títulos ou simplesmente aguardando.
    É verdade que existe uma bolha de crédito no país. Da mesma forma que não podemos ignorar que a inflação “controlada” trouxe alguma estabilidade e melhoras da qualidade de vida -ainda que cara. A bolha existe, mas não acredito que os preços vão recuar aos níveis de muitos anos atrás como muitos acreditam. Acho que realmente havia uma defasagem, obviamente longe desse salto absurdo que vivenciamos. Sinceramente, espero estar errado sobre isso…

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    • MrK 26 de novembro de 2011 at 16:27

      boas palavras! E voce acertou quanto ao meu perfil de investidor e de comprador.

      Olha, tem 2 coisas que não podemos prever: Exatamente quanto estoura e quantos % de queda será o fundo do poço, pois existem muitas variáveis por ai que podem atuar tanto no “timming” quanto na amplitude do estouro, mas que ele ocorrerá pra mim é fato.

      Pode ser sim, que murche por 1 ano antes de cair mais forte, tudo pode acontecer, temos que ver como a economia vai reagir a isso tudo… mas o importante para quem não comprou é ter sangue frio e ficar atento as noticias, 2 coisas que falta a grande maioria dos brasileiros!

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      • Troll 26 de novembro de 2011 at 22:49

        Brasileiro não é atento a notícias. Exemplo clássico: assistem as novelas das 6, 7 e na hora que começa o jornal (mesmo sendo da Globo) desligam a TV. Isso dá calafrios.

        Por falar em globo, soltaram agora a pouco no Globo News que o brasileiro tá disciplinado pra comprar, o endividamento caiu, e a inadimplência também. Isso pra logo em seguida relembrar que a D. Dilma mandou gastar para “proteger da crise”. Isso me cheirou a reportagem encomendada pelo governo, haja vista a função social da Globo. Lembro-lhes que a Globo foi criada em uma época de regime ditatorial, como um instrumento de controle de massas.

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  • Lucas 26 de novembro de 2011 at 17:02

    É incrível, todo mundo aqui tem conta em banco e sabe que banco não dá ponto sem nó, tudo que eles puderem te cobrar eles cobram sem dó nem piedade.
    Uma das coisas que tem vindo em minha cabeça ultimamente com relação à bolha é referente ao financiamento bancário para compra dos imóveis propriamente dito, na prática quando ocorre esta modalidade de compra o banco acaba sendo “sócio” do bem adquirido, então, eu tenho me perguntado: será que os bancos tem feito alguma restrição quanto aos valores negociados entre a vítima (comprador) e o vendedor, ou os preços estão livremente sendo negociado entre os dois últimos?
    Bom, pra exemplificar o que falei acima ta fácil, exemplo de absurdo é o que não está faltando, então vamos lá: vi um dia desses um anúncio de uma kitineti no Catete (bairro do Rio de Janeiro) caindo aos pedaços, de 30 m², e o vendedor pedindo 420k, se aparecer algum insano querendo adquirir esta propriedade e pagar 1/3 (140k), o banco vai entrar como sócio bancando os outros 280k???????
    Ta de sacanagem né, de cordeiro os bancos não tem nada, estrutura eles tem para análises avançadas.
    Das várias reportagens postadas aqui do blog, sempre quando algum representante das construtoras ou imobiliárias se refere ao financiamento do imóvel é como se eles fossem donos dos bancos, eles colocam o preço e o banco paga a parte dele numa boa sem restrição.
    Os bancos têm estrutura, de cordeiro eles não tem nada, deveriam verificar no mínimo o custo da produção do produto ao qual vão financiar, pois caso retome do comprador terão que se virar com o bem, exemplos de bolha imobiliária pelo mundo afora é o que não está faltando.

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    • RT 26 de novembro de 2011 at 19:07

      “Bom, pra exemplificar o que falei acima ta fácil, exemplo de absurdo é o que não está faltando, então vamos lá: vi um dia desses um anúncio de uma kitineti no Catete (bairro do Rio de Janeiro) caindo aos pedaços, de 30 m², e o vendedor pedindo 420k, se aparecer algum insano querendo adquirir esta propriedade e pagar 1/3 (140k), o banco vai entrar como sócio bancando os outros 280k???????”

      Eu diria que sim! Se a pessoa tiver renda para conseguir 280 mil em um financiamento, não creio que o banco ligue para o que está sendo comprado com o dinheiro.

      Se alguém souber melhor como funciona isso, me corrija… mas não imagino que o banco ponha empecilhos aí não, basta ter renda!

      Agora, rapaz… acho que esse exemplo que você deu é o mais absurdo que eu já vi desde que essa loucura começou… quitinete no Catete custando 420k… quando a gente pensa que já viu de tudo…

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      • Maurao 27 de novembro de 2011 at 16:24

        Xiiiiii !!!! Será que tem gente querendo dar o golpe nos bancos ????
        Explico a maracutaia
        Pega essa kich e diz q paga 120 de entrada e financia os outros 300 e da o calote no banco ???? é possivel ?
        Ai o banco fica com um troço q vale no maximo 40 e o cara com o nome sujo+ 300

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    • Cleyton 26 de novembro de 2011 at 19:37

      Lucas, eu creio que os bancos estão se lixando com o valor do imóvel que estão pegando como garantia, depois se der caca é só botar a culpa na especulação e esperar o governo cobrir o rombo no caixa, já vimos isso em outro país (que não tem nome, que é só um punhado de estados) e vimos também o desastre que é deixar falir.

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    • Lucas 26 de novembro de 2011 at 20:57

      RT e CLAYTON, o Thiago postou abaixo que é feita uma inspeção por um engenheiro, mas que o valor final é o de mercado.
      Se eu abro uma empresa e entro com 2/3 do capital, eu nunca iria ficar quieto e aceitar o que o sócio minoritário decidir, mas hoje na compra de imóveis essa é a regra do jogo.
      O banco tem muito mais estrutura e aparato do que o comprador para analisar o que está ocorrendo hoje e o que pode ocorrer no futuro com o valor do imóvel, mas está aceitando as regras atuais do jogo.
      Resumindo, o banco praticamente não abre a boca e se der alguma merda, repetindo o que já foi dito aqui, todos nós ratearemos o prejuízo. Mas alguns, vão estar sorridentes e curtindo a vida numa boa.

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    • Troll 26 de novembro de 2011 at 22:59

      O banco é uma instituição que te empresta dinheiro desde que você mostre que não precisa dele.

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    • Troll 26 de novembro de 2011 at 22:59

      O banco é uma instituição que te empresta dinheiro desde que você mostre que não precisa do dinheiro.

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  • Pedro 26 de novembro de 2011 at 17:03

    Este é, na minha opinião, o melhor artigo sobre a bolha imobiliária brasileira. Ele mostra todos os motivos que levaram o cenário atual a estar onde está e ainda antecipa os movimentos que farão com que haja o estouro da bolha.
    Abçs a todos e bom final de semana.
    Pedro

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  • thiago 26 de novembro de 2011 at 17:16

    Os bancos enviam um engenheiro para teoricamente avaliar o imóvel, valor e se o mesmo tem condições de habitabilidade, podendo assim ser usado como garantia.
    O problema é que não cabe ao engenheiro avaliar pelo que ele julga justo, mas pelo preço de mercado. Infelizmente o mercado anda um pouco maluco ultimamente

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    • Lucas 26 de novembro de 2011 at 17:25

      Valeu Tiago pela explicação, mas pra mim isso também é um dos motivos que tem causado a bolha, quando eu estava escrevendo lembrei que no tempo do FHC a Caixa econômica fornecia uma carta de crédito pra pessoa procurar um ap. que desse pra pagar com aquela carta.
      hoje acho que este último sistema tiraria essa facilidade de aumento de preços dos especuladores, pois eles teriam que se enquadrar nos valores oferecidos.

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      • Troll 26 de novembro de 2011 at 23:03

        Outro dia fui na CEF ver quanto eu podia pegar de empréstimo:
        -Gostaria de ver quanto posso tomar de financiamento. – eu disse.
        -Quanto o senhor precisa? – disse a atendente.

        Pelo que entendi é ilimitado, ou o céu é o limite mesmo com o esquema de no máximo 30% da renda…se pedir 100k, 200k ou 300k eles arrumam….dá medo.

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  • thiago 26 de novembro de 2011 at 17:56

    Lucas,

    Sou funcionário da CEF e de certa forma a empresa (e eu infelizmente), enquanto braço executivo do governo federal, contribuiu para inflar esses preços ao facilitar o crédito.
    Quanto ao lance da carta de crédito, isso ainda pode ser feito. É mais comum a liberação na época do feirão de imóveis. Funciona como uma declaração da sua capacidade de financiamento.
    O problema do mercado é que o preço de venda está desregulado. Não se baseia mais no que você pode comprar, mas em quanto o vendedor pensa que vale ou ainda em quanto ele acha que pode ganhar. Do outro lado tudo depende de quanto o comprador está disposto a pagar.
    Na teoria vai bem, mas na prática…As vendas diminuindo e o preço subindo?
    Velha lei da oferta e da procura que está tardando pra se provar…
    Marx podia ressuscitar e explicar pra esse povo brasileiro – que não desiste nunca – a relação fundamental entre valor de uso e valor de troca

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    • Lucas 26 de novembro de 2011 at 18:44

      Eu só posso te parabenizar pela explicação, valeu cara!
      Torço para que este cenário de vendas caindo se mantenha e que a resposta seja dada.
      Abç.

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  • MrK 27 de novembro de 2011 at 06:31

    Esse assunto dos bancos nas bolhas é interessante…

    como um amigo falou acima, banco não é bobo (não costuma ser), mas existe uma coisa chamada bonus de executivos. Os CEOs e diretores da vida precisa ganhar seus bonus gordos (assim como no caso americano que quebrou vários bancos) e pra isso eles precisam elevar o market share do seu banco e os valores em carteiras

    Pergunta: Nossos executivos do itaú e bradesco são muito superiores aos do citibank e lehman brothers nos EUA? Eu acho que não.

    Como acontece: Na crise o governo usa seus braços oficiais (BB e caixa) e comeca a emprestar, os bancos privados quando sentem que estão perdendo terreno comecam a afrouxar um pouco seus critérios e isso vai rolando uma bola de neve, como toda empresa listada em bolsa o resultado de um ano precisa ser maior que o do ano anterior (bonus $$$) e com isso os bancos vão aos poucos se perdendo na euforia, fazendo previsões otimistas e largando mão no crédito… quando a economia sofre um baquezinho eles param pra olhar já estão com uma carteira podre nas mãos…

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    • Lucas 27 de novembro de 2011 at 11:14

      Mrk, esse é mais um ponto que deve ser levado em consideração para inflar a bolha.

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    • Anonymous 27 de novembro de 2011 at 13:05

      MrK,

      Acho que 99% do bonus está mais relacionado com o fato de que há tempos os acionistas não sabem o que se passa na empresa e não tem mais poder algum. O documentário sobre a Enron (The Smartest Guys in the Room) mostra claramente os bancos de investimento (aconistas da Enron) agindo como “idiotas úteis”. Recentemente, um idiota útil da Banânia está tentando convencer os gestores da GAFISA a agir de acordo com o interesse dos acionistas.

      Investidor tenta influenciar gestão da construtora
      www . estadao . com . br/noticias/impresso,investidor-tenta-influenciar-gestao-da-construtora-,800980,0 . htm

      “Faltava à Gafisa uma proximidade com os acionistas. Os gestores de empresa precisam saber claramente o que os sócios querem”, disse Ferreira.

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      • Anonymous 27 de novembro de 2011 at 13:13

        Outra evidência foi revelada na falência da MF Global – o dinheiro de muitos clientes sumiu, dinheiro que estava em conta corrente. A empresa roubava o dinheiro diretamente da conta do cliente, investia numa espécie de overnight e devolvia na manhã do dia seguinte. Quando quebrou, não deu para devolver e muitos simplesmente perderam o dinheiro. Estamos chegando num ponto onde somente um trouxa entrega seu dinheiro para outras pessoas investir.

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        • Cleyton 27 de novembro de 2011 at 13:33

          É a seleção natural na economia, quem não sabe o que fazer com o dinheiro que dê pra quem sabe pois não merece tê-lo.

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  • Andrade 27 de novembro de 2011 at 10:38

    Vale a pena ver,
    Retrato fiel dos “métodos” do desgoverno…

    http://www.youtube.com/watch?v=fQhymPeKqjA

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  • Ze_Das_Couves 27 de novembro de 2011 at 11:18

    2012 a 2016 a meta vai ser a maquina do governo a servico de gerar crescimento. Empresas e amigos do governo vao se dar muito bem!

    E viva o free flow de dinheiro para as empreiteiras e empresarios amigos do governo 😉

    http://oestadodoparana.pron.com.br/economia/noticias/54050/

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  • Ar Quente 27 de novembro de 2011 at 13:00

    https://conteudoclippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2011/11/27/vendas-e-precos-de-imoveis-desaceleram

    Vendas e preços de imóveis desaceleram
    Autor(es): Vânia Cristino
    Correio Braziliense – 27/11/2011

    Crise internacional e menor crescimento do PIB brasileiro já afetam o ritmo dos negócios, com exceção de Brasília e Rio de Janeiro, onde a demanda continua aquecida

    O mercado de imóveis vem perdendo o ritmo. Não só os preços estão desacelerando, como também a quantidade de lançamentos e, em consequência, as vendas. As exceções são Brasília e Rio de Janeiro, onde o metro quadrado de alguns lançamentos mantém o ritmo de alta e já chega a R$ 50 mil. Na capital federal, é a renda alta de parte da população, principalmente dos servidores públicos, que garante a demanda aquecida. Já no Rio de Janeiro, os preços estão inflacionados por causa das obras de infraestrutura para sediar as Olimpíadas e a Copa do Mundo.

    A desaceleração, no entanto, não assusta a presidente da Associação Brasileira do Mercado imobiliário (ABMI), Virgínia Duailibe. “O mercado estava muito acelerado”, ponderou. De acordo com Virgínia, a mudança no perfil dos lançamentos e no comportamento dos consumidores já era esperada num ano atingido pelo reflexo da crise internacional, com revisão para baixo das expectativas de crescimento do país, inflação se distanciando do centro da meta e o Banco Central tendo que agir para conter um desaquecimento ainda maior da economia, via corte da taxa Selic. Em São Paulo, por exemplo, a quantidade de lançamentos caiu de 3.663 em maio para 2.732 em julho. No Nordeste, também vem ocorrendo queda na velocidade das vendas. Em Brasília, o mercado continua aquecido, mas a valorização dos imóveis está mais lenta. As construtoras já reveem para baixo o preço inicial das unidades lançadas em relação ao planejado originalmente, segundo corretores.

    “O mercado de Brasília é atípico. É um mercado em que há práticas não convencionais, como, por exemplo, permutas de terrenos que valem até 70% dos apartamentos, sem comparação com o resto do país, em que o percentual não passa de 40%”, observa Dualibe. É na capital federal também onde está o preço mais alto da construção por metro quadrado. Segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), depois de Brasília, o valor médio mais alto é encontrado no Rio de Janeiro (R$ 7,2 mil) e em São Paulo (R$ 5,8 mil).

    Trajetória
    No acumulado de 12 meses até outubro, o preço médio do metro quadrado pesquisado pela Fipe em sete capitais — São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Distrito Federal, Recife, Fortaleza e Salvador— aumentou 28,8%. As maiores altas foram registradas no Rio de Janeiro (39,8%), Recife (29,3%) e São Paulo (28,6%).

    Mesmo essa elevação expressiva nos preços mostra desaceleração na comparação mês a mês. O índice Fipe Zap, construído com base nos anúncios de apartamentos prontos, cresceu 1,6% em outubro ante 1,9% em setembro. A trajetória de desaceleração começou bem antes, a partir de abril, quando foi registrado um aumento de 2,7% nos preços dos imóveis anunciados.

    O valor médio do financiamento para quem utiliza as linhas de crédito com recursos da caderneta de poupança gira em torno de R$ 140 mil. O empréstimo, pelas regras do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), pode chegar a R$ 450 mil, com o valor de avaliação ou venda do imóvel limitado a R$ 500 mil. O prazo de pagamento máximo é de 30 anos, com a taxa de juros alcançando entre 9% e 10% ao ano, mais Taxa Referencial de Juros (TR), dependendo da instituição.

    Com recursos próprios, a Caixa Econômica Federal e outros bancos financiam imóveis acima do limite do SFH, com juros mais altos, podendo chegar a 12% ao ano mais TR. Já para as famílias de renda mais baixa, os recursos vêm do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e a taxa de juros é de 5% ao ano mais TR. O financiamento médio fica em torno de R$ 65 mil.

    R$ 58,9 bi em empréstimos

    Entre janeiro e setembro deste ano, o total de financiamento para a casa própria concedido no país pelos diversos bancos que integram o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) chegou R$ 58,9 bilhões. Os dados são da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança ( Abecip). Esse total já supera todo o financiamento concedido em 2010, que foi de R$ 56,2 bilhões. Só em setembro foram financiados mais de 44 mil imóveis.

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  • Lucas 27 de novembro de 2011 at 13:38

    Dêem uma olhada neste anúncio.
    Imóvel em Portugal sendo anunciado aqui no Brasil.
    Olha a diferença de preço.

    h ttp://www.bomnegocio.com/rio_de_janeiro/grande_rio_de_janeiro/apartamento_novo_8823454.htm?ca=21_s

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  • Anonymous 27 de novembro de 2011 at 16:22

    Somente na Banânia um aumento da oferta implica em aumento de preços.

    Lançamentos de predinhos com até cinco andares crescem 44%
    classificados . folha . com . br/imoveis/1012458-lancamentos-de-predinhos-com-ate-cinco-andares-crescem-44 . shtml

    Um levantamento feito pela empresa de pesquisas imobiliárias Geoimovel revela que, até novembro deste ano, foram 1.255 novas unidades em 13 novos empreendimentos desse tipo -foram nove lançamentos em 2010, com 1.272 unidades no total.

    A valorização, no entanto, acompanha a da cidade. De janeiro a outubro, o preço médio dos predinhos subiu 38%.

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    • MrK 27 de novembro de 2011 at 17:12

      ai vou ter que discordar de voce

      o mesmo aconteceu em vários paises de 1o mundo, incluindo EUA e Espanha… a Espanha então foi um canteiro de obras de especulação

      fato é que especulação e sonho de ganhos fáceis não conhecem fronteiras..

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  • Richard 27 de novembro de 2011 at 17:55

    Quando começou a inflexão dos preços dos imóveis nos EUA e Europa, a bolha estourou em menos de 2 anos.

    Por que aqui no Blog estão dizendo que vai demorar muito tempo ainda para estourar a bolha ?

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    • peterson 27 de novembro de 2011 at 20:05

      Estamos vivendo desaceleração das vendas, não a parada destas, antes corria-se a 100km/h para comprar o marmitex ops, kitinet, hoje se corre a 50km/h para se comprar o mesmo bandeco, ops, kitinet, mas ainda não parou, e quando vai parar? derrepente o governo cria mágicas com a poupança, depósitos compulsórios, selic e tudo mais que se pode manipular, assim pode-se retardar toda catastrofe, a questão é que a conta será paga, e cada vez mais estamos bebendo, chegará a hora que não terá como segurar, esta hora pode ser tão simples quanto sutil, ou rápida como um tornado, para piorar existem N fatores desencadeadores de problemas, todos são negativos, mas existem fatores positivos também, quando a bolha declinar quem enxergou de antemão lucrará muito, nós somos estes visionários podem apostar, quem hoje guarda suas economias em um bom investimento para comprar sua moradia ganha muito mais que entrar em uma corda bamba, serão 30 anos de dividas impagáveis a juros mortais, saindo ou não da casa, querendo ou não, ele ja perdeu quando assinou o contrato do suicidio financeiro,não terá governo para segurar tanto macaco em galho quebrado, assim este blog não foi um marco porque “secou” o fim deste acontecimento, será um marco porque documentou um fracasso anunciado, óbvio para quem percebeu os sinais da insustentabilidade, pois enquanto a europa navega em seus problemas profundos, nós nadamos sem colete no mesmo mar, sem rumo, mesmo que eles se afoguem lá adiante aomenos terão o remo para chegar mais longe, enquanto nossos braços sofridos se cansam de nadar achando que somos profissionais de natação, esquecemos que nesta corrida todos afundam, cedo ou tarde, nós de maneira mais banal.

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    • Cleyton 27 de novembro de 2011 at 20:25

      Richard, eu tô achando que os corretores, não podendo mais negar estão tentando “suavizar” a queda pra nego pensar “bom, se vai demorar pra cair então vou comprar agora”. Imagino alguém dizendo “oh, o rei está nú” e o povo dizer “não tem problema, vamos vestindo ele novamente aos poucos (corrigindo) que tá beleza” ou o coiote ver o chão faltar embaixo e pensar “não tem problema, vou caindo devagar (corrigindo os preços), quando chegar lá em baixo vai tar beleza”.

      Ou seja, o cara passa caindo pelo 12° andar e diz pro morador na janela, até aqui tudo bem já que a bolha vai “murchar” ao longo da queda.

      As comparações que fiz (exceto a do rei) são análogas à energia “cinética” que veio se acumulando ao longo do tempo, se soubessemos como liberar energia de forma gradual e controlada teríamos usinas de fusão nuclear!

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  • thiago 27 de novembro de 2011 at 18:38

    Creio que em caso de queda vertiginosa no preço dos imóveis, não haverá devolução em massa dos imóveis para os bancos. A maior parte das pessoas compraram o primeiro imóvel e mesmo que as pessoas tenham seu patrimônio virtualmente diminuído, não abrirão mão de seus imóveis. Talvez aqueles que especularam como investimento, mas ainda assim será um movimento minoritário.

    Não é por acaso que a indimplência habitacional é bem menor que a taxa geral. As pessoas têm pavor de perder o imóvel e perder aquilo que já investiram. É possível, mas teria que haver uma crise econômica generalizada, altos índices de desemprego e defasagem salarial. Parece uma visão romântica, mas a casa da gente, sendo única, pode valer R$ 1,00, porém será sempre a nossa casa, com o mesmo número de cômodos.

    Os preços serão pressionados para baixo, creio que pelos seguintes fatores:
    – superoferta aberta pelos imóveis novos, ocasionando represamento dos usados
    – diminuição dos lucros das construtoras, com possíveis quebras
    – fuga dos investidores particulares
    – diminuição e encarecimento do crédito
    – queda da procura pela depreciação da renda dos trabalhadores causada pela inflação, endividamento e aumento do desemprego

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    • Dr. Estranho 27 de novembro de 2011 at 20:20

      “Inadimplência habitacional baixa” é o que você está dizendo. Pode ser até em bancos particulares. Mas em relação à CEF a história é outra. Só a Vila do Pan contabilizei quase 200 (duzentos) calotes. Para ciência de todos, o que a CEF conseguiu recuperar (imissão na posse) foi apenas porque na calada da noite invadiram os imóveis vazios, mas judicialmente retomados, e trocaram a fechadura. Se alguém duvida, basta uma vista a área de vendas da caixa e saberá disso. A instituição não resistiria a uma devassa em suas contas. Ela esconde tudo. Exemplo foi o imóvel que comprei. Como eu era o possuidor tentei comprar e para minha surpresa o processo sumiu. Tive que remontá-lo. Não sou caso isolado. Ela absorveu esqueletos do BNH e agora cria sistematicamente os próprios. Infelizmente o Tesouro Nacional, com o meu, o seu, o nosso imposto, fará o aporte necessário para salvar o antro de maracutaias. Dado ao eufemismo de suas declarações, percebo o interesse de amenizar o que está por vir. Talvez por ingenuidade, ou até por otimismo eu compartilho seu interesse. Mas convenhamos, o panamericano é a ponta do Iceberg. Infelizmente a lei de falências afasta a possibilidade de falir essa porcaria de banco. Só pode ser extinta ou vendida por lei e autorização legislativa. Para isso necessitará de seu próprio PROER, mas com a grana saindo de cada bolso de cidadão. Até lá inflação+ inflação + inflação. Enquanto isso seu salário só irá cair. Quero ver alguém pagar 1 milhão em juros por um imóvel que só vale 150. Ninguém é tão tolo. Irão parar de pagar e foda-se a Caixa. Como a área jurídica e desaparelhada, 10 anos morando de graça sem pagar iptu e condomínio vale o risco.

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      • thiago 27 de novembro de 2011 at 22:31

        Tenho muito interesse no estouro da bolha. Me casei em 2008 e tive a oportunidade de comprar e preferi esperar, pois tenho aversão à financiamentos. Não fosse o aumento dos preços, estaria comprando à vista o imóvel que almejava. Infelizmente me sinto no meio do caminho.
        Estamos num fórum de discussão, no qual todos ( pelo menos, penso eu) têm direito a expressar seu jeito de enxergar as coisas, sem radicalismo. O que você entende por eufemismo, eu chamo de ponderação. Ninguém pode ser pretensioso à ponto de achar que está 100% correto, ou tem o poder de prever o futuro. Se tivéssemos esse poder, ao invés de esperarmos por anos por uma reviravolta, teríamos investido tudo em imóveis e ações de construtoras até o ano passado, e feito dinheiro com aquilo que hoje nos revolta. Não é mesmo?
        Como alguém que tenta entender uma situação complexa, não estratifico meus pensamentos e argumentos em torno de um resultado pré-idealizado. Para chegar às minhas próprias conclusões, não pense que rejeito argumentos que defendem a não-existência da bolha. Partir de uma tese em que se acredita, para buscar hipóteses direcionadas à ela, é no mínimo insensatez. Provavelmente sua posição será infundada e facilmente desqualificada.
        Estamos num BLOG que obviamente teria sua imparcialidade questionada, se submetida à avaliações externas, e nem poderia ser diferente. Basta olhar pra barra de endereços do seu navegador pra saber que o fórum tem um lema a seguir. Mas a pergunta do milhão é: Nossos argumentos são razoáveis, a ponto de convencer alguém que não tivesse predisposição a acreditar na bolha?
        Leio e analiso todos artigos, seja contra ou a favor. Não escolho estatísticas, nem pinço frases. Não creio que o mundo passou a ser dividido entre os que acreditam plenamente e os que rejeitam religiosamente. E até que se prove o contrário, devo acreditar nos dados oficiais que são divulgados e OFICIALMENTE, pelo menos ATÉ O MOMENTO, a inadimplência da carteira de financiamentos da CEF, por exemplo, é inferior a 3%. Acho que vai subir? Acho, mas me desculpe, esse índice está longe de causar pânico aos mutuários ou ao banco, muito menos devolução em massa de imóveis. Na verdade, se considerar os últimos cinco anos, a inadimplência diminuiu após a consolidação do instrumento de alienação fiduciária.
        Quando você supõe que ninguém mantém um imóvel cujo valor de mercado decresce 100, 200%, não se esqueça que só quem compra no ápice perde tanto. A bolha não começou a inflar no mês passado. A maioria já viu o valor subir esse montante, logo, em caso de queda, a dívida recuaria praticamente ao valor reajustado. Quem foi pobre a vida toda, pode voltar a ser pobre sem se suicidar. Fica arrasado, mas não se mata.
        Você pode dizer que estou comprometido por trabalhar na empresa e talvez até goste, mas se quiser saber, jamais contratei algum crédito ou produto da Caixa. Se você já financiou, saiba que jamais financiarei um imóvel seja neste ou em qualquer banco. Agora se acharem que meu discurso distoa ou sabota a direção da corrente e, por isso, não devo comentar, vou concluir que não se trata de um espaço democrático de discussão e prometo que não vou botar mais sabão onde não devo.

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        • Dr. Estranho 27 de novembro de 2011 at 23:11

          Longe de ofendê-lo caro participante. A vida ensina mais rápido que se imagina. Se a palavra eufemismo ofendeu-o, desde já deixo para ti as mais sinceras desculpas. Por não ser mais jovem meu alerta advém do conhecimento histórico. A caixa tem esqueletos e não informa ou não informará a ninguém. Assim como o do BNH eu só soube quando estava extinto. Aí apareceram todas as maracutaias(crimes). Daqui a 10 anos saberemos as da Petrobrás e por aí vai. Só para sua ciência a “lavagem de capitais” se dá em imóveis. Por isso o interesse governamental nessa bolha. Para corroborar minha teste veja as primeira-dama dos municípios. Só uma no interior de São Paulo tem 61 imóveis. Entendeu onde quero chegar? Quanto mais valorizar imóveis, mais fácil justificar riqueza. Essa lavagem foi a essência da bolha espanhola. É a idêntica essência de nossa bolha. Mas a história e cíclica e todos verão. Infelizmente a prescrição de crimes é o instituto brasileiro que funciona, ou seja, esse bandidos não serão punidos. Observe o Maluf. O relator de seus processos crimes (veja no STF) declarou extinta a punibilidade de todos seus crimes pela prescrição. Aproveito apenas para reiterar minhas desculpas. Não tive a intenção de ofender. Apenas sou mais incisivo, mas se achar melhor ignorar-me não ficarei aborrecido.

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        • xyz 27 de novembro de 2011 at 23:12

          “Tenho muito interesse no estouro da bolha”

          Você é corajoso.
          Trabalhadores em geral e até funcionários públicos (especialmente executivo) que acham que estão imunes, vão perder muito com o estouro da bolha.
          Só vai ganhar quem já escondeu o patrimônio bem longe do país.

          Mas a bolha estoura independente do desejo de qualquer um aqui.
          E acho até que enquanto mais cedo estourar menor os prejuízos e mais rápido nos livramos desta “equipe” que governa o país.

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  • dp 27 de novembro de 2011 at 19:38

    Muito bom esse texto. Vivi a mesma coisa nos EUA e a semelhanca dos fatos, a sequencia de events e de argumentos (tanto a favor como negando a bolha) eh incrivel. Uma pena que tem gente que ainda acredita que no Brasil as coisas sao diferentes……

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    • aiwww 27 de novembro de 2011 at 20:04

      Digo mais … do dia para a noite as pessoas aqui no Rio passaram a pensar que o Brasil tem a economia da Alemanha … aliás, só para constar, hoje o zap pulou da casa dos 60 para a casa dos 90 imóveis anunciados na Tijuca … um aumento de 50% no número de imóveis anunciados para aluguel na Tijuca em APENAS uma SEMANA ! … acompanho semanalmente a região da tijuca … vi em 6 meses vi o número de imóveis anunciados para venda também aumentar de 2100 para 3000 … os números dizem alguma coisa … seria mercado aquecido? … hummmm … nãoooooooo …

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  • Dr. Estranho 27 de novembro de 2011 at 20:35

    Estive calado há um bom tempo, mas agora volto à discussão. O importante é dar ciência de como andam as coisas. Atraído pelo valor de 270K visto pela minha filha, visitei o condomínio Grand Valey na freguesia(rj). Para minha surpresa a unidade era 377K. Minha esposa, muito detalhista, destruiu o corretor na questão do acabamento. Na parte jurídica perguntei pelo preço do condomínio e hidrômetro individual e ele não sabia(como??, apenas se limitou a dizer que oscilava em 600 reais). Propus a permuta, mas garanti caso não aceitassem, que conseguiria 100% de financiamento desde que retirassem a gordura. Para minha surpresa, no dia seguinte, retornou um “diretor” me dizendo que o proprietário tinha mais 17(dezessete) imóveis no mesmo empreendimento, dizendo que se tratava do antigo dono do terreno, mas que também não sabia o preço do condomínio referente a unidade que me interessei. Resumindo, pela teoria da conspiração(rs), as unidades, ainda que tenham um “proprietário”, são mantidas no patrimônio da construtora. Pelo que me consta não pagam condomínio(ou pagam?). Deduzir é fácil. Com o hidrômetro separado e imóvel zero bala, 600 reais de condomínio está muito além do real. Os poucos moradores estão pagando a conta.

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    • Felipe 27 de novembro de 2011 at 21:50

      Dr. Estranho, foi essa situação que eu relatei que acontece em Santos. Grandes prédios com poucos moradores.
      Vc que pareceu vivenciar um pouco disso… – das unidades que “sobram”, quem banca o condomínio?

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    • Felipe 27 de novembro de 2011 at 21:52

      No que me falaram daqui, quem fica com a conta são os moradores.

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  • Guilherme Eduardo 27 de novembro de 2011 at 22:33

    O valor total do condomínio é dividido por igual entre as unidades autônomas – aptos. Assim, na teoria, cada apto pagaria o mesmo valor de condomínio independentemente dos outros estarem vazio ou não. Porém, se os vazios não estiverem pagando condomínio, os ocupados ficarão com o prejuízo, pois, por exemplo, o salário do zelador, o seguro e os impostos não vão diminuir só porque tem apenas 60% dos condôminos pagando em dia. Resumindo, num primeiro momento o fato de muitas unidades estarem vazias não influenciará no preço do condomínio, mas se essas unidades vazias não estiverem pagando o condomínio haverá amento após alguns meses.

    Seguindo essa linha, quem comprou para especular (muita gente) terá que vende o apto rápido, ou será que alguém suporta ficar pagando condomínio com o imóvel vazio?? E se for alugar, não pode cobrar muito caro, porque ninguém fica pagando aluguel na base do crédito, se estiver caro procura outro.

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  • natalicio 1 de dezembro de 2011 at 15:11

    Caros colegas, venho acompanhando a evolução dos preços dos imóveis, e por acaso acabei achando um vídeo interessante:
    http://www.youtube.com/user/tradingcafetv#p/u/4/qmFY1ydg32E

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  • Guilherme 12 de dezembro de 2011 at 00:23

    Pelo menos uma boa coisa já aconteceu: os especialistas não estão mais incentivando investidores a investirem em imóveis com o mesma animação (oba-oba) de antes, o caminho agora é só para baixo, principalmente quando notarem que seu investimento só está dando prejuízo.

    Como o vídeo disse: tem que falir uma dessas grandonas para a bolha estourar e ninguém vai dar pela falta dela, como ninguém se lembra mais da ENCOL.

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