Primeiro acesso ? Leia aqui

Olá

Se você esta lendo este texto é porque você é mais um que sentiu que está acontecendo alguma coisa estranha na nossa economia, em especial no mercado imobiliário brasileiro.

Pois saiba que você está certo e não está sozinho. Este blog é constituído de pessoas das mais diferentes formações, áreas de atuação, idades e localidades, que também perceberam isso e debatem o tema. Há dois anos, quando ainda se propagava na mídia chavões como “imóvel e sempre o melhor investimento”, “valorização mínima de 30% a.a.” e afins, os usuários aqui já previam a situação atual, de recessão, queda nas vendas, “descontos” nos preços, queda das ações das construtoras na bolsa e etc. Estas previsões se basearam em profundos debates, temperados com diversos artigos, reportagens, experiências, textos e documentários trocados entre os usuários.

Seja bem vindo a se juntar a nós, nesta cruzada contra todos aqueles que ganharam dinheiro especulando com um dos direitos mais fundamentais de qualquer pessoa, que é o direito de morar.

Se você esta pensando em comprar imóvel agora, podemos dizer com segurança: Não arrisque o futuro da sua família e o seu próprio, se tornando escravo dos bancos para os próximos 35 anos. Continue juntando capital e aguarde, pois a nossa hora ainda está para chegar.

BEM VINDO!!!

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Comments
  • Shakespeare 23 de outubro de 2012 at 17:48

    Convido-os a lerem os posts antigos do blog e também acompanharem os comentários.

    Existem muitos posts excelentes e comentários memoráveis daqueles que frequentaram e continuam frequentando o blog. Histórias reais, poesia, prosa, música, reclamações, piadas, humor refinado, humor negro e, principalmente, muita informação sobre Economia e a situação econômica mundial e do Brasil, em especial.

    É um passeio por dois anos repletos de muita discussão saudável (amigável ou nem tão amistosa) que retrata toda a situação que foi acompanhada de perto por centenas ou milhares de pessoas que, diariamente, faziam daqui um dos pontos de referência da net brasileira.

    Você irá encontrar discussões partidárias, pessoas defendendo ferrenhamente a valorização constante dos preços dos imóveis, outros se achando “pobres” mesmo ganhado mais de R$10.000,00 por mês, porque se viram impossibilitados de comprar uma residência decente para suas famílias em virtude do que ocorreu no mercado imobiliário brasileiro, nos últimos anos.

    Lendo as mensagens, rapidamente será possível destacar alguns com conhecimentos profundos de preceitos econômicos e que vale a pena passar a garimpá-los entre as inúmeras respostas que cada post recebe. É um exercício viciante e recompensador! No início eram poucos, mas hoje são muitos e você, certamente, virá aqui para se somar a esse bando de “bolhas” 🙂

    Seja bem vindo! Entre, pois a casa é sua e você nem precisou pagar o pato .

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    • Eduardo Gatti 20 de outubro de 2013 at 11:10

      Particularmente não acredito na bolha imobiliária brasileira. Ela já não existe mais. Sugiro mudar o nome do site para: caco imobiliário. Pois é o efeito pós estouro. São fragmentos da bolha estourada espalhando-se por todas as partes do Brasil. Empresários aproveitando-se das facilidades de financiamento com 30% de unidades vendidas, sem capital de giro despejam milhares de unidades habitacionais em várias cidades brasileiras sem nenhum estudo prévio. Na verdade onde se diz: ” compre tua casa própria” deveria estar escrito: ” me dê seu dinheiro, page-me 3 vezes mais e de brinde ganhe um apartamento que vai durar menos que teu carne de financiamento” . A bolha infelizmente não mais existe! Já estamos embaixo de seus cacos que continuam a cair contaminando o mercado brasileiro.

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  • RosinhA 23 de outubro de 2012 at 18:36

    A RosinhA fez um artigo com um resumo da situação atual. Assim como já aconteceu com o MrK, Miguel Jacó, etc, quem quiser pode escrever um texto, e poderá ser reproduzido aqui

    A conclusão que a maioria dos economistas chegou é que não há mais dúvida sobre a existência da bolha. A discussão agora é tentar prever quando ela vai estourar.

    O objetivo deste artigo é explicar o que é uma bolha imobiliária e mostrar vários indícios de que existe no Brasil e está próxima de estourar.

    O que é uma bolha imobiliária?

    O mercado imobiliário, como – quase – todos os setores de nossa economia, é regulado pela Lei da Oferta e da Procura. Existem regulações estatais, mas nesse setor, em específico, elas são extremamente ineficientes.

    Em momentos de crescimento econômico e facilidade de financiamento através de programas governamentais, é normal que a demanda seja maior que a oferta de imóveis e os preços subam.

    Com a subida rápida dos preços, pessoas passam a considerar a compra de imóveis um bom investimento, tanto para revenda quanto para aluguel. Com isso, boa parte dos novos empreendimentos não são reservados para moradia, mas para investimento.

    Dados de pesquisas junto aos corretores de imóveis apontam que esse índice, que já foi de menos de 20%, atualmente oscila entre 40 a 60% dos imóveis, dependendo do empreendimento.

    Isso porque as próprias construtoras preferem que os investidores comprem, visto que eles geralmente pagam à vista, ao contrário dos que compram imóveis para residência e geralmente esperam de 30 a 60 dias para obter financiamento.

    O aumento do índice de investidores provoca uma falsa sensação de falta de imóveis à venda no mercado, puxando os preços para cima. A sensação é amenizada pelo fato de que no Brasil realmente há um déficit habitacional histórico, especialmente nas grandes cidades.

    Finalmente, em momentos de crise econômica ou insegurança em relação ao mercado imobiliário, essa bolha estoura.

    O catalisador do estouro dessa bolha pode ser a falência de algum ente envolvido no processo imobiliário (seja no financiamento ou na construção de imóveis propriamente dita) ou o aumento geral da inadimplência a níveis insustentáveis.

    Então, bancos e construtoras pedem ajuda aos governos, como tábuas de salvação.
    A bolha imobiliária existe? Ela vai estourar?

    Como já deixei claro no começo do artigo, ela não só existe como está próxima a estourar.

    Vou apresentar todo o caminho para o estouro de uma bolha imobiliária e mostrar, item a item, porque a bolha brasileira não para de inflar.

    1) Aumenta a procura por imóveis, e o preço sobe.

    Não é necessário falar muito sobre esse ponto, mas como prometi embasar cada item, recomendo a leitura dessa matéria: Brasil vira 2º melhor mercado imobiliário.

    2) Aumenta o número de investidores, que compram imóveis para alugar ou ganhar dinheiro.

    A presença de investidores no mercado imobiliário aumenta a demanda, mas não para moradia, e sim para investimento. Isso aumenta o preço sem aumentar a quantidade de casas próprias.

    Algumas pesquisas mostram a atratividade do mercado imobiliário brasileiro, como pode ser visto nesta matéria: Investidores em imóveis vêem Brasil como 2º mercado mais atraente.

    3) Os preços começam a subir excessivamente, acima da capacidade de consumo das famílias.

    Esse é outro item que não seria necessário uma fonte para reforçá-lo, já que todos nós sofremos no bolso com a alta dos preços.

    Em 2010, a valorização imobiliária foi de 23,49%. Em 2011, esse percentual foi ainda maior: 27,82%.

    Fonte: Brasil é 2º em ranking mundial de valorização imobiliária

    4) O preço chega a um patamar insustentável, afastando potenciais compradores, que passam a considerar a hipótese de alugar imóveis.

    Com o preço dos imóveis cada vez mais irreal, as pessoas deixam de comprar e passam a cogitar o aluguel. Até porque passa a valer mais a pena alugar do que comprar, financeiramente falando.

    Por sinal, já discutimos bastante sobre esse tema no artigo “Comprar casa própria ou alugar imóvel?“.

    5) Os preços dos aluguéis sobem, pois a demanda por imóveis do tipo aumenta.

    Com tanta gente preferindo alugar do que comprar, o preço dos aluguéis disparam. Pesquisa recente mostrou que o preço do aluguel aumenta 13,6% em 2011 na cidade de São Paulo.

    6) O preço dos imóveis começa a baixar como um todo, devido a diminuição da procura.

    Ainda não alcançamos esse patamar, mas o preço em muitas cidades já começam a subir menos ou mesmo a estagnar. Já existem vários indicadores que mostram que a alta no preço dos imóveis novos desacelera em várias cidades.

    Além disso, outra pesquisa revelou que investidores estão deixando o mercado e intenção de compra de imóveis diminui.

    7) Há uma baixa mais expressiva nos preços dos imóveis, pois os investidores começam a tentar vender os mesmos com urgência.

    Esse é o ponto que ainda não atingimos e que não há previsão de ocorrer. Vale ressaltar que esse já é o último item para decretar o estouro da bolha. E já percorremos praticamente todo o caminho para isso.

    Estamos em um dos momentos finais dese ciclo: o momento em que as pessoas deixam de comprar imóveis novos para ir atrás de casas de aluguel. É praticamente o último momento antes da bolha imobiliária efetivamente estourar nas regiões metropolitanas.

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  • RosinhA 23 de outubro de 2012 at 18:40

    Em 2007, 2008, 2009 com os dados da primeira crise Americana a bolsa despenca e os grandes investidores correm para um porto seguro o da alta valorização os imóveis, acho que mesmo que parte da população que perdeu em investimentos nesse período, voltou seus olhos para o setor, só que com taxas de corretagem que nos imóveis chegam a 6% e na bolsa 0,1% , começaram a colocar na conta esses números, e cada vez o aumento foi sendo maior, sem contar que a liquidez é muito pior, e o risco para mim depedendo do imóvel chega a ser o mesmo. O mais engraçado é que coincide 2008 com os aumentos expressivos que começaram por aqui.

    Os cor…. se aproveitam dessa fase e “mostram aos compradores (investitolos)”, lucros exorbitantes de 50% ao ano, lucro fácil, venda rápida, compradores aos montes, muitas vezes investindo só a entrada e revendendo em cima de lucros totais.

    Todo o mercado começa a se estruturar para os ganhos:

    – Cor…. em geral começam a vender consórcios.
    – Bancos começam a lucrar com as grandes taxas cobradas.
    – Construtoras começam a especular áreas e locais mais requisitados.
    – Corretores de imóveis tendo lucros nunca obtidos antes.
    – Dono de urubulárias, construindo para venda, começando a deturpação dos valores.
    – Donos de terrenos especulandos valores em casas de 80 anos.
    – Construtores e prefeituras fazendo acordos milionários.

    entre outros…..

    Final de 2011 começo de 2012, os grandes especuladores já percebem que o mercado começa a dar sinais de saturação, vendem o que podem, e começam a sair do mercado, ocasionando a queda de vendas e de lançamentos, os menos experientes ainda compram com preço 3x ou 5x a mais “bolhudo” esperando lucro de 10X. Bolsas extremamente enlouquecidas com altas e baixas estilo montanha russa, sem ter pelo menos um fundamento que pudesse explicar tamanha variação.

    Para mim a maior indicação de que o número de imóveis está acima do necessário, é que a multiplicação dos imóveis à venda é muito maior do que os imóveis para aluguel, percebe-se que a maioria já percebeu a real situação e está a espera de que o mercado se acomode, ou até mesmo começe a despencar, isso resume o seguinte: Pouca gente está comprando agora, a maioria já sabe que algo está errado, indo assim atrás do mercado de aluguel que começa ter altas expressivas.

    Quando começam muitos murmurinhos sobre um assunto é que a coisa realmente não anda bem, artigos aos montes em imprensa e jornais, e começam os primeiros pipocos aqui e ali na televisão aberta e principalmente por asssinatura sobre Bolha Imobiliária.

    Quando os cor….., e pessoal do ramo começam a declarar que a coisa não está boa, dizendo que os negócios não vão bem, as construtoras com prejuízo, e todas as notícias ruins da economia, só podem significar o seguinte: O mercado está mal, ainda caminha porque muita gente ainda não obteve seu lucro, está empurrando, tentando empurrar a força, quando esse último pessoal cair fora, aí sim vamos ver qual a cor da roupa íntima de quem esta no lago, muitos vão se dar mal, principalmente aqueles que vão apostar a todas fichas no Cassino da construção civil bem próximo do estouro.

    Concluindo agora não é hora de comprar, muito menos de fazer ofertas, deixem quieto o mercado, os corv…., para quem quer vender ou coretar, a pior coisa é não rebecer proposta alguma, verificar seu telefone para ver se funciona, assim ele começa a cair na real que o preço ou a qualidade de seu produto estão fora da realidade, e serão os primeiros a tentar refazer as besteiras que cometeram anteriormente. Sei que é difícil para quem é do tipo ansioso, mas quem vai fazer os melhores negócios, são aqueles que deixarem para comprar na hora do desespero total dos vendedores e corvotores, coisa que ainda está começando de forma tímida, portanto a hora é de sentar alugar e compra Toddy de litro, pipoca e bloggar bastante como fazemos todos os dias por aqui.

    Sérgio disse:

    16 de agosto de 2012 às 19:59

    Grande Rosinha, suas postagens estão entre as mais apimentadas, sarcásticas, espirituosas e certeiras entre todos dos BLOG – sem sombra de dúvida.
    O texto acima é bem elucidativo, principalmente para visitantes do BLOG e/ou pessoas que não estão muito familiarizadas com o assunto.
    No entanto, para os que estão tarimbados no assunto, algumas afirmações não são cogentes com o modelo que estamos vivenciando, especificamente. Explico:
    É fato que investidores é que começaram com toda essa situação, com todo o apoio de nosso governo e de nossas construtoras. Entretanto, esses investidores são (ou foram) em sua imensa maioria composta de estrangeiros, através de diversos fundos, agregando tanto pequenos – aos milhares – quanto os gigantes, como o famoso Sam Zell.
    Esses provocaram uma alavancagem sem precedentes nas real state recém ingressadas na Bolsa. Essas, por sua vez, de forma coordenadas e extremamente rápidas adquiriram fábulas em terrenos a preços de banana, ainda entre os anos 2006 e 2008.
    Essa a primeira etapa, onde bananenses aspirantes a investidores nem sonhavam com as primeiras “peças” que eram “movidas”.
    Já nesse período, podia se observar um ligeiro aumento nos preços dos imóveis, que ganhavam por 2 ou 3 pontos percentuais acima da inflação. Esse aumento, verdadeiramente, correspondia ao verdadeiro espírito da lei da oferta e procura, além de refletir de fato com o aumento de renda verificado dos bananenses.
    No entanto, com relaçao aos terrenos, principalmente nos grandes centros e médias cidades próximas, já se podia “experimentar” aumentos meio que astronômicos. Sei disso, pois, que foi o período em que ingressei no serviço público federal e começava a “querer” comprar algo, pois que antes estava F.D.D.
    Percebi que alguns terrenos em minha cidade passaram de 30 para 70K em pouco mais de um ano (hoje os mesmos são “pedidos” por mais de 200K). Foi a época em que resolvi esperar, até por não mais estar morando em minha cidade, no sul do Rio.
    Voltando ao assunto. Foi nesse período também que a caixa passou de 240 para 360 meses o prazo para financiamento de imóveis.
    Na época, apesar de achar esse prazo pessoalmente desnecessário, achava “bom” para as pessoas que não tinham uma renda razoável, mal sabendo da merda que daria.
    Em 2008 a coisa já tinha subido bastante, os investidores estrangeiros monopolizavam quase todo o dinheiro envolvido.
    Nesse período aconteceu a bolha americana e a crise que se alastrou pelo mundo, inclusive na banânia. Foi então que o governo, atendendo ao programado anteriormente (muitos dizem que não) adiantou o programa MCMV, acalmando os grandes empresários bananenses e trazendo mais dinheiro estrangeiro ainda.
    Foi nesse momento, 2008/9, que os bananenses perceberam o filão. Digo, os especuladores tupiniquins. Nesse embalao vieram também toda a nossa “poderosa” cRasse c e parcela considerável da antiga.
    Foi nessa época que muitos especuladores e muitos cidadãos bananenses entraram de cabeça nos lançamentos de imóveis “na pRanta”. É certo que muitos aqui, senão todos, sabem que não há necessidade de se comprovar renda para aquisição desses “tesouros”.
    Foi a imagem do inferno: lançamentos esgotavam-se praticamente no mesmo dia do lançamento; alguns levavam um pouco mais de semanas; mas todos eram – invariavelmente vendidos. Foi aí que começaram as revendas: imóveis comprados na pRanta em um mês eram vendidos no mês seguinte com “valorização” de 20, 30 , 50%.
    Na banânia havia se descoberto a galinha de ovos de ouro.
    Nessa época, eu estava totalmente perplexo: via pessoas com renda bem inferior a minha comprando imóveis de mais de 100K (hoje esses, tanto em minha cidade no Rio, quanto aqui em Cascavel/PR, estão “avaliados” em mais de 300k).
    Eu não conseguia entender: 100k em 2008/9, assim como hoje, ainda reputo como muito dinheiro.
    Bem, fiquei meio depressivo por quase 2 anos, mesmo ganhando mais de 10 sm, achava-me extremamente pobre.
    Em 2010, descobri três coisas que salvaram minha vida: primeiro foi o artigo do Luciano D’Agostinni, publicado em outubro daquele ano; em seguida foi a descoberta do site O Pequeno Investidor, que argumentando, consubstanciou o pensamento do prof Luciano D Agostinni.
    Em seguida descobri esse nosso GRANDE BLOG.
    Estranhamente, foi nessa mesma época que grandes investidores sairam das real state bananenses (e de outras empresas) e começou a “descida” da Bolsa.
    Ou seja, os grandes investidores e fundos estrangeiros deram linha, deixando para trás só a gentalha marron.
    No início de 2011, como os preços já estavam estratosférico, as vendas começaram a cair, à taxas de 10, 20, 30% a cada semestre.
    Logo em seguida vieram as tão esperadas entregas das chaves.
    Acontece que a grande maioria dos investidores que compraram na pllanta (e não venderam) não tinham como pagar o restante ou, tampouco, financiar. Foi aí que começaram as devoluções, distratos, que se estendem até os dias atuais.
    Esses, em síntese (síntese??), são os pontos a que não concordo plenamente com sua postagem.
    Sobre o estouro, é certo que já ocorreu. O negócio é que não é nada assim do outro mundo, como foi nos EUA.
    As pessoas que tinham casas de 100k antes e que agora “valem” mais de 400K não irão admitir que ficaram pobres de um dia para o outro.
    O que faria, ou fará isso acontecer mais rápido, além da inadimplência, é o próprio desemprego.
    Mas lembre-se o que já foi dito às escâncaras aqui no BLO:
    Vivemos no país com o maior socialismo selvagem já verificado na história desse planeta.
    O governo vai vender a alma ao diabo para retardar o colápso, que já está a porta.

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  • RosinhA 23 de outubro de 2012 at 18:43

    Tamanho texto explicativo sobre o conceito de Bolha Imobiliária, feito pelo leitor Ricardo Eng merece um tópico. Para muitos que acham que bolha imobiliária era somente o problema das hipotecas, como o que ocorreu com os Estados Unidos, e que nunca leu sobre a bolha das Tulipas, vale a pena a leitura.

    Bolha imobiliária não tem nada a ver com bancos. Tem a ver com o ato de comprar imóveis com o único propósito de lucrar com a repetição de valorizações observadas em períodos anteriores. A idéia é comprar o imóvel para ter lucro em sua revenda, sem nenhuma intenção (ou sem ter recursos para isso) de manter o ativo para moradia ou aluguel. Com a notícia sobre a valorização se espalhando e muitas pessoas comprando apenas para especular, o imóvel de fato se valoriza.

    Após muitos meses o número de imóveis na mão de especuladores é muito superior à demanda do mercado. O estoque é alto mesmo se incluirmos especuladores na demanda. O mercado fica sobre-ofertado e isso significa que o especulador encontrará dificuldades para vender o seu imóvel com a valorização que tinha imaginado. São muitas pessoas querendo vender (pois compraram o imóvel sem ter uso algum para ele) e poucas (em relação aos estoques) querendo comprar.

    Essa condição de mercado (especulação e altos estoques) é, por definição, uma bolha de ativos. O quanto tóxica essa bolha será para a economia é determinado pelo nível de alavancagem dos especuladores. São esses especuladores, que não podem pagar pelos objetos de especulação, que causam um grande estrago na economia.

    Outro problema causado pelas bolhas, e este independe da saúde dos bancos, é o desaquecimento da economia. Quando a bolha atinge setores inteiros, principalmente setores que geram muitos empregos, o excesso de produção leva a economia do país a um novo patamar. A produção dos objetos de especulação gera muitos empregos e essa renda realimenta outros setores da economia. Os funcionários das construtoras e seus fornecedores diretos e indiretos consomem automóveis, móveis, brinquedos, comida, telefones, outros imóveis, etc. Diversos setores crescem devido ao dinheiro da especulação.

    Só que existe um limite de quantos imóveis podemos construir para que nunca sejam ocupados. O que acontece quando o mercado voltar aos níveis normais de produção de imóveis, determinados pelos consumidores que realmente querem morar nas casas e apartamentos? A resposta é simples: desemprego. Se a construção civil diminuir o número de lançamentos em 40%, uma situação que já podemos observar no Brasil, todo aquele consumo derivado da riqueza gerada pela construção de imóveis também diminuirá. Venderemos menos automóveis, menos telefones celulares, menos brinquedos. Isso também está acontecendo com o Brasil nesse exato momento.

    O efeito descrito acima NÃO pode ser ignorado. Temos o costume apenas de nos lembrar da euforia causada pelo consumo desenfreado e esquecer que as consequencias do desbalanço econômico não podem ser evitadas.

    Mas a polêmica atual diz respeito ao papel dos bancos em uma bolha. Vamos falar sobre alavancagem então, uma vez que o tópico “regulamentação de bancos” está cada dia mais associado ao assunto. Em cada país a alavancagem foi obtida de uma forma diferente. A seguir os exemplos de Estados Unidos e Brasil.

    Estados Unidos

    Nos EUA a alavancagem era atingida através de hipotecas. O objeto de especulação eram imóveis prontos. Lá não é possível financiar um imóvel que ainda não está pronto. Como consequencia, o setor hipotecário foi o mais afetado pela crise.

    Muitas construtoras saíram ilesas da bolha e lucraram muito com ela. As construtoras dos EUA são muito sólidas e em geral iniciam obras apenas após garantirem (através de fundos ou empréstimos) todo o capital necessário para concluir a obra. Diversas regulamentações do mercado americano impedem as construtoras de iniciar obras sem o levantamento necessário de capital, uma vez que tal atitude bateria de frente com as políticas de gestão de riscos obrigatórias para todas as empresas de capital aberto.

    É claro que sofreram muito com a diminuição da demanda, que antes estava artificialmente inflada pela especulação. Mas acumularam muitos lucros construindo coisas que nunca seriam utilizadas pelos seus clientes.

    O resultado disso tudo foi: recessão e quebra de bancos.

    Brasil

    No Brasil a alavancagem foi obtida através de uma aberração financeira chamada “comprar financiado na planta”. Esse recurso permite que as construtoras atinjam um público com menor poder aquisitivo e com maior comportamento de risco em relação à compra de imóveis. Ou seja: aumenta o potencial de vendas do empreendimento. O imóvel é “comprado” (para quem quer especular, o contrato é suficiente, considerado uma compra) com o simples depósito de 20% ou menos de seu preço total.

    Trata-se de um instrumento financeiro pouco regulamentado no Brasil, pois sua existência é baseada em um simples contrato de intenção de compra. Não é, oficialmente, um instrumento de crédito ou um título de investimento. Trata-se de uma mera reserva de imóvel, mediante o pagamento de um depósito.

    O problema é que tal reserva é tratada pelas construtoras como uma venda completa e anunciada dessa forma para seus acionistas. O restante do contrato é contabilizado como “recebível”, sem que os balanços das empresas contabilizem corretamente os riscos associados a esses contratos. Essa contabilização é, em muitos casos, incompatível com as claúsulas presentes nos contratos firmados entre a construtora e os consumidores.

    Não é honesto, por exemplo, classificar como “recebível” o restante de um contrato onde a rescisão por parte do cliente pode ser efetuada com a simples desistência do valor depositado como garantia da reserva. Pior ainda quando a lei garante em alguns casos a devolução de parte do valor depositado. Esse tipo de contabilidade expõe as construtoras a um grande risco, muito difícil de ser mensurado e muito dependente de uma saúde perfeita para o resto da economia. O acionista considera como “recebível” um ativo cujo valor não está sujeito a altos riscos, uma obrigação que será cumprida pelo devedor no prazo correto ou que possa ser questionada na justiça no caso de inadimplência.

    Alguns perguntariam: por que isso funciona assim, as construtoras são burras? Não. Esse tipo de contabilidade permite que anunciem vendas crescentes em seus relatórios anuais, enganando os acionistas e trazendo cada vez mais dinheiro para a empresa. Esse é o sonho de qualquer diretor megalomaníaco: bônus gigantescos, aumento da estrutura, aumento da influência, aumento do poder.

    Outra questionamento seria: se o especulador devolve o imóvel, a construtora ainda tem em suas mãos um ativo sólido e que “nunca desvaloriza”, que é o próprio imóvel. E é aí que o problema fica maior: os empreendimentos não são capitalizados por fundos de investimento, por empréstimos bancários ou pelo caixa da construtora. As construtoras dependem do pagamento dos imóveis vendidos no passado para conseguir concluir as obras que estão em andamento. Quando esse ciclo não se completa, não possuem caixa para pagar salários, serviços e materiais de construção. Isso se chama “pedalar”: lançar imóveis continuamente para que as entradas pagas pelos imóveis novos ajudem a terminar as obras em andamento e o pagamento das “chaves” dos imóveis concluídos ajudem a iniciar os empreendimentos recém-lançados.

    Isso significa que devoluções de apartamentos por parte de especuladores e consumidores com problemas financeiros causam um grande impacto na construtora. Se a construtora já possui problemas anteriores que dificultem a obtenção de crédito no mercado, o problema se torna maior ainda. Maior ao ponto de atingir níveis nunca considerados pelos diretores da empresa.

    Esse é o subprime brasileiro: a especulação com imóveis na planta. Esse modelo de alavancagem é tão selvagem, perigoso e desregulamentado que faz o antigo sistema americano de hipotecas parecer um paraíso. Um estouro nesse mercado causará muito desemprego, e o problema será realimentado de volta para o sistema bancário: um número maior de pessoas devolverão seus imóveis financiados devido a problemas financeiros. Imóveis que foram comprados por R$ 500.000,00 agora serão devolvidos com um valor muito inferior, em um mercado em recessão e com estouro de bolha imobiliária.

    Os bancos já estão tendo um prejuízo imenso com veículos devolvidos. Os imóveis serão os próximos. O resultado dessa festa toda será: quebra de construtoras que empregam juntas centenas de milhares de pessoas, falta de liquidez nos bancos e depressão geral da economia.

    E isso não é previsão para o futuro, pois já estamos vendo tudo isso com os nossos próprios olhos: vendas menores no comércio, restaurantes vazios, bancos recebendo auxílio do governo, fraudes em bancos à beira de um colapso, prejuízos com inadimplência, ações de construtoras despencando mais de 80% em 2 anos, vendas de automóveis em baixa.

    Só não vê quem não quer.

    Um parênteses sobre falência de construtoras

    Foram criadas diversas leis e regulamentações que dificultam essa prática. Uma delas é a criação de sociedade de propósito específico (SPE) para cada empreendimento. No popular, podemos dizer que “criam uma empresa que toca a obra e recebe todos os pagamentos dos compradores de imóveis”. Isso, na teoria, impediria as construtoras de desviarem dinheiro da obra e em caso de falência da construtora bastaria entregar o empreendimento a outra construtora. O que não foi gasto com o prédio ainda estaria depositado nas contas dessa empresa.

    Só que as construtoras são muito espertas e conseguem agir da mesma forma que agiam antes da lei. Basta fazer com que a SPE responsável pelo empreendimento contrate um zilhão de serviços da construtora. Dessa forma o caixa da SPE está sempre muito próximo de zero e a construtora está sempre com esse dinheiro em mãos.

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  • bruno lima 23 de outubro de 2012 at 21:40

    Vejam este link abaixo para ver um exemplo até onde vão as artimanhas sem escrúpulos de uma construtora (“assalto legalizado”), e perguntem-se a si mesmos se esta é a hora de comprar um imóvel.

    Link: http://www.reclameaqui.com.br/3577155/mrv-engenharia/condicao-financeira-x-multa-contratual/

    Exemplo numérico

    Vejamos:
    O contrato foi assinado no valor de R$112.560,00
    Sinal no valor de R$112,00
    Corretagem no valor de R$2.588,00
    Taxa de contrato no valor de R$190,00
    04 mensais no valor de R$100,00
    05 parcelas referente a taxa de analise no valor de R$160,00
    Além disso já paguei 09/20 parcelas no valor de R$240,46 referente ao Kit Acabamento que solicitei já o Cancelamento.

    Considerando somente o valor fechado no contrato, e presumindo um financiamento de 30 anos (no mínimo) com juros de 1% ao mês (fora a correção monetária), daria uma prestação média de:

    VPF = VF * {{[(1 + i)^n] * i }/ {[(1 + i)^n]- 1}}
    VPF = 112560 * {{[(1 + 0,01)^360] * 0,01} / {[(1 + 0,01)^360] – 1}}
    VPF = 112560 * (0,3595 / 34,95) = R$1157,80

    Agora, vamos supor que ao invés de comprar o imóvel na planta ele quisesse alugar um apto semelhante ao que ele comprou (não sei o padrão), com uns dois três anos de construção, onde o dono pede R$700,00 no aluguel…

    Alguns podem pensar: “Ah, mas se eu pagar esse valor de aluguel eu nunca serei dono deste imóvel nestes 30 anos… Vou ficar pagando aluguel pro resto da vida.”

    A diferença entre o valor da prestação e o aluguel seria de R$457,80… Então, logo ele pensa: “Se eu desembolsar essa pequena quantia a mais por mês (457,80) em 30 anos eu vou ser dono do imóvel, se eu perder o emprego pelo menos eu terei a casa prória garantida…”

    Agora, se ele decidisse investir essa diferença em uma aplicação de baixo risco, que rendesse líquido (após taxas, IR, inflação) 0,6% ao mês, o que iria acontecer em 30 anos?

    Vejamos:

    Nesse período ele iria ficar pagando aluguel por um imóvel que não lhe pertence. Mas, ainda nesse mesmo período ele formaria uma poupança igual a:

    Poupança formada em 360 meses = Diferença (entre o valor da parcela do financiamento e o valor do aluguel mensal) * {[(1 + i)^n] – 1}/ i}
    Poupança = 457,80 * {[(1 + 0,006)^360] – 1]} / 0,006}
    Poupança = 457,80 * (7,615 / 0,006) = R$581084,25 (5 VEZES o valor do imóvel citado acima)

    Com R$581084,25 em uma aplicação que lhe rendesse 0,6% ao mês, ele teria uma renda mensal de R$3486,14. Logo:

    – Ele moraria em um imóvel que custa R$700,00 de aluguel.
    – Ele teria um valor MUITO MAIOR que o valor do imóvel citado no contrato (R$112.560,00), que lhe renderia juros o bastante para pagar o aluguel do aptocom sobras.

    Pergunta que não quer calar: VALE A PENA COMPRAR OU ALUGAR UM APTO?

    Hoje, infelizmente, vemos as pessoas de baixa renda se endividando, se enrolando até o pescoço pra pagar em “infinitas” prestações algo que um dia será seu… Não contam com impresvistos, e o pior… sem planejamento financeiro, simplesmente olham se cabe no bolso naquele instante, sem contar outros fatores (inflação, tx de juros incidentes após a entrega das chaves).

    Não quero dizer aqui que os brasileiros não devam ir atrás do sonho de ter a sua casa própria, devem sim sempre ir atrás do melhor, mas que com um pouco de planejamento, de organização do orçamento familiar (que são poucas as pessoas hoje que fazem isso, que sabem pra onde vai o seu $), para que eles vejam que é possível sim conseguir alcançar o seu sonho de uma forma coerente, sem se prejudicar.

    E, ainda assim, se puder, comprar um imóvel com PREÇO JUSTO, pagando à vista e negociando descontos. Não dessa forma escancarada e absurda que estão os preços dos imóveis hoje.

    Fica a dica pessoal, e sejam muito bem vindos ao blog!!!!

    5+
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    • RobertoPC 16 de julho de 2013 at 16:50

      Fiz um contrato de 30 anos pela Caixa pagando R$560,00 na primeira e com o valor decrescente. O imóvel saiu em torno de R$100.000,00 . Será que fiz bom negócio?

      1+
      • semnick 16 de julho de 2013 at 18:38

        no tutorial do bog tem como se calcula prestação …
        faça os calculos e tire suas conclusoes …. principalmente em relação ao valor decrescente :mrgreen:

        0
      • Ana 18 de junho de 2015 at 19:49

        RobertoPC
        Fiz um contrato de 30 anos pela Caixa pagando R$560,00 na primeira e com o valor decrescente. O imóvel saiu em torno de R$100.000,00 . Será que fiz bom negócio?

        Unlike1+

        Prezado RobertoPC,

        Você fez um excelente negócio! Não se preocupe.

        Tenho 49 anos e já vivi e vi muitas e muitas crises e coisas acontecerem neste país, e posso dizer de cadeira e por conhecimento, NÃO EXISTE E NUNCA EXISTIU BOLHA IMOBILIÁRIA!

        Quem escreve essas coisas, me desculpa, mas não sabe o que está falando. Não é de sala de aula e títulos que se pode dizer especialista. Eu tenho vários deles. Estou falando de vivência e de visão.

        Jamais, em tempo algum, desde que me reconheço como gente, NUNCA HOUVE QUEDA NO VALOR DE IMÓVEIS. Eles podem não valorizar como em alguns períodos diversos que já vivemos neste país e mesmo no mundo, mas desvalorizar, nunca.

        Imóvel é, foi e será sempre um excelente negócio. Se vocês têm avós vivos, conversem com eles! Não se prendam a mídia, seja ela qual for. Tudo isso é manipulado, só não percebe quem não quer, ou usa isso para se aproveitar e ganhar dinheiro a custas de quem não entende do assunto, como por exemplo criar um site desses e ganhar dinheiro com ele, agindo como a mídia, plantando medo para controlar os caminhos e meios de chamar a atenção de alguma forma.

        Abraços!

        2+
        • Carioca_Real 18 de agosto de 2015 at 17:57

          Isso. Basta acompanhar o FINGEZAP atualmente que vc vai ver que nunca desvaloriza. #BIGFAIL #CORVO DETECTED

          4+
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        • trouxa bananense 26 de agosto de 2015 at 23:36

          Gente trambiqueira…até no espaço que serve como abrigo-refúgio-defeso dos novos bolhistas…o pessoal quer armar o 171…vão se f#der!!!!!

          1+
          • trouxa bananense 26 de agosto de 2015 at 23:40

            Ah…e um aviso:OS PREÇOS DOS IMÓVEIS VÃO DESABAR…todos os gatilhos foram disparados e a bala vai sair do cano.

            3+
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  • Rodrigo 23 de outubro de 2012 at 22:28

    Simulador para financiamentos SAC e Price.

    http://www.4shared.com/file/f9x-TkIe/Simula_financiamento.html

    http://dl.dropbox.com/u/86920768/Simula%20financiamento.xlsx (neste nao precisa fazer login)

    Este simulador não inclui os penduricalhos, como seguros, taxas de decoração, nem atualiza o saldo devedor e as prestações mensalmente pelo INCC. Também não considera a variação da TR junto com a taxa de juros.

    0
  • RGD 23 de outubro de 2012 at 23:09

    Quer comprar um imóvel na planta atualmente? Quer uma dica muito valiosa?

    Primeiro passo: ache o imóvel que queira comprar. Vá ao lançamento dele. Pegue uma planilha com todos os pagamentos que terá que fazer até as chaves. Diga a construtora que levará a planilha para casa para fazer conta se terá o dinheiro suficiente para pagar todas as parcelas até as chaves. Quando ligarem, agradeça e diga que infelizmente não será capaz de fazer a compra. Resista ao impulso da compra mesmo se fazerem uma proposta ‘irresistível’ (como 30% de desconto).

    Segundo passo: Abra uma conta de poupança (pode usar uma nova variação se já tiver uma conta de poupança) e deposite o valor da entrada do imóvel. Depois todo início de mês deposite as mensais. Também não se esqueça das parcelas semestrais e anuais.

    Terceiro passo: Daqui a 3-4 anos quando a data de promessa de entrega do empreendimento chegar, várias situações são possíveis:

    S1. A construtora quebrou e o empreendimento não foi entregue. Ufa! Que sorte! Se livrou de um pepino, não é mesmo? Possivelmente teria perdido quase todo o seu dinheiro, acredito que no mínimo 50% mesmo com a aquele lei que ‘garante’ um CNPJ por obra e ‘evita’ o gasto do dinheiro em outras obras.

    S2. A obra foi embargada e não há previsão de quando será entregue. A questão está na justiça. Como você adoraria estar lá nesse momento pedindo por justiça?

    S3. ‘Como choveu acima da média e faltou mão-de-obra qualificada’, o empreendimento está no mínimo 1 ano atrasado, talvez mais um pouco. Não é ótimo não ter essa dor de cabeça? Como você ainda não pagou o produto, você está com a faca e o queijo na mão. Não precisa da justiça brasileira eficiente para ter justiça.

    S4. Você não conseguiu fazer todos os ‘pagamentos’ das parcelas porque a sua situação financeira piorou de uma forma ou de outra (as suas despesas aumentaram, você perdeu o emprego, a sua renda diminuiu, etc.). Ou talvez não teria o dinheiro para as chaves e ou teria o seu financiamento imobiliário recusado. Parabéns! Você acabou de economizar pelo menos 10% (em muitos casos até 50% ou mais) do que teria pago para a construtora e não perdeu muito sono por não estar conseguido pagar as parcelas.

    S5. O empreendimento foi entregue, mas não era isso que você esperava. No lançamento prometeram que o empreendimento seria puro luxo, mas a realidade é bem diferente. O acabamento é de baixa qualidade. A justificativa da construtora: “o prospecto do empreendimento de 1986 páginas detalhava esse acabamento, não leu?”. E quanto ao imóvel decorado? Outra justificativa: “Não viu os avisos que o decorado era somente meramente ilustrativo do tamanho do imóvel?”. Acha que o risco de ser enganado é pequeno?

    S6. O empreendimento foi entregue, mas está cheio de problemas. Esgoto a céu aberto, a bomba de água não funciona, o imóvel tem infiltração, as janelas não foram colocadas direito, a pia está rachada, o porcelanato não foi bem colocado, as torneiras estão vazando, etc. Outra situação em que você economizou muito dinheiro e dor de cabeça.

    S7. O empreendimento foi entregue, mas a vizinhança piorou muito por uma razão ou outra como: congestionamentos frequentes, violência assustadora, outros prédios em construção iriam acabar com a sua vista, etc. Ótimo que não comprou esse imóvel, não é mesmo?

    S8. O empreendimento foi entregue, mas você infelizmente não trabalha mais ali perto e terá que vender o imóvel. Ou até mesmo o imóvel é pequeno agora já que a sua família cresceu. É bom saber que o seu dinheiro não está empatado nesse imóvel, o qual você poderia demorar a vender principalmente se competisse com a construtora.

    S9. O empreendimento foi entregue, mas o imóvel hoje na promoção custa 30% a menos que você teria pago há 3 anos. Invés de ter que financiar 70% do imóvel, agora só precisará de financiar só uma pequena parcela dele. Invés de 35 anos de financiamento, poderá quitá-lo em 15 anos ou menos.

    S10. O empreendimento foi entregue, mas o valor do imóvel subiu aproximadamente acompanhando a inflação do período. Não é ótimo ter a liberdade de escolher se é isso mesmo que você quer?

    S11. O empreendimento foi entregue, mas o valor do apartamento subiu 100% e você não é mais capaz de comprá-lo. Infelizmente essa situação foi muito comum nos últimos anos, mas agora pelo menos todos os ‘especialistas’ (até mesmo Secovi, Creci, Cement Index Guy, etc.) dizem os preços dos imóveis acompanharão a inflação.

    Como já diz várias vezes aqui, a minha namorada é corretora de imóveis há anos. Através das experiências delas, já vi todas as situações acontecerem (minto, #1 já aconteceu, a Líder construtora quebrou, mas por enquanto está entregando os empreendimentos).

    A única situação dessas 11 que você tem vantagem na compra na planta, é a S11, o que a gente sabe hoje que será improvável no futuro.

    Eu até entendo as pessoas que antigamente compravam na planta para economizar 20-30% do valor do imóvel. Você assumia um risco alto pelos vários motivos ilustrados aqui e era bem recompensado por isso. Mas comprar na planta pagando 20-30% a mais do que um imóvel pronto, é rasgar dinheiro. Não tem explicação. É como pagar para ter risco. A gente paga para evitar risco, não o contrário.

    5+
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  • RPL 23 de outubro de 2012 at 23:59

    Como tem muita gente nova aqui interessada em adquirir um imóvel e que ainda não tem certeza sobre a existência ou não de uma bolha imobiliária, segue um pequeno Tutorial de o “porquê” existe uma Bolha Imobiliária no Brasil, apesar da queda dos juros:

    1) Caso você saiba operar uma HP12C, pule os próximos 2 itens. Caso você não saiba, compre uma HP12C Gold ou Prestige (Platinum não!!!!) ou baixe uma para celular (existem alguns aplicativos grátis que emulam HP 12C – coloquei um exemplo ao final para que seja possível treinar e ver se as respostas conferem). O tutorial abaixo e os exemplos vão te dar um valor aproximado de como seria o fluxo de pagamento de um imóvel.

    A) Quando for visitar um imóvel (na planta), o corretor vai te falar várias histórias sobre pequenas parcelas durante a construção e um saldo devedor de “x”. Se você consegue pagar todas as parcelas até a chave, então é o número “x” que nos importa. Não esqueça de considerar mais de cerca de 10% do VALOR TOTAL do imóvel de impostos e escritura (esse valor não pode ser financiado, então você tem de ter em dinheiro).

    B) Pegue a HP12C – É importante que você faça esses passos na frente do corretor, pois ele vai tentar te pressionar para fechar logo, falando que mais pra frente você pode ver o financiamento:

    – Ligue a calculadora.

    – Aperta a tecla “f”(laranja) e clique na tecla XY (CLEAR FIN).

    – Digite o valor “x” (saldo devedor após a entrega das chaves) e aperte a tecla PV.

    – Digite a taxa de juros anuais em porcentagem – Ex. 8,5 e aperte a tecla i.

    – Digite o número de anos do financiamento e aperte a tecla n.

    – Aperte a tecla PMT – Como um passe de mágica, aparecerá na tela o valor anual das prestações – Esse valor não inclui os seguros e taxas.

    – Para saber o valor mensal, com o número na tela, aperte enter, digite 12 e aperte o botão de divisão (sinal dividir).

    – Para saber a renda mensal necessária aproximada, aperte enter, digite 0,25 e aperte o botão de divisão (sinal dividir). Considerei 25% da renda e não 30% pela questão da inclusão dos seguros e etc.

    Agora o porquê existe uma bolha imobiliária no Brasil:

    Consideremos um apartamento simples e popular cujo valor não é menor do que R$ 250.000,00 – E cujas parcelas até a chaves totalizam R$ 50.000,00, sendo que o saldo devedor “x” ou PV é de R$ 200.000,00. Taxa de Juros Anuais de 8,0% e financiamento em 30 anos.

    “f” (tecla laranja)

    XY (CLEAR FIN)

    200.000 {PMT}

    8 {i}

    30 {n}

    {PMT}

    Total = R$ 16.449,52

    Enter {12 /}

    R$ 1.370,79 (prestação mensal)

    { .25 /}

    Renda Mensal necessária = R$ 5.483,17. Cerca de 7% da população Brasileira economicamente ativa tem renda maior que isso.

    O Rodrigo postou acima um simulador em Excel!! Sugiro que olhem!

    3+
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  • GB 24 de outubro de 2012 at 11:07

    Dica fundamental: cuidado com discurso pronto de corretor e verifique se ele é mesmo necessário na negociação.

    1+
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  • bruno lima 24 de outubro de 2012 at 11:49

    Seguindo a idéia do Rodrigo:

    Fonte: http://www.fraudes.org/showpage1.asp?pg=121

    O adiantamento ou sinal ao “corretor”:

    O golpe ocorre assim. A vítima visita um imóvel interessante junto com um “corretor”, ou suposto tal. O preço proposto é interessante e a vítima se mostra interessada. Nesta altura o corretor diz que existem outras pessoas querendo comprar num prazo muito curto (por exemplo “hoje a tarde”, sendo a conversa de manhã) e que levará o negócio o primeiro que der um sinal. O corretor convence a vítima que trata-se de uma oportunidade única (e o seria realmente, se fosse verdade) e que vale a pena dar pra ele imediatamente um sinal de 5-10 mil R$ (já tive notícia de vítimas que depositaram mais de 30 mil R$ de sinal).
    Obviamente o corretor depois some e a vítima descobre que o valor do imóvel era outro e que o “corretor” não tinha autorização pra receber sinais e muitas vezes nem pra vender o imóvel.

    Estes casos acontecem normalmente com corretores irregulares (não inscritos no CRECI) ou, ainda mais freqüentemente, com colaboradores inapropriados de corretoras regulares, que se passam eles mesmos por corretores (sem ser-los), abusando da referência e do nome da corretora pela qual trabalham.
    Para evitar este tipo de fraude é fundamental tomar as seguintes atitudes:

    Sempre verifique se o corretor com o qual está negociando é habilitado e tem registro válido junto ao CRECI. Além disso é útil verificar se o corretor possui uma estrutura operacional idônea e compatível com os negócios propostos.
    Nunca entregar dinheiro para a corretora, em hipótese alguma. Os corretores regulares tem normalmente contratos com os vendedores que os remuneram, portanto o procedimento correto é que qualquer sinal ou outro valor seja entregue somente ao vendedor.
    Quando for necessário pagar algum sinal ou adiantamento em favor do vendedor o faça dentro de um acordo regulado através de um contrato. Não pague nada antes de ter um contrato assinado. Trate de assinar e conduzir os demais atos dentro da própria corretora, na presença de responsável identificado como idôneo e autorizado.
    Sempre realize qualquer pagamento com TED ou depósito identificado em conta corrente de titularidade do real proprietário do imóvel (que deverá ser verificado de forma independente junto ao cartório).
    Sempre consulte um advogado de confiança antes de assinar qualquer documento e/ou pagar qualquer valor.

    Fiquem atentos ao primeiro parágrafo, principalmente quando muitos deles dizem que o imóvel tem “alto potencial de valorização”.

    1+
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  • Rodrigo 25 de novembro de 2012 at 07:21

    Copiei este post do fórum

    Fernando disse:
    24 de novembro de 2012 às 23:26
    Respostas para corretores de imóveis.

    1. “O valor deste imóvel é R$ 1 milhão!”
    – Não. O correto é “Este imóvel está cotado a R$ 1 milhão”. Se ninguém nunca aparecer para pagar o tal milhão, não vale um milhão.

    2. “Com a melhora das condições do bairro e obras de infraestrutura, o imóvel valorizou.”
    – Não existe nada como valorização automática por obra de infraestrutura. O que você espera é que com as melhorias mais pessoas desejem morar no local, aumentando a demanda e os preços. No entanto, se esses compradores nunca aparecerem, não vai valorizar, com ou sem obra.

    3. “A renda aumentou e portanto o valor alto dos imóveis se justifica.”
    – Então por favor avisem os donos de imóveis americanos que eles estão perdendo dinheiro, já que lá a renda é 5x maior e o preço dos imóveis tende a ser menor, principalmente levando em consideração a qualidade.

    4. “A valorização vai continuar.”
    – Você sabe o que é uma função exponencial? Funciona assim: se eu comprar um imóvel por R$ 500 mil e ele continuar a se valorizar 30% ao ano como nos últimos anos, em 20 anos ele valerá 500000 x (1.3)^20 = R$ 100 milhões. Eba, vai todo mundo ficar rico. Ah e se você esperar mais 10 anos, afinal “vai subir ainda mais” poderá vender seu imóvel por R$ 1,3 bilhão.

    5. “O preço não caiu, mas estamos oferecendo descontos.”
    – Não existe desconto em mercado aquecido. Se você pudesse vender pelo preço que queria, não ia oferecer desconto né? Se oferece é porque não conseguia vender pelo preço anterior e teve que diminuir. Mas eu entendo, tem gente que chama p* de profissional do sexo, e tem gente que chama queda de preço de desconto.

    4+
  • Rodrigo 4 de dezembro de 2012 at 19:57

    Aos amigos que pediram a planilha que fiz simulando um valor mais justo dos imóveis, acessem ‘https://www.dropbox.com/sh/xg539il8dhr8cz6/zY3JxNkzj3

    O nome da planilha é correção pela inflação. Lá estão os índices oficiais do IGP-M, IPCA e INCC de 2007 até hoje (o de 2012 está estimado, pois ainda não foi fechado). Basta preencher o valor do imóvel em 2007, o valor arbitrário de valorização do local e conferir os resultados.

    Quem tiver interesse, pode baixar, também, a planilha simula financiamento, que faz a simulação de prestações imobiliárias pelo SAC e pelo Price, sem incluir seguros e outros penduricalhos que são embutidos nas prestações. Se você colocar na taxa de juros o CET – Custo Efetivo Total, o cálculo será mais próximo ainda da realidade.

    1+
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    • Rodrigo 4 de dezembro de 2012 at 20:23

      O arquivo ‘imóveis.rar traz um apanhado de informações que levantei pesquisando na internet sobre o mercado, corretores, dicas, etc.

      0
  • RosinhA 15 de janeiro de 2013 at 22:04

    André Luis ZS/RJ disse:

    15 de janeiro de 2013 às 15:48

    Aos amigos Rosinha, GB, Nickless, MineiroBH e Luis(mesmo me dando alfinetadas elegantes).

    Obrigado amigos, infelizmente os nicks mudaram, mas os insiders continuam aqui.

    E o pior, cada vez mais, pregando o discurso do mimimi, entram aqui se fazendo de educadinhos, plantam suas bobagens, e quando são descobertos, se fazem de coitados.

    As vezes penso sobre isso, e me questiono, se não deveria ser bem educadinho e enfiar a trolha (argumento) vagarosamente, com carinhos na nuca, mas isso não sou eu, e como sabemos que os sujeitos são os mesmos, com nicks diferentes…

    Acabo indo para o pé na porta.

    O que me irrita realmente, é que após mais de dois anos de blog, foi construído o conteúdo mais rico da internet, sobre bolha imobiliária e economia brasileira.

    É gratuito e está a disposição de todos, sem a necessidade de cadastro ou log in.

    No entanto, muitos aqui entram, e sem nem ao menos ler os topics e posts anteriores, caem de paraquedas dando “opiniões” embasadas em teorias furadas, masturbatóriamente aqui discutidas, e jogadas por terra.

    No entanto o cidadão, não tendo lido os respectivos posts, AINDA pedem argumentos!

    P*rr4!!! Todos os argumentos já foram dados, estão espalhados pelos posts anteriores, custaram horas (de pessoas que assim como eu, se dedicaram e muito, e tem hoje em sua hora trabalhada, um grande valor agregado) e muita boa vontade.

    Normalmente quando chego em algum lugar, procuro me inteirar sobre o que acontece, entender a política e hábitos, para só então então entrar na conversa.

    No entanto as figurinhas se teleportam (nem se quer mais caem de paraquedas) aqui e pedem argumentos.

    “Eu quero números!!!”

    “Argumentos, você não me apresentou nenhum!”

    Parece uma budega de aprendiz de Datena.

    “Ibagens, EU QUERO IBAGENS!!!”

    Leiam os demais posts!!!

    Qualquer um, por menor que seja o nível escolar, que após ler os coments dos mais antigos, entenderá o que ocorre, como chegamos nessas conclusões e porque.

    Simples.

    No entanto, se alguém vem aqui, e diz que leu o blog, se informa comprado, e ainda diz que não concorda e que espera uma leve queda, obviamente, está tentando plantar uma falsa percepção de estabilidade.

    Agora lhes pergunto.

    Todos aqui sabemos, das distorções, problemas e injustiças causadas por essa bolha. E mesmo assim temos que aceitar aqui, pessoas que esperem a continuidade dela?

    A continuidade de famílias, muitas das quais verdadeiras batalhadoras, sendo empurradas para bairros cada vez mais distantes?

    Casais jovens, ou pessoas movidas por real necessidade, sendo obrigadas a contrai financiamentos monstruosos (quando o podem), pagando por três imóveis, para daqui a no máximo 5 anos, verem este mesmo imóvel voltar aos preços de uma década atrás?

    E isso que desejamos? É ao tipo de pessoa que espera que esse quadro continue, para sua perda ser minorada, que daremos espaço?

    Não, não acredito que os reais bolhistas, queiram esse tipo de mal caráter egoísta aqui.

    Porque somente alguém, com deficiência de caráter, desejará a continuidade destas aberrações, entre tantas outras que muito aqui já discutimos.

    O blog é sobre a bolha, ela aqui já foi discutida e comprovada. Portanto não temos que discutir a sua existência e tão pouco darmos espaço, aos que desejam a continuidade deste monstro.

    A finalidade atual do blog, é informar e acompanhar. Informar aos que não querem cair nesta armadilha, e os que caíram para morar, e não para especular. E acompanhar o desenrolar dos fatos em cia dos amigos.

    Entenderam novatos?

    Entenderam insiders disfarçados de novatos?

    Entenderam especuladores comprados?

    Isto aqui exposto, certamente serviria, para qualquer caso deste gênero, mas serei mais específico aqui.

    O cidadão, cujo o nick realmente não me recordo, me chega aqui, relata a compra do bolhudo, relata rindo que qualquer coisa errada, os pais o ajudariam, pois são funcionários públicos. E isto posto, segue alegre pregando estabilização.

    Voltamos ao questionamento anterior, porque serei educado, com um sujeito, que quer a continuidade desta monstruosidade, visando minorar suas perdas, mesmo sabendo dos danos catastróficos disto?

    Para aqueles que acharam, que ganhariam uma grana fácil, causando problemas inomináveis aos demais, especulando com um direito fundamental, espero sinceramente que se ferrem.

    Nunca, alguém que aqui chegou, contando o quanto foi prejudicado, após ser ludibriado para a compra de uma moradia, durante a bolha, foi distratado. Estes serão acolhidos, e orientados, quanto a melhor forma de passar por isso. Se é que tal coisa existe.

    Aos amigos do blog, que são muitos graças a Deus, um forte abraço!!!

    0
  • ex-Rodrigo 16 de janeiro de 2013 at 23:21

    Ressalto a importância do trabalho de formiguinha de cada interessado na queda de preços.

    Saiu notícia na mídia eletrônica? Tem espaço pra comentário? Vai lá e dá uma polemizada, utilize o espaço disponível, deixe um texto padrão educado, sem ofender governo, corretores, construtoras, imobiliárias e comprados, com argumentos e sem fanatismo, salvo no micro e cole no espaço a cada notícia nova.

    É assim que a notícia se espalha. Nem precisa citar o blog.

    Folha de SP, UOL e iG sempre tem espaço aberto pra comentários.

    G1, Globo, Estado de SP quase sempre tem espaço.

    Site do ZAP é excelente pra isso. Tem a tal da revista semanal que fala somente de temas relacionados ao mercado.

    Outros bons canais pra isso são o Youtube e o Facebook. No Facebook dá pra questionar direto na notícia dos perfis de imobiliária e construtoras. Muitas delas soltam promoções em seus perfis.

    Twitter requer mais poder de concisão, pois são poucos caracteres permitidos, mas também dá pra alfinetar.

    Este trabalho de formiguinha faz toda a diferença para a informação correr. Muita gente lê a notícia rapidinho e passa um tempão lendo os comentários. Já sabem que não se acredita em tudo que sai na imprensa e vão conferir a opinião da população.

    1+
  • ex-Rodrigo 26 de janeiro de 2013 at 00:45

    Como o capitalista pensa:

    Fiz uns cálculos reversos para que constatemos como funciona o mercado de financiamentos.

    A título de exemplificação, suponhamos que, em 2005, antes do boom imobiliário, a CEF emprestava determinada quantia ao mutuário a juros de 12%. Digamos que este mutuário é um assalariado comum que tenha condições de desembolsar R$ 700,00 por mês com uma prestação de imóvel. Para isso, é necessário ter renda de 2 mil (pela regra da prestação comer no máximo 35% do salário bruto do indivíduo).

    Na época, em 2005, a CEF financiava pelo sistema PRICE. Pelos meus cálculos, 180 meses a taxa de 12% aa, seria possível a este indivíduo obter um montante de R$ 60293,51 emprestado.

    Entao o maravilhoso governo lula/dilma resolveu resolver o problema do pobre. Vamos financiar em 420 meses, com juros de 8,5% aa, com subsídio de 20K do minha casa minha dívida, pela tabela SAC, que cobra menos juros do mutuário.

    OBA! Disseram as construtoras, imobiliárias e afins. Vou tirar meu atraso da dácada de 90 inteiro!

    Vamos lá. Se antes uma parcela de R$ 700,00 permitia que a CEF emprestasse 60K pelo Price, agora, com tabela SAC, juros de 8,5 e 420 meses pra pagar, a CEF pode emprestar 96712K. E mais, o governo tá dando subsídio de 20K!!! Este valor também me interessa!

    Então, no dia do lançamento do MCMD, determinada imobiliária fez esta jogada. O imóvel em poder dela que custava 60K automaticamente passou a custar 80 (60 + 20 de subsídio). Como as vendas estavam de vento em popa, testaram novamente o mercado. Vamos colocar mais 20K no preço. O imóvel que antes era 60, agora custa 100. O mercado aceitou, continua vendendo! Que bom! Vou dar minha tacada final! Vou colocar o preço deste imóvel a 116K (96 + 20)! Pronto. Em poucos meses ou anos um imóvel de 60K passou a custar 116K. Mais de 90% de “valorização” e parabéns a todos. Vocês conseguiram criar uma bolha imobiliária no Brasil! O que antes poderia ser financiado com 180 prestações de R$ 700,00, agora pode ser financiado com as mesmas prestações de 700, porém por mais do dobro do tempo! E com juros “baixos”!!!!

    Gente, as taxas de juros que usei são fictícias. Não sei quais são nem sei qual era a taxa antiga que a CEF aplicava, mas, grosso modo,foi isso que o governo gerou. A intenção foi boa, o governo queria tirar o pobre coitado povo do aluguel. Só que ao que parece, o economista que criou isso desconhecia a lei da oferta e da demanda. A demanda explodiu, o capitalista cresceu o olho e aumentou os preços testando o mercado, sem avaliação de imóveis. Isso gerou efeito cascata, gente olhava o vizinho vender 90% acima do que vale e colocou o seu a venda também. E assim acabou a técnica de avaliação de imóveis no Brasil. A bolha está criada. E agora, como desinflar isto?

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  • Anonymous 1 de fevereiro de 2013 at 17:13

    RESULTADO 1: O seguinte resultado dá uma idéia do risco de comprar imóvel na alta. Supondo inflação zero e taxa de juros anual J. Se o preço do imóvel for reduzido, multiplicado por um fator (1 – F), imediatamente após o contrato de financiamento (tabela PRICE), a dívida permanecerá maior do que o valor do imóvel durante K anos, de acordo com a seguinte expressão:

    K = LOG(F * (1 + J) ** N + (1 – F)) / LOG(1 + J)

    Note J é a taxa de juros que corrige a dívida. Essa taxa de juros é da ordem de 12% para financiamentos fora do MCMV e da ordem de 6% para os financiamentos do MCMV.

    Para J = 0.12, N = 30 anos:

    K = 12 anos se preço cair 10%, F = 0.10

    K = 15 anos se preço cair 15%, F = 0.15

    K = 17 anos se preço cair 20%, F = 0.20

    UPDATE 29 de maio de 2012

    Para J = 0.06, N = 30 anos:

    K = 7 anos se preço cair 10%, F = 0.10

    K = 10 anos se preço cair 15%, F = 0.15

    K = 17 anos se preço cair 30%, F = 0.30

    UPDATE 5 de junho de 2012

    Para J = 0.06, N = 35 anos:

    K = 9 anos se preço cair 10%, F = 0.10

    K = 12 anos se preço cair 15%, F = 0.15

    K = 19 anos se preço cair 30%, F = 0.30

    RESULTADO 2: A falácia do crédito imobiliário em relação ao PIB

    Nos EUA, a bolha imobiliária estourou quando o crédito imobiliário em relação ao PIB atingiu 79%. Para estimar um valor aplicável à Banânia, podemos supor que um valor crítico (C) de crédito em relação ao PIB dependa dos seguintes parâmetros: P1 – parcela da população que pode finaciar alguma coisa, P2 – poder de paridade de compra dessa população. O valor crítico será tanto maior quanto maior forem esses dois parâmetros.

    P1: Parcela da população que paga imposto de renda
    BR: 12.5%
    US: 53.0%

    P2: GDP per capita (Purchase Power Parity)
    BR: $ 11,800 USD
    US: $ 48,300 USD

    C = alfa * p1 * p2

    C(BR) = alfa * 12.5 * 11.8
    C(US) = alfa * 53.0 * 48.3 = 79 –> alfa = 0.03086058

    C(BR) = 0.03086058 * 12.5 * 11.8 = 4.6%

    CONCLUSÃO: Como o valor do crédito imobiliário em relação ao PIB está em cerca de 6%, significa que JÁ ULTRAPASSAMOS O PONTO CRÍTICO PARA O ESTOURO DA BOLHA IMOBILIÁRIA BANANENSE.

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  • CA 9 de fevereiro de 2013 at 23:07

    Frente ao que estão vivendo milhares de brasileiros, com alto endividamento e sem conseguir pagar suas dívidas, ao mesmo tempo que vêem o preço do primeiro imóvel que financiaram caindo em virtude do setor imobiliário estar travado, com o governo, as construtoras, imobiliárias e pequenos especuladores começando a sentir as consequencias de tudo de errado que vem fazendo (grandes especuladores já pularam fora), o governo federal tem algumas opções, dentre elas:

    1) Aquilo que já tem sido escrito neste blog sobre o que o governo tem feito: tentar proteger as construtoras (financiadoras de campanhas…), imobiliárias e pequenos especuladores, fazendo de conta que não existe uma bolha e implantando mais uma série de medidas intervencionistas, como aumentar impostos sobre aplicações financeiras (para tentar “forçar” as pessoas a comprarem outros ativos, direcionando-as para imóveis, em estudo), maquiar a inflação e o superavit, alterando critérios de cálculo e forçando prefeituras, governos estaduais e empresas públicas e semi-públicas para que não reajustem preços para manter os juros baixos (“argentinização”, já feito, mesmo propósito do aumento de impostos sobre aplicações), aumentar ainda mais o prazo e as facilidades para financiamento (estes ainda não estruturados, mas poderia ser financiar por 45 anos, aumentar o percentual de dívida em relação a renda para 40% ou outras ações que liberassem ainda mais crédito), forçar bancos a aceitarem refinanciamentos para empréstimos imobiliários de forma geral e irrestrita (rolagem de dívidas, o que o Governo mais faz), etc.

    2) Assistir a bolha estourar de forma natural, desistindo das intervenções mencionadas no item 1 acima e depois dizer que não teve nada com isto, criando subsidios para devedores não quebrarem (“Moral Hazard”), com nosso dinheiro. Enquanto isto, a inflação continua crescente e cada vez mais maquiada (mantendo só esta parte da alternativa 1).

    3) Adotar uma política oposta a primeira: fazer um aumento gradual dos juros (decisão que deveria ser independente pelo Banco Central), reduzir os gastos do governo (deixar de criar programas assistencialistas, reduzindo-os e criando contenções orçamentárias já para 2.013) e reduzir os impostos (de forma mais abrangente e não focada por setores como paliativo que vem sendo adotado) para estimular a iniciativa privada a fazer maiores investimentos que compensassem a queda de gastos do governo, com ações simultâneas para viabilizar uma reestruturação de dívidas exclusivamente para quem adquire seu primeiro imóvel (esta ação requer todo cuidado, reestruturação não pode ser calote subsidiado por nós para todos, tem que ter foco em quem fez a primeira compra, prazo limitado e prejuízo assumido por devedor mas de forma viável para este).

    Como todos temos visto, o governo está seguindo a cartilha populista do item 1 mais acima. Consequencia é inflar mais a bolha (apagar fogo com gasolina, como já dito neste blog) e fazer que a bolha quando estourar, cause um prejuízo muito maior. Isto significa, em outras palavras, que estão usando a estratégia Bush nos EUA: tentar adiar o estouro da bolha para logo depois das eleições presidenciais (meta do governo é que só estoure no início de 2.015). Lembrando que lá nos EUA, a bolha estourou pouco antes da eleição, não há como fazer um cálculo preciso.

    Sobre a opção 2, creio que será utiizada quando o governo perceber que a alternativa 1 não deu certo. Pela profundidade do descompasso entre oferta e procura (estoques crescentes de imóveis nos últimos 2 anos, chegando recentemente a níveis inadmnistráveis para Construtoras e Especuladores de pequeno porte), causado por uma distância enorme entre renda e preço dos imóveis, o natural seria que o governo migrasse da opção 1 para 2 ainda no primeiro semestre de 2.013. Isto seria o “natural”, mas o governo normalmente é persistente no erro e ao invés de desistir, o mais provável é que virá com outras medidas mirabolantes, como tantos deste blog temem.

    A alternativa 3 via de regra não tem ocorrido em nenhum País. O impacto social imediato, mesmo que com melhores resultados no médio e longo prazo, impede qualquer político de adotá-la.

    O que poderíamos fazer para mudarmos esta situação? Uma alternativa viável é intensificar o uso de sites como o bolha.com ao mesmo tempo aumentando a participação em sites de divulgação de notícias relacionadas a imóveis, fazendo isto de forma realmente persistente (diária, a cada notícia).

    É claro que iniciativa acima poderá ser boicotada por mediadores, pelos mais diversos motivos ou justificativas (poderiam alegar medo de alarmismo desnecessário que transforme esta situação em profecia auto-realizável).

    Outra ação é não desistir do famoso “boca a boca”, ou seja, se cada pessoa que tiver consciência sobre a situação atual conversar com o máximo de contatos, esta visibilidade sobre a situação atual vai se espalhar de forma exponencial. É claro que muitas vezes haverá resistência, tem muita gente já “comprada” para imóveis, por isto que chegamos a este estágio, no entanto, ainda existem incautos e se desistirmos porque as pessoas sequer tem noção do que se fala, isto não vai colaborar para solução do problema.

    As ações acima já vem sido adotadas há alguns anos pelos participantes deste blog, creio que, a esta altura, isto tem sido uma função social importante do mesmo. Da minha parte, não paro de pensar no que mais pode ser feito, que meios poderiam ser utilizados, para fazer com que o governo desistisse de jogar gasolina no incêndio, mas até agora não me ocorreu mais nada além do que vocês já fazem.

    Desejo sucesso a vocês e que a sua persistência possa colaborar para que os estragos da bolha sejam menores, que cada vez mais pessoas entendam o que acontece hoje no mercado imobiliário e não permitam que os estragos sejam tão elevados só para que o governo possa se reeleger, às custas de um prejuízo social imensamente maior. Em outras palavras, que a grande maioria possa acordar para a realidade e não aceitar preços bolhudos dos imóveis.

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  • ex-Rodrigo 25 de fevereiro de 2013 at 22:42

    Amigos, para continuar o assunto de ontem, preparei dois documentos de simulação de poupança com vistas a compra da casa própria.

    O primeiro, chamado de “Projeto Casa Própria”, é uma simulação de 3 cenários econômicos de preços de imóveis versus planejamento de poupança em 5, 8 ou 10 anos.

    O segundo, chamado “Imóvel na Planta”, mostra a exploração absurda que as construtoras fazem ao aplicar a correção do INCC nas prestações e saldo devedor do fluxo de compra de um apartamento na planta. Utilizei exemplos que anotei em um chat com um corretor da Cyrella neste sábado, 23/02/2013.

    Os links são:

    Projeto Casa Própria: ‘http://dl.dropbox.com/u/86920768/PROJETO%20CASA%20PR%C3%93PRIA.pdf
    Imóvel na planta: ‘http://dl.dropbox.com/u/86920768/Im%C3%B3vel%20na%20planta.pdf

    Podem baixar sem medo. Estão em PDF e livre de vírus.

    0
  • O Incrivel Homem-Bolha 10 de março de 2013 at 12:26

    Leio esse blog ha cerca de um mês.
    Posso contar minha historinha?
    Vamos lá…
    Comprei um imovel zero km em 2006, pronto, no tempo em que os preços faziam sentido. Apto de 60m2, deposito na garagem e 2 vagas. Dei 60 mil de entrada e financiei o restante, 50k (total de 110k). Proximo a metro.
    Ja em 2008 eu tinha a grana pra quitar, mas resolvi comprar uma bela moto e fiquei ate 2012 alheio ao mercado imobiliario. De vez em quando ouvia falar no preço que algum vizinho coneguia e mal acreditava…
    Em 2012 resolvi que tinha acabado meu ciclo de role de moto, vendi e quitei o meu apto. Quase que imediatamente comecei a pensar em um apto novo, 100 a120m2, um sonho para minha pequena familia (eu, mulher e filha)
    Continua!

    2+
    • avatar
  • O Incrivel Homem-Bolha 10 de março de 2013 at 12:46

    Continuação
    Ai fui visitar alguns empreendimentos. Logo cheguei a conclusão que levaria anos juntando dinheiro e sabe-se lá quando conseguiria realizar esse sonho. Foi me batendo uma tristeza…
    A gota dagua foi um empreendimento da gafisa no bairro saúde. O apto decorado lindisimo, infra, tudo maravilhoso. O preço: inacreditaveis 922k!! (Fev 2013).
    O corretor viu minha cara e logo veio com uma historia de feirao de imóveis, que ia ter desconto e tal. Nos dias seguintes me ligou varias vezes, queria q eu agendasse um hora no tal feirao. Eu dise q pra mim aquele preço era alto demais, nao imaginaria uma oferta que pudesse ser aceita…
    O cara insistiu muito!
    Falei “sei lá, 700k”
    Corretor “fechado!!!”
    A esposa ficou exultante, eu ja comecei a fazer as contas… acho que dá! !
    Continua…

    1+
  • O Incrivel Homem-Bolha 10 de março de 2013 at 14:13

    Continuação…
    Aí eu parei pra pensar, apesar da estratégia fortissima dos caras venderem aquele sonho do apto decorado no stand.
    Perala… esse tipo de desconto não existe. Não é possível.
    Primeira coisa que pesquisei foi a gafisa. Ja sabem o que eu encontrei.
    De pesquisa em pesquisa cheguei aqui e a verdade, que no fundo eunja sabia, ficou evidente. Esses preços nao fazem sentido.
    E aquela tristeza absurda de nao poder morar naquele apto de 110m2 da gafisa aos poucos deu lugar a uma alegria, quase euforia por ter escapado do mr. Motumbo.
    Imaginem eu estava me sentindo um fudido ganhando uma renda combinada LIQUIDA de 14k/mês, fora 13o, ferias e bonus anual.
    Tenho um ape quitado, dois carros sem divida e 30k na poupanca, alem de outros 50k no fgts. O ape esta completinho, com toda decoração e parafernalia eletroeletronica e domestica, sem qualquer divida.
    Agora, depois desse blog sou um homem feliz!!
    Minha unica preocupação e colocar grana na poupanca e garantir quilos de pipoca e litros de refri, para assistir de camarote o estouro da bolha.
    Obrigado bolhaimobiliaria.com!
    Daqui uns 3 anos vou comprar um apto do jeitomque eu quero praticamente a vista, isso sim.
    (desculpem os erros de português, ainda não me acostumei a escrever no tablet).

    5+
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  • ex-Rodrigo 11 de março de 2013 at 00:32

    Anonymous 26 de dezembro de 2012 at 15:47
    Para quem acredita que o SECOVI é tendencioso. Seguem os membros do Comitê de Mercado do Nucleo de Real Estate Poli/USP.

    Alessandro Olson Vedrossi – Diretor Executivo -BROOKFIELD INCORPORAÇÕES S/A.

    Carlos Terepins – Diretor-Presidente da Even.

    Claudio Bruni – CEO BRProperties.

    Daniel Citron – Managing Partner at CDB Consultoria (Real Estate).

    Eric Cozza – Diretor Geral na PINI.

    José Romeu Ferraz Neto – RFM Construtora.

    Marcelo Vespoli Takaoka – Diretor da Y. Takaoka Empreendimentos.

    Mario Rocha Neto – ex-Diretor da Gafisa S.A.

    Roberto Aflalo Filho – Aflalo e Gasperini Arquitetos.

    Roberto Sampaio – Consultor da Empírica Real Estate.

    Walter Luiz Teixeira – Brazilian Finance & Real Estate S.A.

    1+
  • Jão da Silva 18 de março de 2013 at 15:34

    Vale a pena visitar o post que explica a origem do Blog, pra ter idéia da motivação de todos por aqui.
    http://www.bolhaimobiliaria.com/2010/11/04/artigo-explicando-a-bolha-imobiliaria-brasileira-por-leandro-roque/

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  • ex-Rodrigo 29 de março de 2013 at 22:05

    Curitiboca 29 de março de 2013 at 20:47
    Estou postando pela primeira vez.
    Quero contar a história de compra do meu primeiro e atual apartamento, para que sirva de alerta principalmente pra quem for comprar imóvel em Curitiba.
    Percebo que no blog comentam muito sobre os riscos de se levar uma rasteira na hora de comprar um imóvel na planta, mas tenho a dizer que no caso dos usados não é diferente.
    O perigo não está somente em ser enganado em relação ao preço do imóvel, os riscos que envolvem a operação em si são enormes E REAIS.
    É assustador descobrir que toda a sua desconfiança (não sou mineira mas…) não é exagero, é na verdade muito pouco.
    Desculpem o tamanho do post, mas os detalhes são necessários para tentar reproduzir o nível de estresse da situação.
    No final de 2008 eu negociava a compra com a imobiliária do anúncio. Fiz a proposta verbal e combinamos de assinar a proposta formal (contrato de sinal de negócio) no meu local de trabalho (agência da CEF). O “corretor” chega e a primeira coisa que diz é que os eletrodomésticos que estavam no apartamento não fariam parte do negócio, o dono precisava para sua casa de praia.
    Estranhei, já que o apartamento inicialmente estava para aluguel, por que o dono (diretor de uma grande empresa) arriscaria a venda por conta de eletros usados e simples que a princípio iam fazer parte da locação?
    A luz amarela acendeu também porque lembrei do comentário do corretor numa das visitas ao imóvel, dizendo que morava num flat mas que agora estava montando apartamento, rsrsrsr.
    Como eu já tinha eletrodomésticos mesmo, pensei: não vai ser por isso que vou deixar de comprar o apartamento. Segui com a negociação.
    O legal foi o que veio em seguida. Pelo valor que eu estava propondo, seria com apenas UMA vaga de garagem, não duas (eles tinham comentado na visita que uma das vagas estava em matrícula separada). Eu disse que então não me interessava.
    A pergunta dele: Mas você não gostou do imóvel? (Cretino, achou que por ser mulher eu era burra, apelou pro meu emocional)
    Deixei claro que nesses moldes eu não queria, a cara de decepção dele ficou na minha memória até hoje.
    Mesmo com tudo isso, ele insistia pra que eu assinasse a proposta. Isso implicava largar um cheque caução na mão dele. Procedimento normal, eu sabia, mas desde que na proposta constasse a especificação completa do imóvel (incluindo um lustre maravilhoso, todas as luminárias, um móvel de rack bem bacana e, principalmente, as duas vagas de garagem).
    Na proposta também não constava campo para preenchimento do número do cheque caução.
    O estúpido queria me enganar dentro das instalações do maior banco de habitação! É óbvio que eu conversei com o funcionário que trabalhava diretamente com a liberação dos financiamentos e também com o gerente, confirmei as minhas suspeitas de que algo estava errado e me recusei a assinar.
    Eu disse: Você me deixou insegura e eu não faço negócio dessa forma. Eu não estou comprando bala na esquina. Esse dinheiro é tudo que eu e meu marido economizamos na vida.
    Ah, mais um pequeno e insignificante detalhe! No meio da conversa ele atende uma ligação. Era o dono/sócio da imobiliária, querendo saber se ele tinha conseguido fechar o negócio. Por que o desespero?
    Obviamente, eles não entraram mais em contato. Eu contei a história para o corretor parceiro da agência, ele visitou o prédio e convenceu o porteiro a fornecer o contato do proprietário, ficou com a comissão.
    Com a experiência adquirida, hoje em dia, eu não precisaria mais de corretor para comprar um imóvel, mas na época eu não sabia como funcionava uma compra.

    Bem, tudo o que falei não é o principal. A moral da história é que há um ano atrás, por curiosidade, digitei no google o nome da imobiliária e…descobri que constavam doze ações na justiça contra a imobiliária, já caracterizando a sua atuação como ESTELIONATO. Na reportagem, diziam que a imobiliária não tinha mais o CRECI, porém, enquanto a questão não fosse analisada por um determinado órgão em Brasília, nada podia ser feito contra a imobiliária.

    Contaram a história de um médico que foi logrado em 100 mil. A noiva se aborreceu tanto que largou dele. Viu o que dá namorar pistoleira?

    Essa imobiliária atua em toda Curitiba, anuncia no principal site de busca de imóveis da cidade.

    Pelo amor de Deus, pesquisem antes com quem vocês estão negociando! Ou melhor, comprem direto com o proprietário, porque a maioria das imobiliárias (essa inclusive) não detêm exclusividade na venda. Em qualquer agência da Caixa você pode pedir o checklist de habitação, toda a documentação necessária para uma compra com segurança (certidões negativas, trabalhistas, ônus, etc). É muito mais fácil do que parece.

    De novo, perdoem o tamanho do post.

    Um abraço

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  • ex-Rodrigo 1 de abril de 2013 at 16:55

    Anonymous 1 de abril de 2013 at 15:03
    Question-1) Depois de colocar grana na conta, como faco pra resgatar daqui do brasil?

    Answer-1) Com uma SAVINGS ACCOUNT (poupança), voce terá um cartão de débito e poderá utilizá-lo em qualquer parte do mundo, inclusive Banânia. Com uma CHECKING ACCOUNT (conta corrente) voce terá, além do cartão de débito, a possibilidade de transferir dinheiro pela Internet (WIRE TRANSFER) para qualquer outro banco do mundo, inclusive um banco na Banânia.

    Question-2) Tem taxa?

    Answer-2) Depende do valor do seu saldo no banco Americano. Se voce mantiver saldo de no mínimo 75 mil USD, não vai pagar nem taxa de conversão de moeda no caso de usar o cartão de débito em outro país e nem taxa de WIRE TRANSFER. Em todo caso, os valores dessas taxas são baixos. Por exemplo, voce paga uns 25 dolares de WIRE TRANSFER independente da quantia que transferir.

    Question-3) É demorado? É cotacao do dolar do dia?

    Answer-3) O normal é o WIRE TRANSFER demorar 1 dia útil. A cotação é da momento da transação.

    Question-4) Como se diz “abrir uma poupanca” em ingles?

    Answer-4) Comece dizendo algo como: I would like to open an account. Ele vai perceber que voce é estrangeiro e vai pedir o passaporte. Verá que voce está como turista e concluirá que voce pode abrir uma conta como estrangeiro não residente (NON RESIDENT ALIEN). Quando chegar nesse ponto, explique que voce quer enviar dinheiro quando voltar à Banânia. Diga algo como: I just to open an account that would allow me to transfer money from Brazil. What do you suggest? Então ele vai mostrar que cada nível de saldo, implicará em certos privilégios.

    Question-5) Cada vez que enviar grana para la do brasil terei que pagar IOF + contrato de fechamento de câmbio ($ 100 USD)?

    Answer-5) Esses 100 USD é um valor que costumam cobrar quando voce envia um valor alto. Em geral, costumam ROUBAR na conversão da moeda usando uma taxa de câmbio a favor do banco. Voce poderá enviar para a sua conta nos EUA até 3 mil USD/mes sem problema algum, identificando a remessa como “MANUTENÇÃO DE RESIDENTE NO EXTERIOR”. Voce não estará fazendo nada ilegal, mas os retardados do banco bananense precisam descrever o motivo de voce estar enviando SEU dinheiro para o exterior. Para valores mais altos, voce terá que provar que o dinheiro é legítimo, geramente mostrando seu imposto de renda para o gerente.

    0
  • Bolha Imobiliária 2 de abril de 2013 at 23:55

    Manual do Anonymous – Review 04/2013

    Aqui o que voce pode fazer, tudo dentro da Lei, POR ENQUANTO. Voce pode ir para outros lugares e escolher outros bancos. O que segue é apenas uma sugestão.

    00 – Assista ao video para ter uma visão geral
    http://www.xtranormal.com/watch/14330269/manual-do-anonymous

    01 – Passagens pela American Airlines para MIAMI, cerca de $ 1500 USD ida e volta.

    02 – Hoteis perto do aeroporto – oferecem transporte gratis entre o hotel e o aeroporto, basta telefonar para o hotel quando chegar.

    Sleep Inn Miami Airport, $ 120 USD/night
    http://www.sleepinn.com/hotel-miami_springs-florida-FL817

    Comfort Inn & Suites Miami Airport, $ 116 USD/night
    http://www.comfortinn.com/hotel-miami_springs-florida-FL818

    03 – Banco perto dos hoteis (dá para ir a pé)

    https://www.wellsfargo.com/
    4299 NW 36th St, Miami Springs, FL 33166
    Phone: +1 305-351-9818

    04 – Levar extrato bancário de um banco bananense mostrando o endereço na Banânia e o passaporte.

    05 – Preencher o W8-BEN (receita fiscal Americana) para caracterizar estrangeiro não residente. Fazer o download no seguinte link.
    http://www.irs.gov/pub/irs-pdf/fw8ben.pdf

    06 – Abrir uma poupança (savings account) ou conta corrente (checkig account) com pouco dinheiro. Em geral, nenhuma taxa é cobrada para manter depósito em savings account ou um mínimo de 75 mil USD em conta corrente (checking account). O depósito é garantido até 250 mil USD.

    07 – Na volta, enviar o dinheiro pelo sistema bancário bananense. Voce vai ter que mostrar o IRFP para convencer o gerente do banco que o dinheiro é legítimo. Vai custar 0.38% do valor da remessa (IOF) mais taxa de conversão da moeda.

    08 – Declarar no IRPF no próximo ano.

    09 – Se o valor for acima de 100 mil USD no último dia do ano, declarar ao Banco Central. Caso contrário, não precisa ser declarado.
    http://www4.bcb.gov.br/rex/cbe/port/cbe.asp

    10 – Esperar tanto pela alta da inflação quanto pela alta do dolar.

    REFERENCIAS

    CERTIFICATE OF FOREIGN STATUS
    http://www.irs.gov/pub/irs-pdf/fw8ben.pdf

    CAPITAIS BRASILEIROS NO EXTERIOR
    http://www4.bcb.gov.br/rex/cbe/port/cbe.asp

    Estabelece declaração anual obrigatória para valores acima de 100 mil USD.

    LEI 8.894, DE 21 DE JUNHO DE 1994
    http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8894.htm#art5

    Estabelece a alíquota do IOF em 25%.

    DECRETO 6.306, DE 14 DE DEZEMBRO DE 2007
    http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Decreto/D6306.htm#art15a

    Reduz a alíquota do IOF para 0.38%.

    INSTRUÇÃO NORMATIVA RFB Nº 1.214, DE 12 DE DEZEMBRO DE 2011
    http://www.receita.fazenda.gov.br/Legislacao/Ins/2011/in12142011.htm

    Informa isenção de imposto de renda retido na fonte para remessas destinadas a gastos pessoais até 20 mil reais por mes.

    1+
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    • Mineiro BH 8 de outubro de 2013 at 16:18

      Mega CVR do Mineiro – Aplicando o Manual do Anonymous em New York

      Então vamos lá, depois de em vão tentar ler os mais de 10.000 posts das minhas férias… I just give up…

      Decidido a lançar uma cabeça de ponte na Terra dos Livres, enquanto é tempo, caminhava a esmo pela região da Quinta Avenida, em NY, divagando em que banco entrar para executar o Manual do Anonymous.

      Como tinha muitos dias ainda pela frente, meu extrato bananense e meu comprovante de endereço estavam no apartamento, eu só tinha o passaporte e minha carteira, com dinheiro e cartão bancário.

      Foi quando vi uma agência do Citibank, e pensei comigo: é uma boa opção pelo fato de ser um banco com presença na Banânia, o que pode ser um facilitador em futuras operações. Lembrei também que há alguns dias a Folha divulgou notícia de que eles pensam em turbinar as operações aqui na Banânia, no segmento prime, o que pode significar alguma boa vantagem para uma futura migração.

      Entre na agência, que estava vazia, e em 10 minutos sentei na frente de uma gerente de contas.

      (Parênteses: putz, confesso que fiqei inseguro, pois apesar de saber o que estava fazendo e de ter um razoável domínio do inglês, eu nem sempre entendo 100% do que é falado pelas pessoas, pois tem a coisa do sotaque pessoal, do jeito de falar etc… então conduzir uma transação como essa me dá certo medo… aí lembrei da frase de vocês “a bolha é para os fortes” e toquei o barco…)

      Sentado, expliquei para a gerente, muito simpática, que eu não morava nos EUA e que desejava abrir uma conta de estrangeiro não residente.

      Aí ela olhou para mim com cara de que eu tinha pedido a coisa mais banal do mundo, disse que mais cedo tinha aberto uma conta para um visitante alemão, e concluiu: vamos fazer!

      Me pediu o passaporte. Depois me pediu um cartão bancário bananense. Demorou pra ela entender que na Banânia temos número da agência e número da conta separados, mas eu consegui explicar…

      Aí eu perguntei pelo famoso formulário W8-sei lá das quantas…

      E aí, SURPRESA!!!! Upgrade no MANUAL DO ANONYMOUS: o Citibank tem o formulário dentro do seu sistema, então ao mesmo tempo em que ela te registra no banco, ela já preenche o formulário.

      E na verdade ela me propôs abrir uma conta corrente casada com uma poupança, entendi que eles trabalham assim.

      Perguntei sobre tarifas, ela me disse que se eu mantivesse pelo menos 1.500 obamas de saldo eu seria isento de qualquer tarifa.

      Aí ela me perguntou se eu ia embora dos EUA naquele dia. Eu disse que não, daí ela falou: então você volta aqui AMANHÃ que você já pega o CARTÃO da sua CONTA…

      Fiquei perplexo.

      Depois rolaram explicações e cadastro no Internet Banking, senha do cartão etc… tudo normal…

      Finalmente, ela me disse que me daria um mês para que eu depositasse os tais 1.500 obamas, para manter a isenção de tarifas.

      E perguntou quanto eu depositaria no ato, para abrir a conta. Soltei 100 obamas.

      Assinei vários documentos, inclusive o tal W8-zxcdte…, e ela e uma outra gerente (que ela chamou para isso) também assinaram tudo.

      Ela me entregou a papelada da conta, um cartão de visitas (me disse para mandar e-mails sempre que necessário) e me cumprimentou.

      ——————————————————–

      Nos dias seguintes fiz 3 saques de 500 obamas (o máximo que minha conta bananense admite, por dia) e depositei o valor no Citi.

      Agora é estudar a questão das tarifas de envio, qual será a forma mais barata…

      Abraço a todos os bolhistas e…………..

      SEGUE O FÉRETRO !!!!!!!!

      2+
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  • Bruno Lima 4 de abril de 2013 at 14:39

    Copiando o excelent post do Thiago FM pra cá:

    thiago fm

    3 de abril de 2013 at 23:47

    Há um bom tempo atrás alguém do blog encontrou esse ótimo site, pelo qual podemos resgatar publicações passadas, apenas digitando o endereço do sítio na internet – “http://archive.org/web/web.php”
    Ao buscar pelo site de anúncios “www.primeiramao.com.br” e filtrar pelo ano escolhido, consegui localizar anúncios de 10 anos atrás. No caso, para evidenciar o salto dos preços de 2008 para cá, selecionei alguns anúncios do mesmo bairro no centro de São Paulo, destacando somente os anúncios de apartamentos com 1 dormitório, conforme segue:

    1 DORM BELA VISTA apto., vista excelente, local sem garagem, preço de ocasião. R$ 36.000, a vista ou facilito. Tratar. t 283-3530 • Publicado no Primeiramão em: 06/02/2003
    1 DORM BELA VISTA APTO, c/ garagem, living 2 ambs e demais dependencias, c/ arms, reformado, próx. ao metrô, R$ 60 MIL. creci 37.999. t 289-0013 • Publicado no Primeiramão em: 08/02/2003
    1 DORM BELA VISTA R$48 MIL. 60m2, 2 por andar, reformado, excelente local e prédio. Temos outras opções. Sino Imóveis Creci 04229-1. Tr. t 3257-1755 h.c. • Publicado no Primeiramão em: 08/02/2003

    1 DORM – APTO – BELA VISTA c/ sl, coz, wc, área de serviço, s/ garagem, R$ 50 mil. Tr. t 6216-8214 • Publicado no Primeiramão em: 08/02/2003
    1 DORM – BELA VISTA c/arms, SL 2ambs, coz boa c/arm. planej, wc c/ box blindex.Imóvel impecável,55m A.U,R Sto Amaro R$58mil Ac financ. t 3107-2557 • Publicado no Primeiramão em: 08/02/2003

    1 DORM – BELA VISTA dorm com armários embutidos, sala, cozinha, á.serv, wc social e garagem, R$ 53.000,00. CRECI 12.918-J. t (11) 3214-0177 t (11) 3258-7552 • Publicado no Primeiramão em: 08/02/2003
    1 DORM – BELA VISTA Jto Frei Caneca. Apto, demais depend., garagem, cond. baixo, ótimo edifício R$ 58.000. CRECI 12.918-J. t (11) 3214-0177 t (11) 3258-7552 • Publicado no Primeiramão em: 08/02/2003
    1 DORM – BELA VISTA Apto de frente Á.T. 71,80m2, sl, coz., wc, á.s. Só R$ 45.000. R. Rocha. Excelente Negócio! Carlinhos. t (11) 3266-2490 t (11) 9438-1218 • Publicado no Primeiramão em: 08/02/2003
    1 DORM – BELA VISTA Apto de frente Á.T. 71,80m2, sl, coz., wc, á.s. Só R$ 48.000. R. Rocha. Excelente Negócio! Carlinhos. t (11) 3266-2490 t (11) 9438-1218 • Publicado no Primeiramão em: 06/02/2003

    1 DORM – BELA VISTA apto reformado, c/ garagem, cond bx, Rua Francisca Miquelina, R$ 58mil, aceito financ. Tr tel.3333-2870 / 9903-2764 creci 60690 • Publicado no Jornal Banco de Imóveis em : 05/03/2005
    1 DORM – BELA VISTA Sofisticado apto, 50m2 á.u, próx. Brigadeiro Luiz Antônio, todo reformado, R$ 62 mil. Tratar tel.3107-3268 dir. c/ proprietária • Publicado no Jornal Primeiramão SP em : 10/03/2005
    1 DORM – BELA VISTA vende-se apto. na Rua Humaita, próximo a Brigadeiro, com 61m2 de área útil, todo reformado. Tratar tel.(11) 9605-8588• Publicado no Jornal Primeiramão SP em : 10/03/2005
    1 DORM – BELA VISTA Apto., reformado, próximo Metrô S. Joaquim, R$ 63 mil. Temos outras opções. CRECI 47696-1tel.(11) 3242-3464 • Publicado no Jornal Banco de Imóveis em : 05/03/2005
    1 DORM – BELA VISTA sala, wc, coz. a/s. gar. 5ª andar, reformado, R$50.000. tel.8439-9984 Confira!! • Publicado no Jornal Banco de Imóveis em : 05/03/2005
    1 DORM – BELA VISTA 76m2 $45 mil. S João 1 dorm 77m2 $55mil. Brás 2 dm 75m2 $55mil. P Maia 2 dm 70m2 $55mil. Roberto tel.3101-4686 9517-5662 • Publicado no Jornal Banco de Imóveis em : 05/03/2005
    1 DORM – BELA VISTA ap flat decorado 1vg arrumadeira, lazer compl. ót. rentabilid. R Major Diogo px câmara $50.000 Cr. 16891J tel.3257-9777 • Publicado no Jornal Banco de Imóveis em : 05/03/2005
    1 DORM – BELA VISTA apto Sofisticado, 50m2 á.u, próx. Brig. Luiz Antônio, todo reformado, R$ 65 mil. Tratar tel. XXXX-XXXX Ver o Telefone dir. c/ prop. • Publicado no Jornal Primeiramão SP em : 08/03/2005
    1 DORM – BELA VISTA apto, Praça 14 Bis, 14º andar, 60m², armário embutido, wc. c/ box, á.s., R$ 60.000,00 estudo proposta. Tr. tel. XXXX-XXXX Ver o Telefone • Publicado no Jornal Primeiramão SP em : 08/03/2005
    1 DORM – BELA VISTA apto, sala coz, wc, R$ 43.000,00. Tratar com Dª Luiza tel. XXXX-XXXX Ver o Telefone • Publicado no Jornal Primeiramão SP em : 08/03/2005
    1 DORM – BELA VISTA apto., fte. Câmara Municipal, reformado, semi-mob., demais dep. e á.s. R$ 55 mil cond. R$ 175,00. Tr. Jorgetel. XXXX-XXXX Ver o Telefone • Publicado no Jornal Primeiramão SP em : 08/03/2005
    1 DORM – BELA VISTA sl, coz, bh e área serv., próx. metrô Trianon, fgv e fe comércio, R$35.000 + saldo de R$ 8.000,00. tel. XXXX-XXXX Ver o Telefone • Publicado no Jornal

    1 DORM – BELA VISTA Apto c/ sala,coz.,wc,ár. serv.,R$ 75 mil. Temos outros nos Bairrros Aclimação e Liberdade . tel. [ver telefone] – * Publicado no Jornal Banco de Imóveis em : 02/02/2008
    1 DORM – BELA VISTA apto R$ 80.000,00, próx. Câmara Municipal,c/ 1 dorm totalmente reformado, Aceita finan. tel. [ver telefone] – * Publicado no Jornal Banco de Imóveis em : 09/02/2008
    1 DORM – BELA VISTA Apto, reformado, 57m2, 1 vaga, próx. a Brig. Luis Antonio, R$ 68 Mil. Ac. financ. e prop. tel. [ver telefone] – * Publicado no Jornal Banco de Imóveis em : 02/02/2008
    1 DORM – BELA VISTA Apto, sala, cozinha, wc, garagem, andar alto, R$ 70.000,00 tel. [ver telefone] Cr 50739 * Publicado no Jornal Primeiramão SP em : 07/02/2008
    1 DORM – BELA VISTA Apto, sala, cozinha, wc, garagem, andar alto, R$ 73.000,00 tel. [ver telefone] Cr 50739 – * Publicado no Jornal Banco de Imóveis em : 09/02/2008
    1 DORM – BELA VISTA R$ 70.000,00, Próx. Faculdade G.V, sala, cozinha, wc, A/S, reformado. Só a vista. Aceita financ. tel. [ver telefone] – * Publicado no Jornal Banco de Imóveis em : 09/02/2008
    1 DORM – BELA VISTA R$ 80.000,00, Prox. Câmara Municipal, sala, coz, wc, A/S, and. Alto. Só a vista. Aceita financ. tel. [ver telefone] – * Publicado no Jornal Banco de Imóveis em : 09/02/2008
    1 DORM – BELA VISTA R$ 85.000,00, sala, coz, wc, A/S, todo reformado, lindo tel. [ver telefone] – * Publicado no Jornal Banco de Imóveis em : 09/02/2008
    1 DORM – BELA VISTA apto, 2 por andar, 92m², 1 dorm, sl., coz., wc., aceito contra proposta, R$ 95.000,00. Tr. c/ Eduardo tel. XXXX-XXXX [somente para assinantes] * Publicado no Jornal Primeiramão SP em : 05/02/2008
    1 DORM – BELA VISTA apto, c/ saleta, cozinha, wc, Av. Nove de Julho, 100m do Masp, R$ 65.000,00 à vista. Tratar com Renato tel.(11) XXXX-XXXX [somente para assinantes] * Publicado no Jornal Primeiramão SP em : 12/02/2008
    1 DORM – BELA VISTA apto, com 1 vaga, próximo a Rua Rocha, R$ 70.000,00. Aceito proposta. Tratar com Eliane tel.(11) XXXX-XXXX [somente para assinantes] * Publicado no Jornal Primeiramão SP em : 05/02/2008
    1 DORM – BELA VISTA apto, sala, coz., wc, lavanderia, R$ 75.000,00. Não aceito financiamento. Tr. Edith (19h00 às 21h00) tel.(11) XXXX-XXXX [somente para assinantes] * Publicado no Jornal Primeiramão SP em : 05/02/2008

    Confira o salário médio anual desde 2003:
    2003 – R$ 1.329,69
    2005 – R$ 1.332,26
    2013 – R$ 1849,50

    Distribuição dos apartamentos à venda de 1 dorm na Bela Vista em 03/2013 segundo portal WebCasas

    Até 200k = 25
    De 200k até 300k= 161
    De 300k até 400k = 175
    De 400k até 500k = 44
    De 500k até 600k = 38

    Nota-se que, enquanto a média salarial bruta do trabalhador cresceu cerca de 40% nos últimos cinco anos, o preço médio dos imóveis no bairro central da bela vista em São Paulo cresceu por baixo mais de 600% na última década.
    A diferença é ainda mais assustadora se levarmos em conta o preço do metro quadrado dentro das mesmas condições segundo o Fipe Zap, atingindo em março de 2013 R$ 7.469,00.
    Até 2008 não encontrou-se somente um único anúncio, cujo preço superou a faixa dos R$ 90.000,00. No entanto hoje, não é difícil de se deparar com imóveis semelhantes que invadem a casa dos R$ 500.000,00.
    A bolha é de tal forma perversa que aos poucos perdemos a noção do valor justo dos imóveis. Essa ferramenta veio a calhar e ao mesmo tempo nos lembrar que para ficar caro, ainda tem que cair muito. É muito mais fácil esperar se soubermos aonde queremos chegar.

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  • giovanni menezes 7 de abril de 2013 at 04:29

    Essa papo de que o preço não vai abaixar em bairros como Lourdes é Balela de corretor que vende ap. lá. Em pesquisa recente da Urbanizo, a média de Lourdes está 7,7 o metro quadrado, e Belvedere 7,4, estão quase empatando, entao abaixou sim. A média dos imóvis de lourdes é 1,2 milhoes, e belvedere 1,8 milhoes, por causa dos tamanho e áreas de lazer. OU seja, nos bairros mais nobres já abaixou um pouco sim.

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  • Bolha Imobiliária 7 de abril de 2013 at 12:31

    Ótimo estudo do Bubleboysp

    Bolhas do passado

    Seguindo a maxima:
    Quem desconhece a historia esta fadado a cometer os mesmos erros

    Segue um post de midia não corporativa (blog americano) sobre a historia da bolha imobiliaria do sul da california na transicao das decadas 80/90

    Observer a ENORME SIMILARIDADE com os fatos e noticias que presenciamos nos ultimos anos e estamos presenciando agora. Parece uma repetição do que esta neste blog. Para cada etapa do processo são citadas abaixo referências de noticias do principal veiculo de comunicacao por midia impressa da região (Los Angeles Times) para quem duvida ou exige fonte oficial para acreditar no relato.

    Note que em nenhum momento se fala em relação PIB/Financiamento imobiliario ou besteiras como indice de cimento per capta. Alem do mais os subprimes naquela época praticamente não existiam. Ou seja, nenhum desses fatores inflenciou em nada todo o processo de bolha na região.

    Traduzi a introduçao e o enunciado de cada época:Segue……….

    Há uma confusão no que aconteceu na ultima bolha imobiliaria do sul da california. Eu estava la e vivi esta bolha, eu tinha uma propriedade e não foi divertido. Naquela época como aqui e como agora as pessoas diziam: Preco de imovel nunca caiu aqui antes (portanto nunca cairá), preço de imovel sempre sobe, imóvel não é igual a mercado de ações, nós somos especiais etc etc.
    Abaixo segue uma lista cronologica de enventos no Los Angeles Times de 1985 a 1997 retirada de seus arquivos. A similariade das noticias daquela época com agora é muito informativa.

    – 1985-1986: Housing is booming, inventory is low.
    (Mercado Imobiliario esta bombando, estoques são baixos)

    Housing Starts Surge 14.9% During January, Best Gain in 20 Months
    Los Angeles Times (pre-1997 Fulltext); Feb 20, 1985; pg. 1

    Inventory of Housing Dips in Southland Unsold New Homes Declined by 3.2% from End of l984
    DAVID M. KINCHEN; Los Angeles Times (pre-1997 Fulltext); Mar 16, 1986; pg. 1

    Housing Sales Boom Keeps Inventories Slim
    DICK TURPIN; Los Angeles Times (pre-1997 Fulltext); Aug 24, 1986; pg. 1

    – 1987: Housing still booming, prices increasing, inventories low.
    (Mercado ainda aquecido, preços crescendo, estoques baixos)

    High-End Home Sales Push Up Median Price
    Dick Turpin; Los Angeles Times (pre-1997 Fulltext); Mar 15, 1987; pg. 1

    Inventory of Unsold Homes Sets New Low
    Los Angeles Times (pre-1997 Fulltext); Mar 15, 1987; pg. 1

    Fewer Homes, High Prices as Mortgage Rates Climb
    TOM FURLONG; Los Angeles Times (pre-1997 Fulltext); Sep 10, 1987; pg. 1

    Fixed-Mortgage Interest Rates Surge Woes Mount for Home Buyers, Brokers
    TOM FURLONG; Los Angeles Times (pre-1997 Fulltext); Sep 10, 1987; pg. 1

    Unsold Homes Inventory Drops for Third Time
    DAVID M. KINCHEN; Los Angeles Times (pre-1997 Fulltext); Sep 13, 1987; pg.1

    – 1988: People start to question the boom. Realtors assure us the boom will continue. Houses aren’t like stocks afterall.
    Pessoas comecam a questionar o Boom. Corretores asseguram que o boom continuará. (O famoso vai subir anda mais!). Imóveis não são como ações definitivamente.

    ’88 Outlook Bright for U. S. Real Estate
    Dick Turpin; Los Angeles Times (pre-1997 Fulltext); Jan 10, 1988; pg. 1

    County’s Median Resale Price of Homes Reaches $179,999, Costliest in California
    JOHN O’DELL; Los Angeles Times (pre-1997 Fulltext); Mar 23, 1988; pg. 5

    Unlike Stocks, Home Prices Rarely Collapse
    JAMES FLANIGAN; Los Angeles Times (pre-1997 Fulltext); Aug 28, 1988; pg. 1

    Southland Inventory of Unsold New Homes Lowest in Decade
    DAVID M. KINCHEN; Los Angeles Times (pre-1997 Fulltext); Sep 11, 1988; pg. 10

    J. M. Peters Reports Skyrocketing Sales for Second Quarter
    MICHAEL FLAGG; Los Angeles Times (pre-1997 Fulltext); Sep 14, 1988; pg. 5

    Limit Issue Driving Up Home Prices
    Dick Turpin; Los Angeles Times (pre-1997 Fulltext); Sep 18, 1988; pg. 1

    Hot Housing Sales Belie Doom Forecast
    Ryon, Ruth; Los Angeles Times; Sep 25, 1988; Vol. 107, Iss. 297; 8; pg. 1

    – 1989: Prices are very expensive; affordability an issue. Sales slow and prices drop. Mention of risky loan types.
    Precos muito altos. Capacidade de compra um problema. Vendas desaceleram e preços caem. Mençoes de financiamentos de risco

    Housing Prices in State Climb 3% in February
    Furlong, Tom; Los Angeles Times; Mar 29, 1989; Vol. 108, Iss. 116; 4; pg. 1

    Stock of Unsold Homes Drops Dramatically
    DAVID M. KINCHEN; Los Angeles Times (pre-1997 Fulltext); Apr 2, 1989; pg. 9

    How First-Time Buyers CAn Get Their Piece of the Dream
    Myers, David W; Los Angeles Times; May 21, 1989; pg. VIII1

    State’s Home Sales Drop 14% Median Price Tops $200,000 for First Time
    Crouch, Gregory; Los Angeles Times; May 25, 1989; pg. IV1

    Sales of Existing Homes in State Fall During May
    Furlong, Tom; Los Angeles Times; Jun 23, 1989; Vol. 108, Iss. 202; 4; pg. 1

    Orange County Home Sales Drop by 22% in May
    TOM FURLONG; Los Angeles Times (pre-1997 Fulltext); Jun 23, 1989; pg. 1

    Realtors Tackle New Topic: How to Handle Slow Housing Market
    Myers, David W; Los Angeles Times; Oct 1, 1989; pg. VIII1

    Prices Drop, Sales Slow in State’s Housing Market
    TOM FURLONG; Los Angeles Times (pre-1997 Fulltext); Nov 29, 1989; pg. 1

    Housing Affordability Rises Outside L.A., Orange County
    Kristof, Kathy M.; Los Angeles Times; Dec 06, 1989; Vol. 109, Iss. 3; D; pg. 1

    Survey Cites Four California Banks With Possibly Risky Realty Loans
    JAMES BATES; Los Angeles Times (pre-1997 Fulltext); Dec 30, 1989; pg. 1

    – 1990: Prices take a serious plunge. One article claims that housing booms are a bad thing and we should hope prices stay low. Increasing mortgage rates are blamed for the bust. The word “recession” is mentioned. Gloom and doom.
    Preços sofrem queda severa. Um artigo cita que booms imobiliarios são uma coisa ruim e devemos desejar que os precos se mantenham baixos. Aumento das taxas de financiamento sao culpadas pela explosão. A palavra “recessão” é mencionada. Obscuridade e sombras.

    Home Sales in Southland Plunge in ’89
    Samuels, Alisa; Los Angeles Times; Feb 8, 1990; pg. D2

    The Number of Homes for Sale Sets a Record Real Estate: San Diego becomes buyer’s market, with 4,000 existing homes listed in January.
    GREG JOHNSON; Los Angeles Times (pre-1997 Fulltext); Feb 13, 1990; pg. 2.A

    Pray That the Housing Boom Stays Dead
    Jones, Robert A; Los Angeles Times; Apr 24, 1990; pg. A3

    Climbing Mortgage Rates Hurt Existing Home Sales
    Samuels, Alisa; Los Angeles Times; Apr 26, 1990; Vol. 109, Iss. 144; D; pg. 3

    California Is Nearing the Edge of Recession, UCLA Forecast Warns
    Anderson, Harry; Los Angeles Times; Jun 29, 1990; Vol. 109, Iss. 208; D; pg. 1

    California Real Estate Market Continues to Cool
    TOM FURLONG; Los Angeles Times (pre-1997 Fulltext); Jul 26, 1990; pg. 1

    Home Sales in July at Slowest Pace in 4 1/2 Years
    Furlong, Tom; Los Angeles Times; Aug 28, 1990; Vol. 109, Iss. 268; D; pg. 2

    Realtors Hear Gloomy Price, Sales Forecasts
    Myers, David W; Los Angeles Times; Oct 7, 1990; pg. K1

    O.C. Home Resales, Prices Fall Sharply Housing: Realtors group attributes slump in county and state figures to fears of recession.
    MICHAEL FLAGG; Los Angeles Times (pre-1997 Fulltext); Oct 26, 1990; pg. 5

    Housing Slump in California Seen Worsening
    TOM FURLONG; Los Angeles Times (pre-1997 Fulltext); Nov 21, 1990; pg. 1

    – 1991: A “dead cat bounce”? Some folks wondering if the bust has bottomed out or not. Sales are abysmal (e.g., -42%). Other parts of the country showing some signs of recovery.
    “Dead cat bounce?” é um termo ingles para aumento temporário do preço de uma ação após uma queda acentuada. Algumas pessoas questionando se o estouro chegou ao fundo ou não. Vendas no abismo (- 42%). Algumas outras partes do pais demonstrando alguns sinais de recuperacao

    Back to Basics
    Inman, Bradley; Los Angeles Times; Jan 20, 1991; pg. K1

    Re-Assessing When Home Prices Fall
    Boyer, Jeanne; Los Angeles Times; Feb 3, 1991; pg. K1

    California Still Among Lagging Areas, Fed Says
    JAMES RISEN; Los Angeles Times (pre-1997 Fulltext); May 2, 1991; pg. 1

    Reading Signs–Is Market at Bottom?
    Inman, Bradley; Los Angeles Times; Sep 8, 1991; pg. K1

    County’s New-Home Sales Plunge 42% for Quarter * Real estate: New figures indicate the market is sputtering again after a brief recovery. The inventory of unsold houses rose by 15%.
    GREGORY CROUCH; Los Angeles Times (pre-1997 Fulltext); Oct 4, 1991; pg. 5

    Home Sales Decline in California
    Los Angeles Times; Nov 26, 1991; pg. D1

    Home Sales Decline in California Housing: The drop in mortgage rates fails to spur sales in the state, but sales of existing homes across the country edge up in October.
    Los Angeles Times (pre-1997 Fulltext); Nov 26, 1991; pg. 1

    – 1992: No one is buying; housing is an investment that no one will touch. Desperate political efforts being made to encourage house buying. Rock bottom prices and lower mortgage rates encourage some purchasing. The year ends with some buying. Another “dead cat bounce”? It’s not clear.
    Ninguem esta comprando. Imovel é um investimento que ninguem quer. Esforcos politicos desesperados para encorajar compra de imoveis. Precos muito baixos e queda nas taxas de financiamentos encourajando algumas compras. O ano termina com um discreto aumento nas compras. Outro “dead cat bounce”? Não esta claro

    Move-Up Home Buyers Pretty Much Left Out Real estate: While Bush’s plan may boost first-time purchases, it does little to dispel caution in the other key housing sector.
    JUBE SHIVER Jr.; Los Angeles Times (pre-1997 Fulltext); Jan 30, 1992; pg. 4

    Home Sales in State Fell 6.2% in 1991
    Shiver, Jube, Jr.; Los Angeles Times; Feb 12, 1992; D; pg. 1

    Spring Thaw Real estate: The local housing market is showing signs of recovery. More realistic selling prices and reasonable interest rates have helped to spur sales.
    PATRICIA WARD BIEDERMAN; Los Angeles Times (pre-1997 Fulltext); Mar 26, 1992; pg. 1

    Housing Starts Increase 6.4% to 2-Year High * Economy: A strong surge in apartment building leads the way, providing economists with more evidence of a sustained recovery.
    JUBE SHIVER Jr.; Los Angeles Times (pre-1997 Fulltext); Apr 18, 1992; pg. 1

    June Home Sales 3.5% over May but Trail 1991 Figure
    Los Angeles Times; Aug 2, 1992; pg. K1

    August Housing Starts Rebound 10.4%, U.S. Says
    Marshall, Matt; Los Angeles Times; Sep 23, 1992; D; pg. 1

    California Home Sales Surge
    Myers, David W; Los Angeles Times; Nov 25, 1992; pg. D1

    Sales of Existing Homes in California Rise Again
    Myers, David W; Los Angeles Times; Dec 24, 1992; pg. D1

    – 1993: It’s definitely a buyer’s market. Some people are saddened by the fact that current prices are 50% of what they were in the 1980′s. The housing bust in Southern California is clearly negatively impacting the California economy and the national economy at large. Sellers are desperate to sell (and some people taking extreme measures like putting huge “for sale” signs on their lawns for passing planes to see). Folks who waited out the boom to buy at the bottom are being handsomely rewarded for their patience. Proof-positive of the contrarian investing style — be greedy when everyone is fearful and fearful when everyone is greedy. The “slump” may be ending.
    É definitivamente a hora do comprador. Algumas pessoas estao tristes que os precos estao 50% menores do que eram na decada de 1980. O estouro da bolha na california do sul esta claramente afetando negativamente a economia regional. Vendedores desesperados para vender. (algumas adotando medidas extremas como colocando enormes placas de VENDE-SE em seus terrenos para que os aviões possam ver) Pessoas que esperararam o boom para comprar na baixa estao sendo formidavelmente recompensadas pela sua paciencia. Prova positiva do investimento contrario: Seja ganancioso quando todos sao medrosos. A depresso pode estar acabando.

    Long Southland Housing Slump Finally Ending?
    DAVID W. MYERS; Los Angeles Times (pre-1997 Fulltext); Feb 10, 1993; pg. 1

    Housing Market Warming Up After 3-Year Slump Real estate: Optimism returns to Southland with rising sales. Number of homes on market is down.
    DAVID W. MYERS; Los Angeles Times (pre-1997 Fulltext); Feb 10, 1993; pg. 1

    A sad Westside story: Home prices have declined up to 50% since late 1980s
    Myers, David W; Los Angeles Times; May 28, 1993; D; pg. 1

    Couple Put Up a Big Sign of the Real Estate Slump Housing: They write `For Sale’ in huge letters on their lawn, hoping to attract attention from passengers in planes and jets on flight path to LAX.
    DICK WAGNER; Los Angeles Times (pre-1997; Apr 29, 1993; pg. 8

    Home Sales in County Climb by 3% Real estate: The market bucks the downward trend of neighboring areas. But analysts say don’t be too optimistic.
    STEPHANIE SIMON; Los Angeles Times (pre-1997 Fulltext); May 28, 1993; pg. 1

    It’s a Buyer’s Market as Peninsula Home Prices Tumble Real estate: Younger families are taking another look at an area that was once beyond their economic grasp. This could revitalize the school district.
    TED JOHNSON; Los Angeles Times (pre-1997; Jun 24, 1993; pg. 3

    Home Sales Up 6.3% in State, 4.6% Nationwide Real Estate: Analysts credit low interest rates and say buyers are beginning to think that prices may have bottomed out.
    DAVID W. MYERS; Los Angeles Times (pre-1997 Fulltext); Jun 26, 1993; pg. 1

    California’s real estate slump deepens
    Miller, Greg; Los Angeles Times; Jul 27, 1993; pg. D2

    Southland home values lead U.S.–Downward
    Myers, David W; Los Angeles Times; Aug 4, 1993; pg. D1

    Bottom Line: Housing Market May Be Mending Real Estate: Despite a three-year slump, experts say prices are stabilizing, especially for homes under $500,000.
    PATRICIA WARD BIEDERMAN; Los Angeles Times (pre-1997 Fulltext); Aug 22, 1993; pg. 1

    Buyers Seek Bargains as Home Prices Keep Sliding Real estate: La Canada Flintridge emerges as bright spot with a nearly 21% increase in sales over same period last year.
    ANDREW LePAGE; Los Angeles Times (pre-1997 Fulltext); Sep 2, 1993; pg. 1

    Sitting on the market: After the cash, owners adjust to the region’s housing slump
    Myers, David W; Los Angeles Times; Sep 20, 1993; D; pg. 1

    State’s bargain hunters boost new-home sales to 3-year high
    Myers, David W; Los Angeles Times; Oct 1, 1993; pg. D1

    Home Sales Rise Sharply in State, Nation Real estate: Size of increase surprises housing analysts. Median price in California is down 4.3% from 1992 figure.
    DAVID W. MYERS; Los Angeles Times (pre-1997 Fulltext); Oct 26, 1993; pg. 2

    Jump in new-home sales spurs hopes of long-awaited revival
    Myers, David W; Los Angeles Times; Nov 3, 1993; pg. D1

    Drop in Southland Home Sales Slows in First 10 Months of ’93
    Los Angeles Times (pre-1997 Fulltext); Nov 28, 1993; pg. 4

    U.S. home sales hit 14-year high
    Myers, David W; Los Angeles Times; Nov 30, 1993; pg. D1

    Slump in O.C. Housing Market May Be Ending Real estate: November figures show a major year-to-year increase in the number of units sold. Median price still sags.

    – 1994: Housing begins its comeback. People who had the intelligence to wait for the bottom are buying now at great values. Even rising mortgage rates are not shaking the recovery.
    Imoveis iniciam seu retorno. Pessoas que tiveram a inteligencia de esperar a baixa estao agora comprando com ótimos valores. Ate o aumento das taxas de financiamento nao interrompem a recuperação

    Bright Spots Some Areas Showing Signs of Recovery After Four-Year Slump in Home Prices
    Los Angeles Times (pre-1997 Fulltext); Jan 16, 1994; pg. 1

    Lenders scramble to keep housing comeback alive
    Myers, David W; Los Angeles Times; Mar 30, 1994; D; pg. 1

    First-Time Buyers Who Waited Spark Housing Rebound Real estate: After years of ice-cold sales, the city’s Westside market is finally starting to heat up.
    SCOTT SHIBUYA BROWN; Los Angeles Times (pre-1997 Fulltext); Jun 5, 1994; pg. 10

    Home Sales Up 24% From Last Year
    Los Angeles Times (pre-1997 Fulltext); Jun 26, 1994; pg. 6

    June Home Sales Best in 5 Years Ventura County Is Leader
    Jack Searles; Los Angeles Times (pre-1997 Fulltext); Jul 26, 1994; pg. 8

    Rising mortgage rates shake but don’t break state housing industry
    Lee, Patrick; Los Angeles Times; Oct 7, 1994; pg. D1

    – 1995: Some parts of the Southland are recovering others are not. People with “negative equity” are in despair.
    Algumas partes do sul estao se recuperando e outras não. Pessoas com fluxo de caixa negativo estão em desespero

    Home Sales Rise 10.5% in State, Hit 5-Year High
    JAMES F. PELTZ; Los Angeles Times (pre-1997 Fulltext); Feb 9, 1995; pg. 1

    Southland Home Price Rebound Fails to Appear
    JESUS SANCHEZ; Los Angeles Times (pre-1997 Fulltext); May 22, 1995; pg. 1

    County Home Sales Slide 20.4% in May
    DAVID R. BAKER; Los Angeles Times (pre-1997 Fulltext); Jun 13, 1995; pg. 1

    Home sales surge 19% in May, raising doubts of rate cut
    Mowbray, Rebecca; Los Angeles Times; Jun 30, 1995; D; pg. 1

    Study of Homeowners Finds `Negative Equity’ a Problem Real estate: Nearly 5% owe more than homes are worth. Impact hinders the state’s economy, experts say.
    DEBORA VRANA; Los Angeles Times (pre-1997 Fulltext); Jul 6, 1995; pg. 1

    O.C. Real Estate Sales Drop Property: Preliminary figures for July suggest the county’s housing market is still in a slump.
    DEBORA VRANA; Los Angeles Times (pre-1997 Fulltext); Aug 1, 1995; pg. 1

    – 1996: A tentative recovery is still in the making.
    A TENTATIVA de recuperação ainda esta em processo

    State’s housing market finally in turnaround
    Sanchez, Jesus; Los Angeles Times; Oct 25, 1996; pg. D1, 1

    O.C. homeowners more confident
    Fulmer, Melinda; Los Angeles Times; Dec 3, 1996; pg. D.2

    Ready to fly? Region’s housing prices on rise, moderately
    Sanchez, Jesus; Los Angeles Times; Dec 29, 1996; pg. D.1

    – 1997: Finally, housing has recovered.
    Finalmente o mercado se recuperou

    Southland Home Sales Are Unseasonably Hot Real estate: In O.C., October sales were 46.5% higher than last year. Median price of $208,000 was highest since 1994.
    E. SCOTT RECKARD; Los Angeles Times; Nov 14, 1997; pg. 1

    Median Price for O.C. Homes Surges 10.5%
    E. SCOTT RECKARD; Los Angeles Times; Dec 10, 1997; pg. 1

    Moral da historia
    Bolha = Incompatibilidade
    Oferta x Procura ,
    Renda x Valores pedidos
    Valor solicitado x Aluguel possivel com aquele imovel

    A relação PIBxFinanciamento NÃO interfere na evolução natural da bolha e sua consequencia para os preços e mercado imobiliario.
    Esta relação somente interfere na consequencia da bolha para a economia do país como um todo. O que na minha opinião é um ponto positivo visto que não será do benefício de ninguem a quebra de toda a economia por irresponsabilidade de uma parte do mercado.
    Por outro lado nosso desgoverno e suas politicas fiscais (desoneração irresponsável, abandono da lei de responsabilidade fiscal, utilizacao do fundo soberano) e monetárias (estimulo ao credito e consumo, impressao de dinheiro, controle irresponsavavel da taxa de cambio) bem conhecidas associadas aos seus 2 pilares fundamentais (assistencialismo populista e corrupção) alem da ausencia de politicas nas áreas necessarias e também ja bem conhecidas (infra-estrutura, burocracia, saude, educacao e segurança) estao trazendo um estrado muito maior para a economia como um todo que a relacao PIBxfinanciamento traria em um estouro de bolha. Associe isso a fatores de alienação popular (eventos esportivos) e a um bode expiatório coringa (crise internacional) e temos a situação atual.

    PS Destaco 3 pontos importantes no relato

    – A forma como a media sempre estava atrasada em relação ao que ja estava acontecendo. A noticia de hj era o que aconteceu ano passado

    – Os bull-traps no caminho

    – As noticias na midia no final salientando que quem foi INTELIGENTE e teve PACIENCIA em esperar todo o processo foi extremamente recompensado no futuro para comprar seu imóvel

    E vc que esta chegando agora e acabou de conhecer este blog
    Depois desse relato
    Ainda acha que na Banania é diferente?????

    1+
  • ex-Rodrigo 7 de abril de 2013 at 18:25

    A falácia do déficit habitacional

    “http://www.brasil.gov.br/noticias/arquivos/2010/12/13/numero-de-casas-vazias-supera-deficit-habitacional-do-pais-indica-censo-2010

    Número de casas vazias supera déficit habitacional do País, indica Censo 2010

    13/12/2010 14:50 – Portal Brasil

    Os primeiros dados do Censo 2010 divulgados pelo Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o número de domicílios vagos no País é maior que o déficit habitacional brasileiro.

    Existem hoje no Brasil, segundo o censo, pouco mais de 6,07 milhões de domicílios vagos, incluindo os que estão em construção. O número não leva em conta as moradias de ocupação ocasional (de veraneio, por exemplo) nem casas cujos moradores estavam temporariamente ausentes durante a pesquisa.

    Mesmo assim, essa quantidade supera em cerca de 200 mil o número de habitações que precisariam ser construídas para que todas as famílias brasileiras vivessem em locais considerados adequados: 5,8 milhões.

    Esse déficit habitacional foi calculado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) com base em outro levantamento do IBGE, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad).

    Baixe aqui a notícia: ‘http://dl.dropbox.com/u/86920768/%23Im%C3%B3veis/Artigos%20e%20Not%C3%ADcias/N%C3%BAmero%20de%20casas%20vazias%20supera%20d%C3%A9ficit%20habitacional%20do%20Pa%C3%ADs%2C%20indica%20Censo%202010.pdf

    0
  • Justiceiro 8 de abril de 2013 at 08:33

    Vou dar um pequeno exemplo de como argumentar, com números comprovados, sem achismos, com fonte.

    Os dados coletados vão de dezembro de 1995 até 2010

    Salário mínimo: de R$ 100,00 para R$ 510, aumento de 5,1x;
    Remuneração Média de empregos formais: De R$ 579,00 para R$ 1.672,80, aumento de 2,88x
    Acumulado do IPCA: aumento de 2,56x
    Acumulado INPC: aumento de 2,62x
    Acumulado INCC (Sinapi) IBGE – Custo médio do metro quadrado (materiais + mão de obra), na construção civil: aumento de 2,41x
    Acumulado INCC-DI: 3,27x

    FONTE:
    Anuário Estatístico do Brasil, disponível em: biblioteca.ibge.gov.br/colecao_digital_publicacoes_multiplo.php?link=AEB&titulo=Anu%E1rio%20Estat%EDstico%20do%20Brasil

    Observação sobre a VARIAÇÃO da DEMANDA REPRIMIDA:

    Distribuição dos domicílios particulares permanentes, por condição de ocupação (período de 2000 até 2009): variou de 73,3% até 74% de ocupação.

    A fonte? Mesmo do acima exposto.

    Conclusões lógicas baseadas em dados comprovados:

    1) O custo médio da construção civil acompanhou em termos aproximados o aumento médio da renda.

    Ou seja, é mentira a desculpa de que os custos aumentaram bem mais do que a renda.

    2) A demanda reprimida NÃO aumentou da forma alardeada pelos vendidos do setor, em significativos termos percentuais. Sempre estiveram em níveis muito próximos.
    Ou seja, mais uma mentira ao justificar o aumento dos preços devido ao aumento da demanda reprimida.

    É por isso que digo, os vendidos do setor não gostam de citar números, mentindo sem o menor pudor.

    Os dados sofrerão futura atualização.

    0
  • Rodrigo 9 de abril de 2013 at 12:25

    Os dados coletados vão de dezembro de 1995 até 2010

    Salário mínimo: de R$ 100,00 para R$ 510, aumento de 5,1x;
    Remuneração Média de empregos formais: De R$ 579,00 para R$ 1.672,80, aumento de 2,88x
    Acumulado do IPCA: aumento de 2,56x
    Acumulado INPC: aumento de 2,62x
    Acumulado INCC (Sinapi) IBGE – Custo médio do metro quadrado (materiais + mão de obra), na construção civil: aumento de 2,41x
    Acumulado INCC-DI: 3,27x

    OBSERVE COMPARE

    FONTE:
    Anuário Estatístico do Brasil, disponível em: biblioteca.ibge.gov.br/colecao_digital_publicacoes_multiplo.php?link=AEB&titulo=Anu%E1rio%20Estat%EDstico%20do%20Brasil

    Observação sobre a VARIAÇÃO da DEMANDA REPRIMIDA:

    0
  • MrJaime 11 de abril de 2013 at 15:12

    Ótimo vídeo explicativo sobre o que é uma bolha imobiliária:

    http://www.youtube.com/watch?v=-pnEO0ePkUA

    0
  • SPSPJULIANO 11 de abril de 2013 at 20:02

    Para quem pensa em seguir o manual para se criar uma conta bancária nos EUA recomendo que assista com muita atenção a palestra abaixo que deixa bem evidente a fraqueza do dólar nos dias de hoje.

    “http://www.mises.org.br/FileUp.aspx?id=197

    Obs: se vc teve dificuldade para entender o conteúdo desta palestra, sugiro que assista os vídeos abaixos na sequência:

    (MONEY AND DEBT 1, 2 e 3)

    “http://www.youtube.com/watch?v=mUvLl2iaFO8&feature=related

    “http://www.youtube.com/watch?v=duCaiLNG2ZA&feature=related

    “http://www.youtube.com/watch?v=f6uuAupT4AQ (só em ingles)

    (OS HOMENS DO MONOPÓLIO a história secreta do FED)

    “http://www.youtube.com/watch?v=isPtQoyByk4

    (OS MESTRES DO DINHEIRO – THE MONEY MASTERS)

    “http://www.youtube.com/watch?v=CVt5csw0jM4

    “http://www.youtube.com/watch?v=r7Rhf2LsMTk

    (O CURSO DO CRASH) um pouco apocalípstico mas com conceitos econômicos muito bons.

    “http://www.youtube.com/watch?v=fV6vDlXKVlc

    0
    • rafael km 25 de julho de 2013 at 00:05

      Quando o dólar iniciar seu colapso, o real já será irreal, terá virado pó.

      0
  • Espiriquidilberto 13 de abril de 2013 at 10:25

    A falácia do índice de cimento per capita, indicador de autoria do nosso amigo Cement Index Guy

    Eumesmo 13 de abril de 2013 at 9:21
    Dica para o consultor q assina o texto do tópico.

    Um analista econômico levando pro lado pessoal os argumentos do seu texto? Não era pra ser imparcial? Desse jeito perde a credibilidade!

    Pelo jeito ganhou um tempo (e não “perdeu um tempo”) lendo este blog do Bolha, deve ter aprendido bastante, daí o desespero para tentar manter as besteiras q disse (falando ainda mais besteiras), mas enfim…

    Vou aproveitar que ele certamente dá uma lida aqui, e vou dar uma consultoria “de grátis” para ele que inventou do “índice de cimento per capita”.

    A maneira que ele chega a esse índice não serve pra nada, só pra passar vergonha ao repetir tamanha asneira. Mas este índice poderia ser usado sim para medir uma possível bolha imobiliária de residências, ou de imóveis comerciais, entretanto teria que haver várias mudanças, eliminando variáveis que deixam tal “índice” inútil.

    Serei bem didático.

    Para medir a possibilidade de bolha em imóveis residenciais o índice de cimento per capita deveria levar em conta:

    1º apenas o que as pessoas físicas utilizam de cimento para construir suas moradias, eliminando assim os gastos do governo e das pessoas jurídicas;

    2º o tamanho médio das construções, pois é óbvio que para construir imóveis minúsculos gasta-se menos cimento que para construir imóveis espaçosos, e ultimamente aqui só se constrói “caixinhas de fósforo” pro povão morar;

    3º a qualidade das construções, imóveis de qualidade péssima gastam menos cimento q os de qualidade superior, como nos países desenvolvidos existe fiscalização da estrutura dos imóveis construídos, gasta-se mais cimento, aqui na banânia usamos areia da praia para construir os edifícios que logo desabarão, como o Palace II;

    4º outra variável, decorrência do requisito anterior, verificar se o país sofre com eventos naturais de grande poder de destruição como abalos sísmicos, furacões, maremotos… Para construir um prédio que suporte constantes tremores de terra como no Japão, Califórnia/EUA, Itália, será necessário gastar mais cimento;

    5º o tipo de residência do povo em análise, certamente o morador de Nova Iorque (acho q é lá q o consultor mora), certamente se surpreenderia com a quantidade de pessoas na Banânia que moram em casas de pau-a-pique, em barracos de madeirite ou de lona preta, na rua, embaixo de viaduto, em albergues, ocas e casebres de madeira.

    Não vou considerar o cimento usado para rede de esgoto, águas pluviais, calçamento, meio fio, asfalto na rua, muro das casas, apesar de tais gastos influenciarem diretamente o índice de cimento proposto para residências.

    O índice também poderia ser usado para medir possível bolha nos imóveis comerciais, mas teriam que ser observadas os requisitos acima, só q para pessoas jurídicas.

    Então Consultor, da próxima vez q for falar dessa bizarrice de “índice de cimento per capita”, faça pelo menos menção aos pontos elencados acima.

    0
  • Fernandão Bolhudo 13 de abril de 2013 at 16:41

    Fernandão Bolhudo 13 de abril de 2013 at 16:13
    Tá incompleto. Mas é um resuminho bem rápido para clarear as idéias dos incautos:

    ***

    O nome que se dá ao ciclo econômico atual do mercado imobiliário é o que menos importa. Bolha ou burbuja, prender-se a um conceito é ignorar as contingências sempre imprevisíveis do futuro.

    Mas, há ponderações que pelo menos sugerem os próximos capítulos da novela desse mercado. Grosso modo, são elas:

    1 – O crédito foi alavancado absurdamente pelo gov. Lula. Isso aumentou a demanda de consumidores, fazendo os preços subir;

    2 – Como os preços passaram a subir, as Construtoras se animaram a construir, pela expectativa criada de lucro futuro, com preços em escalada;

    3 – Assistindo a tudo isso, os grandes investidores entraram pesado no mercado e saíram comprando a rodo, quando o preço ainda estava lá embaixo. A presença deles fez a demanda total explodir, pois eles compravam prédios inteiros na planta, para repassar depois e alguns para alugar.

    4 – E a demanda explodindo, as próprias construtoras e imobiliárias passaram a precificar tudo para cima, testando o mercado (tal como se faz na especulação de alguns tipos de papéis na bolsa);

    5 – Com a demanda explodindo pela especulação, as construtoras saíram construindo ainda mais, criando até crise na oferta de insumos e mão-de-obra, provocado inflação geral nos preços da construção;

    6 – Isso gerou uma sensação pública de que imóvel sempre valorizava mais do que qualquer investimento, atraindo também investidores pequenos, sem capacidade financeira (hoje a maioria deles não conseguiu repassar o ágio e teve que perder tudo fazendo distrato com a construtora);

    7 – Neste cenário, se passou a financiar muita publicidade, inclusive com algumas propagandas travestidas de matérias jornalísticas, entrevistas e opiniões de certos ‘especialistas’;

    8 – O povo, ignorante e mal informado a respeito desse esquema especulativo, passou a assumir dívidas maiores, tomando empréstimos eternos de 35 anos, para comprar coisas ruins, cujo valor REAL não passa de metade e que, provavelmente, voltará a ter valor até menor, descontada a inflação dos anos que se passarem até o fim do ciclo especulativo ainda vigente;

    9 – A inflação dos preços chegou no topo que o mercado suporta no final de 2011. Nem mesmo o tsunami monetário de crédito super farto é capaz de pagar mais = o mercado de precificações especulativas encontrou seu teto máximo;

    10 – Tendo encontrado o teto máximo de precificação especulativa, os investidores estão recuando fortemente, e estão evitando comprar na planta pelo preço do m2 vigente;

    11 – Os consumidores, por sua vez, também passaram a ficar mais receosos, ou sem RENDA capaz de absorver essa precificação;

    12 – Essa fuga de investidores que compram na planta, e consumidores passou a gerar ESTOQUES, tanto nas construtoras quanto nas imobiliárias e repassadores;

    13 – A geração progressiva de ESTOQUES é percebida pelos investidores e consumidores que sabem observar o mercado, gerando a piora do quadro exposto nos itens 09 a 12, num cliclo que já se tornou vicioso;

    14 – As construtoras, diante do evidente travamento, conforme explicado nos itens 9 a 13, simplesmente diminuíram gravemente o volume de lançamentos de novos empreendimentos e passaram a se segurar para vender os estoques vigentes;

    15 – Os estoques não são despejados facilmente, gerando grandes campanhas com descontos de até 40%, conforme noticiado pelos jornais;

    16 – O relatado no item 15 gerou grande insatisfação e insegurança nos consumidores e investidores que pagaram o preço especulado cheio;

    17 – ATUALMENTE, ainda se constrói uma infinidade de imóveis lançados durante o boom e isso FARÁ OS ESTOQUES CRESCEREM AINDA MAIS, fazendo com que a oferta já grande atual tenha a possibilidade de, junto com o mercado de usados, gerar o maior estoque de imóveis vazios já visto no Brasil nos próximos anos.

    18 – Essa situação favorecerá particularmente quem prefere aluguel, tendo em vista que a impossibilidade do repasse com ágio fará com que esses imóveis passem a integrar o estoque de alugueis. Ou seja, também nesse mercado não há nenhuma expectativa de aumento de preço real e até é possível supor que ficará estagnado por muito tempo, perdendo para a inflação e até corre o risco de ser reajustado para baixo em muitos casos, por conta da oferta grande.

    RESULTADO: Os malditos estoques vão pressionar os preços para baixo nos próximos anos, independentemente do crescimento do crédito da Dilma. O crédito somente segurará esse preço, caso cresça de forma exponencial para sempre (e quem conhece função exponencial, SABE muito bem que isso não vai acontecer).

    Por isso, se tem nome de bolha ou não, quem se importa? O importante é que o CONSUMIDOR ou investidor atentos já sabem que comprar agora É UMA FRIA e que nos próximos 3~4 anos será possível encontrar oportunidades muito mais baratas do que hoje, descontada a eventual inflação do período. De fato, só dá para se falar em compra HOJE, se vier com muito generoso desconto, que faça o preço cair consideravelmente.

    Abraço!

    1+
  • Bolha Imobiliária 14 de abril de 2013 at 21:25

    Resumão do blog, feito pelo leitor de codinome Pedro Benevides

    ‎1 – Imóvel na planta – Inversão de valores onde quem fornece o CAPITAL e corre o risco (comprador) atua como empregado e quem oferece o serviço (construtora) atua como DONO.

    2 – Imóvel na planta é uma aberração brasileira. Financio a obra da construtora, corro todos os riscos de atrasos/não entregas, entrega fora do estipulado no memorial, acabamento/pintura ruim, problemas estruturais, risco do condomínio ser muito alto e ainda sou obrigado a pagar correção nas parcelas e no saldo. Ela quem deveria me pagar juros por tomar meu dinheiro antes de entregar. Ninguém do mercado conta que na hora da entrega nas chaves precisará obter aprovação de financiamento na CEF.

    3 – Simulem um financiamento de 400 mil e vejam que é necessário ter uma renda familiar acima de 10 mil reais (1% da população). Se não conseguir este financiamento, a construtora não devolve o dinheiro pago, ou devolve um percentual bem pequeno dele. Sem falar que hoje, devido à especulação imobiliária e alta procura (30% dos financiamentos da CEF não são de famílias, e sim de especuladores, segundo o SECOVI/SP) o preço do imóvel na planta está subindo vertiginosamente.

    4 – Com estes preços atuais, é muito mais vantajoso viver de aluguel e economizar a diferença entre o aluguel e a prestação do financiamento até os preços voltarem aos patamares justos (ano 2004 + IPCA). De repente em 5 anos dá pra comprar algo a vista. Quem compra na planta corre o risco de na entrega o imóvel valer menos que o valor do saldo devedor a ser financiado. Valorize suas economias.

    5 – Como qualquer investimento, o imóvel também pode sofrer queda de preço. Já se observa no mercado descontos da ordem de 30%. 30% não é desconto em nenhum tipo de produto, e sim redução de preço. Olho vivo em quem quer embolsar suas suadas economias de toda uma vida. Não caia no papo de valorização eterna. Se é investimento, tem risco embutido.

    6 – Simulação CEF. Para financiar 200K, juros 8,85aa+TR, entr = 20 mil, prest1 = 1780 e prest420 = 456. Renda exigida = 5100. || Para 300, entr=30K, prest1 = 2658, prest420 = 672. Renda = 7600,00. || 149,28% de juros totais pagos durante o financiamento. Ou 2,5 imóveis. Se TR subir, prest. aumenta (basta subir a SELIC). Quem tem esta renda? 5% do povo. Venda casada. Você vai na CEF sem conta corrente e sai com conta aberta, cartão de crédito, prev privada e capitalização. Não compre 2013/14.

    7 – Experimente ficar 90 dias sem pagar ao banco. O banco leiloa o imóvel, desconta o valor obtido do seu saldo devedor e ainda cobra a diferença pra você. O imóvel só é seu após quitar o financiamento. Ou seja, fica pagando aluguel para o banco por 35 anos.

    8 – Sabiam que os bancos quase não tem imóvel próprio? A maioria das agências estão sediadas em imóveis alugados. Ué, imóvel não é um investimento tão excelente e superior como pregam as construtoras? Como o banco perde uma oportunidade destas de valorização eterna de seu investimento? Simples. Sabem que imóvel é despesa de custeio. Condomínio, taxas, manutenção, IPTU… Muito melhor alugar. No dia em que não atender mais basta não renovar o contrato com o proprietário e procurar outro.

    9 – A mediana do valor dos imóveis na Flórida é U$ 175K. Isso significa que metade das residências lá custam até este valor. Não há sentido em pagar mais que isso na maioria dos imóveis que são anunciados no Brasil, país muito inferior em justiça social, serviços públicos, asfaltamento saúde, educação e segurança pública. Detalhe: a renda média do americano é 5 vezes maior que a do brasileiro. Pq lá é tão barato e aqui tão caro? Lá o mercado corrigiu as distorções. Aqui elas estão acentuadas.

    10 – Cidada fantasma IRLANDA 2011 “youtube.com/watch?v=wgTt4wqwbPw || Cidade fantasma ESPANHA 2011 “youtube.com/watch?v=t0rjAfzoHeI || Cidade fantasma EUA 2011 “youtube.com/watch?v=HTSKiyDWXys || Cidada fantasma CHINA 2011 “youtube.com/watch?v=sLnR2JIW3pA – Imóvel não desvaloriza MESMO???? Pesquise ainda Portugal, Grécia e Japão. Todos viveram bolhas. Curiosamente alguns deles sediaram copa e olimpíadas. Por que o Brasil pensa que vai ser diferente?

    11 – Países com imóveis em tendência de queda –> idealista ponto pt/news/arquivos/imagecache/noticia/110/precos_casas.jpg (quem disse que imóvel não cai de preço?)

    12 – Avalie o desempenho pífio da economia. Inflação dando as caras (imagine quando gasolina e transporte púbico aumentarem e os incentivos como IPI reduzido acabarem?), produção industrial baixíssima, juros próximos a zero para quem poupa dinheiro, bolha imobiliária na boca do povo (não conseguem mais esconder), corrupção, crédito disponível descontroladamente, … Será que aqui no Brasil vai ser diferente do que foi em países mais desenvolvidos que o nosso?

    13 – Índice FIPE-ZAP. Mede a variação dos preços ANUNCIADOS. Não os preços do negócio fechado. Este índice só vai dizer como está variando a pedida dos proprietários. E ainda assim é totalmente viesado, pois não há como o sistema exluir duplicidades (há imóveis anunciados em 4 ou 5 imobiliárias diferentes e, pasmem, com preços diferentes). Também não dá pra excluir os anúncios supervalorizados, com intuiuto de mascarar o resultado mesmo. É um índice viesado, manipulado e sem credibilidade.

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    A – A partir do momento em que temos preço descolado da renda, alto percentual de compradores na planta pra investir e outra parte significativa comprando e revendendo sempre com preços 20 ou 30% mais alto, tem-se configurado o cenário de bolha. E a partir do momento em que a demanda fica menor que a oferta, tem-se o cenário de estouro da bolha. Pode não ser de uma hora pra outra, pode não ser uma queda vertiginosa, mas este cenário já está se configurando no país.

    B – Vamos analisar sem números oficiais, apenas no achismo e no bom senso: Quando toda a quantidade de lançamentos for entregue, este ano, ano que vem e 2015, a oferta dará um salto vertiginoso em contrapartida com a demanda que terá queda. Não estão incluídos ainda os que serão obrigados a devolver o imóvel por ter comprado na planta pagando prestação pequena, com intenção de revender antes do imóvel ser entregue,sem condições de contrair o financiamento com a CEF.

    C – A inflação está alta. Em breve o governo terá que subir a taxa de juros para dar uma segurada. Aumentando os juros, aumenta a TR, que corrige prestação e saldos devedores. Mais dinheiro que o povo tem que desembolsar pra pagar o AP. A indústria está em nítida desaceleração, nem com IPI zerado está estável. Por enquanto os números mostram que estão demitindo e contratando muito, trazendo equilíbrio.

    D – Só que este equilíbrio no saldo de empregos não mostra a realidade, que é que a indústria e comércio estão demitindo e recontratando por salários mais baixos. Em breve, se continuar em queda, vai haver extinção de vagas. Demissão sem contratação correspondente. Resultado = aumento de desemprego.

    E – IBGE tem índice de 5,8% maquiado, pois não consideram desempregados os que estão em casa de bobeira nem os que estão subempregados. Segundo o DIEESE, o desemprego está em 11%. Por que tamanha disparidade entre as duas taxas? O desemprego aumentando, o dinheiro real sumirá do mercado, restando apenas crédito, o que levará à inadimplência.

    F – Esta inadimplência vai atingir os financiamentos imobiliários e de autos. O banco tomando mais imóveis, aumentará mais ainda a oferta. Resultado = mais queda nos preços. Considere também que a partir de 2015 teremos todo o capital especulativo indo embora rumo à próxima sede de copa. O túmulo será fechado depois de 2016, com o fim das olim-piadas. Isto reduzirá mais ainda a demanda.

    G – Quando não existe a menor chance de um fato ser verdade, não se veem notícias atrás de notícias negando o tal fato, simplesmente isola-se e ignora-se os que proclamam o fato. Não é o que está acontecendo na mídia atualmente. Se você pesquisar, todo dia verá reportagens dos mais diferentes meios de comunicação do país negando a bolha imobiliária.

    H – Ultimamente nem afirmam mais que o preço vai subir. Afirmam apenas que está estável e a tendência é acompanhar a inflação. Daqui alguns meses veremos gente falando de ligeira queda, ajuste, correção. É assim mesmo. Negam o óbvio até o fim. Só vão assumir a veracidade da situação depois que todo mundo já tiver tido o encontro com o motumbo.

    I – Qualquer investimento real tem risco de perda. Com imóvel não é diferente. Gente com 15K de salário (1% da população) só consegue financiar 384 mil na CEF. Com 384 mil é impossível comprar um imóvel, hoje em dia, na Tijuca, zona norte do Rio, cercada de favelas. Na zona sul então é sonho de uma noite de verão com este valor.

    J – Utilizar o PIB como parâmetro para a pesquisa e pra negar a bolha é falacioso. O Produto interno Bruto desconsidera que existe um abismo na distribuição de renda. Poucos com muito e muitos com pouco. A realidade é que poucas pessoas tem condições de comprar moradias no valor que elas estão sendo oferecidas.

    K – As construtras de capital aberto estão com suas ações em queda. Balanços com problemas. Inclusive, a Rossi recentemente auditou seus balanços e uma empresa de auditoria absteve-se assinar. MRV incluída em lista de trabalho escravo. Precisa falar mais alguma coisa?

    L – Veja que nao estou apresentando nenhum número, estou me baseando apenas em noticiário de jornal. Eu chuto que o Rio de Janeiro ficará anos sem ter lançamentos por parte das construtoras, exatamente como era antes de 2006. Era 1 ou 2 lançamentos que se via. Nos últimos 3 anos era 1 panfleto a cada 500m percorridos com o carro.

    M – Índice de cimento per capita, que um certo senhor gosta de citar. “Na Espanha, 1,2K quilos. Na China, 1,6K quilos”. O Brasil consome pouco cimento per capita pq o poder público não faz portos, aeroportos, estradas, pontes, viadutos, hidrovias… Aí comparado com Espanha e China, consumimos pouco. Ele deveria citar quanto de cimento vai na construção de moradias

    N – Sendo insistente, avaliem com bom senso. O uso de séries temporais, processos estocásticos, distribuição gaussiana, análise multivariada, econometria, etc. é desnecessário, até porque este tipo de análise e cálculo é impossível de ser feito sem dados confiáveis. Basta o bom senso pra saber que a coisa está indo pro buraco e os preços estão muito altos.

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    a-Ficar no aluguel não é a besteira que o mercado prega. Isso é conversa de quem em interesse em manter o mercado de vendas em alta, devido aos altos valores envolvidos. Algumas vantagens do aluguel sobre a compra com preço fora do justo:

    b-1 – Não ficarei com a dívida por anos a fio; 2 – A lei do inquilinato é muito mais favorável ao inquilino; 3 – Se o imóvel deixar de me atender, tenho liberdade de sair a qualquer momento mediante acordo com o proprietário, multa ou não renovação de contrato ao término 4 – Muitas das despesas de manutenção do local correm às expensas do proprietário; 5 – Possibilidade de negociação descontos em caso do inquilino ser bom pagador ou de pagar um valor de contrato a vista.

    c-Quem tem dinheiro em conta pode muito bem fazer este dinheiro pagar juros para si mesmo em vez de pagar juros para um banco. Quem não tem, tem a oportunidade de aguardar e juntar um capital. Tenho uma planilha de simulação de financiamento. Nela, posso simular o financiamento pelos sistemas SAC e Price. Está muito próxima da planilha que se obtém simulando no site da CEF (ainda não consegui descobrir o motivo da pequena diferença – coisa de R$ 50,00 a mais nas parcelas da minha).

    d- Pois bem, financiando em 15 anos o valor de 200 mil (requer renda familiar de 6,5k), se eu economizar em poupança – método novo – a diferença entre o valor da prestação mensal e um /aluguel + condomínio/ de 1,5K, ao fim de 5 anos, terei cerca de 40K. Se, concomitantemente, fizer um aporte de 1K mensal, o valor economizado é de 107K. Mais de 50% do valor do financiamento. O que reduziria sua prestação daqui 5 anos em 45%. Isso em apenas 5 anos, não é uma vida inteira.

    e-Se vc ficar 8 anos, o valor é de 165k, quase o valor do imóvel a vista que você teria de pagar em 15. Sua parcela seria de apenas 20% da parcela inicial. A planilha tem alguns poréns. Não considera atualizações de saldo devedor nem de valor de alugueis, mas o índice para os dois é o mesmo, IGP-M, portanto fica elas por elas.Não considera também aquecimentos de mercado que façam os preços de aluguel disparar. Enfim, não é perfeita, mas ajuda muito a se planejar.

    f-Claro, é necessário renda pra isso, mas subentende-se que quem não tem renda pra fazer esta economia, não deve financiar imóvel de 200K, e sim mais barato, devendo alugar mais barato e poupar menos, de forma a poder comprar algo no futuro de padrão compatível com sua renda. Caso tenha interesse, a planilha fica aqui ‘dropbox ponto com/sh/xg539il8dhr8cz6/zY3JxNkzj3 – sem virus

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    A-Você tem interesse em um imóvel que ainda será construído. Vá ao stand, pegue a planilha de financiamento do imóvel e comece a juntar mensalmente os valores das parcelas e intermediárias (dilua as intermediárias nas mensalidades). Todo mês atualize o valor pelo INCC. Em 3 anos, quando o imóvel estiver construído, você terá um ótimo montante. Ainda não simulei este cálculo, mas deve ser muito interessante também, principalmente se vc atualizar o INCC da prestação e juntar isso tb.

    B-Daqui 3 anos, se o imóvel não tiver saído, vc não perdeu nada. Se o local mostrou-se ruim, vc não perdeu nada. Se sua renda estiver incompatível com o valor do financiamento, vc não perdeu. Se entregaram sem qualidade, idem. Se sua renda aumentou e vc quer morar melhor, vc não perdeu nada. Se você fizer mais um aporte mensal junto com os valores da planilha, a coisa fica muito melhor!

    C-Com esse dinheiro procure investidores desesperados para se desfazer do seu na planta que já está chegando a época de pegar as chaves. Sempre tem um que sabe que não vai ter o financiamento aprovado. A vantagem desta operação é que o camarada já pagou todas as parcelas e intermediárias que você teria pago se tivesse financiado no início da construção. Com perseverança vc encontra alguém que vai aceitar negociar o valor. E você ainda terá algum poupado pra dar de entrada nas chaves.

    D-Com bons argumentos, do tipo, olha, vc já pagou X para a construtora, ela não vai te devolver tudo isso quando vc fizer o distrato. Eu te ofereço x/2, ela vai te devolver x/5, qual vai ser? Posso dizer que se vc oferecer 0.6X pra um camarada conscientizado da perda, o cara topa o negócio. Ele perde menos e vc ganha porque pagou apenas 60% do que teria que pagar caso tivesse contratado no início. Sobram 0.4X pra dar de entrada no finame, ou pagar itbi, sei lá.

    E-Não estou interessado no dinheiro de ninguém, apenas na conscientização de um povo que não sabe poupar, tendo em vista interesse próprio, que é o de comprar um imóvel pra morar a um preço justo. O pessoal do mercado tem interesse em se sustentar e, se possível, enriquecer um pouquinho as nossas custas rs Em quem é melhor acreditar quando falam sobre mercado imobiliário?Essas coisas que to escrevendo não são utopia, são perfeitamente possíveis para cidadãos instruídos e conscientizados como nós. Quem debate este tema não é analfabeto funcional.

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    A. Respostas padrão para as mentiras do mercado. A. “O valor deste imóvel é R$ 1 milhão!” – Não. O correto é “Este imóvel está cotado a R$ 1 milhão”. Se ninguém nunca aparecer para pagar o tal milhão, não vale um milhão.

    B. “Com a melhora das condições do bairro e obras de infraestrutura, o imóvel valorizou.” – Não existe nada como valorização automática por obra de infraestrutura. O que você espera é que com as melhorias mais pessoas desejem morar no local, aumentando a demanda e os preços. No entanto, se esses compradores nunca aparecerem, não vai valorizar, com ou sem obra.

    C. “A renda aumentou e portanto o valor alto dos imóveis se justifica.” – Então por favor avisem os donos de imóveis americanos que eles estão perdendo dinheiro, já que lá a renda é 5x maior e o preço dos imóveis tende a ser menor, principalmente levando em consideração a qualidade.

    D. “A valorização vai continuar.” – Você sabe o que é uma função exponencial? Funciona assim: se eu comprar um imóvel por R$ 500 mil e ele continuar a se valorizar 30% ao ano como nos últimos anos, em 20 anos ele valerá 500000 x (1.3)^20 = R$ 100 milhões. Eba, vai todo mundo ficar rico. Ah e se você esperar mais 10 anos, afinal “vai subir ainda mais” poderá vender seu imóvel por R$ 1,3 bilhão.

    E. “O preço não caiu, mas estamos oferecendo descontos.” – Não existe desconto em mercado aquecido. Se você pudesse vender pelo preço que queria, não ia oferecer desconto né? Se oferece é porque não conseguia vender pelo preço anterior e teve que diminuir. Mas eu entendo, tem gente que chama p* de profissional do sexo, e tem gente que chama queda de preço de desconto.

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    Aprenda mais sobre a bolha em: youtube ponto com/watch?v=qmFY1ydg32E – Países com imóveis em tendência de quedas idealista ponto pt/news/arquivos/imagecache/noticia/110/precos_casas.jpg (quem disse que imóvel não cai de preço?)

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    1.Como funciona o mercado imobiliário. Suponhamos que, em 2005, antes do boom imobiliário, a CEF emprestava dinheiro ao mutuário a juros de 12%. Digamos que este mutuário tinha condições de pagar R$ 700/mês com prestação de imóvel. Para isso, é necessário ter renda de 2 mil (pela regra da prestação comer no máximo 35% do salário bruto). Pelos meus cálculos, 180 meses e taxa de 12%, a prestação de 700,00 permitia a este indivíduo obter um montante de R$ 46 mil emprestado.

    2.Entao o maravilhoso governo Lula/Dilma achou por bem resolver o problema do pobre. Vamos financiar em 420x, com juros de 8,5% aa, subsídio de 20K do Minha Casa Minha Dívida. OBA! Disseram as construtoras, imobiliárias e afins. Vou tirar meu atraso da dácada de 90! Se antes uma parcela de 700 permitia que a CEF emprestasse 46K, agora, com juros de 8,5 e 420 meses pra pagar, a CEF pode emprestar 76 mil. E mais, o governo tá dando subsídio de 20K! Este valor também me interessa!

    3.Então, após MCMD, alguém se aproveitou. O custava 46 aumentou pra 66(46+20 subsídio). As vendas continuaram boas, testaram novamente o mercado. O que antes era 46, agora custa 86. O mercado aceitou! Tacada final! Agora custa 96(76 CEF+20 subsídio)! Em pouco tempo um imóvel de 46 passou a custar 96. Mais de 108% de “valorização”. O que antes poderia ser pago com 180 de 700,00, agora só pode ser pago com 420 de 700. Mesma parcela, dobro do tempo. E tx de juros “baixa”!

    4.Não sei quais são nem sei qual era a taxa antiga que a CEF aplicava, mas, grosso modo,foi isso que o governo gerou. A intenção foi boa. Tirar o pobre coitado povo do aluguel, mas o economista q criou isso desconhecia a lei da oferta e da demanda. A demanda explodiu, os preços aumentaram sem avaliação de imóveis. Isso gerou efeito cascata, o vizinho vendia 130% acima do que valia e todos foram na onda. E assim criaram a bolha imobiliária no Basil. Não comprem imóveis em 2013/14

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    Nesses países de “primeiro mundo”, onde a relação crédito imob PIB é alta, a distribuição desse mesmo PIB é bem mais acentuada que no Brasil.

    No Brasil, a distribuição do PIB é tão ruim, mas tão ruim, que simplesmente é tecnicamente impossível o crédito imob ir tão longe, simplesmente porque a massiva maioria dos tomadores não possui a RENDA necessária para se permitir o crescimento dessa relação (crédito imob – PIB).

    Assim, para o caso do Brasil atual, é muito mais válido observar o comprometimento da renda mensal familiar, o qual tem a ver com a renda REAL das pessoas. E esse comprometimento está muito, mas muito mais alto que o americano, mesmo na fase da bolha deles (consigo os dados se quiser).

    Neste contexto, quem entrar agora na pirâmide, estará em baixo, na base, e pagando o preço caro para quem está na parte mais alta. Mas isso se dá com risco alto altíssimo dessa pirâmide ruir na cabeça de todos os debaixo, pois há um altíssimo e alarmante risco de desvalorização futura do imóvel. Imóvel no Brasil, hoje, só compensa se for com descontos muito generosos, da ordem de uns 30% ou 40%, como, aliás, algumas construtoras estão oferencendo unidades prontas que ficaram encalhadas, nesses saldões, feirões, etc, como eles chamam nos jornais todos os finais de semama (sendo que, mesmo assim, ainda compensa mais esperar mais, pois a oferta de encalhes vai aumentar ainda muito mais nos próx. 4 anos)

    Nã dá para ficarmos pensando que “dessa vez será diferente”. Os ciclos econômicos são movimento normal de qualquer economia, por mais modernos que sejam os tempos. Atualmente, estamos vivendo o ciclo da maior alta especulativa que já se viu no Brasil. Amanhã veremos umas belas de umas quedas e, pasme ou não, isso será tido por coisa normal para os especialistas sérios.

    E esse tipo de previsão de “previsão” nada tem. O ciclo especulativo é mais do que visível e isso ninguém discute mais. Mas eles jamais na história conseguiram se manter, por uma razão simples: uma hora a boiada acorda, ou o dinheiro dela acaba.

    Por outro lado, você diz que “a bolha pressupõe um estouro”. Esse raciocínio está equivocado. Não precisa estourar para vermos que ela existe. E bolha é só uma evolução de preço sem fundamento sustentável. Só isso.

    A bolha especulativa pode existir e seu estouro ser impedido pelo Governo (enquanto der e tiver dinheiro do contribuinte para faze-lo) ou mercado fortemente monopolizado por empresas (enquanto der e tiver dinheiro para manter a aparência).

    É o que acontece hoje na China. Lá o Governo comunista financia o crescimento da infra-estrutura e a construção de imóveis como ninguém no mundo. MAS eles já possuem mais de 65 milhões de residências vazias, além de centros comerciais, metrôs, etc, todos vazios. Verdadeiras cidades fantasmas. E eles continuam construindo ainda mais. ENTRETANTO, há mais de 100milhões de pessoas sem teto decente, morando em favelas. Essas pessoas simplesmente não tem RENDA para a compra das casas.

    Se eles quiserem vender essas coisas, os preços desabarão assustadoramente. Um estouro dessa bolha lá significaria um cataclismo para os balanços dos empresários que possuem ativos imobiliários lá (inclusive o Governo), levando muitos à falência. Mas o Governo financia o “status quo” e vai fazê-lo até onde der (até onde tiver $$$ do contribuinte. Mas eles são um país de economia rica, embora de população pobre)

    No Brasil, o Governo também está tentando impedir o processo de correção, para baixo, dos preços especulados pelo mercado. Vimos os prazos de financiamento mais que dobrarem. Vimos o crédito ser esticado. Vimos o balanço da CEF sendo enxugado pela EMGEA e entrada de recursos do BNDES – capitalizado com $$$ do contribuinte – para aumentar a oferta do crédito. Todas essas são medidas para tentar segurar a demanda mais alta. MAS será que conseguirão chegar mais longe? A China tem muito $$$$ e tem conseguido manter as aparências com aquelas cidades inteiras fantasmas. O Brasil é sempre mal das pernas para a maioria da população e para as contas do Governo e não acho que terá como segurar o reajuste do mercado… (Aliás a dívida pública atual já é a mais alta de todos os tempos – vão criar mais dívida para jogar liquidez no mercado de consumo, especialmente o imob, até quando?)

    O Brasil é a sétima maior economia do mundo. É um país muito rico. Mas é uma riqueza que tem servido para pagar juros e amortizações de dívida pública e os bolsos de muito poucos brasileiros. Em termos da realidade, o Brasil é um país de maioria massiva de pessoas pobres. A distribuição de renda é quase a pior do mundo atual. A maior parte do nosso PIB anual vai para o bolso de alguns empresários, especialmente bancos. O restinho está nas mãos de pessoas ricas que já possuem vários imóveis. E uma micro-parte está nas mãos da população em geral. Isso impede que a relação crédito imob-PIB consiga crescer no Brasil, tal como cresceu naqueles países de primeiro mundo de renda melhor distribuída (isso a não ser que comecem a dar crédito de centenas de milhares de reais a qualquer pessoa de salário de R$2k para pagar em 50 anos).

    =====================

    Se você tem R$ 500 mil para comprar um imóvel brasileiro, faça o seguinte:

    Alugue um no Brasil e compre um na Flórida:

    casa, $ 149 mil Reais, 170 m2, terreno 2000 m2
    “www zillow com/homedetails/1112-Mckinley-Ave-Lehigh-Acres-FL-33972/45478391_zpid/”

    casa, $ 177 mil Reais, 110 m2, terreno 1500 m2
    “www zillow com/homedetails/36118-Hickory-St-Fruitland-Park-FL-34731/45366467_zpid/”

    casa, $ 148 mil Reais, 125 m2, terreno 1200 m2
    “www zillow com/homedetails/5017-Bauer-St-Lehigh-Acres-FL-33973/45536970_zpid/”

    apartamento, $ 169 mil Reais, 110 m2
    “www zillow com/homedetails/800-NW-Fork-Rd-APT-6-11-Stuart-FL-34994/45674486_zpid/”

    apartamento, $ 128 mil Reais, 110 m2
    “www zillow com/homedetails/250-Racquet-Club-Rd-2-311-Weston-FL-33326/2115669464_zpid/”

    apartamento, $ 153 mil Reais, 130 m2
    “www zillow com/homedetails/120-Roselle-Ct-Royal-Palm-Beach-FL-33411/46901329_zpid/”

    A passagem para a Flórida custa aproximadamente 1000 dólares ida e volta.

    Com o dinheiro que sobrar da compra do imóvel (e vejam que imóveis – terrenos amplos e casas enormes – e a infra-estrutura do local), mais ou menos 150K dólares, poderá viajar com mais 4 acompanhantes anualmente pelos próximos 30 anos!

    150 mil/ mil = 150 passagens. Dividido por 5 = 30. Dá pra viajar pra lá anualmente durante 30 anos! Bolha imobiliária no Brasil. Não compre imóveis em 2013/14/15/16.

    1+
  • Espiriquidilberto 22 de abril de 2013 at 12:23

    Utilizando os dados da pesquisa salarial do ‘empregos.com.br disponíveis neste link, ‘http://carreiras.empregos.com.br/carreira/administracao/pesquisa_salarial/ocupacoes_nivel_superior.asp, preparei uma pequena simulação do valor possível de ser financiado levando em conta 0% de entrada, taxas de juros de 5%aa para quem se enquadra na renda do MCMV e de 8,85%aa para os demais, e prestação inicial de 30% do valor do salário informado.

    Das 45 carreiras,

    1 – Considerando o menor salário informado, somente as carreiras de Engenheiro de Segurança, Engenheiro Industrial e Médico poderiam financiar algo acima de R$ 100K

    2 – Considerando o salário médio, somente as carreiras de Engenheiro Industrial, Engenheiro Mecânico e Médico poderiam financiar imóveis acima de R$ 150K

    3 – Considerando o salário máximo, apenas as carreiras de engenheiro civil, engenheiro de segurança, engenheiro industrial, engenheiro mecânico e médico poderiam financiar R$ 250K.

    Premissas:
    – Taxa de juros: se o salário é menor que 5K, a taxa anual é de 5%. Se o salário é maior que 5K, a taxa a anual é de 8,85%
    – Não foi utilizado valor de entrada no financiamento
    – Prazo do financiamento, 360 meses. Um prazo menor que este reduziria ainda mais os valores possíveis de se financiar
    – A prestação 1 equivale a 30% do salário informado na pesquisa

    Planilha com os resultados: ‘https://dl.dropboxusercontent.com/u/86920768/Pesquisa%20salarial%20-%20empregos.com.br.xlsx

    Os créditos da garimpagem da notícia vão para outro comentarista daqui que postou o link.

    0
  • thiago fm 6 de maio de 2013 at 19:28

    thiago fm 4 de maio de 2013 at 14:42

    A BOLHA MAIS DIDÁTICA

    Uma Bolha Econômica nasce do distanciamento injustificado entre o valor de troca de uma coisa e seu respectivo valor de uso.

    Valor de uso – está relacionado com a necessidade/ utilidade de uma determinada “coisa” para o indivíduo no tempo e no espaço.

    Valor de troca- está relacionado com o desejo/utilidade de uma determinada “coisa” para a coletividade no tempo e no espaço e pode ser associado a um preço determinado pela oferta/procura no mercado.

    Em geral, o valor de uma coisa está vinculado ao nível técnico e a complexidade do trabalho empregado em sua produção, no entanto, isso nem sempre é uma regra. Uma coisa pode ter valor de uso para mim e não ter valor algum de troca para o mercado (coletividade), ou o contrário, dependendo do lugar em que se localiza ou da época em que se situa.

    Ex: Uma Ferrari pode ser uma máquina tecnológica complexa, mas se estiver no meio do deserto, distante das pessoas e de combustível pode não ter valor algum. Já a água, pode possuir um valor inestimável nessa situação, porque seu valor está diretamente ligado a sua necessidade/ utilidade no espaço, independentemente de ser uma “coisa” natural.

    Ex2: Um Fiat Tipo pode não valer um centavo numa revenda atualmente (sem valor de troca), mas para uma determinada pessoa tem seu valor de uso muito grande se for seu único meio de locomoção rápida.

    Onde quero chegar?

    Dizemos que algo está caro ou barato de acordo com a avaliação que fazemos sobre seu valor de uso para nós e seu valor de troca para os outros. Instintivamente atribuiremos justiça a um preço quando julgarmos que os valores de uso e troca de uma coisa estão equilibrados.

    Obviamente isso acontece numa situação normal. Nos casos de desequilíbrio entre oferta e demanda, temporariamente haverá distorções e essas estão diretamente ligadas à real necessidade dessa coisa. Quanto mais essencial for uma determinada coisa, mais ela estará suscetível a essas variações e as pressões de demanda.

    Sabemos bem o quão útil é um tomate e o quão útil é um imóvel e conferimos valor a essas coisas de acordo com sua real utilidade e nossos desejos e necessidades.

    Especular é superestimar o valor de troca das coisas hoje, acreditando que, no futuro, os outros terão maior necessidade ou desejo sobre elas, para muito além do seu valor de uso atual, supondo um aumento da procura que pode ou não se realizar.

    E os imóveis?

    É óbvio que existe uma real necessidade e utilidade dos imóveis. Afinal, todos tem que ter um teto para morar, correto?

    Sim, mas não como se pregou. Embora o suposto déficit habitacional seja 6 milhões de moradias, não existem 6 milhões de famílias morando nas ruas. Isso quer dizer que um imóvel está mais para o âmbito do desejo pessoal do que para necessidade imediata.

    É notório que havia uma demanda represada pelo crédito escasso, porém num período curto de desequilíbrio de oferta, o mercado superestimou em cadeia o valor futuro de troca dos imóveis, baseando-se no déficit potencial e não na demanda real, composta pelos brasileiros que realmente possuem capacidade de adquirir um imóvel. O mercado sobrevalorizou os imóveis baseando-se somente no desejo/necessidade de uma enorme camada da população que na realidade não tinha capacidade de adquirí-los por tão alto preço.

    Como resultado de uma antecipação de demanda e uma necessidade que não se realizou como previsto (30% a.a até 2016), a indústria da construção civil fabricou mais “coisas” do que era realmente necessário e o mercado aceitou a troca até onde pôde na expectativa de trocá-lo futuramente por um valor ainda maior. A diferença é que a safra de um tomate dura poucos meses, enquanto a de imóveis dura anos.

    Guardadas as devidas proporções, apesar de existir um grande valor de uso para imóveis vazios, esses estão muito abaixo do valor de troca pelo qual os verdadeiros necessitados estão dispostos ou são capazes de pagar. Sendo assim o preços devem cair, isso se não quiserem que os imóveis terminem tão úteis como uma Ferrari no deserto.

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  • Massoueu 9 de maio de 2013 at 22:10

    Olá pessoal da “Bolha”, sou apenas um buscador leigo, q tenta entender o cenário atual, passado e futuro da humanidade “capitalista”.Também não sou muito habituado as normas internetísticas, portanto, desculpem alguma falta de postura virtual, q venha a cometer, não será por arrogância ou algo do gênero.
    Fico feliz em saber q mais gente vê essa loucura com outros olhos também!
    Bom, me parece q faça o q façamos…são money changer´s que decidirão se teremos uma grana no banco ou se teremos que morar de baixo de um viaduto!
    Bom sou extremamente leigo em economia, mas quando alguns posts mencionaram Bill Gates e outros que segundo me consta, não passam de pobretões que saem na FORBES, para desviar a atenção de gente como A Família Rothschild e os Rockfeller´s os Burn´s…que não aparecem na Forbes, pois são “donos da FORBES e se escondem propositalmente, eles são trilionários e não apenas pobres bilionários sem condição de destruir nações, com estão fazendo com o Iraque a Líbia, o Afeganistão, etc (segundo os “especialistas em NOva Ordem Mundial…).
    Vale lembrar ainda que este povo é o Governo Mundial, mandam na ONU, no FMI etc…eles também são donos de várias empresas de tecnologia bélica e construtoras, portanto, destruição e reconstrução…são duas faces da mesma moeda para esse povo!!!!
    Vejam bem estou apenas fazendo uma síntese das coisas que encontro com mais frequência quando procuro saber os porquês de tamanha desigualdade e autodestruição num mundo com tanta “tecnologia e capital, não quer dizer que seja verdade…espero que não seja, pois caso contrário estaríamos fadados a apenas assistir de mãos atadas, esse cenário perverso!!!
    Enfim gostaria de saber o que esta mais próximo da verdade, embora eu não acredite em uma “verdade” pois, para mim toda verdade é relativa, portanto o que é verdade para uns é mentira para outros, pois mudam-se os parâmetros de avaliação, mas quem sou eu para ficar afirmando…minha função é apenas questionar e esperar que alguém me ajude a saber para aonde apontar minha trajetória até o fim da minha jornada…se é que há um fim ou um começo…bom mas esse é outro assunto!!
    Até mais e parabéns por causar um certo alvoroço para estes assunto de importância para mantermos essa “nação” no rumo certo!

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  • José Roberto 28 de maio de 2013 at 19:54

    Trabalho com mercado financeiro já algum tempo, e a menos de 2 ano entrei em contato com um grande Gestor de Fundos imobiliários e ele me deu um grande susto falando para ficar muito longe de qualquer tipo de investimento no mercado imobiliário, a quantidade de resgate em fundos esta muito grande e a valorização caiu brutalmente, no mesmo momento solicitei para que todos os meus clientes tirassem seus investimentos nesses fundos para justamente poder auxilia-los para não sofrerem em futuro breve, muitos acharam que eu era maluco e não fizeram pouco tempo depois esses mesmos entraram contato comigo pedindo desculpas e já solicitaram o resgate desses investimentos.

    1+
  • Jacob 2 de agosto de 2013 at 15:42

    Manual do Jacob (Manual do Anonymous sem ir aos EUA)

    Pessoal, para quem quer abrir uma conta nos EUA sem ir aos EUA e sem taxas o BB criou uma agencia chamada BB americas, vc manda os seus dados por mail, eles mandam a documentacao, vc assina, digitaliza e manda, estando tudo certo vc manda pelo correio.
    Existe a opcao de apenas poupanca, mas de acordo com valor vc tambem pode abrir 2 diferentes modalidade de conta corrente sem custo.
    Depois de tudo pronto vc pode mandar o dinheiro pelo site do BB ou indo a qualquer agencia, sem burocracia. A unica taxa para transferencia que vc paga é o 0,38% de IOF. Quando for resgatar tem uma taxa de U$ 10,00.
    Comparando, quando vc tem a conta em um banco americano e for mandar dinheiro via BB, é cobrada uma taxa fixa de U$100,00 + uma taxa variavel de 1,66% do valor (que todavia oscila entre um minimo de U$ 36 e um maximo de U$ 166), mais a IOF de 0,38%.
    Depois de fazer a primeira remessa, voce recebe instrucoes de como cadastrar sua senha para acesso on line, inclusive eles ligam para voce para orientar enquanto estiver fazendo.
    Transferencias via internet tem o valor teto de U$ 3.000, valores maiores devem ser feitos via agencia bancaria BB.
    Quem interessar é so entrar em contato pelo formulario do site que respondem em portugues, inclusive ligam pra voce:
    “http://www.bancodobrasilamericas.com/pr/index.html

    1+
  • Anonymous 11 de outubro de 2013 at 17:53

    A falácia do Sistema SAC

    d0 : valor financiado
    n : número de períodos (valor usual 420 meses ou 35 anos)
    t : taxa de correção monetária ou TR
    j : taxa de juros (valor usual 0.8% ao mes ou cerca de 10% ao ano)
    k : período

    1 – A prestação pode ser escrita como:

    p(k) = d0 * {[1 + (n – k + 1) * j] / n} * (1 + t) ^ k

    2 – A condição para que a prestação AUMENTE por algum tempo é que a TR satisfaça a seguinte inequação:

    t > j / (n * j + 1)

    3 – O número de períodos durante o qual a prestação AUMENTARÁ pode ser escrito como:

    k < n – (j – t) / j / t

    4 – O aumento em relação à primeira prestação pode ser escrito como:

    p(k) / p(1) = [1 + (n – k + 1) * j] / (1 + n * j) * (1 + t) ^ (k – 1)

    Considerando os valores usuais, Segue:

    A prestação aumentará se t > 0.18% ao mes ou TR > 2.22% ao ano. Considerando valores para a TR como especificado abaixo, segue:

    t = 0.20% ao mes ou cerca de 2.4% ao ano, k < 45 meses, p(44) / p(1) = 1.004. Significando que a prestação aumentará por cerca de 4 anos e o valor da p(44) estará 0.4% mais cara do que o valor da p(1).

    t = 0.25% ao mes ou cerca de 3% ao ano, k < 145 meses, p(144) / p(1) = 1.05. Significando que a prestação aumentará por cerca de 12 anos e o valor da p(144) estará 5% mais cara do que o valor da p(1).

    Considerando os valores usuais, existe um valor crítico para a TR que é igual a 2.22% ao ano. No sistema PRICE quem explode é o saldo devedor. No sisteam SAC quem explode é a prestação. Como o bananense só presta atenção na prestação, o sistema SAC vai explodir muito antes do que o sistema PRICE explodiria. O tiro dos bancos com a conversa para boi dormir de prestação descrescente vai sair pela culatra.

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    • Anonymous 11 de outubro de 2013 at 18:05

      O seguinte texto procura explicar o sistema SAC com a correção pela TR. Os valores das prestações batem exatamente com a expressão matemática que apresento a seguir.

      “http://creditoimobiliario.penseimoveis.com.br/especial/rs/creditoimobiliario/19,0,3729714,Sistema-de-Amortizacao-Constante-diminui-a-sua-divida-com-o-banco.html

      d0 : valor financiado
      n : número de períodos
      t : taxa de correção monetária ou TR
      j : taxa de juros
      k : período

      A prestação pode ser escrita como:

      p(k) = d0 * {[1 + (n – k + 1) * j] / n} * (1 + t) ^ k

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  • trouxa bananense 23 de outubro de 2013 at 01:33

    Frase de autoria de Seu Madruga, usuário desse blog. Isso serve como aviso a quem ainda acha que embarcar nisso vai dar resultados positivos.

    “Especuladores de merda, eu sei que vocês leêm o blog, então eu vou bater a real para vocês. Não tem duende nem pônei aviadado, o que lhes espera é a seleção de basquete da Nigéria montada em jegues que foram utilizados para testar viagra, não tem arco-íris, a chuva é de merda e o lago é de guaraná dolly!”

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  • DESPAIR 6 de novembro de 2013 at 13:59

    Tenho que discordar. A bolha é a nível nacional, em primeiro lugar. Está mais inflada ou menos inflada dependendo do local, mas está presente em todo país.Pesquise em qualquer site e irá ver os locais mais bizarros e longínquos com os preços absurdos também. Em segundo lugar, se a inflação come da poupança, os imóveis estão ainda piores como investimento. São desvalorizados pela inflação, pela idade e uso, pelo estouro da bolha, pelo condomínio e pelo IPTU. Em terceiro lugar, seu discurso não esconde seu interesse na manutenção dos preços bolhudos, ou você é corretor, ou funcionário de construtora ou dono de bolhudinhos de 25 metros quadrados. Em quarto lugar, se arrotar posses na internet dá mais ênfase ao comentário, eu tenho 63 milhões e meio, divididos em um supermercado, 3 postos de gasolina, 2 padarias, 15 imóveis residenciais e 4 comerciais, e 15 milhões aplicados na POUPANÇA. Pronto, ganhei!!! Segue o féretro!!!

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  • Irineu 25 de março de 2014 at 18:23

    MrCitan 24 de março de 2014 at 23:57

    Manual para o Banco do Peter Schiff
    Passos para se abrir uma conta por lá, atualizado.

    1 – É necessário acessar a página do banco do Peter Schiff pelo website “www.europacbank.com”

    2 – Em seguida vá até a opção “Our Products –> Account Opening”. Lá tem uma explicação sobre o processo e o checklist de documentos.
    É preferível que se consiga os documentos no ckecklist, antes de preencher o formulário online, para agilizar o processo.
    Os documentos contidos no Checklist são os seguintes:
    – Carta de Referencia do Banco. Contém seus dados e informa a idoniedade do correntista. O gerente deve fornecer esta carta.
    – O “Personal Bank Contract”. Baixado, impresso, preenchido e assinado. É baixado na mesma página do checklist.
    – As cópias (xerox) autenticadas em cartório de:
    –– Preferencialmente as duas folhas do passaporte aonde contém a foto e dados pessoais, inclusive emissão e validade.
    –– Uma conta(água/luz/telefone) recente, contendo endereço

    3 – Seguindo as instruções, preencha o “Secure Registration Form”
    Seja honesto e preencha com total certeza todos os campos, pois eles serão analisados depois.

    4 – Feito isto, no dia seguinte ou mais cedo possível, o sistema te enviará um e-mail, solicitando que você responda com o “Pre aproval form” preenchido em anexo.
    Este formulário é baixado em “Products –> Account Opening”, e pede maiores detalhes de nome, endereço, montante, frequencia, etc.
    Este formulário tem um campo pra você detalhar do por que quer uma conta.
    Seja sucinto na explicação, mas se tiver preguiça, use esta justificativa como modelo: 🙂

    “Because of the uncertainties of Brazilian economic policy, and fearing a Brazilian currency´s maxi-devaluation in the future, I would like to open a savings account, to preserve the value of my savings and protect my savings against eventual confiscation from Brazilian Central Bank.”

    5 – Algum tempo depois, um gerente do banco vai ligar pra você, e além de se apresentar, vai agradecer a escolha pelo banco, e avisando que recebeu os formulários iniciais, e que vai entrar em contato assim que terminar a análise.

    6 – No dia seguinte, o mesmo gerente vai mandar pra você um e-mail dele, avisando que ele é seu “gerente de relacionamento”, falando sobre o banco e seus produtos, e que está a disposição para tirar eventuais dúvidas, passando telefone, e-mail e skype para comunicação.

    7 – Em pouco tempo, nova ligação do gerente, e vai questionar coisas como “por que quer abrir uma conta, de onde conhece o banco ou o Peter Schiff, o que você pretende, etc. Seja honesto e sucinto.

    8 – No dia seguinte o gerente vai te mandar um e-mail que pede os documentos que estão no ckecklist, mencionado no item 2. É possível optar por um dos modos de envio:
    – fax
    – escaneado em pdf por e-mail
    – via FEDEX

    9 – Nova ligação do gerente, para conversar mais um pouco, fazer mais perguntas e agradecer pelo envio dos documentos, e aguardar nova análise.

    10 – Em pouco tempo você deve receber um e-mail de boas vindas do Euro Pacific Bank, informando os dados para o login do internet banking.

    11 – No primeiro acesso, vai estar disponível somente informações cadastrais e de senha para serem atualizadas. Não se preocupe que é normal isto.

    12 – Em pouco tempo, chega o aviso via e-mail que a conta foi ativada, e as informações para realizar os depósitos. A conta vai estar ativa no Internet Banking.

    13 – Até o momento temos os seguintes modos de envio

    – BB (Cortesia do axiolab)
    Vai no caixa de mesa, peça para fazer um swift
    informe que o banco beneficiário é o epblvcvc que fica em kingstown em são vicente 705 tambem informe a conta de la. Dai eles não vão ter no sistema esse banco. Entao tu informa que ira ser por um intermedario o jp morgan chase chasu33 new york. Vão pedir o endereço do beneficiario no meu caso eu disse que nao tinha e coloquei apenas a cidade kingstown e chegou la.
    Olhando a conta no epb o swift chega pelo canada bank então o jp morgan faz o trâmite.

    – Citibank (Atualizado com as dicas do Anonymous)
    Comprovamos que o Citibank NÃO FAZ envio direto para St. Vicent e Granadines, sem a necessidade de bancos intermediários.
    Isto faz com que o processo tenha que ser feito diretamente com o seu gerente de relacionamento.
    É necessário instruir o gerente, para ele peça autorização a central de câmbio do Citibank, e faça o meio de campo para envio.
    Ou seja, você terá que disponibilizar para o seu gerente de relacionamento as instruções de envio.
    Com isto, o gerente irá realizar o trâmite designado “Contrato de Câmbio”.
    No contrato de Cambio, exija que o “Código da Natureza” seja 50600, que pela descrição seria “Teletransmissão”.
    Ou se preferir, peça para ser enviado como “Manutenção de Residente no Exterior”, mas vai depender muito do seu gerente de relacionamento.
    O IOF ainda é de 0,38% para este tipo de operação.
    Após o gerente finalizar a operação de envio, a conta será creditada em poucos dias (Entre 3 a 4 dias úteis)

    14 – Enjoy your money far from here. 😉

    Em breve atualizações de como conseguir o cartão do banco. 😀

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  • BB_de_Bolha 31 de março de 2014 at 17:15

    historinha sobre uma fictícia bolha imobiliária…

    Imaginem a cena:

    Um jovem casal em busca de seu primeiro apartamento encontra um dos seus sonhos (Piscina, varanda gourmet, quarto para os futuros filhos, sauna, academia e tudo que se tem direito nas áreas comuns). Porém ao conversar com o corretor, eles se assustam: 500 mil (Meio milhão de reais). Ele conversa com a esposa, sabem que a procura esta enorme… O corretor já havia comentado sobre uma tal demanda reprimida e que isso impulsionaram muito o preço na região.

    Resolvem antes de fechar negócio conversar com outros membros da família: Mãe, pai, sogro e sogra. Todos resolvem dar uma ajudinha…
    Quando voltam ao stand de vendas, o corretor com seu jeito carismático e pragmático logo diz:
    – Ola, que bom que voltaram! E ainda bem que chegaram cedo hoje… Faltam pouquissimas unidades.

    Logo começam a negociação. Com o pagamento totalmente facilitado pela construtora (5% de entrada, 5% durante as obras, 10% nas chaves sendo o restante financiado pelo banco) fecham negócio! Com um ar de alívio e preocupação ao mesmo tempo, o casal realiza a tão sonhada casa própria. “Bom, se conseguimos pagar a entrada e as parcelas… com um pouco de aperto vamos conseguir!”.

    Um ano depois…
    Com muito sacrifício, horas-extras e fins-de-semana em casa, o nosso jovem casal paga a última parcela da construtora juntamente com a parcela da chave (totalizando 100 mil durante o período).

    Na manhã seguinte, após longa discussão com o representante do banco, prazos, tabela PRICE, etc, conseguem chegar num acordo sobre as parcelas e começam a pagar o financiamento.

    Finalmente recebem a chaves! Felizes com o novo patrimônio da família e um novo lar se tornando realizade!

    Passam-se mais um ano.
    A esposa, já grávida, feliz da vida e alheia ao mercado imobiliario (lembrem-se: não compraram para investir e sim para morar), ao chegar do trabalho a noite, nota uma placa de vende-se no prédio. Comenta com o porteiro que aponta para uma vizinha que, por coincidência, também estava chegando nesse momento. Entram no elevador e puxa assunto.

    Esposa: – Vi que está vendendo o apto. Não gostou da região?

    Vizinha: – Gostei sim. É porque meu marido foi transferido pra outra cidade e tenho que vender aqui pra comprar outro lá. Mas está difícil de vender.

    Esposa: – É mesmo!? E quanto está pedindo?

    Vizinha: – 350 mil. Mas já fazem 3 meses e até agora não apareceu ninguém.

    Esposa: – 350? Só isso? Mas vc não pagou 500mil?

    Vizinha: – Na verdade eu comprei em uma promoção de 20% de desconto da construtora e paguei 400 mil.

    Esposa: – Promoção!? Não fiquei sabendo. Quando comprei eu paguei 500 mil e o corretor me disse que só tinham mais 2 apartamentos disponíveis. Que eu tinha que comprar rápido senão não achava mais. Que estava 95% vendido. Que por causa da Copa do Mundo, melhorias de infraestrutura na região, aumento de renda da população, olimpíadas, MCMV, demanda reprimida e outros motivos, o mercado estava aquecido. Que os imóveis iriam se valorizar pelo menos 20% ao ano.

    Vizinha: – É, mas parece que não foi tudo vendido, não. E ainda tiveram outros apartamentos que foram devolvidos no fim da obra por falta de pagamento. Parece que quando a corretora vendeu não verificou se o comprador tinha realmente condições de assumir o financiamento. E para acabar com os estoques a construtora deu um desconto de 20% em um feirão***.

    ***Nota do autor:
    já ouviram falar em Even Day e Gafisa segunda chance? (http://evenday.net/) / (http://www.gafisa.com.br/segundachance)

    Esposa: – Poxa!! Acho que me ferrei nesta. Paguei bem mais caro. Ainda bem que não preciso vender agora. Comprei pra morar mesmo e não tenho planos de mudar.

    Vizinha: – É. Eu também não tinha na época que compramos. Vou ter que vender abaixo do que paguei. E pior, do jeito que está e como estou com urgência já estou aceitando até negociar. Estou precisando vender e não consigo. O mercado está parado. Estou pedindo 350 mil para negociar e tentar conseguir 300. Dando um desconto, quem sabe se interessam.

    Esposa (com voz triste): – Paciência, né?! Boa sorte.

    Vizinho (também com voz triste): – Pois é! Até mais!

    A jovem se despede da vizinha e vai entrando em casa. Tentando se animar pensa: “É, mas compramos para morar. Não precisamos vender. Nós gostamos da região. O apto é lindo e muito bem localizado.”

    Ao entrar em casa e dar boa noite ao marido, comenta sobre o díalogo que teve com a vizinha. Sentam-se no sofá e ao abrirem juntos a correspondência do dia. Entre as contas, várias propagandas de empreendimentos imobiliários na região, encontra a fatura do financiamento.

    Abrindo a fatura lê-se:
    Prestações Pagas: 12
    Prestações Restantes: 408
    Saldo Devedor: R$ 396.000,00

    Nesta hora ela lembra do papo que teve com a vizinha: “Estou pedindo 350 mil para negociar e tentar conseguir 300 mil”.

    Cai a ficha de ambos. Batendo um desespero e com um olhar perplexo, o marido vira para esposa e conclui:
    “Nos matamos para pagar até agora 100 mil e ainda tem um saldo devedor de 396 mil… Para um apartamento que esta valendo 300 mil ?!”

    Essa é uma história fictícia. Qualquer semelhança com a realidade brasileira é mera coincidência. Será ????

    Essa historinha é para alertar os futuros compradores de imóveis, alheios a situação do país.
    Nem as corretoras, e muito menos as construtoras tem preocupação se vc vai ter dinheiro para pagar ou não o financiamento. Com a oferta de crédito no mercado que o Governo disponibilizou nos últimos anos, muitos estão tendo acesso a novos valores e prazos de financiamento. Isso é uma faca de dois gumes. Se bem usada, facilita e dá folego para que a população consiga comprar sua casa de uma forma mais tranquila e fazendo a economia girar (Principal objetivo do Governo). Porém, mal utilizada e sem cuidado, é apenas uma forma mais alavancada das pessoas se afundarem em dívidas muito maiores que antes não teriam acesso.
    Por isso, antes de comprar, analisem se realmente tem condição de arcar com todas as despesas e custos envolvidos na negociação.

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  • Carlos BT 2 de julho de 2014 at 09:02

    BOLHA IMOBILIÁRIA: PERGUNTAS E RESPOSTAS
    Nível Básico

    Guia rápido para compreender a Bolha Imobiliária no Brasil.

    ____________________________________
    1 – Existe Bolha Imobiliária no Brasil?

    Está mais que claro que existe uma bolha imobiliária no Brasil.

    Não há como negar e a razão é simples: os propriotários*, os investitrouxas e as construtoras passaram a ofertar os imóveis, a partir de 2008, em uma crescente de valores $urreais, longe de qualquer patamar do razoável.

    Tal loucura especulativa, se baseou:
    – na ganância de muitos assalariados, que achavam que poderiam comprar para especular;
    – na existência de crédito farto; e
    – de uma euforia decorrente ilusão de que o Brasil havia se transformado em uma potência econômica (criada pelo governo e pela mídia comprada).

    Milhões de brasileiros foram levados a entrar em aventuras imobiliárias , seja para especular, seja para realizar o sonho da casa própria .

    O pior de tudo foi que esta bolha imobiliária se insere em algo mais sério e que promete arrasar a economia brasileira durante anos: a Bolha de Consumo

    Este mesmo crédito fácil que jorrou, pelos bancos oficiais, para financiara a compra de imóveis, também alimentou fartamente os anseios de consumo de uma classe média e da nova cRasse Cê.

    Bilhões de reais em empréstimos financiaram a compra de veículos, motocicletas, computadores, smartphones, tablets, Tvs, DVDs, viagens internacionais, computadores, geladeiras, fogões, microondas, roupas etc.

    De modo artificial o mercado brasileiro foi mantido aquecido pela política econômica de Dilma Vana Rousseff.

    Em todas as capitais do Brasil é evidente que há um gigantesco número de imóveis de lançamentos em 2011-2012, ofertados atualmente e que estão vazios: ILAC 21 baixíssimo.

    Tais imóveis ou estão à venda ou para alugar.

    Não há renda para a aquisição dos imóveis pelos preços que são ofertados.

    Quem possui renda pra a adquirir um imóvel de 500k dilmas?

    Muitos já entraram em financiamentos para adquirir imóveis até 2012. Muitos investitrouxas já adquiriram imóveis até 2012.

    Há um início de percepção também de que investir dinheiro em imóveis bolhudos não é um “bom negócio”, logo os investitrouxas estão correndo para outro setor.

    Outro fato interessante é que se nota uma diminuição de novos lançamentos, ou seja, as construtoras perderam o ímpeto em anunciar novos empreendimentos pelo fato de que já foi possível sentir que o mercado consumidor está estrangulado.

    Se um número menor de consumidores não mais se arrisca a entrar na aventura de comprar um imóvel na pRanta, seja por que não há lançamentos, seja porque não têm coragem de comprar (ou não podem), o que ocorre é que as construtoras começam a ficar descapitalizadas, já que não mais recebem as parcelinhas.

    Não mais recebendo parcelinhas de novos candidatos a propriotários e investitrouxas, há uma diminuição de aportes que fazem a “roda girar”, que manteriam as construtoras líquidas, criando um fluxo de caixa, logo a PIRÂMIDE FINANCEIRA começa a ruir.

    Nem me falem que o CNPJ de uma obra atrelam os aportes àquela construção, impedindo que as receitas de uma empreendimento seja utilizado em outro, pois a “contabilidade criativa” das destrutoras é infinita… quem realmente fiscaliza esta pirâmide? No Brasil sabemos que a fiscalização só acontece após a tragédia ter ocorrido, como aconteceu com a ENCOL!

    _________________________________________
    2 – Por que as construtoras não baixam o preço dos seus imóveis para alienar mais rapidamente o estoque destes bens e se manterem líquidas?

    Resposta simples, por que se elas diminuírem o valor dos imóveis encalhados, o valor do seu patrimônio simplesmente despenca, ou seja, o que tais empresas “valem” simplesmente irá cair em um abismo profundo.

    (O valor das ações dessas empresas, na Bolsa de Valores, já despencou, ou seja, eles não valem nem 30% de quando houve o lançamento do seu capital no mercado mobiliário!)

    Exemplificando: imagine que RosinhA tenha 5 imóveis no “valor”, cada um, por ela declarado de 500k dilmas, logo, o seu patrimônio vale 2500k dilmas, o que lhe permite que ela possa chegar no banco e dizer:- Olha, eu sou uma milionária e queria um empréstimo para rolar minhas pequenas dívidas de 600k dilmas.

    RosinhA pega o empréstimo de 600k Dilmas, pois seu patrimônio consegue supostamente suportar o montante emprestado.

    Se ela diminuir o preço desses imóveis, para o valor “real” e vendável deles, para por exemplo 150k cada imóvel, lascou geral: ela só terá um patrimônio de 750k dilmas, o que não será suficiente sequer para garantir o empréstimo que ela fez, que por causa dos juros já deve superar em muito aquilo que ela tomou emprestado, além das dívidas naturais do seu empreendimento.

    Resultado: çanguiii.

    Esse exemplo é bem simplista, mas acho que a explicação da PIRÂMIDE FINANCEIRA IMOBILIÁRIA passa por aí.

    As construtoras já estão MORTAS, só falta o legista chegar para dar a certidão de óbito. Nós estamos na expectativa, pois já temos esta certeza. As demais pessoas ou não cogitam essa possibilidade, ou simplesmente estão totalmente alheias a esse problema.

    Outra razão para as construtoras não diminuírem o valor dos seus LIXOS de apErtamentos vendidos em 2011 e entregues agora é que, se venderem por 60% do valor, os anteriores adquirentes (de apErtamentos com preços bolhudos) fazem o distrato, pegam 90% do que investiram, e compram outro imóvel, por um valor bem mais baixo, como disse o colega de Fórum Mephistopheles.

    ____________________________________
    3 – Por que os preços dos imóveis nas mãos dos investitrouxas/propriotarios ainda não caíram tanto?

    O fato de as construtoras não diminuírem os preços dois seus imóveis encalhados afeta o restante do mercado, já que os investitrouxas acreditam que possuem em suas mãos um patrimônio que valeria, por exemplo 500k dilmas.

    Vamos exemplificar: Louro José compra na pRanta, em 2011, um imóvel que está avaliado em 500k dilmas, da construtora RosinhA’s Incorporation Realty (RIR).

    O estimado Louro, que adquiriu tal imóvel para fins especulativos, pretendendo vender tal bem para um terceiro, em 2014 vê que outro imóvel similar, no mesmo condomínio, está sendo anunciado pela construtora por 450k dilmas. O que ele faz? Fica emfurecido. Ele baixa o preço? Não. Por quê? Simples, pelo fato de que não poderia fazê-lo sob pena de levar uma gigantesca motumbada!

    Louro José mantém o imóvel vazio, na expectativa de vende-lo, pagando condomínio, IPTU, luz, etc.

    Ninguém pode comprar, pelo fato de que ninguém consegue mais financimento imobiliário, seja porque não tem renda, seja porque já está superendividado.

    O mercado consumidor está estrangulado pelo fato de que, além de as famílias estarem superendividadas, há uma tendência a se restringir o crédito imobiliário, já que as instituições financeiras e o mercado, começam a desconfiara da capacidade de pagamento dos mutuários.

    Restringindo-se o crédito, há uma impossibilidade lógica de um maior número de consumidores terem acesso à compra dos imóveis, ou seja, eles podem até firmar um contrato de compra na pRanta, mas não conseguem o financiamento para adquirir o imóvel, logo, o imóvel volta para a construtora.

    Chega 2015, a inflação está comendo tudo. Energia e combustível fizeram a inflação disparar para padrões venezuelanos, o que é que Louro José pensa? “Melhor um passarinhos na mão do que dois voando!”

    Resultado: ele vai ter de baixar o preço do imóvel para ficar líquido novamente e tentar converter seus reais que não valem mais nada em alguma moeda forte. Se tiver comprador que ofereça dólares, melhor ainda, ele vende até por 100k dólares.

    __________________________________
    4 – A pergunta que não quer calar: quando a bolha explode?

    A bolha já estourou, mas ela será OBSCENA em 2015, o ano do grande ajuste.

    Quem está vivendo o momento tende a não perceber que o fluxo da própria história.
    Para mim, a coisa já era!

    É como se já tivessem preparado todo o cenário para a grande e bombástica estreia.
    Nós estamos todos acomodados, com nosso Toddy e pipoca, prontos para ver tudo. Muitos outros estão do lado de fora do tetro comprando alguma coisa, ou mesmo ainda procurando seus lugares…

    Será o fim de muitas das construtoras. A meu sentir, ainda em 2014, é possível que uma delas vá para o buraco.

    Meu grande receio está nos Bancos.

    Será que teremos um novo PROER, para salvar os grandes bancos brasileiros, com o Governo assumindo os títulos imobiliários podres?

    Se houver uma quebradeira geral, tenho receio de perder dinheiro na poupança e até mesmo nas LFTs…

    A diferença de nós (bolhistas) para eles é que estamos acomodados (e preparados) para ver o início da tragédia no palco, enquanto que eles vão demorar um tempão para encontrar seus lugares… Nós já estamos precavidos, mas todos veremos e sentiremos o drama do que virá!

    O alfinete da Bolha pode ser uma conjugação de fatores: desemprego + queda da renda + aumento da inflação + quebra da PDG e Viver + quebra de algum banco com muito crédito imobiliário podre…

    Confesso que estou em dúvida sobre como defender meu dinheiro.

    _____________________________________
    5 – Como o governo brasileiro está enfrentando o problema da Bolha Imobiliária

    Como o governo de Dilma Vana Rousseff contribui para solucionar o problema?

    Alimentando a inflação, jogando gasolina no incêndio:

    – mais gastos públicos;
    – contabilidade criativa;
    – emissão de dinheiro pelo Tesouro e empréstimos do BNDES;
    – MCMV 3, Minha Casa Melhor, aumento do bolsa família etc.;
    – desoneração irresponsável de atividades econômicas;
    – diminuição populista da conta de energia;
    – aumento do curso para rolagem da dívida pública;
    – corrupção sistêmica, como nunca antes se viu na história do país; e
    – represamento dos custos da gasolina e da energia, com enorme ônus para o Tesouro.

    Ou seja, o governo acelerou a inflação.

    Resultado: em breve teremos uma desvalorização do real, cujo preço está sendo mantido artificialmente em baixa, pelo absoluto descontrole fiscal do governo, que sequer conseguirá rolar suas dívidas.

    Com a futura desvalorização do real (e crescimento do custo de insumos e produtos importados) e com o aumento do preço da gasolina e da energia, para valores olímpicos, o que termos, em breve? MAIS INFLAÇÃO.

    A renda do brasileiro será comida pela volta pesada da INFLAÇÃO e fica a pergunta, o que acontecerá com os contratos de financiamentos imobiliários? Inadimplemento.

    Com o inadimplemento em massa dos contratos o que acontecerá com os bancos? Como estão muito alavancados, risco de quebra.

    E com as construtoras? Estas já estarão afundadas na lama dos alicerces aquosos que construíram.

    Portanto, com a quebra das construtoras (e de outros setores produtivos) e com os bancos restringindo crédito teremos a volta da já conhecida recessão econômica com inflação alta.

    Mais DESEMPREGO.

    Com mais desemprego, mais inadimplementos, menos vendas, mais quebras…
    Estamos no caminho sem volta do MEGA PLOC!!!!

    Como já disseram aqui no Blog, a Bolha Imobiliária será o menoR dos nossos problemas.

    Para mais informações leia o Manual da Bolha Imobiliária.

    2+
  • Carlos BT 5 de agosto de 2014 at 10:03

    CINEMATECA DA BOLHA

    Sugestões de filmes para auxiliar na Educação Moral e Cívica do leitor do fórum da Bolha Imobiliária:

    Enrom – os mais espertos da sala (2005)
    RESUMO: “Baseado no best-seller de mesmo nome, é um estudo sobre um dos maiores escândalos econômicos dos EUA. O filme, indicado ao Oscar de melhor documentário, analisa um dos maiores desastres corporativos da história, no qual os chefes-executivos da sétima maior empresa do país fugiram com mais de um bilhão de dólares, deixando os investidores e os funcionários sem nada.”
    “http://www.downloadcult.com/2013/03/27/enron-os-mais-espertos-da-sala-2005/

    Grande Demais para Quebrar
    RESUMO: “A Crise econômica de 2008-2011 do ponto de vista do Secretário do Tesouro americano Henry Paulson. O telefilme inicia com o pedido de ajuda de Dick Fuld, CEO do banco Lehman Brothers a Paulson, especificamente que contacte Warren Buffett, o homem mais rico do mundo. Buffet propõe um valor de compra da Lehman mas Fuld não aceita. As ações do banco continuam a cair e um grupo diretores força Fuld a demitir dois de seus funcionários mais próximos, o COO Joe Gregory e a CFO Erin Callan. Um grupo financeiro coreano também negocia a compra do banco mas desistem após intervenção desastrada de Fuld.
    Fannie Mae e Freddie Mac, empresas do mercado americano de hipotecas, sofrem interveção do governo. Paulson reúne os CEOs dos maiores bancos do país (Jamie Dimon do JPMorgan Chase, Lloyd Blankfein da Goldman Sachs, John Mack do Morgan Stanley, John Thain do Merrill Lynch e Vikram Pandit do Citigroup), para que eles próprios absorvam o ônus da compra do Lehman, possivelmente pelo Barclays. Apesar de preferirem as mesmas facilidades dadas pelo governo americano em caso parecido (Bear Stearns), relutantemente aceitam contribuir. Entretanto, o Barclays dificulta a aquisição, e sem mais tempo, a Lehman é obrigada a pedir concordata. O processo afeta a Europa e a AIG em particular, que já acusava problemas. Timothy Geithner tenta a fusão dos bancos e Paulson apesar de resistir, envia projeto ao congresso americano do que viria a ser o Plano de resgate econômico de 2008, na esperança de o governo emprestar dinheiro aos bancos a fim de descongelar o crédito.”
    “http://www.youtube.com/watch?v=85r6cGatOZo

    A Ascensão do Dinheiro
    RESUMO: “”A Ascensão do Dinheiro ” é baseado no décimo livro do professor de Harvard, Niall Ferguson, publicado em 2008, onde ele procura explicar a história financeira do mundo, explorando a forma como o nosso complexo sistema financeiro global evoluiu ao longo dos séculos, como o dinheiro moldou o curso das relações humanas e como a mecânica deste sistema económico funciona para criar uma aparente riqueza sem limites.
    Para milhões de pessoas, a recessão gerou uma sede de conhecimento sobre a forma como o sistema económico global realmente funciona, em especial quando tantos especialistas financeiros parecem ter sido igualmente apanhados de surpresa. Em “A Ascensão do Dinheiro”, o economista, escritor e historiador Niall Ferguson oferece-nos um vislumbre para estas questões levando os espectadores numa viagem passo a passo pelos marcos da história financeira que criaram este sistema, visitando locais onde ocorreram os principais acontecimentos. Ferguson mantém que a história do dinheiro encontra-se de facto no centro da história humana, com a força económica a determinar o controlo político, guerras com o intuito de criar riqueza e barões financeiros que influenciam o destino de milhões.”
    “http://www.youtube.com/watch?v=PkFnX4cmgbs
    P.S. O livro é muito melhor que o filme.

    Margin Call – o dia antes do Fim
    RESUMO: “Peter Sullivan (Zachary Quinto), Seth Bregman (Penn Badgley) e Will Emerson (Paul Bettany) trabalham no setor de riscos em uma corretora, que está realizando uma série de demissões. Cerca de 80% do setor em que trabalham foi demitido, entre eles o chefe do trio, Eric Dale (Stanley Tucci). Ao pegar o elevador Eric entrega a Peter um pen drive, que contém algo em que estava trabalhando no momento. O alerta para que tomasse cuidado com o conteúdo chama a atenção de Peter, que fica após o horário de trabalho para dar uma olhada no arquivo. Logo ele descobre que trata-se de uma análise da volatilidade da empresa, que indica que há duas semanas ela ultrapassou e muito o limite de risco o qual pode correr. Desta forma a empresa está prestes a falir, o que provoca uma reunião de emergência com diversos setores da empresa, entre eles seu dono, o acionista John Tuld (Jeremy Irons).”
    “http://www.adorocinema.com/filmes/filme-181773/

    Trabalho Interno
    RESUMO: “Trabalho interno é um documentário de 2010 acerca da crise financeira global de 2007-2012 dirigida por Charles H. Ferguson. O filme é descrito por Ferguson como sendo sobre “a corrupção sistêmica dos Estados Unidos pela indústria de serviços financeiros e as consequências da corrupção sistêmica.”. Em cinco partes, o filme explora como as mudanças no ambiente político e as práticas bancárias ajudaram a criar a crise financeira. Trabalho Interno foi então bem recebido pela crítica que louvou seu ritmo, pesquisa e exposição de material complexo.”.
    “http://www.youtube.com/watch?v=ndwp-Ec0xM0

    A grande virada
    RESUMO: “Bobby Walker (Ben Affleck) não tem o que reclamar da vida. Tem uma bela família, um bom emprego e um deslumbrante Porsche na garagem. O que ele não esperava era que, devido a uma política de redução de pessoal, fosse demitido. Phil Woodward (Chris Coioper) e Gene McClary (Tommy Lee Jones), seus colegas de trabalho, passam pela mesma situação. A mudança faz com que o trio tenha que redefinir suas vidas, como maridos e pais de família.”
    “http://www.youtube.com/watch?v=XLug0HNFONA

    1984
    RESUMO: “Winston, herói de 1984, último romance de George Orwell, vive aprisionado na engrenagem totalitária de uma sociedade completamente dominada pelo Estado, onde tudo é feito coletivamente, mas cada qual vive sozinho. Ninguém escapa à vigilância do Grande Irmão, a mais famosa personificação literária de um poder cínico e cruel ao infinito, além de vazio de sentido histórico. De fato, a ideologia do Partido dominante em Oceânia não visa nada de coisa alguma para ninguém, no presente ou no futuro. O’Brien, hierarca do Partido, é quem explica a Winston que “só nos interessa o poder em si. Nem riqueza, nem luxo, nem vida longa, nem felicidade: só o poder pelo poder, poder puro”.”
    “http://www.youtube.com/watch?v=7wCmKs0TITI
    P.S. O livro é muito melhor que o filme. Leia também A Revolta dos Bichos</b< para entender completamente o modo PeTralha de governar. Uma fábula muito boa sobre o ideal de país das esquerdas.

    A Servidão Moderna
    RESUMO: “A servidão moderna é uma escravidão voluntária, consentida pela multidão de escravos que se arrastam pela face da terra. Eles mesmos compram as mercadorias que os escravizam cada vez mais. Eles mesmos procuram um trabalho cada vez mais alienante que lhes é dado, se demonstram estar suficientemente domados. Eles mesmos escolhem os mestres a quem deverão servir. Para que esta tragédia absurda possa ter lugar, foi necessário tirar desta classe a consciência de sua exploração e de sua alienação. Aí está a estranha modernidade da nossa época. Contrariamente aos escravos da antiguidade, aos servos da Idade média e aos operários das primeiras revoluções industriais, estamos hoje em dia frente a uma classe totalmente escravizada, só que não sabe, ou melhor, não quer saber. Eles ignoram o que deveria ser a única e legítima reação dos explorados. Aceitam sem discutir a vida lamentável que se planejou para eles. A renúncia e a resignação são a fonte de sua desgraça.”
    “http://www.youtube.com/watch?v=i7KaNFWJBG4

    Dinheiro como dívida
    RESUMO: Entenda como funciona o dinheiro, os bancos, empréstimos, crises e crédito.
    “http://www.youtube.com/watch?v=mUvLl2iaFO8

    4+
    • avatar
  • JSP 7 de agosto de 2014 at 14:19

    Pessoal, especialmente o Grammar Nazi que reside na china, até onde sei, alguns de vocês poderiam me informar se consigo comprar o FILTRO abaixo MENOS CARO, não tem nada TÉCNICO dele, apenas algumas informações

    Item 01 Quant. 01

    Filtro Abrandador de “Água Dura” GP 01

    _____A dureza da água é causada por minerais, principalmente cálcio

    e magnésio. As águas duras depositam calcários nos encanamentos,

    reservatórios, máquinas de lavar, resistências de chuveiros, etc.

    Mancham e deterioram os tecidos das roupas. Interferem nas tarefas

    de limpeza, obrigando um alto consumo de detergentes, sabonetes e

    xampus.

    Os Filtros Gypsos utilizam resinas especiais que

    descalcificam a água acabando com o problema de

    dureza. Para ate 320 ppm de dureza

    • Periodicamente, as resinas precisam ser

    regeneradas com uma solução de água e

    cloreto de sódio (sal não iodado). A

    periodicidade da regeneração varia de acordo

    com a qualidade da água e a capacidade do

    sistema. Para uma vazão máxima de ate

    1000 l/h a regeneração é feita

    aproximadamente a cada 36.000 litros de

    água tratada.

    Durabilidade do meio filtrante: Seis a Sete anos

    Preço Unitário: R$ 4.280,00

    0
  • MND 11 de novembro de 2014 at 17:31

    Manual do Anonymous – Euro version (França) – a.k.a. Manual do MND

    Amigo muito próximo viajou para a França no início do ano e aproveitou para pesquisar a possibilidade de abertura de conta como não-residente por lá. Voltou com a conta aberta.
    A seguir as informações que ele me passou sobre como foi o processo.

    Ele se concentrou nos dois maiores bancos da França, BNP Paribas e Societé Generale. Ambos possuíam políticas muito semelhantes. Abaixo as informações que valem para ambos.

    – Não se pode abrir conta como não residente em qualquer agência deles, tem que ser em uma agência específica, que eles chamam de “Agência Internacional”. Em Paris é mais tranquilo de encontrar. A do Societé Generale fica anexa à Agência Central deles (um prédio histórico muito interessante e que fica próximo ao Opéra). A do BNP Paribas fica na Av. Champs Elysées, próximo ao Arco do Triunfo.

    – É necessário estar presente pessoalmente na agência, você será entrevistado por um gerente antes da abertura da conta. Eles falam inglês sem problemas (vantagem da agência internacional, nas “comuns” quase ninguém fala inglês, segundo ele).

    – Ambos pedem depósito mínimo de 10.000EUR. Serve como “garantia” da conta, e você deve deixar pelo menos esse valor enquanto tiver intenção de deixar a conta aberta. Ou seja, o saldo nunca pode ficar inferior aos 10kEUR.

    Ele acabou decidindo por abrir no BNP Paribas, então as informações abaixo são específicas à esse banco.

    – Documentação necessária é um pouco mais burocrática que nos EUA. Além do passaporte e um comprovante de conta na banânia (fatura do cartão de crédito, por exemplo), eles pedem também um comprovante de endereço na banânia (conta de luz, telefone, etc) e uma carta de recomendação do banco bananense no qual você tem conta. Nessa carta deve constar o seu nome completo, endereço bananense, dados da conta e declaração de idoneidade moral e financeira. Pode ser em português, porém preferencialmente em inglês e deve ser assinada pelo seu gerente bananense. Para eles, esse é o documento mais importante.

    – O depósito inicial não pode ser em espécie. As agências não possuem estrutura física para aceitar depósitos em espécie sem o cartão magnético. E o cartão só é emitido após o depósito inicial de pelo menos 10k EUR. Ou seja, esse depósito deve ser feito via transferência internacional entre contas (wire transfer). A origem deve ser uma conta em seu nome, não pode vir da conta de terceiros. De preferência, deve ser a mesma conta que consta na carta de idoneidade. Essa é mais uma maneira de comprovar a existência da sua conta fora da França.

    – O BNP oferece uma espécie de conta poupança que rende 2.5% ao ano, porém com aplicação limitada ao total de 60k EUR. Depósitos acima desse valor diminuem progressivamente a taxa. Quais os motivos disso ele não soube dizer. A boa notícia é que os 10k EUR de saldo mínimo podem ser alocados nessa conta poupança, ou seja, o dinheiro do saldo mínimo não fica totalmente parado.

    – A conta dá direito a um cartão de débito com funções de crédito, pois você tem direito a alguns seguros (mesmo sendo conta não residente, porém válidos apenas na Europa) e planos de compras parceladas em até 3 vezes. É cobrada uma anuidade de 8EUR por mês, independente do saldo da sua conta. A conta em si pelo que ele me disse não tem taxa de manutenção mensal, porém como não existe a conta sem o cartão, pode-se considerar esses 8EUR mensais como a taxa da conta.

    – O cartão tem prazo de 30 dias para ficar pronto. Se você ficar na Europa tempo suficiente para aguardar esse prazo, pode buscar pessoalmente na agência. Se não, eles enviam para o seu endereço bananense sem custo extra. A partir do recebimento do cartão, você recebe por correio (impresso) a senha inicial do mesmo e os dados de acesso ao internet banking. Porém, pelo que ele me falou, a interface do internet banking é toda em Francês, não existe opção de mudar para inglês, embora o contato com os gerentes possa ser em inglês (tanto via telefone quanto e-mail).

    1+
  • Bolha BOSS 11 de novembro de 2014 at 18:46

    Manual do Anonymous – Euro version (Austria) – Manual do Emer

    Caros,

    Conforme havia dito, por ocasião de meu retorno, iria faze uma transferência para a Áustria para ver como funcionava. Tudo correu muito bem e se problemas, então gostaria de partilhar minha experiência com vocês.

    O banco escolhido foi:

    Bank Austria – Member of UniCredit
    Salzachtalstraße 2
    5400 Hallein, Österreich

    Fica na cidade de Hallein (“famosa” por ser a terra de Franz Gruber e dos chocolates do Mozart), facilmente acessível a partir de Salzburg via ônibus ou trem. A escolha dessa cidade foi pelo fato de eu ter negócios na região em que ela se encontra. Salzburg é um destino muito fácil de se chegar de trem, carro ou avião, eu cheguei via Muenchen de avião e voltei para Basel de trem.

    Agora aos fatos:

    1. A abertura da CC para não residente não custa nada
    2. É necessário apenas o passaporte, com validade mínima de seis meses
    3. A gerente do banco fala inglês razoavelmente bem
    4. Qualquer operação pode ser feita via bankline, com interfaces em alemão ou inglês
    5. Principais taxas que podem ser cobradas:
    – Pagamentos em EUROS de/para a conta: se for dentro da UE é sem custos, se for de outra instituição bancaria, custo de Euro 5,00
    – Online banking: sem custo
    – Handling fee no caso de por exemplo, envia-se US$ para ser convertido em EURO: 0,03% do total enviado chegando a um limite máximo de EUR 17,73
    – Se for necessária uma conta numerada para Investimentos, cobram EURO 61,16 por Quarter. Pelo que entendi, russos, chineses e africanos usam bastante essa opção, pois essas contas numeradas parecem ser bem difíceis de serem devassadas
    6. Me disseram que em algumas semanas receberei o cartão de credito (VISA), que me permite também realizar saques em caixas eletrônicos no Brasil. Não perguntei se existia cartão para saque pois o de credito me era mais conveniente
    7. Aplicações financeiras: escolhi uma aplicação que paga 2% ao ano do Unicredit da Irlanda (mas depositada na Bélgica) chamada EO-MEDIUM-TERM NOTES 2014. Existem outras atreladas a bolsa, mas não me arrisquei, pois não garantem que será lucrativa
    8. Se for necessário o saque, avisar com alguns dias de antecedência e o cash estará disponível na data avençada

    Dicas e sugestões:

    – Passagem para Munique custa a partir de 550 dólares (já consegui promoção na Swiss para 20 de Janeiro por esse preço)
    – Hotel em Salzburg: Crowne Plaza Salzburg The Pitter
    – Hotel em Hallein: Hafnerwirt, que fica em uma esquina e distante 100 metros do banco
    – Dicas turísticas em Hallein: conhecer a maior mina de sal da Europa, o museu celta, fazer caminhadas nas montanhas ao redor da cidade, ir comprar chocolate do Mozart a granel (para quem gosta), por 1/5 do valor das lojas em Salzburg (basicamente porque tem defeitos de embalagem). Sobre alimentação, como é uma coisa pessoal, fica difícil aconselhar algo, mas me arrisco a sugerir a Cervejaria Kaiser onde fabricam a cerveja da região e pode-se pedir pratos típicos. Em Salzburg, existem dezenas de atrações e coisas para se fazer.

    Como já foi exaustivamente dito aqui, a ideia é proteger seu dinheiro e deixa-lo longe das mãos do governo. Não adianta achar que encontrara aplicação financeira com rentabilidade parecida com as do Brasil ou que terá isenção em taxas, etc.

    Se alguém tiver alguma pergunta, fico a disposição.

    http://www.bolhaimobiliaria.com/2014/11/11/queda-nas-vendas-do-mercado-de-imoveis-pode-gerar-bons-negocios-jornal-nacional/#comment-654531

    3+
  • Luiz Fernando Moreira 17 de abril de 2015 at 12:45

    Queridas, cheguei. Vou me apresentar.
    Acompanho o Blog desde um bom tempo.
    Acompanho o assunto Bolha Imobiliária desde que me mudei para Brasília, em 2008.
    Na época eu queria ter meu próprio imóvel e financiei uma kitnet no Sudoeste.
    Comprei por R$ 130.000,00 e vendi em 2011, por R$ 210.000,00.
    Me mudei de BSB em 2011, tendo sido removido para próximo de minha cidade natal, no Sul de Minas, onde moro atualmente.
    Cheguei no Sul de Minas e comprei minha residência atual por R$ 200.000,00 (como comprei o meu imóvel logo após vender o primeiro, não paguei um único centavo em imposto de renda.
    A bolha imobiliária certamente está fazendo seus efeitos no país afora. A minha cidade é um pouco mais protegida, pois ela está crescendo absurdamente (Pouso Alegre-MG). Fábricas por todos os lados e uma sensação de pleno emprego. Além disso, existe pouco espaço para o crescimento imobiliário. A cidade está quase esgotada, por isso os preços dos imóveis continuam nas alturas. Mas certamente a bolha vai causar estragos por aqui também.
    Imóveis como o meu estão avaliados em R$ 350.000,00. Acredito que eu venderia, hoje, em alguns meses, por R$ 320.000,00. Mas é só uma suposição minha. Dei grande sorte com imóveis, mas não tenho dúvidas que a maré acabou. Quero vender o meu imóvel, aplicar a grana e ficar procurando oportunidades, em especial em um bairro que pretendo morar pelo resto da vida aqui na cidade. Quando aparecer uma excelente oportunidade, eu compro o terreno e construo daqui há uns anos.
    Como acredito que a Bolha vai causar estragos aqui também, estou pensando em vendê-lo e aplicar tudo em LCA e ir para o aluguel, em um bairro próximo do trabalho, que me permita ir à pé (os meus colegas de trabalho, quase 100%, moram de aluguel e vão à pé).
    Atualmente, além do imóvel, 100% das minhas aplicações estão em LCA do BB.
    Felizmente estou economizando cerca de 60% dos meus rendimentos. Aplico-os na poupança e quando junta uma grana boa eu passo para a LCA.
    Abri conta na easy há alguns dias, para tentar melhorar um pouco os percentuais de ganhos.
    Sou formado e pós-graduado em Direito, servidor público federal, e cursando disciplinas isoladas em Economia.
    A ideia é ano que vem iniciar Mestrado em Economia e Finanças.
    Um grande abraço a todos!

    5+
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  • Fausto Luiz 20 de outubro de 2015 at 19:21

    Prefeitura de Jaraguá do sul –SC

    DEMISSÕES

    O Prefeito de Jaraguá do Sul Dieter Janssen (PP) – foto- anunciou medidas de contenção de despesas na manhã de hoje.

    Entre estas estão o corte de 26 cargos comissionados de todas as áreas da administração municipal, integração de secretarias, corte do vale alimentação de todos os comissionados, corte de funções gratificadas de 90 servidores e a redução de 20% no salário do prefeito Dieter Janssen.

    Somadas estas ações representam uma redução de gasto de cerca de R$ 300 mil por mês a partir de agora. O enxugamento das despesas tem como objetivo uma adequação no orçamento na ordem de R$ 30 milhões até o fim de 2016. Esse valor estava previsto no orçamento da Prefeitura, mas não será arrecadado devido à diminuição de repasses federais, estaduais e municipais.

    A integração de secretarias ocorrerá da seguinte forma: a Secretaria de Habitação ficará junto com a Secretaria de Assistência Social em que o titular das duas passa a ser o secretário Antônio Marcos da Silva, a secretária de Assistência Social Emanuela Wolff assume a secretaria de Saúde no lugar de Cristiane Wille que vai ocupar cargo de direção naquela secretaria. Já a secretaria de Defesa Civil ficará integrada à Fujama e será comandada pelo presidente Leocádio Neves e Silva, passando o atual secretário da Defesa Civil Marcelo Prochnow a ocupar a presidência da Fundação Cultural hoje ocupada por Sidnei Lopes que é funcionário de carreira e pode vir a ocupar uma diretoria dentro da administração municipal.

    O procurador Raphael Rocha Lopes comunicou seu afastamento recentemente e no lugar dele há a possibilidade de assumir um servidor de carreira. Aliás, o cargo de Rocha Lopes estava em situação periclitante desde o envio do Projeto de Lei da Sucumbência e que previa a remuneração de advogados dos quadros da prefeitura em ações patrocinadas pelo município.

    Naquela oportunidade, o Procurador chegou a dizer que “colocaria o cargo à disposição em caso de retirada do Projeto de Lei”. O Projeto foi retirado há meses e o pedido de demissão estava sendo cozido em banho-maria e em fogo baixíssimo.

    Pode até parecer sadismo em excesso, mas o anúncio das demissões dos comissionados causou vibração entre os servidores de carreira

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