Construtora em apuros – Isto É Dinheiro

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Comments
  • Alemon Fritz 21 de janeiro de 2017 at 10:22

    os estoques estavam em 111k em 2015, 117k em 2016 e cerca de 120k agora em 2017. isso de 20 construtoras
    Adicionar os distratos de 88k imoveis, mais os “usados” pra vender (300k) , os para alugar (300k)…os abandonados (660k) e os não terminados.. e o povo indo pra invasão, puxadinhos, compartilhamento e casa da mãe..
    pelo que consta acima, o prejuizo das construtoras não é nada perto do prejuízo da galera com imóvel e de um certo banco que reune cerca de 70% dos financiamentos

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  • CA 21 de janeiro de 2017 at 10:25

    Sobre o tópico:

    Novamente partem de premissas falsas: 10% de distratos nunca foi o “normal”. Qual o negócio, em qualquer lugar do Mundo, onde cancelar 10% de tudo que vende é “normal”???

    Antes de 2011 os distratos eram IRRELEVANTES, não representavam nem 5% do total de vendas, por isto não precisavam sequer ser mencionados nos relatórios trimestrais das construtoras.

    Já em 2011, na somatória de PDG, Gafisa e Brookfield, mais de R$ 2 BILHÕES em distratos. Os distratos em 2011 representavam mais de 20% das vendas brutas de cada uma destas empresas. No ano seguinte a Rossi entrou neste grupo e o total de distratos passou de R$ 5 BILHÕES, mais que o DOBRO do ano anterior o maior aumento percentual em distratos até hoje. Ué, mas a causa da anomalia não era a crise que só começou a aparecer de verdade em 2015???

    É o que consta acima que o segmento imobiliário e seus asseclas tentam mascarar até hoje. Para azar deles, neste blog e em outro temos trabalhos e comentários publicados desde 2013 que já apontavam a anomalia acima, ou seja, não dá para eles FINGIREM que isto não existia ou FAZEREM DE CONTA que fomos adivinhos e que tivemos uma “premonição” sobre os distratos e suas consequências, enbora por incrível que pareça, algums ainda tenham a “coragem” de fazer isto…

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    • CA 21 de janeiro de 2017 at 10:29

      Ops, alguns erros de escrita por estar escrevendo no celular, sorry…

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  • CA 21 de janeiro de 2017 at 10:48

    No tópico anterior tínhamos um desabafo do Cramulhao sobre calote que ele sofreu de uma construtora e eu havia respondido para ele.

    Como ficou muito ao final do outro tópico e é uma excelente demonstração de como o segmento imobiliário e demais agentes beneficiados pela bolha mentem, enganam e desinformam sem limites replico aqui:

    Estas construtoras já estão dando calote em compradores de imóveis há anos, como no caso da PDG que demora vários meses e às vezes mais de um ano para reconhecer os distratos que foram solicitados pelos clientes, que quando “reconhecem” estes distratos, tentam forçar a barra para devolver o mínimo possível para o cliente e ainda, quando finalmente chegam a um “acordo” quanto a restituição, esta tem que ocorrer em suaves prestações ao longo de vários meses e sem nenhuma espécie de correção monetária, sendo que, de quebra, muitas vezes eles dão calote até nestes clientes já negociados e não iniciam o pagamento do valor na data combinada.

    Elas fazem o mesmo com vários fornecedores menores, que deixam de pagar por meses e depois tentam renegociar para pagarem sem nenhum juros e também em suaves prestações. Se os fornecedores não os acionam judicialmente, vão empurrando com a barriga por prazo indeterminado.

    No caso de bancos e outros credores de quem obtiveram dinheiro para continuarem pedalando ao longo de anos, via reestruturação de dívidas, eles já fizeram com que estes credores “aceitassem” (por falta completa de qualquer outra opção) receber com “descontos”, prorrogando o prazo das parcelas e ainda, com redução de juros. Fora isto, para estes credores eles tentam empurrar imóveis com os valores super-dimensionados que constam nos balanços deles.

    No caso da PDG tem sido constante a postergação do prazo de pagamento de debêntures.

    Tudo que consta acima já ocorre desde o início de 2013, após o resultado catastrófico que tiveram em 2012. É por isto que há ANOS tenho dito por aqui estas presas estão virtualmemte QUEBRADAS.

    Mesmo com a reestruturação das dívidas que foram feitas por PDG e Rossi e mais todos os calotes mencionados acima, tanto PDG quanto Rossi não tem conseguido pagar o que foi combinado na sua reestruturação de dívidas. Isto ocorre porque elas tiveram uma queda violenta na suas vendas líquidas de distratos (mesmo tendo grande volume de distratos que sequer foi reconhecido!).

    Por que uma queda tão violenta nas vendas líquidas, até superior ao que ocorreu com algumas outras construtoras?

    Isto se deu porque em função do cenário acima, tanto PDG quanto Rossi não conseguiram novos empréstimos para poderem fazer lançamentos, com isto, uma vez que as vendas FALSAS dependem muito destes lançamentos, estas vendas FALSAS na planta despencaram.

    Observar que as vendas totais despencaram mesmo com reduções relevantes nos preços de vendas para tentarem desovar seus enormes estoques. No caso das outras construtoras que mencionei, elas só não viram suas vendas despencarem tanto, porque apesar de seus super-estoques, elas ainda conseguiram dinheiro para manter um volume relevante de lançamentos e com isto elas SIMULAM volume de vendas “saudável” graças a um grande montante de vendas FALSAS na planta.

    Graças ao contexto acima, tivemos várias reportagens dando conta que a PDG estaria prestes a pedir recuperação judicial e sabemos que em seguida a Rossi deverá ir pelo mesmo caminho.

    É dentro deste cenário que vemos a valorização anormal nos preços de Ações das construtoras nas últimas semanas e ainda, vemos sites como da Info171Money com “reportagens” dizendo que esta valorização das Ações das construtoras, onde PDG e Rossi bateram o recorde, é algo explicável tanto por uma análise grafista, quanto por uma análise baseada em fundamentos… ???

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    • O Cramulhao de FHCigienopolis45 21 de janeiro de 2017 at 12:30

      É indescritível a tristeza que estou sentindo em relação ao calote do que eu considerava um negócio certo. Vim da Inglaterra para o Brasil só pra trabalhar nisso.

      Meses tentando salvar certas empresas caloteiras desenvolvendo modelos de fluxo de caixa usando programação de baixo nível (C e Java) com uma equipe com gente foda (Oxford e Cambridge) até de fora do Brasil , pra no fim sair sem um tostão no bolso.
      Olha, eu acho que subestimei a capacidade de má gestão ( ou cara de pau?) dos gestores de tais construtoras, mas acho que o sentimento que tenho agora deve ser igual daquele povo que investe tudo numa casa financiada e depois a perde por falta de pagto.
      Só que no meu caso quem não me pagou e pelo jeito nem vai pagar foi a “destrutora” , e portanto quem perdeu fui eu…e minha empresa.

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      • CA 21 de janeiro de 2017 at 14:15

        Cramulhao,

        Estas construtoras já não tinham salvação algums anos antes de você ter começado a trabalhar com elas, infelizmente você foi mais um a sofrer com as consequências do golpe de pirâmide financeira montada por este segmento em parceria com governo, imprensa e bancos. Conforme comentei em outro tópico, estes golpes são feitos para enriquecer as pessoas físicas que o idealizaram, em troca de quebrar as empresas utilizadas para iludir as pessoas, tal e qual aconteceu com Telexfree e tantas outras pirâmides.

        MUITAS outras empresas e famílias já sofreram com isto, uma enorme quantidade ainda irá passar por estes dissabores.

        Quando PDG e Rossi tiverem sua recuperação judicial, serão milhares de famílias que verão os seus imóveis terem a construção interrompida sem prazo de retorno. Aliás, já vemos isto com outras construtoras que passaram por esta situação, não só a Viver que tem Ações na BOVESPA, mas também outras que não tem Ações. A PDG por sinal já tem algumas obras paradas e mais de mil reclamações só no ReclameAqui sobre os atrasos na análise dos distratos, nos pagamentos dos mesmos, etc.

        Os prejuizos já foram muito maiores do que aquilo que consta acima e vão se intensificar: vemos casos de pessoas que têm patrimônio concentrado em imóveis e que estão quebrando, sem sequer conseguir vender estes imóveis com grandes “descontos”. Conheço caso de pessoa que recebeu de herança uma loja de peças automotivas, R$100 mil e 2 apartamentos, sendo que antes disto já tinha recebido outros “aportes” familiares, com o que já havia comprado um carro e tido outros gastos. O negócio quebrou, torrou os R$ 100 mil, um dos imóveis está alugado e recebia junto com o dinheiro do aluguel o valor do condomínio, mas não pagava o condomínio, no outro imóvel próprio em que morava, também não estava conseguindo pagar o condomínio, daí vieram as brigas do casal, a esposa ficou com um dos imóveis junto com o filho e esta pessoa passou a morar na rua, dentro do carro, comendo no restaurante do governo de pratos por R$ 1,00 e agora acabou de ser notificado que os imóveis estão indo para leilão. No leilão, imóveis deverão ser vendidos muito abaixo do preço anunciado, se e quando conseguirem venderem. Com o dinheiro que ralvez venham a receber do leilão, sobreviverá mais um pouco e se nada mudar, voltará a ficar em condições precárias. Qual a participação das bolhas neste caso? A derrocada de consumo após a euforia gerada pelas bolhas, a resistência das pessoas em baixar mais o preço dos imóveis para que fiquem mais compatíveis com os fundame nr os e a realidade em função do ILUSIONISMO ainda praticado em larga escala, a crise em grande parte impulsionada por estas bolhas, as ações do governo para tentae encobrir a explosão da bolha que só levam a mais ilusão e não resolvem os problemas, são parte relevante desta história, embora tenhamos outra parcela igualmente importante que é de responsabilidade da pessoa que está passando por tudo isto.

        O CVR que coloquei acima seria um “caso isolado”? Claro que não, nos últimos anos a inadimplência dos condomínios tem batido todos os recordes!

        Fora o que consta acima, temos casos claríssimo de lojas e mais lojas que não param de fechar as portas, na semana passada vi isto acontecer no Shopping Jundiaí, um restaurante e uma loja que fecharam as portas da noite para o dia e passaram a fazer companhia para grande número de lojas que já fechou naquele shopping. Um caso isolado? De jeito nenhum, uma pesquisa demonstrou que os shoppings inaugurados a partir de 2012, que já nasceram com preços de aluguéis de ponto super-dimensionados, contam com aproximadamente 50% das lojas ocupadas apenas. Seria algo que só acontece em shoppings? Não, cada vez mais vemos lojas e prédios inteiros fechados, conforme comentei por aqui outro dia.

        Quantas milhares de famílias foram prejudicadas pelo que consta acima? Quantas milhares ainda não serão prejudicadas?

        Tem muito mais exemplos concretos de prejuízos diretos e relevantes das bolhas para economia, como sempre, o que consta acima são apenas AMOSTRAS. O pior é que tudo que o governo está fazendo só está aumentando o tamanho do problema e o impacto das consequências, ele não está atuando sobre a causa RAIZ do problema, está apagando incêndio com gasolina e daí para pior, portanto, se voltae a morar fora do Brasil é uma opção viável para você, o melhor seria isto mesmo. Os dissabores que você passou existem em larga escala para um grande grupo de pessoas e empresas e tudo que o governo está fazendo só irá piorar esta situação…

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    • Cesar_DF 22 de janeiro de 2017 at 08:47

      CA
      O que está mantendo as empresas abertas são os empréstimos concedidos pelos bancos, mas as garantias são irreais, os imóveis não entregues é o landbank não vale nem a metade do valor de face.
      Os bancos brasileiros são espertissimos, será que estes empréstimos estariam sendo avalizados pelo governo?

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      • CA 22 de janeiro de 2017 at 10:52

        Cesar_DF,

        Vamos pegar o exemplo da PDG. Como ela conseguiu sobreviver depois de ter tido seu primeiro volume de distratos bilionários em 2011, com repetição em 2012 levando ao seu primeiro prejuízo líquido bilionário neste ano (prejuízo líquido de R$ 2,2 BILHÕES em 2012):

        Em 2012 a VinciPartners, que detém o controle da PDG, fez um aporte de mais de R$ 800 milhões e além disto, a PDG reduziu fortemente seus lançamentos e começou um forte downsizing, dentre outras ações para redução de custos.

        Em 2013 a PDG cancelou 48 empreendimentos, a grande maioria de imóveis populares, cada um deles com “N” prédios. O racional foi que eles já tinham uma “expectativa” de alto volume de distratos nestes empreendimentos (=eles sabiam perfeitamente onde eles tinham feito o maior volume de vendas FALSAS na planta) e estes empreendimentos também tinham alto volume de imóveis sem vender. Junto com isto a PDG continuou reduzindo seus lançamentos, em linha com o que ela já tinha iniciado em 2012.

        Pelo que consta no parágrafo anterior, em 2013 a estratégia mais impactante da PDG, que foi cancelar 48 empreendimentos, lembra um pouco o que fizeram na Irlanda, não é mesmo?

        Desde pelo menos 2013 até hoje, a PDG tem praticado um esquema de adiar ao máximo a restituição dos distratos, começando por demorar às vezes mais de um ano só para “reconhecer” aquele distrato, sem contar que ela demora um bom tempo para começar a pagar, força o cliente a aceitar o mínimo possível de restituição, atrasa o início do pagamento da restituição em relação ao que já foi combinado, etc… Em outras palavras, a PDG está usando isto para sustentar seus problemas de caixa.

        De forma análoga, desde 2013 ela também vem atrasando pagamento de fornecedores, se recusando a pagar juros por estes atrasos, dentre outras estratégias similares, dentre outras estratégias de preservar o caixa às custas de prejuízos para terceiros.

        De 2013 para 2014, vimos CEF e BB fazendo empréstimos com condições de “pai para filho” para PDG: juros mais baixos do que a situação extremamente crítica das finanças dela exigiria, pagamento do principal da dívida iniciando apenas 2 anos depois do empréstimo, etc.

        No caso do parágrafo anterior, uma claríssima intervenção do governo para não deixar uma construtora que já tinha sido a maior das Américas quebrar às vésperas de uma eleição presidencial, algo que acontece muito no mundo político.

        No início de 2015 a BTG comprou um lote relevante de imóveis da PDG com descontos relevantes. Vamos lembrar que a PDG teve uma entrada de pessoal ex-BTG em 2011, que a BTG tem um vínculo “muito especial” com o Governo (vide Lava-Jato, negociata em conjunto com CEF no Panamericano, etc.), que a BTG tem fundos de investimentos com fortes aportes em FII (Fundo de Investimento Imobiliário), dentre outros interesses para não deixar que uma construtora que tem o porte da PDG quebre.

        Ainda em 2015, a PDG recebeu um novo aporte de mais de R$ 400 milhões da VinciPartners.

        Entre 2015 e 2016 a PDG fez a venda, com grandes “descontos”, de participações em shoppings e outros negócios maiores para empresas multinacionais e além disto, fez um forte trabalho, para em conjunto com uma consultoria especializada, renegociar suas dívidas, às custas de fortes prejuízos para os credores (reestruturação de dívidas = recuperação judicial branca). Com dados mais recentes, temos que dos R$ 7, 5 BILHÕES da dívida, mais de R$ 4 BILHÕES só começarão a ter o pagamento a partir de 2020. Neste grupo de credores, os principais são bancos públicos e privados.

        Por que os bancos aceitaram a condição acima?

        Porque eles não queriam, em hipótese alguma, deixar escapar uma evidência tão gritante sobre a explosão da nossa bolha imobiliaria: a quebra de uma empresa que foi a maior do segmento, puxada por altíssimo volume de vendas canceladas por falta de condição dos compradores junto com queda de preços dos imóveis e desistência dos investidores, não seria o tipo de propaganda que eles gostariam. Dependendo da repercussão, poderia levar a uma redução substancial nas garantias destes bancos e gerar especulações sobre insolvência de alguns bancos médios, a possibilidade de crise sistêmica, etc, etc, etc…

        Qual a situação atual? Está muito claro para todos os agentes envolvidos, que a PDG não tem a menor condição de pagar o que foi negociado na reestruturação de dívidas. Ela tem tido mais cancelamento de vendas do que novas vendas, ela não tem gerado caixa para pagar as parcelas dos mais de R$ 3 BILHÕES que vencem até 2020, dentre outras evidências claríssima de que não ha mais chance de recuperação.

        A PDG ainda chantageou seus credores, dizendo que se eles não dessem dinheiro para ela fazer novos lançamentos, ela seria obrigada a pedir recuperação judicial. Oras, com super-estoques ao final do 2T16 que equivaliam a 9 anos de vendas, qual a finalidade da PDG querer fazer lançamentos??? Ela queria PEDALAR, ou seja, gerar um grande novo volume de vendas FALSAS na planta com a finalidade de SIMULAR uma recuperação e FAZER DE CONTA que existe alguma chance de algum dia ela pagar suas dívidas…

        Como esta fórmula já vem sendo usada há mais de 10 anos e está completamente gasta, os bancos preferiram não entrar neste esquema e sendo assim, os controladores também não quiseram torrar mais dinheiro, o que apenas reforça que a Recuperação Judicial da PDG é inevitável…

        Por que os bancos preferiram não ceder as chantagens desta vez? Eles sabem que quanto mais cederem a estas chantagens, maior sera o rombo deles lá na frente. Eles sabem decor e salteado o que acontece com aqueles que aportam dinheiro demais em uma pirâmide financeira quando a base já está explodindo sem nenhuma chance de reconstrução da mesma. Este é mais um dos motivos para a redução de oferta de crédito (credit crunch) na ordem de R$ 1 trilhão que tivemos recentemente, os bancos preferem se preparar para os inevitáveis rombos que irão aparecer em seus balanços.

        Alguns tubarões envolvidos no esquema acima conseguiram que o governo lançasse um conjunto de medidas estéticas, absolutamente INÓCUAS, para parecer que as mesmas poderiam “salvar” as construtoras. Antes disto compraram muitas Ações destas construtoras e assim, com a altissima valorização das Ações da PDG e de outras construtoras nas últimas semanas, antes que a verdade sobre a recuperação judicial da PDG apareça, eles vão vender grandes lotes destas Ações e faturar alto, enquanto os sardinhas terão um prejuízo homérico…

        A história que consta acima, é similar a de algumas outras construtoras que como estamos alertando, já estão virtualmente quebradas ha ANOS. Claro que os agentes envolvidos tentarão oficializar estas quebras aos poucos, mas está cada vez mais difícil de equilibrar tantos pratinhos…

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  • Antigo 21 de janeiro de 2017 at 12:44

    Você e sua empresa desenvolveram modelos matemáticos para ajudar empresas do ramo imobiliário a sair do buraco.
    Ao verem que a solução era parar de pedalar e assumir as responsabilidades, resolveram pedalar mais uma vez e cancelar o contrato que tinham contigo

    Foi isso? Se foi a explicação é simples
    No Brasil se acredita que é possível revogar a matemática e outras ciências exatas na caneta

    Estão esperando ajuda do governo

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    • O Cramulhao de FHCigienopolis45 21 de janeiro de 2017 at 13:03

      Sim, e até um pouco pior. Teriam que fazer vários sacrifícios entre os principais se desfazer de patrimônio.

      Pior porque além de não levarem a Matemática a sério, ninguém dos “decision-makers” entendia o nível de matemática que usamos. Equações diferenciais parciais? Esquece, essa gente é burra demais. E como pessoas burras e medianas chegam a altos cargos de gerência? Isso eu já não sei responder…

      Ps: vou dar um tempo do Blog.

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      • Cesar_DF 22 de janeiro de 2017 at 08:50

        O critério de ascensão em grandes empresas é igual a carreira política : pouco mérito e muito marketing pessoal

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      • desplein 22 de janeiro de 2017 at 19:08

        Cramulhão, voce se deparou com o que eu vivi nos últimos anos trabalhando em cargos de alta especialização (em assuntos bastante relacionados com o seu do ponto de vista tecnico) e reportando para “decision-makers”. Tenho uma teoria:
        O boom economico da decada passada, com o pleno emprego, fez com que um nível muito baixo de profissionais fosse promovido simplesmente por estar no lugar certo e na hora certa, para atender a demanda.
        Hoje, boa parte desses profissionais estão em cargos de gerência executiva, ABSOLUTAMENTE incompetentes. Gente que não nao tem ideia de como fazer bem o trabalho, e acha que tudo é facil e tudo vence-se na politica. O resultado é que eficiencia e clima organizacional nas empresas é horrivel.

        Alie a isso a cultura de “gestores puros” que algumas empresas (principalmente as mais tradicionais) possuem. É uma cultura em que o sujeito acredita que ele nao precisa tem a menor idea de nada daquilo que ele faz. NADA. Basta simplesmente saber mandar quem sabe fazer, na canetada, na pressão e na politica… e novamente, eficiencia, clima e inovação sob a administração de um cara desse vão pro saco…

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        • O Cramulhao de FHCigienopolis45 22 de janeiro de 2017 at 22:43

          O que você descreveu é uma das coisas MAIS SENSATAS que li nos últimos tempos.

          Quando o Brasil estava bombando, entre 2009 e 2011, eu também não estava aqui. Mas eu ficava maravilhado (e orgulhoso) em ver colegas europeus cogitando vir trabalhar no Brasil. Imagino que muito antes disso, esse bando de gente que sofre de DISCALCULIA (como diria o Lucas) acabou subindo nesses cargos gerenciais muito bem pagos, e continuaram até agora, pelo puxa-saquismo e boa conversa, enquanto os estrangeiros já caíram fora.

          Nunca gostei de ficar ouvindo “Where are you from ?” quando morava fora…

          E por isso estava tão animado em tentar recomeçar a vida no Brasil de novo…Achei que a ignorância e falta de talentos no Brasil seria caminho pra minha empresa crescer. Mas aqui o buraco é mais embaixo…

          .

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          • desplein 23 de janeiro de 2017 at 09:34

            Agora imagina um caso: durante meses, voce reportando pra um gestor, e TODO o mes, ter que deduzir o que é uma correlação, ter que dar dimensão, para um sujeito que entende o mundo via “regra de três”, do que é um fenomeno “não-linear”…
            E o cara gritando que estava errado, que ele tinha N anos na área, que queria uma planilha excel e nao aquilo… hehehe parece piada.

            *(nao, eu jamais usaria o termo “não-linear” pra ele. Coisas menos sofisticadas já desestabilizavam o orgulho dos caras num grau, que seriam tomados como afronta….)

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            • O Cramulhao de FHCigienopolis45 23 de janeiro de 2017 at 10:34

              Meu coração bateu forte aqui…se por acaso um dos seus gestores era Argentino, provavelmente eramos colegas de trabalho , mas não vou citar nomes.

              Você descreveu a situação tao perfeitamente que suspeito que voce me conheça ou conviveu comigo no mesmo ambiente no passado inteiro e saiba quais as 2 construtoras pra qual trabalhei.

              Tanto que o final foi exatamente isso: queriam uma mer* a de uma planilha em Excel….alterada manualmente! 9 Meses desenvolvendo Algoritmos em linguagem de baixo nível pra isso!

              Com os relatos de vocês aqui, eu fiquei agora ainda mais perplexo: esse tipo de atitude parece ir além das 2 construtoras que conheço!

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              • desplein 23 de janeiro de 2017 at 12:17

                Fique tranquilo cara. Eu estava trabalhando em Bancos. E também é o máximo de detalhe que vou divulgar aqui.

                O seu coração bateu forte e o meu se tranquilizou heheeh. Nao foi má sorte ou o destino contra a minha ou a sua individualidade.
                Tudo na “banânia” talvez seja assim.

                E, de novo, estamos falando das mesmas coisas mesmo! O ápice de análise em muitos lugares de “grife” no Brasil são caras apresentando um Excel onde vc faz copy and paste de dados todo o mes, e ajusta formulas na mão.

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                • RC 23 de janeiro de 2017 at 12:52

                  Cramulhao e desplein, pelos relatos, você lidam com a iniciativa privada, com os empresários, que acreditam resolver seus problemas simplesmente ligando o modo lobista.

                  Não se sintam privilegiados, nós aqui do setor público, além desses, lidamos com um outro ser tão quanto peculiar, o político. Nessa área não é necessário formação ou qualificação, uma boa associação com lobistas é suficiente para emprego bem remunerado, vitalício e hereditário.

                  Triste não é só lidar com esse ser bananense que acha que o voto lhe qualifica tão quanto um diploma “strictu sensu”. O problema é lidar com as instituições, em especial com órgãos de controle (TCU, CGU), e com seus profissionais tão qualificados (pelo menos em legislação administrativa, que o falem os concursos tão disputados), que conseguem opinar que é ruim desenvolver um método cientificamente respaldado que transforme o “fictício” determinístico no “real” probabilístico, se o resultado não trouxer valores que “na sua opinião” seriam os mais adequados (melhor para eles é o uso de valores de senso comum sem qualquer justificativa lógica), profissionais que ao lerem “melhor preço”, ipsis litteris da lei, conseguem entender menor preço.

                  A raiva é ver propaganda do TCDF dizendo que economizou 1 bilhão de uma infinidade de projetos de abastecimento de água, devido a sobrepreço nos orçamentos nos últimos 10 anos, impedindo tais contratações de irem adiante. Mas não conseguir força-los a calcular qual prejuízo econômico a sociedade do Distrito Federal está pagando com as restrições de abastecimento potencializadas pela não conclusão dos projetos que os mesmos impediram de executar.

                  Enfim, no Brasil temos problemas em todas as esferas, infelizmente.

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                  • Lucas 23 de janeiro de 2017 at 19:24

                    na vida nãoe xiste energia em vão
                    um dia retorna
                    fé e pé na tabua senhores

                    2+
        • From_The_Tower 23 de janeiro de 2017 at 10:38

          BNN realmente nos apresentou muito “lixo” nessa última euforia econômica.

          4+
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      • Loucodf 23 de janeiro de 2017 at 10:11

        Que pena.
        É bom ler suas contribuições.

        8+
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    • O Cramulhao de FHCigienopolis45 21 de janeiro de 2017 at 13:07

      E vc acertou em cheio quando disse em revogar a matemática pra resolver na caneta: essas construtoras preferem gastar 10 vezes mais com consultoria jurídica pra “dar um jeito aqui e outro la” do que encarar a realidade do que um modelo de fluxo de caixa mostra.

      36+
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      • Carlos 21 de janeiro de 2017 at 22:10

        Os caras estavam realmente tentando resolver o problema? Eu duvido muito.
        Já ví isto antes, procuram números e gráficos bonitos apenas para passar o “negócio” adiante, fica bonito em reuniões com acionistas e com o governo.
        Acredito que tentaram somente embalar a bostha com papel dourado.

        21+
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    • bolha real 22 de janeiro de 2017 at 09:30

      Nada melhor que o Excel para fluxo de caixa, aceita o que você quiser colocar ali.

      8+
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      • Carlos 22 de janeiro de 2017 at 10:19

        Isso mesmo, muitas vezes as empresas contratam especialistas com currículos expressivos apenas para dar mais “autoridade” e dizer que estão trabalhando da melhor maneira possível para resolver algum problema.
        Já sabiam das respostas antes mesmo de iniciar o processo mas isto não é importante e sim a nuvem de fumaça criada, não se tem garantia nenhuma de que os dados apresentados nas reuniões sejam mesmo produtos de pesquisa.
        Muitos nomes “da moda” soam como música nos ouvidos de executivos e acionistas e a lista é deles é bem longa.

        12+
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        • Lucas 23 de janeiro de 2017 at 19:27

          vi muiuto disto nas consultorias de RH
          normalmente estavama trás de marcas e carimbos e CVs recheados, só pediam uma justificativa para os resultados deles
          mas no fim, nos davam razão quase sempre, e dali galgava um patamar melhor, até que nos enchemos de prestar este serviço, era até triste ver la nave vá
          mas isso foi 2 ou 3 anos atrás, agora com a recuperação no horizonte do fim do ano, quem sabe volto na área.

          2+
  • Alemon Fritz 21 de janeiro de 2017 at 13:16

    sim, em apuros (tá na hora dos fundos abutres, o banco malo, e as letras garantidas em troca de dívida), abaixo nota-se o buraco sem fundo:

    PDGesso:
    -Após cinco anos de tentativas de reestruturação e três CEOs depois, a PDG acumula uma dívida estimada em R$ 7,5 bilhões.
    -Apenas com juros da dívida ela precisa lidar com cerca de R$ 900 milhões anualmente, para uma receita operacional bruta de apenas R$ 206 milhões, e um caixa de R$ 250 milhões..
    -o processo RJud poderia contar com 700 SPEs, resultando em um complexo nó jurídico..
    – Em agosto conseguiu atrasar a data de vencimentos de R$ 4 bilhões – dos quais R$ 2,9 bilhões dívidas corporativas concentradas com Bradesco, Itaú Unibanco, Caixa, Banco do Brasil e Votorantim – para 2020.
    -O Vincipartners ainda fez, por duas vezes, em 2012 e 2015, aportes no negócio, de R$ 800 milhões e R$ 483 milhões. …
    frase:
    “No momento em que o mercado atingia o pico de valorização em 2011, as empresas entraram em dificuldades devido ao crescimento acelerado.”

    -Foram registrados R$ 945 milhões em distratos, entre janeiro e setembro de 2016, sendo que a empresa conseguiu apenas R$ 254 milhões em revendas.

    A reconstrução sem fim da PDG
    http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/negocios/20170120/reconstrucao-sem-fim-pdg/451887

    24+
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    • Thiaguinho 23 de janeiro de 2017 at 14:03

      Já era, sem volta. Foi pro buraco.

      1+
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  • thiago fm 21 de janeiro de 2017 at 13:59

    Boss,

    Ainda que o tema continue atual, acho que a matéria é antiga, de 18/01/2016.

    15+
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    • Bolha BOSS 21 de janeiro de 2017 at 15:18

      Verdade…não tinha reparado
      Desculpe a nossa “falha”

      12+
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  • Alemon Fritz 21 de janeiro de 2017 at 14:04

    verdade, a data confunde, mas mostra que o problema já é velho… basta olhar a pdgesso acima.

    5+
  • thiago fm 21 de janeiro de 2017 at 14:13

    DIVAGANDO SOBRE A VENDA NA PLANTA E OS FAMIGERADOS DISTRATOS

    Nos últimos dias a polêmica sobre quem deve pagar o pato dos distratos tem ganhado força, mas o que pouca gente percebe é que a origem do problema vai além das motivações e atribuição de culpa a quem cancela o contrato. Da forma que foi pensada a jabuticaba brasileira da compra e venda na planta, tanto comprador e vendedor terão suas razões para reclamar compensações financeiras no caso de desistência.

    À despeito de como foram e como deveriam ter sido contabilizados nos resultados das construtoras, se pararmos pra pensar, a venda na planta não poderia ser real nem falsa, já que o produto comercializado (imóvel) nem sequer existe no momento da transação. Ele não passa de um desenho na planta ou uma maquete no estande no ato da assinatura do contrato. Trata-se portanto de uma formalização de intenção de compra, pela qual o comprador paga uma espécie de sinal parcelado e corrigido para reservar direito a uma unidade que em última instância pode nem chegar a ser construída. A parcela mais reduzida durante a obra se justifica em parte na tentativa de conciliar a compra de quem vive de aluguel, mas o fato é que algumas construtoras não souberam como lidar com os perfis e intenção de cada comprador e o resultado disso todos já conhecem. O que importa enquanto conceito, tendo o cliente capacidade ou não de pagamento, é que a venda só se torna concreta após a quitação do saldo devedor no ato da escrituração do imóvel, que pode ou não vir a ser com financiamento bancário. Logo a compra na planta nunca foi e nunca será uma venda completa, nem falsa, nem fantasia, nem verdadeira, somente um compromisso de fechamento de um negócio, que pode ou não mantido pelas partes. Então o que mudou?

    Em termos normativos nada, já que esse processo – a compra na planta – não nasceu nem se transformou com o boom imobiliário. Ele foi adotado muito antes disso pelo mercado, como alternativa de financiamento da construção devido à escassez de crédito imobiliário e também como uma estratégia mercadológica para em alguns casos testar a demanda dos empreendimentos no período de lançamento para possíveis fases adicionais, que podem ou não ser efetivadas de acordo com a procura inicial pelo empreendimento.

    Sobre a cláusula de distrato, ao mesmo tempo em que se faz necessária em função da condição jurídica desproporcional do comprador numa aquisição que na prática é feita às escuras, ela tornou-se o “calcanhar de aquiles” para as construtoras, agora mais do que nunca porque não se tem registro de uma oscilação de preços tão forte como a vivida nos últimos anos. Se o imóvel valoriza acima da inflação durante a construção, a maior parte do bônus é do comprador, já que ele recebe a valorização sobre todo o valor do imóvel e ainda pode optar pelo repasse do ágio para terceiros. Se acontecer o contrário e o imóvel desvalorizar, motivando a desistência por conveniência, o ônus será em sua maior parte da construtora, já que o entendimento da justiça brasileira pende invariavelmente ao comprador, sem exigência de justificativa plausível para a desistência.

    A VENDA NA PLANTA É FRÁGIL POR SI SÓ

    Isso serve pra dizer, antes de mais nada, que a compra na planta carrega consigo vulnerabilidades que são latentes, já que o modelo de aquisição perde atratividade e se torna quase insustentável sob períodos mais longos de pressão de custos e/ou de preços com viés de baixa. Sabemos que a inflação e o preço dos imóveis sobem e descem e quando se adiciona a isso um período médio de 3 a 4 anos entre a manifestação de intenção de compra e entrega do imóvel e possibilidade de cancelamento, conclue-se que o formato atual já é naturalmente propenso ao fracasso. Essas fragilidades intrínsecas do modelo não explicam por si só a onda de distratos nos últimos anos, mas certamente permitiram que houvesse apropriações e usos indevidos do sistema pelos agentes de mercado (compradores, construtoras e profissionais ligados ao setor) na tentativa de obter o maior volume de lucros e vantagens possíveis enquanto a economia estava em alta e o mercado estava aquecido. Esse processo privilegiou principalmente a demanda de investidores, que foram fortemente atraídos ao mercado. Afinal quem não gosta de aliar a possibilidade de alta rentabilidade com baixo risco?

    Apesar de não particularmente não acreditar que tenham sido preponderantes, os movimentos especulativos ligados à compra por investimento aconteceram em algumas capitais pelo Brasil em maior ou menor medida, criando num primeiro momento a expectativa de que os preços sofreriam um baque quando ele se dissipasse. No entanto isso não aconteceu conforme o esperado, de um lado pela resiliência tradicional do comprador de imóvel e de outro pela prerrogativa irrestrita de desistir da compra por meio do distrato, o que transferiru a maior parte do risco do negócio para o balanço das construtoras a partir de 2012, em meio a um cenário em que a demanda e os preços começavam a dar sinais mais claros de saturação. Geralmente os investidores em geral são os primeiros a sair do mercado e se até 2011 era relativamente fácil conseguir repassar o imóvel diretamente ao mercado com lucro, depois disso foram obrigados a repassar gradualmente o “mico” do investimento no tempo errado às construtoras.

    Com menos informação e agarradas pelo sonho da casa própria, as famílias obviamente decidiram continuar no mercado por mais um tempo, até que as condições econômicas entraram em franca deterioração a partir de 2014 e passaram a falar mais alto do que a vontade ou necessidade de compra do imóvel. No ano seguinte a guinada das condições de financiamento e os efeitos mais agudos da crise no emprego, renda e confiança fizeram o resto do serviço: a procura caiu, a oferta aumentou e desde então esse cenário tem sido muito difícil para a venda de imóveis, até porque o atrativo da valorização se esvaiu.

    DISTRATO TAMBÉM É DESISTÊNCIA

    Como se pode perceber além de a compra/venda na planta ser uma verdadeira jabuticaba jurídica, o período de três à quatro anos em média do lançamento até a entrega acaba se tornando um período muito longo num país como o Brasil, cuja economia sempre foi dada aos “vôos de galinha”. Bastou a ilusão um pouco mais prolongada de que seria diferente dessa vez, para as pessoas se renderem ao sonho da casa própria, de preferência nova e gourmet.

    É por essas e outras que ao meu ver não é possível concluir que o estouro de uma bolha de distratos é a evidência da ocorrência de uma massiva demanda artificial nos últimos anos. Para fazer essa correlação seria preciso demonstrar não só que o volume de distratos atual foi muito expressivo em relação ao total transacionado durante o auge do boom imobiliário, mas que a grande maioria dos distratos tiveram motivação na falta de capacidade de pagamento, seja com negativa de financiamento pelos bancos ou não. Ainda assim seria preciso ponderar se a incapacidade de tomar o financiamento se dava desde a origem, já na assinatura do contrato de compra na planta ou se teria sido motivada pelas bruscas mudanças das condições de financiamento por parte dos bancos devido à crise, alta dos juros e escassez de funding, ou mesmo por perda involuntária de renda do promitente comprador durante o período de construção. Quem defende a ideia de aquecimento artificial, vai dizer que os cancelamentos foram em sua grande maioria motivados pela falta de capacidade de pagamento à priori, mas sabemos que existem as mais variadas razões para se cancelar ou adiar uma compra feita na planta, tais como:

    – Atraso na obra;
    – Frustração de retorno esperado do capital durante a obra pelos chamados “flippers”;
    – Desemprego/perda de renda;
    – Mudança de endereço por necessidade ou motivação profissional;
    – Rompimento de relacionamento/ divórcio;
    – Quebra de fidúcia em função de cobrança de taxas indevidas ou desinformação em relação às cláusulas contratuais como correção do INCC, taxa de corretagem, SAT etc ;
    Insatisfação com atendimento ou vícios verificados na construção;
    – Descontos em outras unidades do empreendimento que desmotivam a manutenção da aquisição;
    – Adiamento por insegurança em relação à crise e/ou à conjuntura econômica no médio e longo prazos;

    O fato é que o volume total de distratos só é divulgado de forma consolidada e não há levantamentos oficiais por parte das construtoras que proporcionem uma ideia clara e segura dos reais motivos que impulsionaram a alta dos dos cancelamentos nos últimos anos, somente suposições e eventualmente um ou outro levantamento extraoficial de associações de mutuários ou escritórios de advocacia especializados, que não apresentam qualquer rigor estatístico na coleta das informações. Nesse caso a polêmica atual sobre os distratos e o incômodo demonstrado pelas construtoras e incorporadoras com relação aos cancelamentos voluntários (feitos por conveniência) dá uma pista de que esse tipo de desistência é o que mais tem destruído o resultado do setor nos últimos anos e não as possíveis vendas feitas à quem não podia pagar pela compra. De qualquer maneira, nesta altura do campeonato, entender a distinção teórica só é importante para nós no blog e pra quem discute bolha imobiliária, visto que na prática, para as construtoras, distrato será sempre distrato, com as mesmas consequências financeiras, independentemente das motivações.

    15+
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    • Lucas 23 de janeiro de 2017 at 19:27

      os 15 corvos de sempre
      bem, eu nem li

      1+
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  • Leonardo M. 21 de janeiro de 2017 at 14:33

    Só compro AP por no máximo R$60.000,00 caso contrário deixo na RF pagando meu aluguel e ainda sobrando um dinheiro para o suco de cevada

    29+
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  • Nelson Schadenfreude 21 de janeiro de 2017 at 15:03

    Da reportagem:
    “… Existe uma discussão entre as incorporadoras para regularizar o distrato e buscar um equilíbrio que não pese tanto nem nas empresas, nem nos consumidores…”
    Se não vai pesar nas construtoras nem nos consumidores, vai pesar em quem?
    a) na Caixa-> na União -> no contribuinte (eu)
    b) na União via “incentivos” -> no contribuinte (eu)
    c) no consumidor -> no preço dos imóveis -> nas construtoras
    d) nas construtoras

    Eu acho que dá uma combinação de todas, com peso baixo e provavelmente zero para (b), e alto peso para (c) e (d).

    Minha aposta: as construtoras zumbis vão ser finalmente enterradas (RSID3 e PDGR3 certamente, outras possivelmente). As que estiverem menos arrebentadas e em condições de recuperação vão ser colocadas em estado de hibernação (forte redução da atividade, mas sobrevivência e preservação do capital humano e tecnológico) para recolonizarem a Terra depois do inverno nuclear. Ou seja, o mercado vai dar seu benefício da dúvida para essas empresas (apostei na EZTC3) e mantê-las vivas para reocupar os nichos ecológicos abandonados pelos sauros extintos. Long shot bet. Sem ficar entusiasmado por espasmos das ações na Bolsa.

    Obs.: tem gente que acha que é o único que vê as coisas, mas o mercado já sentenciou à morte a PDG e a Rossi desde 2012 (vide evolução dos preços da ações). Em 2012, foram condenadas. Em 2014, colocadas no corredor da morte. Só estão esperando pelo perdão presidencial, que não deverá vir. Haverá cheirinho de churrasco no ar.

    11+
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  • CA 21 de janeiro de 2017 at 16:09

    Pois é, “será” que o inflar da bolha imobiliária via vendas FALSAS na planta não influenciou os preços?

    Vamos refletir: qual foi a construtora que mais cresceu no país, a ponto de ter se tornado a maior das Américas, incluindo os EUA??? Foi a PDG, que se manteve nesta posição entre 2010 e meados de 2011.

    Na somatória dos anos, quem foi a pioneira e a recordista ABSOLUTA nos distratos? A PDG!

    Quais foram as outras construtoras que mais cresceram durante o inflar da bolha? Rossi, Brookfield, Gafisa, Tecnisa, “coincidentemente” todas as que tiveram volumes absurdamente anormais de distratos após isto.

    Quem foi mesmo a recordista nacional em distratos em 2015? A MRV, que por mais uma “coincidência do destino”, foi a construtora que mais cresceu nos anos anteriores…

    Todo o crescimento ANORMAL e “surpreendente” das construtoras acima foi seguido pelo crescimento recorde de distratos das mesmas, interessante, não é? E foi exatamente o crescimento delas que impulsionou a visão de que havia uma super-demanda durante o inflar e foi graças ao volume recorde de distratos delas que chegamos aos super-estoques que vemos hoje no mercado, elas são as que possuem as maiores distorções entre oferta e procura, com exceção da EzTec que por livre iniciativa decidiu parar de pedalar frente ao volume absurdo na desproporção entre oferta e procura do mercado como um todo.

    Seguem exemplos de como o crescimento ANORMAL destas construtoras, que influenciou todo o mercado à época, acabou se convertendo em distratos em uma proporção absurda:

    http://defendaseudinheiro.com.br/wp-content/uploads/2014/10/Post-31-imagem-3.png

    http://defendaseudinheiro.com.br/wp-content/uploads/2014/10/Post-31-imagem-8.png

    Sobre os motivos para este volume absurdo de distratos, que até no início do ano passado tínhamos pessoas que diziam que não eram relevantes nem afetavam o segmento imobiliário como um todo (kkkkkkk), como sabiamos que isto tinha a ver predominantemente com a falta de capacidade dos compradores?

    Em primeiro lugar, pelos próprios relatórios oficiais das construtoras elas mesmas que diziam que era esta a causa principal, a PDG dizia isto para justificar que o problema não era a qualidade nem os atrasos deles, a Rossi dizia isto para justificar porque abandonaria o segmento popular, idem quanto a PDG no caso da Tenda que pertence à Gafisa, a Tecnisa dizia o mesmo e por aí vai. Ah, recentemente mudaram o discurso e atribuíram maior responsabilidade aos investidores na planta?

    Claro que a desistência dos investidores que ao verem que as construtoras vendiam mais barato na entrega do que na planta, também impulsionava os distratos, sempre falamos sobre isto em vários trabalhos e em uma infinidade de comentários, apenas eles não foram a principal causa, segundo as próprias construtoras no começo da história, quando apareceram os distratos anormais a partir de 2011. Estas vendas canceladas de investidores não deixam de ser vendas FALSAS na planta, uma vez que como as demais, não se concretizavam por desistência dos compradores. Como exemplo do quanto já consideramos isto no passado, o que só hoje o mercado diz ser um problema, que é a construtora vender mais barato na entrega do que na planta, levando a desistência dos investidores na planta, nós já demonstrávamos que ocorria desde 2013, conforme consta no trabalho abaixo que contém evidências referentes a estas ocorrências já em 2013 e que segue anexo:

    https://www.google.com.br/amp/defendaseudinheiro.com.br/comprar-imovel-em-tempos-de-bolha-imobiliaria/amp?client=ms-android-samsung

    Ah, a propósito, quem foi que disse que a causa EXCLUSIVA para o aumento ANORMAL nos preços dos imóveis teriam sido apenas as vendas FALSAS na planta? Novamente, em uma infinidade de trabalhos e comentários foram apresentadas várias causas para este aumento ANORMAL dos preços dos imóveis, segue um destes trabalhos como exemplo (tem VARIOS de anos anteriores que falam sobre estas causaS):

    https://www.google.com.br/amp/defendaseudinheiro.com.br/a-bolha-imobiliaria-no-brasil-e-a-economia/amp?client=ms-android-samsung

    Sobre o termo vendas FALSAS na planta, por mais malabarismos que façam com as palavras, a verdade é que a Gafisa tem mais de 60 anos de existência, a Rossi mais de 40 anos de existência, a PDG também existe a dexadas e embora elas fizessem vendas na planta décadas antes, NUNCA tiveram esta proporção de distratos, simples de demonstrar a anomalia trazida por esta pirâmide financeira, não é mesmo? Sim, as vendas na planta são contabilizadas como vendas pelas construtoras, reconhecidas como vendas pela CVM, pelas agências de avaliação de risco e pelo mercado como um todo, querem gastar um bom tempo discutindo semântica, o sexo dos anjos e porque não deveria ser chamado de venda falsa, é só mais uma das INÚMERAS tentativas sem embasamento, que não levam a lugar nenhum, onde a pessoa dá voltas e voltas nas suas tentativas ridículas e desesperadas de DIFAMAR os outros, triste fim…

    Ah sobre outro comentário de que “alguém acha que foi o único que vou os problemas da PDG”, mais um caso patético de DESINFORMAÇÃO: falei VÁRIAS vezes que o Ricardo Eng foi o primeiro a dar os alertas sobre os esquemas de vendas FALSAS na planta e suas motivações. Foi ele, já em 2012 e portanto antes mesmo de eu sequer saber que existia uma bolha imobiliária, quem foi o primeiro a falar sobre isto. Foi ainda em 2012 que outros usuários aqui do blog trouxeram a informação sobre Enrique Bañuelos e o esquema que ele havia montado na PDG, em linha com o que o Ricardo Eng já havia explicado para os membros do blog. Foi só a partir daí que me atendeu a esta situação e passei a pesquisar a respeito. Aliás, eu mesmo já trouxe várias reportagens e levantamentos que comprovavam, de forma ADICIONAL, a derrocada da PDG e das construtoras com Ações na BOVESPA como um todo, segue abaixo uma pequena AMOSTRA quanto a isto, de trabalho de 2014 com dados de 2013:

    http://defendaseudinheiro.com.br/wp-content/uploads/2014/02/Desmascarando-a-bolha-parte-6.png

    Ah sim, se o Mercado SEMPRE tem uma visão tão boa assim, visualiza o mesmo que o blog aqui já DEMONSTRA desde 2012 e com opinião de VÁRIOS membros daqui ao longo de ANOS, porque o RECORDE de crescimento nos preços das Ações nas últimas semanas foram exatamente de PDG e Rossi? Ué, como pode a mesma pessoa chamar estas empresas de zumbies e ainda dizer que o mercado é outro ótimo exemplo de como os outros também sabem decor e salteado o que está acontecendo com estas mesmas construtoras??? Incoerente de novo, não é mesmo? Às vezes o mercado acertou, como destaquei no link acima, quando os preços das Ações de construtoras despencaram em 2013, às vezes ele comete erros grotescos, como a super valorização de PDF e Rossi nas últimas semanas, isto se explica pela máxima “cresce no BOATO, cai no FATO”, neste momento estamos na fase BOATO. Aliás, outro ponto é que nunca falei sobre apocalipse zumbi para todas as construtoras, alguns distorcem e fazem esta leitura simplista só para tentarem distorcer a conversa e enganar os outros… Pois é, o cara chega atrasado para pegar o bonde e ainda quer sentar na janelinha… kkkkkk

    #xolamais

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    • Cajuzinha 21 de janeiro de 2017 at 16:22

      Um exemplo disso é a PDG Realty, que chegou a ser a maior construtora do Brasil entre 2010 e 2011, com mais de R$ 9 bilhões em lançamentos anuais.
      O problema é que, nos últimos cinco anos, desde que anunciou um prejuízo de R$ 2,2 bilhões, a empresa está em queda vertiginosa – e não há sinais de recuperação no horizonte. Após cinco anos de tentativas de reestruturação e três CEOs depois, a PDG acumula uma dívida estimada em R$ 7,5 bilhões.

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      • Cajuzinha 21 de janeiro de 2017 at 16:34

        “O ciclo de negócio da construção é de anos e a crise foi pior do que o imaginado”, afirma Ana Maria Castelo, coordenadora de projetos da construção da FGV.
        As dificuldades da PDG também geraram problemas da porta para fora e grande quantidade cancelamento de vendas. Foram registrados R$ 945 milhões em distratos, entre janeiro e setembro de 2016, sendo que a empresa conseguiu apenas R$ 254 milhões em revendas. Os recorrentes atrasos em entrega de imóveis geraram danos à imagem da companhia. “Há reclamações de todo o tipo contra a PDG, de atrasos e vícios construtivos a cobranças indevidas”, diz Vinícius Costa, consultor da Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação. Procuradas, a PDG e a RK Partners não concederam entrevista.

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        • CA 21 de janeiro de 2017 at 21:03

          Cajuzinha,

          E o trecho que a “especialista” fala que “a crise foi pior que o esperado”?

          Para alguns que sempre acreditaram cegamente no segmento imobiliário e seus “especialistas”, como no caso dela, sequer haveria crise…

          Na verdade, a “crise” só começou a mostrar sua cara pra valer em 2015, não tem nada a ver com uma empresa que já tinha distrato superior a R$ 1 BILHÃO em 2011, que foi o caso da PDG, ou será que aquilo foi um “Avant Premiere” da crise?

          Engraçado como a imprensa “esqueceu” por completo do Enrique Bañuelos, não é mesmo?

          Ele entrou em 2007 na PDG, exatamente quando ela comprava um grande número de terrenos. Em 2008, logo depois, dispararam os lançamentos da PDG e continuaram em volume anormalmente elevado, muito acima das concorrentes, até 2011.

          Entre meados de 2010 até a metade de 2011 a PDG tinha o maior valor de mercado entre todas as construtoras das Américas, incluindo aí os EUA. Enrique Bañuelos saiu da PDG na metade de 2011, com lucro bilionário e não é que logo depois que ele saiu, no ano de 2011 que era de “Avant Premiere” da crise, a PDG reconheceu, no quarto trimestre de 2011, mais de R$ 1 bilhão de distratos???

          O que dizer de um investidor como este, que tem tanta “sorte” assim, não é mesmo?

          Sabem como Enrique Bañuelos era conhecido antes de entrar na PDG? Ele era o “pai da bolha imobiliária espanhola”!!!

          Ah, como estes mega-investidores tem sorte, não é mesmo???

          Outro que teve a mesma “sorte” foi o Sam Zell, que entrou na Gafisa em 2005, ajudou na disparada de lançamentos e vendas na planta a partir de 2008 e quando tirou 97% de sua participação na empresa em 2010, no ano seguinte ela já registrava um volume recorde histórico em distratos tanto em termos nominais quanto em percentual em relação ao total de vendas.

          Mais um caso de extrema “sorte” e “coincidentemente”, Sam Zell era considerado um dos MEGA investidores que mais lucrou com a bolha imobiliária americana.

          Legal como a “sorte” sempre está do lado desta galera que já tinha ampla experiência em bolhas imobiliárias antes de vir para o Brasil, não é mesmo?

          Enquanto ninguém podia imaginar que haveria um “Avant Premiere” da crise em 2011, com a participação de PDG e Gafisa com patamares de distratos que elas nunca tiveram antes em sua história de DÉCADAS, estes dois MEGA investidores foram agraciados por uma sorte sem tamanho, saindo destas empresas no timing perfeito, exatamente antes delas reportarem estes distratos em patamares recorde.

          Pois é, bem interessante a imprensa se “esquecer” de tudo isto, não é mesmo?

          Agora, muito pior que isto são pessoas que frequentam este blog e ficam tentando criar teorias mirabolantes, sem pé nem cabeça, para “explicar” a derrocada do segmento imobiliário em 2012, sem nunca ter sequer conseguido criar uma teoria mirabolante e minimamente verossímil para explicar o que aconteceu com PDG e Gafisa em 2011, já que, dentro da visão “além do alcance” destes gênios, sequer existiu um golpe de vendas FALSAS na planta e tudo que aconteceu acima não passou de inocentes coincidências… É, de fato, o que poderia existir de suspeito nos FATOS acima, não é mesmo??? kkkkkkkkkkkkkkkk

          18+
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  • Antigo 21 de janeiro de 2017 at 16:55

    Infelizmente né.

    Lamento pelo ocorrido. Pelo menos você tem recursos e contatos para operar fora da Banania.

    Não compensa ficar aqui, volte com sua empresa para a Europa.
    Imagino que lá exista gestores mais profissionais do que os daqui, que resolvem tudo nas relações humanas, ignorando fatos, números e dados.

    14+
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    • Antigo 21 de janeiro de 2017 at 16:56

      Desculpem, era resposta ao Cramulhão, saiu desalinhado.

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  • Cajuzinha 21 de janeiro de 2017 at 18:08

    Governo quer imóveis do ‘Minha Casa’ mais próximos a centros urbanos
    Segundo fontes, política de grandes conjuntos habitacionais para baixa renda vai acabar

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  • Alemon Fritz 21 de janeiro de 2017 at 18:52

    Construtora Titanic:
    Grande, inafundável. Em mar propício: vamos acelerar!!!. Marinheiros se animam. Mar estável e céu limpo natural. Este é o momento. Vá Devagar capitão!! aqui pode ter Iceberg!. Taca-le pau!, Vamos chegar rápido 30% antes, vai ser surpresa na Imprensa e na Bolsa. O Titanic pega velocidade… Epah!!! Olha o Iceberg capitão! uma leve guinada. Mar estável. mas é Tarde demais. a Banda Zapi toca sem se abalar. Esta tudo ok!!. é Só uma correção de rumo natural. Banda continua a tocar música animada, não é nada, depois melhora. Um Calcula: vai afundar em 01:30h… Vamos tirar os empresários, digo a 1a classe.. ok sr… feito.
    Vamos tirar os outros!!. Não vai dar capitão! Não tem bote pra todo mundo! e tem mais gente na 3 classe que o esperado. Empresario construtor: Tranquem eles nos camarotes sem janela e varanda gourmet!. Cadê a Milady Rose? .. Tá no carro altinho senhor.
    Sir Richard Redberry, o calculista, vidente e palestrante diz que o barco não afunda, nem depois da tempestade, não existe buraco no casco. O cara perto do relógio calculando: vai afundar em 1hora!. Casais se separam. Banda tocando no convés.. tudo ok… gente pulando ao fundo.. Cadê o lord sam Zelldon? .. Já tá seguro Sr!, junto com Sir Banhuellos. Então Vamos tirar o que é de valor noutro bote enquanto afunda. Outros continuam jantando e dançando.
    Novo Calculo: epah falta 19 min agora, vai ser mais rápido que calculado.
    Sir Richard Redberry, já no seu bote e com salva vidas que tudo está bem!, fiquem aí no Titanic.
    Afundam os maquinistas, os marinheiros, a 3 4 e 5 classe, os carros, e o cara que comprou o bilhete por último, o calculista, e o capitão experiente. Sobrou a moça do carro altinho num pedaço de MDF da parede estrutural. Sobram alguns empresários e construtores do barco. Fim.

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  • Antigo 21 de janeiro de 2017 at 19:23
    • Carlos 21 de janeiro de 2017 at 22:23

      Que bacana, o cara é realmente criativo e aparentemente tem bom gosto, muito melhor do que qualquer apertamento gourmet.

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  • Mn 21 de janeiro de 2017 at 19:48

    Pessoal, alguém sabe o link do relatório da Fitch?

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  • Alemon Fritz 21 de janeiro de 2017 at 23:07

    direito de laje, complicando..

    Medida Provisória sobre direito real de laje criou título desordenado

    http://www.conjur.com.br/2017-jan-21/mp-direito-real-laje-criou-titulo-desordenado

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  • Cajuzinha 22 de janeiro de 2017 at 07:09

    ENVIAR POR E-MAIL
    22/01/2017
    Aproveite para garantir desconto no valor do aluguel
    Folha de S.Paulo

    O ano de 2017 começou bem para os inquilinos em São Paulo.
    A oferta de imóveis para alugar está bem superior à procura, e os preços estão baixos.
    Essa combinação dá poder de barganha aos locatários, seja na hora de renovar o contrato ou de buscar um imóvel novo.

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    • Alemon Fritz 22 de janeiro de 2017 at 09:45

      Analisando:
      nos EUA a taxa de casas vagas para alugar chegou a 11%. O aluguel é um tipo de echo bubble. Vejam
      Rents and housing are self-reinforcing bubbles: rents are soaring because housing is unaffordable, i.e. echo-bubble valuations. Soaring rents then justify bubblicious home prices.
      -Rents were soaring from 2010-2012, while housing prices stagnated.
      -Both bubbles (rents and housing) are vulnerable to popping.
      Pergunta:
      The real test of valuation is: what’s it worth in a recession, after all the easy money and the jobs that depended on easy money have vanished?
      http://www.zerohedge.com/news/2015-08-03/rent-bubble-housing-bubble-rent-bubble

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      • Alemon Fritz 22 de janeiro de 2017 at 10:03

        “Os valores de aluguel atingiram seu pico há dois anos (2014), quando o preço médio para locação chegava ao seu recorde, superando R$27/m².
        Hoje a desvalorização é de -14% desse valor.
        http://jornaldiadia.com.br/2016/?p=236794

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  • Alemon Fritz 22 de janeiro de 2017 at 09:03

    olhem essa:
    Não há crise de balanço
    Quando a bolha imobiliária do Japão estourou e o preço de imóveis e terrenos e a cotação da Bolsa de Valores despencaram, as empresas japonesas passaram a apresentar balanço negativo: o valor de seus ativos ficou menor do que suas dívidas, dado que estas não caíram. …
    http://www1.folha.uol.com.br/colunas/samuelpessoa/2017/01/1852002-nao-ha-crise-de-balanco.shtml
    a culpa não é das construtoras….kkk

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    • Carlos 22 de janeiro de 2017 at 10:23

      Claro que não, deve ser minha ou sua ou de todos aqueles que não contribuem para o sucesso da nação se enterrando em um dívida que vai te fazer miserável por boa parte da sua vida.
      Sempre demonizaram quem vive de juros 😀

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  • CA 22 de janeiro de 2017 at 11:14

    Tem uma questão bem interessante que o César colocou que ficou bem para cima, replico aqui junto com minha resposta:

    ———————————
    Cesar_DF 22 de janeiro de 2017 at 08:47
    CA
    O que está mantendo as empresas abertas são os empréstimos concedidos pelos bancos, mas as garantias são irreais, os imóveis não entregues é o landbank não vale nem a metade do valor de face.
    Os bancos brasileiros são espertissimos, será que estes empréstimos estariam sendo avalizados pelo governo?

    ——————————–
    CA 22 de janeiro de 2017 at 10:52
    Cesar_DF,

    Vamos pegar o exemplo da PDG. Como ela conseguiu sobreviver depois de ter tido seu primeiro volume de distratos bilionários em 2011, com repetição em 2012 levando ao seu primeiro prejuízo líquido bilionário neste ano (prejuízo líquido de R$ 2,2 BILHÕES em 2012)?

    Em 2012 a VinciPartners, que detém o controle da PDG, fez um aporte de mais de R$ 800 milhões e além disto, a PDG reduziu fortemente seus lançamentos e começou um forte downsizing, dentre outras ações para redução de custos.

    Em 2013 a PDG cancelou 48 empreendimentos, a grande maioria de imóveis populares, cada um deles com “N” prédios. O racional foi que eles já tinham uma “expectativa” de alto volume de distratos nestes empreendimentos (=eles sabiam perfeitamente onde eles tinham feito o maior volume de vendas FALSAS na planta) e estes empreendimentos também tinham alto volume de imóveis sem vender. Junto com isto a PDG continuou reduzindo seus lançamentos, em linha com o que ela já tinha iniciado em 2012.

    Pelo que consta no parágrafo anterior, em 2013 a estratégia mais impactante da PDG, que foi cancelar 48 empreendimentos, lembra um pouco o que fizeram na Irlanda, não é mesmo?

    Desde pelo menos 2013 até hoje, a PDG tem praticado um esquema de adiar ao máximo a restituição dos distratos, começando por demorar às vezes mais de um ano só para “reconhecer” aquele distrato, sem contar que ela demora um bom tempo para começar a pagar, força o cliente a aceitar o mínimo possível de restituição, atrasa o início do pagamento da restituição em relação ao que já foi combinado, etc… Em outras palavras, a PDG está usando isto para sustentar seus problemas de caixa.

    De forma análoga, desde 2013 ela também vem atrasando pagamento de fornecedores, se recusando a pagar juros por estes atrasos, dentre outras estratégias de preservar o caixa às custas de prejuízos para terceiros.

    De 2013 para 2014, vimos CEF e BB fazendo empréstimos com condições de “pai para filho” para PDG: juros mais baixos do que a situação extremamente crítica das finanças dela exigiria, pagamento do principal da dívida iniciando apenas 2 anos depois do empréstimo, etc.

    No caso do parágrafo anterior, uma claríssima intervenção do governo para não deixar uma construtora que já tinha sido a maior das Américas quebrar às vésperas de uma eleição presidencial, algo que acontece muito no mundo político.

    No início de 2015 a BTG comprou um lote relevante de imóveis da PDG com descontos relevantes. Vamos lembrar que a PDG teve uma entrada de pessoal ex-BTG em 2011, que a BTG tem um vínculo “muito especial” com o Governo (vide Lava-Jato, negociata em conjunto com CEF no Panamericano, etc.), que a BTG tem fundos de investimentos com fortes aportes em FII (Fundo de Investimento Imobiliário), dentre outros interesses para não deixar que uma construtora que tem o porte da PDG quebre.

    Ainda em 2015, a PDG recebeu um novo aporte de mais de R$ 400 milhões da VinciPartners.

    Entre 2015 e 2016 a PDG fez a venda, com grandes “descontos”, de participações em shoppings e outros negócios maiores para empresas multinacionais e além disto, fez um forte trabalho, para em conjunto com uma consultoria especializada, renegociar suas dívidas, às custas de fortes prejuízos para os credores (reestruturação de dívidas = recuperação judicial branca). Com dados mais recentes, temos que dos R$ 7, 5 BILHÕES da dívida, mais de R$ 4 BILHÕES só começarão a ter o pagamento a partir de 2020. Neste grupo de credores, os principais são bancos públicos e privados.

    Por que os bancos aceitaram a condição acima?

    Porque eles não queriam, em hipótese alguma, deixar escapar uma evidência tão gritante sobre a explosão da nossa bolha imobiliaria: a quebra de uma empresa que foi a maior do segmento, puxada por altíssimo volume de vendas canceladas por falta de condição dos compradores junto com queda de preços dos imóveis e desistência dos investidores, não seria o tipo de propaganda que eles gostariam. Dependendo da repercussão, poderia levar a uma redução substancial nas garantias destes bancos e gerar especulações sobre insolvência de alguns bancos médios, a possibilidade de crise sistêmica, etc, etc, etc…

    Qual a situação atual? Está muito claro para todos os agentes envolvidos, que a PDG não tem a menor condição de pagar o que foi negociado na reestruturação de dívidas. Ela tem tido mais cancelamento de vendas do que novas vendas, ela não tem gerado caixa para pagar as parcelas dos mais de R$ 3 BILHÕES que vencem até 2020, dentre outras evidências claríssimas de que não ha mais chance de recuperação.

    A PDG ainda chantageou seus credores, dizendo que se eles não dessem dinheiro para ela fazer novos lançamentos, ela seria obrigada a pedir recuperação judicial. Oras, com super-estoques ao final do 2T16 que equivaliam a 9 anos de vendas, qual a finalidade da PDG querer fazer lançamentos??? Ela queria PEDALAR, ou seja, gerar um grande novo volume de vendas FALSAS na planta com a finalidade de SIMULAR uma recuperação e FAZER DE CONTA que existe alguma chance de algum dia ela pagar suas dívidas…

    Como esta fórmula já vem sendo usada há quase 10 anos e está completamente gasta, os bancos preferiram não entrar neste esquema e sendo assim, os controladores também não quiseram torrar mais dinheiro, o que apenas reforça que a Recuperação Judicial da PDG é inevitável…

    Por que os bancos preferiram não ceder as chantagens desta vez? Eles sabem que quanto mais cederem a estas chantagens, maior sera o rombo deles lá na frente. Eles sabem decor e salteado o que acontece com aqueles que aportam dinheiro demais em uma pirâmide financeira quando a base já está explodindo sem nenhuma chance de reconstrução da mesma. Este é mais um dos motivos para a redução de oferta de crédito (credit crunch) na ordem de R$ 1 trilhão que tivemos recentemente, os bancos preferem se preparar para os inevitáveis rombos que irão aparecer em seus balanços.

    Alguns tubarões envolvidos no esquema acima conseguiram que o governo lançasse um conjunto de medidas estéticas, absolutamente INÓCUAS, para parecer que as mesmas poderiam “salvar” as construtoras. Antes disto compraram muitas Ações destas construtoras e assim, com a altissima valorização das Ações da PDG e de outras construtoras nas últimas semanas, antes que a verdade sobre a recuperação judicial da PDG apareça, eles vão vender grandes lotes destas Ações e faturar alto, enquanto os sardinhas terão um prejuízo homérico…

    A história que consta acima, é similar a de algumas outras construtoras que como estamos alertando há muito tempo aqui pelo blog, já estão virtualmente quebradas há ANOS. Claro que os agentes envolvidos tentarão oficializar estas quebras aos poucos, mas está cada vez mais difícil de equilibrar tantos pratinhos…

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    • Lucas 23 de janeiro de 2017 at 19:31

      lembra quando lançaram a portabilidade?
      o landbank é o governo

      0
  • Alemon Fritz 22 de janeiro de 2017 at 11:43

    Ou seja, os 3 a 4 bilhoes que estão nos bancos na verdade viraram Shadow inventory. (imoveis na mão de bancos e que ficam no balanço, mas não voltaram pro mercado ainda). Pra cada imóvel a venda no mercado tinham 4 escondidos nos bancos, nos EUA em Shadow Inv)
    Mantendo esses valores fora do mercado eles mantem o preço do mercado, alguns poucos imóveis vão pra leilao (custos altos), alguns são renegociados com novos prazos ou taxas (ver o que o Obama fez pros bancos renegociando as casas).
    – Resumindo de uma só construtora temos quase 4bilhoes de reais em Shadow Inventory (50% da dívida).
    Se os bancos emitirem letras garantidas um pouco acima da LCI, poderia dar tempo e grana pra eles, ou vc é que terá um imovel nas mãos daqui 5 anos (covered bonds AAA)… se vire.

    What Ever Happened to the Big, Bad ‘Shadow Inventory’ of Homes?

    Nos EUA o shadow chegou a 382bilhoes de dolares.

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    • CA 22 de janeiro de 2017 at 12:22

      Alemon Fritz,

      Nos EUA e na Espanha, o grande volume de imóveis já estava com bancos, uma vez que as vendas aconteciam com o financiamento dos bancos e estes imóveis eram dados em garantia.

      Aqui no Brasil, como sempre, a situação é bem mais complicada. Veja o caso da Viver, por exemplo, que já está em recuperação judicial. Há uma grande briga jurídica que afeta alguns bancos que disputam entre si e também com compradores de imóveis na planta que ainda nem entraram no financiamentos bancário.

      Parte dos empréstimos feitos à Viver e das garantias fornecidas, estão vinculados a SPEs específicas. Os imóveis dados em garantia nestes casos, poderão ser tomados pelos bancos e ficarem retidos sem voltarem a ser comercializados, como você mencionou, juntamente com os imóveis retomados por inadimplência dos compradores. Agora, o que acontece com aqueles empreendimentos ainda não concluídos, vinculados a SPEs e que a verba para conclusão que está no caixa da SPE não é o suficiente para concluir a obra? Quem vai bancar a conclusão, o banco com a parte que lhe pertence, os compradores na planta, um mix de ambos ou nenhum deles e a obra vai ficar parada? Se quiserem fazer o justo, com mix proporcional, se as pessoas não tiverem o adicional o banco vai ficar com imóveis pela metade? Como tratar isto em seus balanços? As garantias não perderão 100% de sua efetividade?

      Fora isto, como fica a parcela dos empréstimos que são corporativos e portanto não vinculados a uma SPE, sendo que os bancos que fornecerem estes empréstimos brigam judicialmente com os bancos que forneceram empréstimos vinculados a SPEs para que tudo seja tratado como “um bolo só” no momento da recuperação judicial? Batalhas judiciais entre bancos e também com compradores se arrastando ao longo de ANOS, se isto se espalhar para outras construtoras, como PDG, Rossi e outras, quem é que vai comprar imóvel na planta com todos estes traumas gerados e públicos? Qual o banco que vai financiar novos empreendimentos frente a todo o risco acima?

      Lembre-se que temos uma pirâmide financeira baseada em vendas FALSAS na planta e mega especulação de imóveis comprados na planta que não existiu em outros países, se você inviabilizar lançamentos a base da pirâmide vai ruir de vez e teremos efeito manada de desistência de compra de imóveis, acompanhado por aumento de inadimplencia do crédito imobiliário, aumento de inadimplência e leilões por falta de pagamento de condomínios, etc., ou seja, o nosso cenário é muito mais conturbado, com muito mais riscos jurídicos e transtornos do que em outros países e os bancos sabem disto.

      A CEF só está leiloando menos de 1/5 de sua inadimplência, só que a situação financeira dela já é crítica sendo que ela detém 70% de todo o crédito imobiliário concedido e o governo não tem o menor fôlego fiscal para socorre-la, ou seja, ela não tem como ser a salvadora, ainda mais em um cenário conturbado como consta acima…

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      • Cesar_DF 23 de janeiro de 2017 at 09:47

        A lei das SPE pressupõe que exista dinheiro disponível em caixa para terminar a construção.
        As incorporadoras estavam colocando uma margem de lucro tão alta, que com apenas 30% dos apartamentos vendidos já teriam o dinheiro para concluir toda a obra.
        Uma vez, utilizando os dados históricos do SECOVI-DF, fiz a conta do valor de venda por m2 DIVIDIDO pelo CUB, e atingiu um pico acima de 8X em 2011 e começou a cair a partir disso, hoje deve estar entre 5X e 6X

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  • Alemon Fritz 22 de janeiro de 2017 at 12:47

    sim, muito bem explicado CA. valeu!! citei o shadow tbm pra mostrar outros indicadores e medidas que afetam o valor dos imóveis, Nos países mas civilizados esses componentes, são + contabilizados e informados. Aqui não temos dados de absolutamente nenhum indicador confiável, nada. O caso do distrato dos na planta mostra essa confusão, e é grave pois reflete na verdade um caso de legalidade mais profundo, como mencionado. abraço

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  • Jovem Estudante 22 de janeiro de 2017 at 14:34

    Essa vai pro #BolaDeCristal

    Construção civil está otimista para 2017
    Segundo o Estudo do Mercado Imobiliário, procura por imóveis tem aumentado
    ROGÉRIO STONOGA 20/11/2016 – 14:11 – Atualizado em 20/11/2016 – 14:17

    ENVIAR
    Otimismo e grandes perspectivas. Estas são as palavras que definem as previsões dos representantes da construção civil, ao falarem sobre o que esperam para o setor na Baixada Santista, a partir de 2017.

    Segundo o Estudo do Mercado Imobiliário, do Sindicato da Habitação da Baixada Santista (Secovi), que leva em conta lançamentos e vendas de imóveis residenciais, de julho de 2013 a junho deste ano, foram lançadas 15,4 mil unidades habitacionais na região. Desse total, 50% foram vendidas em Praia Grande, que manteve o setor aquecido mesmo diante dos últimos meses de crise.

    Mas, a partir do próximo ano, os bons ventos devem soprar para as nove cidades da Baixada Santista. O tema, inclusive, ganha destaque na 6ª edição do Fórum da Indústria da Construção de Santos e Região (Ficon), que acontece segunda (21) e terça-feira (22), no auditório TV Tribuna (Rua João Pessoa, 350, em Santos).

    “Passamos anos difíceis. Mas a procura por imóveis voltou a aquecer o mercado. Assim, existindo a procura, é certo que serão necessários novos empreendimentos”, disse o presidente do Conselho de Administração da Associação dos Empresários da Construção Civil na Baixada Santista (Assecob), Gustavo Zagatto Fernandez.

    Otimista, ele fala da boa expectativa já a partir do primeiro semestre. “O bom é que as pessoas estão mostrando mais otimismo. Temos sentido isso. A retomada começou e a tendência é de que o setor comece a aquecer aos poucos a partir dos primeiros seis meses do próximo ano”.

    Outra expectativa de Zagatto é de que o Governo Federal consiga reduzir as taxas de juros. “Com taxas de juros mais baixas, o Governo Federal estará garantindo mais incentivo para o comprador e para o empreendedor. Além disso, os municípios também podem ajudar. Este é o momento da união de todos”.

    De julho de 2013 a junho deste ano foram lançadas 15,4 mil unidades (Alexsander Ferraz/AT)

    Incentivos

    O diretor regional do Secovi, Carlos Cesar Meschini, também defende que, com incentivos e união de todos, o setor voltará a ser forte.

    “Temos trabalhado por melhorias para a categoria (o Secovi representa imobiliárias e incorporadoras). O consumidor também precisa de incentivos, principalmente para financiamentos. Conquistando isso, estaremos alavancando o setor da construção”, lembrou.

    Para ele, o momento é, sim, de otimismo. “Acredito que em 2017 haverá retomada nos investimentos no setor. Ainda é cedo para falar em números, mas estimo que o crescimento no primeiro semestre de 2017 chegue a 15%”, prevê.

    Fazendo a sua parte

    Para o diretor regional do Sindicato da Construção Civil na Baixada Santista (Sinduscon), Osmar Luiz Quaggio, independentemente de crise, o setor segue fazendo a sua parte. Ele também se diz otimista com o futuro, mas faz observações fundamentais para o setor e, de forma geral, para todo o País. “Atualmente, estamos diante de dois cenários”.

    Segundo ele, o primeiro, “que parece ser o mais provável”, é que o Governo Federal obtenha êxito no equilíbrio das contas públicas e nas quedas da inflação e da taxa de juros. “Com isso, teremos aumento do crédito, queda no desemprego e aumento do PIB (Produto Interno Bruto). Assim, a volta do crescimento do setor é quase certa para 2017 e com aumento de empregos provavelmente a partir de 2018”.

    O segundo cenário é pessimista. “Este é menos provável, mas não impossível. E virá se o primeiro não ocorrer e se a crise política aumentar. Isso manteria a queda do PIB e, consequentemente, traria mais recessão na construção civil”.

    Mas, mesmo prevendo que a retomada do crescimento será lenta, “e está condicionada à aprovação de reformas no âmbito macroeconômico”, o representante regional do Sinduscon mantém o otimismo. “Estamos com mais consultas e algumas vendas estão sendo efetivadas. Creio que o pior já passou”.

    “http://www.atribuna.com.br/noticias/noticias-detalhe/cidades/construcao-civil-esta-otimista-para-2017/?cHash=733318afe2fbf3160c68f3236a4d3d0f”

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    • CA 22 de janeiro de 2017 at 15:56

      Sim, claro, com certeza a recuperação será rápida e logo no primeiro semestre de 2017, não é?

      Temos tudo para que isto aconteça, vamos passar o check-list:

      Mudanças nas regras de distratos: investidores verão que prejuízo em caso de desistência será muito maior, mais o risco do preço cair na entrega como já vem acontecendo há anos, levando a grande diminuição nos investidores e no volume de vendas na planta, inviabilizando lançamentos;

      Ajuste fiscal: recorde de déficit em 2016, orçamento de receitas 2017 super dimensionado (aumento do PIB previsto do triplo do que vai acontecer) e despesas sub dimensionadas para 2017 (sem considerar REFIS, caos em vários Estados e Municípios, etc.), até quando o governo vai conseguir transmitir confiança para o mercado com tantos equívocos, esquecimentos, etc? Vamos ver quando saírem as reformas da previdência e trabalhista, mais o conjunto de ações para redução de despesas do governo, será que aí as pessoas vão entender que um ajuste fiscal causa mais recessão no curto prazo (demissões de comissionados, cancelamento de contratos de serviços, aumento de contribuições previdenciárias reduzindo a verba disponível das famílias, etc, etc, etc…)?

      Minha Casa Minha Vida: se em 2016 já tivemos redução de 1 milhão de unidades da fase 3, em função de falta de verba do governo para pagar a parte dele, em uma época em que o déficit fiscal previsto para 2016 era muito menor, com o que irá aparecer do déficit de 2017 a tendência será de novas reduções relevantes na quantidade de imóveis do MCMV, ou seja, novos aumentos na distorção entre oferta e procura para o segmento imobiliário.

      Queda dos juros: este item está sob o domínio do governo, por enquanto, mas seus efeitos não… Super endividamento de empresas e famílias, redução radical na oferta de crédito, desalento e sub emprego em patamares recorde, junto com o desemprego, sendo que nada disso ocorreu por causa dos juros altos, ou seja, a queda dos juros não terá nenhum efeito imediato sobre isto. Preços ainda muito fora dos fundamentos no caso de imóveis comerciais inviabilizando vários pequenos negócios, aumento constante no número de imóveis nem- nem (nem vende, nem aluga) em função das esperanças ufanistas vendidas pelo governo e segmento imobiliário para os proprietários de imoveis, dentre diversos outros impactos da bolha imobiliária para economia. Efeitos Trump+FED+bolhas chinesas são ameaças à manutenção destas taxas de juros.

      Investidores estrangeiros: promessa de vários anos, nunca cumprida. Será que agora, com o cenário pior que nunca eles viriam?

      Construtoras quebrando, como PDG e Rossi, será que isto é que trará mais confiança para os compradores na planta? Várias obras já paradas ou em ritmo de tartaruga, milhares de famílias já tendo prejuízos com distratos, uma hora estas informações se tornam mais visíveis, não dá para esconder para sempre e aí, quais os efeitos para as vendas na planta?

      Pois é, o que consta acima é só uma amostra para lembrar o quão utópicas são as informações vindas do segmento imobiliário, mas não adianta, eles acham que transmitir este otimismo ufanista vai salvá- los, quando é exatamente o contrário…

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      • Cesar_DF 22 de janeiro de 2017 at 18:07

        E se a chapa Dilma – Termer for cassada ?
        E se for eleito indiretamente um presidente que tenha como objetivo acabar com as investigações, especialmente lava-jato?
        E se este presidente, distribuindo verbas e presentes, eleve a dívida pública a 100% do pib?
        Será que os investidores irão gostar disso?
        Será que isto aceleraria a fuga de cérebros?

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        • CA 23 de janeiro de 2017 at 05:27

          Pois é, eles não consideram as hipóteses acima e ainda fazem discursos do tipo: “se tivermos a união de todos”, contando com mais apoio das prefeituras. Justo as prefeituras que estão mais do que enroladas porque contavam com verbas extras que não virão e já tinham aumentado seus gastos recorrentes por conta disto…

          No caso de Santos, que faz parte da região mencionada acima, como eles vão fazer sem os “fantásticos” projetos do Pré-sal?

          Foi graças as promessas do Pré-sal que construíram como nunca em Santos e nas cidades litorâneas próximas e os preços dispararam, afinal teriamos executivos do segmento petrolifero com alto rendimento se mudando para o litoral santista em grande quantidade e com toda sua família, teriamos consultores internacionais com todas as verbas subsidiadas pelas suas matrizes multi-bilionárias que precisariam.se mudar para Santos por 1 ano ou mais, a população da cidade se multiplicaria e teriam um grande volume de especialistas no segmento petrolífero que teriam uma remuneração muito superior à média da cidade e que aliás, pelo efeito em cascata faria com que os serviços e comércio locais também disparassem, fomentando aumento nos rendimentos dos demais habitantes da região, dentro de um grande e “garantido” círculo virtuoso que o segmento imobiliário prometia a todos e que por sua vez, garantiria também que haveriam compradores com poder aquisitivo para adquirirem imóveis pelos preços que subiram de forma estratosferica e nos volumes de unidades que também cresceram de forma ANORMAL.

          Claro que nada do que consta acima ocorreu, a não ser uma disparada sem precedentes na quantidade de imóveis construídos e nos seus preços. O que o pessoal do SECOVI, por sinal, “esquece” de mencionar…

          De onde vai sair o dinheiro ou financiamento para pagar por estes imóveis se a “base” para o crescimento da renda local era totalmente utópica e não se realizou??? Vão dizer que os turistas estrangeiros ricos vão invadir o litoral Sul de São Paulo??? Quem conhece a região sabe o quanto isto é ridículo, por isto que nem o SECOVI ousou inventar um absurdo destes…

          Pois é, o ufanismo utópico que eles criaram em torno de Santos e cidades vizinhas do litoral Sul de São Paulo se reverteu em uma distorção absurda entre oferta e procura e entre preços dos imóveis e renda local, uma das maiores distorções do Brasil, acompanhando o que aconteceu em outras cidades com mega projetos frustrados da Petrobrás.

          O que eles fazem agora?

          Lançam novas promessas utópicas que tendem a apenas aumentar ainda mais estas distorções e os efeitos destrutivos que podemos esperar delas, ou seja, o segmento imobiliário continua com a sua mania de ficar alienado e adotar ações suicidas..

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  • Alemon Fritz 22 de janeiro de 2017 at 21:46

    Na semana:
    “Corretor de imóveis é encontrado morto após dois dias desaparecido

    http://www.otempo.com.br/cidades/corretor-de-im%C3%B3veis-%C3%A9-encontrado-morto-ap%C3%B3s-dois-dias-desaparecido-1.1425772
    Estudante de direito e preso suspeito de fraudar contratos de-aluguel
    “falso” corretor atuava ha 4 anos.
    http://www.jornaldaparaiba.com.br/vida_urbana/noticia/180105_estudante-de-direito-e-preso-suspeito-de-fraudar-contratos-de-aluguel
    -Falsos corretores de imóveis aplicam golpe em turistas que vêm a Florianópolis
    “Acontece em todos os verões, mas nesta temporada percebemos um aumento significativo”,……….

    http://ndonline.com.br/florianopolis/noticias/falsos-corretores-de-imoveis-aplicam-golpe-em-turistas-que-vem-a-florianopolis

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  • Alemon Fritz 22 de janeiro de 2017 at 22:12
  • De-boa-na-bolha 23 de janeiro de 2017 at 06:43

    Pessoal, matéria de capa.
    Crédito caro transformou 2016 no pior ano para a construção no Estado.

    http://www.correiodoestado.com.br/economia/credito-caro-transformou-2016-no-pior-ano-para-a-construcao/296156/

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    • Cajuzinha 23 de janeiro de 2017 at 09:01

      kkkkkk

      UM TERROR!

      “Quem queria comprar precisou mudar os planos porque não conseguiu liberação de financiamento dos bancos ou estava sem emprego. Sem grande clientela, na outra ponta da cadeia do mercado, construtores preferiram a cautela na hora de investir em novos empreendimentos, adiando os projetos à espera de clima favorável.

      “As pessoas não tinham crédito, estavam endividadas. Por outro lado, o empresário também ficou com o pé atrás e guardou todos os projetos. Ano passado foi um terror, foi pior que os anos anteriores. Ninguém fez nada, ficou todo mundo parado”, conclui o presidente do Sindicato da Habitação, Marcos Augusto Netto, estimando queda de cerca de 15% em relação a 2015. “

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      • From_The_Tower 23 de janeiro de 2017 at 10:41

        Ah é mesmo !!! E nenhum blog mequetrefe avisou?

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  • De-boa-na-bolha 23 de janeiro de 2017 at 06:44
  • De-boa-na-bolha 23 de janeiro de 2017 at 06:46

    Trecho da matéria acima.

    É por isso que, no mês previsto para o aumento acontecer, é hora de tentar negociar a correção com o proprietário. “É razoável manter o preço exatamente como está, sem reajuste”, avalia o economista Bruno Oliva, pesquisador do Índice FipeZap, que acompanha os preços dos imóveis no Brasil.

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    • Camika 23 de janeiro de 2017 at 07:45

      Maravilhoso esse investimento, rende -R$1350,00 por mês!
      A dissonância cognitiva não deve deixar o cara nem dormir…

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    • Antigo 23 de janeiro de 2017 at 08:01

      Maravilha!

      Espero isso se espalhe por todo o país.

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  • Moreira 23 de janeiro de 2017 at 07:53

    CVR’s do final de semana:

    1) jovem casal, com uma filha de 4 anos e um recém nascido, não estão suportando pagar as parcelinhas do imóvel de 80m em águas claras. Vão tentar vender o ap financiado. Ambos trabalham por contrato (consultores OPAS, unesco e-ou organismos análogos). TRabalham por produto e demoram receber. O Carro… HB20, FINANCIADO. Solução avistada: mudar para a casa da sogra, que tem uma boa casa em um condomínio no jardim botânico (bem no final). Mas a sogra usa do alufguel dessa casa para morar em um ap na beira do lago, cujo condomínio é na faixa de 1,5k. Fico imaginando escolas das crianças, baba, faxineira para uma casa muito distante da civilização. Conversa vai, conversa vem, comenta-se que esse casal é vaidoso! E aí, será que vai?

    CVR 2: pai de família bem de vida (médico) comprou cobertura na planta em águas claras (2013). Até hoje não recebeu. Entrou na justiça e até hoje nada.

    CVR 3: médica esposa de um amigo, comprou sala comercial em águas claras. Até hoje nada! Não recebeu e paga até hoje. imóveis na faixa de 500K, na época.

    CVR 3: amigo, que hoje e juntado com a medica do CVR2, comprou na planta sala comercial de 500K. Pagou tudo e nunca recebeu. Problemas no habite-se. Já são mais de 2 anos. Entou na justiça. Até agora nada!

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    • Antigo 23 de janeiro de 2017 at 08:07

      Águas Claras foi um dos exemplos mais gritantes da bolha. Valorização irracional, lançamentos muito além da demanda e muita gente ‘investindo’ em apartamentos e salas comerciais. O resultado é isso daí. Quem ‘investiu’, se ferrou. Quem tá morando tá em situação melhor, mas o trânsito piorou muito por causa dessa euforia falsa, o que reduz a qualidade de vida.

      Quando vai para justiça pode esperar que serão anos de sofrimento.

      Tem que ter muita coragem para assumir financiamento sem ter emprego fixo.

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      • RC 23 de janeiro de 2017 at 09:46

        Antigo, Águas Claras (AC) é uma mistura malsucedida de Copacabana e Recreio dos Bandeirantes (Quem é do RJ vai entender bem). Independente da bolha imobiliária, ela já nasceu errada em sua essência.

        O RJ começou a zona sul (especialmente Copacabana) copiando os problemas do Centro, prédios altos, “colados”, sem previsão de garagem (tanto no prédio, quanto no entorno), ruas estreitas e também com pouca infraestrutura de transportes de massa (metrô veio muitos anos depois), mas que sobreviveu devido a proximidade do Centro.

        Quando a Barra da Tijuca iniciou, os urbanistas pensaram em fazer diferente da zona sul, planejada, o início (Jardim Oceânico) continha apenas prédios de 3 andares, mas não durou muito e a construção do Nova Ipanema (e seu anexo Barra Shopping) começaram a desvirtuar esse “planejamento”. O Recreio tentou copiar inicialmente a fase planejada da Barra, mas em pouco tempo se rendeu a segunda fase, e portanto, o descontrole do Gabarito e a falta de transporte de massa agravaram mais o problema (somente a pouco tempo chegou o BRT). O agravante destes dois bairros é a distância ao Centro do RJ.

        Águas Claras começou sua fase urbana como a segunda fase destes bairros da zona oeste do RJ, prédios altos (gabarito descontrolado), ruas estreitas, transporte de massa restrito ao metrô (é o que ainda sustenta esse distrito, mas isso com uma ocupação dos prédios beirando os 40%, e por não ser fim de trecho vai sofrer mais ainda com as expansões de Samambaia e Ceilândia, consolidando ser um distrito de passagem), completamente desconexo do planejamento do Plano Piloto. Talvez o ineditismo em Brasília promovido pelos skyscrapers de AC cegaram quem foi para lá (seja residencial, comercial, investimento).

        A solução de AC talvez passe por se tornar uma “ilha”, já que a entrada e saída será cada vez mais caótica, e os prédios comerciais sejam na verdade a “solução”, se é que existe uma.

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        • Antigo 23 de janeiro de 2017 at 10:00

          Muito boa a explicação. Conheço o RJ, e realmente o que você disse faz todo o sentido.

          Os urbanistas do Brasil são um lixo, é isso mesmo?

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          • RC 23 de janeiro de 2017 at 10:07

            Não diria que os urbanistas (arquitetos, engenheiros, técnicos da área) são um lixo. A formação aqui é similar e talvez melhor do que em muitos países desenvolvidos. O urbanismo como disciplina tem se mutado ao longo dos anos, nada mais normal e esperado, visto que o ser humano aprende com seus erros, e soluções vão sendo modificadas com a avaliação empírica.

            O maior problema brasileiro é com a política, políticos “urbanistas” (“jeitinho”, lobby, corrupção). Quem comanda impede que a técnica e o “estado da arte” prevaleçam. Muitas das vezes os técnicos da área ainda conseguem fazer “milagre” minimizando o efeito colateral destas decisões enviesadas.

            13+
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            • Loucodf 23 de janeiro de 2017 at 10:22

              RC e Antigo.

              Eu morava em aguas. Me amarrava. Tenho horário flexível e não pegava transito.
              Vou ter filho agora. To saindo fora e vou pro Guará. Detalhe: trabalho no SIA . 6km de distancia.
              O segredo é morar onde convem no momento.

              OBS: não estou discordando em nada do que vocês disseram. Apenas complementando: “More de aluguel e seja feliz”

              4+
              • Antigo 23 de janeiro de 2017 at 11:03

                É isso aí.

                Como eu falei, quem mora lá não está mal, exceto se tiver que lidar com trânsito. O ruim foi quem inventou de investir.

                Guarázão é massa.

                5+
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                • Loucodf 23 de janeiro de 2017 at 11:34

                  Os prós e contras se potencializam na medida que você fica preso (Compra/adquire)

                  O transito é ruim de aguas? Sim!
                  Me afetava? não.
                  Vou ter filho e a dinamica mudou.
                  Resultado? To vazando.

                  2+
                  • RC 23 de janeiro de 2017 at 12:19

                    Loucodf, meus posts e análises é claro se basearam no “cidadão médio”, é verdade que existem exceções. Eu alugo um apt. na asa sul de um casal que prefere morar em águas claras (um trabalha lá e a outra é autônoma).

                    Só existe trânsito da forma que está em AC pelo padrão do uso do solo (predominantemente residencial) e padrão das viagens (horário de trabalho no Brasil é pouco flexível). Se fosse de outra forma, existiria uma melhor equalização buscando o equilíbrio.

                    A vida muda muito ao longo dos anos, suas demandas junto. A dinâmica das cidades também. O aluguel lhe proporciona essa facilidade diante da necessidade/vontade de mudar.

                    Diferente do seu CVR, vejo muito o contrário, casais indo para AC justamente por estarem planejando/tendo filhos. Pelas vantagens de ter áreas de socialização com mais segurança (condomínios de blocos), algo que no plano você encontra apenas na Octogonal.

                    Agora, a falta de planejamento em AC é nítida, só tentar ir de carro em um aniversário a noite por lá que já se percebe (É o metrô não consegue abarcar todo o “bairro”, e sim tem um Uber/táxi se for realmente irritante). Problemas de infra como o que causa o atual racionamento de água ocorrendo com ocupação de 40% é outro. Nem as calçadas (o grande calcanhar de aquiles de Brasília) foram respeitadas a contento por lá, inaceitável para uma região administrativa tão recente.

                    3+
                    • Loucodf 23 de janeiro de 2017 at 13:49

                      Concordo com você fala.
                      Agora essa questão de ir para um prédio para socialização…
                      Fiz a mesma coisa.
                      Fui para aquela área de condomínios recem construídos do Guará e fiquei a 6km do trampo.

                      Saí de aguas pq criança em creche (futuramente) não comporta os mesmos horários que eu ando hoje.
                      Aí a transito da cidade ia literalmente “Me fuder”.

                      0
    • From_The_Tower 23 de janeiro de 2017 at 10:42

      TIJOLO É MOEDA FORTE ! HOJE E SEMPRE !

      kuáááááá!
      Caiu minha dentadura !

      8+
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  • Alemon Fritz 23 de janeiro de 2017 at 08:41

    – Os alugueis “valorizaram” até 2014 e agora despencaram cerca de 16%, contudo…
    Observem que as pessoas estão indo morar com os pais, fazer puxadinho, invadir, ou ir pra favela.. do que alugar..
    isso mostra que o aluguel ainda está caro e essas bolhas são bem piores, com desemprego, falta de crédito e inflação.
    A bolha do aluguel subiu até 2014 (portanto as pessoas não estavam mais comprando aptos até nesse momento, preferindo ir pro aluguel ).
    Após 2014 sobraram imóveis pelos distratos, pelos investidores para aluguel, pelas entregas em massa… é uma segunda bolha conforme alerta o zerohedge lá acima.

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  • Cajuzinha 23 de janeiro de 2017 at 09:07

    Por que é hora de pechinchar o reajuste do seu aluguel
    Seu contrato de aluguel prevê um reajuste anual pelo IGP-M, mas com os preços dos imóveis para alugar em queda no mercado, é momento para pechinchar

    Por Júlia Lewgoy access_time 23 jan 2017, 05h00

    Para este ano, a expectativa dos especialistas é que os preços de locação continuem em queda real, ou seja, vai ficar proporcionalmente mais barato alugar imóvel do que comprar outros bens da economia.

    3+
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  • Alemon Fritz 23 de janeiro de 2017 at 09:09

    Pepino kkkkk, é outra coisa..

    “É um pepino”, diz especialista sobre comprar imóveis para alugar” !!

    http://www.infomoney.com.br/onde-investir/renda-fixa/noticia/5844334/pepino-diz-especialista-sobre-comprar-imoveis-para-alugar

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    • Cesar_DF 23 de janeiro de 2017 at 09:37

      CVR comentários
      Pedro Fontes
      Concordo 110% a uns 2 anos recebi 3 apartamentos que tenha comprado na planta, que por sinal atrasou e só recebi com 4 anos e meio e coloquei para alugar todos e ai começou os ploblemas 1 iquilino sempre atrasava os outros 2 eu recebia bem mais um saiu e entrou uma estudante gordinha que é o diabo , o pai sempre atrasa e tenho que ligar , ameaçar a entrar na justiça ai decidi vender e…….. a gordinha simplismente coloca os compradores para correr fala que não está em casa que vai atrasar e o comprador some , quando consegui mostrar ufa, ao piso todo manchado de preto ele é branco ,graças a Deus já vendi 2 falta o da gordinha que deve ser depresiva ou revoltada da vida, virei o pior inimigo dela só porque falei que ia vender , conclusão NUNCA MAIS APS só o meu próprio e dinheiro aplicado rendendo 120% do cdi com a maior paz ! mais quem quer boa sorte vendo o meu e vai a gordinha de iquilina de brinde dou um bom desconto kkkk,

      Carlos Alberto Pugliese · PUCRS
      investir em imóvel pra locação é um péssimo negócio…a rentabilidade nominal é 0,5% ao ano, mas no fim sobra 0,3%….o negócio de locação de imóveis ficou ruim, hoje é melhor deixar o dinheiro na renda fixa pós, que dá 11,5% ao ano líquido (CDB pós)

      Xinzu Golveia · Trabalha na empresa Funcionario público
      Eu apoio isso, eu moro num apto que dizem que vale R$ 800.000,00 e eu pago R$ 1.000,00 de aluguel, kkkkkkkkk, o proprietário já ofereceu para mim mas eu nunca pagaria tudo isso se posso manter esse dinheiro rendendo e pagar o aluguel com 1/8 do que ele rende, no fundo ele está perdendo dinheiro e aluga barato só para que eu pague o condominio por ele, kkkkkkkkkkk, que imbecil.
      Que construam muito e coloquem tudo para alugar, o pessoal que tem a cabeça no lugar e aluga ganha muito com isso.

      Luiz Felipe · NYU Stern School of Business
      Minha esposa tem alguns apartamentos de herança. Em quase todos tem dor de cabeça – atraso ,ação de despejo, vacância e etc. Tem um outro ponto importante que a “especialista” não comentou que é o IR. Se o imóvel estiver na PF a tributação é pela tabela progressiva, ou seja, pode chegar a 27.5%, enquanto as aplicações financeiras de mais de 720 dias pagam somente 15% de IR. Obviamente que a boa parte das pessoas sonega esse imposto (e depois reclama do governo) mas a Receita Federal está apertando cerco – os locatários são obrigados a informar na Declaração Anual o quanto pagaram de Aluguel, caso contrário são solidários em eventual débito do proprietário.

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      • Antigo 23 de janeiro de 2017 at 10:03

        KKKK

        Essa gordinha é o diabo. Pior que ela representa bem o inquilino brasileiro médio.

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      • From_The_Tower 23 de janeiro de 2017 at 10:43

        Xinzu Golveia é o GB.
        Odiador número do criador desse blog .
        kkkk

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  • Annoying Brick in The Wall 23 de janeiro de 2017 at 09:15

    Pessoal uma consulta. Estudo sobre investimento há anos mas confesso que nunca me atentei a ler um livro que fosse um compilado dos tipos de investimentos (tanto para RF quanto para RV). Li livros específicos que aprofundam bem cada tipo de investimento e aprendi muito na prática com treinamentos de corretoras independentes e em foruns, e não fui capaz de ajudar uma colega de trabalho que está começando a investir e me pediu para recomendar uma leitura que comece do básico.

    Se algúem puder indicar boas leituras para quem vai começar a investir será bem vindo!

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    • na_cloaca_do_fernando 23 de janeiro de 2017 at 10:38

      Gosto dos artigos do site Clube dos Poupadores. São bem explicados, ideal para os iniciantes. O site também tem indicações de livros.
      http://www.clubedospoupadores.com/

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  • na_cloaca_do_fernando 23 de janeiro de 2017 at 10:39

    Gosto dos artigos do site Clube dos Poupadores. São bem explicados, ideal para os iniciantes. O site também tem indicações de livros.
    http://www.clubedospoupadores.com/

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  • From_The_Tower 23 de janeiro de 2017 at 10:45

    Bom dia pessoal.
    Os comentários no começo do tópico são jóias preciosas.
    Muito bom que o blog esteja bem direcionado a Bolha Imobiliária Bananense.

    6+
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    • Lucas 23 de janeiro de 2017 at 12:01

      por inferência este blog pode ir muito longe
      a boa casa é a que tem boas fundações

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  • Nelson Schadenfreude 23 de janeiro de 2017 at 11:39

    Sobre o desabafo do Cramulhão:
    “.. Pior porque além de não levarem a Matemática a sério, ninguém dos “decision-makers” entendia o nível de matemática que usamos. Equações diferenciais parciais? Esquece, essa gente é burra demais. E como pessoas burras e medianas chegam a altos cargos de gerência? Isso eu já não sei responder…”

    Minha formação é em Engenharia, com mestrado e doutorado em Economia (mercado de engenharia estava uma bosta). Tenho formação quantitativa robusta e conhecimento de economia, sobretudo macro. Talvez a principal coisa que você aprende em economia é “as pessoas respondem a incentivos”. Ou, numa formulação minha “Você nunca vai perder dinheiro apostando que as pessoas vão fazer o que é melhor para elas”.
    Pelos relatos que você vem passando sobre sua experiência profissional recente, conclui-se que neguinho queria algum milagre do seu trabalho. Você só pôde oferecer sangue, suor e lágrimas. Então, dane-se o seu trabalho (e por tabela, você) e vamos ver o que dá para fazer para a gente se dar bem, mesmo ferrando a empresa. Essas pessoas não são burras. Elas são ixperrtas.

    Outra coisa que tirei da economia: o que define uma sociedade são suas instituições. O Brasil vai melhorar. A Lava-Jato é parte do esforço nessa direção. Mas vai levar uns 50 ou 100 anos, se der tudo certo.

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  • Zé do Brejo 23 de janeiro de 2017 at 11:51

    Até os correios começaram a queima de estoque?… Ué, mas não valoriza 30% a.a? Melhor não vender e deixar valorizar.
    https://www.correios.com.br/sobre-correios/a-empresa/editais-de-concorrencia/venda-de-imoveis

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    • Antigo 23 de janeiro de 2017 at 12:01

      DETALHES DO IMÓVEL:
      Dimensões: 100,00 m2
      Valor mínimo: R$ 464.453,00
      Negociação: Concorrência (maior preço)
      Detalhamento: Terreno urbano, medindo 10,00m de frente e 10,00m de laterais.
      Obs.: imóvel se encontra obstruído devido a uma via de asfalto que passa por dentro do imóvel.

      Um quadradinho 10 por 10 obstruído por meio milho?

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      • Cesar_DF 23 de janeiro de 2017 at 12:03

        Neste local, este valor é 50% do anunciado por aqui

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  • Baby Boy 23 de janeiro de 2017 at 11:56

    Acreditar em empresas que estão a beira da falência, é como dar a chave do seu carro para um bebado dirigir.
    #Inocência
    #ganancia

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  • Lucas 23 de janeiro de 2017 at 11:58

    pessoal tenho mil coisas pra comentar fora o que ficou aí da virada do ano, CVR de perus e etc
    mas esta chovendo na minha horta e eu preciso aproveitar
    agradeço as citações e lembranças
    força aí cramulhão
    O BRASIL ESTÁ EM APUROS
    e eu vendo a cura, em doses homeopáticas claro
    abrxxx.

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  • Cesar_DF 23 de janeiro de 2017 at 12:00

    Fator X nas residências próximas as estações do metro em SP
    Exemplo: Linha Verde – apto de 2 quartos e 70m2
    Aluguel R$ 2.194
    Compra R$ 10.416 / m2
    Fator X = 10.416 / (2.194 / 70) = 332X
    Lucro bruto com o aluguel = 0,21% ao mês
    Lucro liquido com o aluguel (tx adm, IR e vacância) = 0,12% ao mês
    Considerando uma depreciação de 2% AA (0,166% AM) = prejuízo de 0,04% (R$ 291,64) ao mês
    Obs: não está sendo considerada a desvalorização real que está ocorrendo nos últimos 2 anos

    http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/quanto-custa-morar-perto-de-metro-e-trem-em-sao-paulo/

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  • Cesar_DF 23 de janeiro de 2017 at 12:15

    Começou o processo de esvaziamento do mercado financeiro de Londres.
    O que vocês acham que ocorrerá com os imóveis comerciais?
    Quanto aos imóveis residenciais, estima-se que 50.000 famílias deixem Londres, somente dos ligados ao mercado financeiro.

    A diáspora do capital financeiro presente em Londres já começou. Notícias chegam dando conta de amigos e conhecidos que trabalham no mercado financeiro que estão se mudando para outros centros já consolidados, como Nova York, Paris e Frankfurt, também para outros polos que vão crescer por causa da perda de importância da City, como Berlim e San Francisco
    http://epoca.globo.com/economia/ricardo-neves/noticia/2017/01/os-ingleses-se-arrependerao-amargamente-de-deixar-uniao-europeia.html

    Goldman Sachs vai transferir 1.000 funcionários à Alemanha por ‘brexit’
    http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/01/1851175-goldman-sachs-vai-transferir-1000-funcionarios-a-alemanha-por-brexit.shtml

    HSBC e UBS vão transferir 2.000 empregados para fora de Londres devido ao Brexit
    http://www.dci.com.br/financas/hsbc-e-ubs-vao-transferir-2-000-empregados-para-fora-de-londres-devido-ao-brexit-id600802.html

    Em sua capa, Les Echos adverte: “A ameaça de um Brexit duro começa a assustar Londres”. “Optando pelo que chama de hard Brexit, Theresa May confirmou o que os bancos instalados na capital britânica temiam: o acesso deles ao mercado da União Europeia será dificultado”, publica o diário.
    http://br.rfi.fr/europa/20170119-brexit-duro-de-theresa-may-assusta-bancos-em-londres

    USB similarly announced that around 1,000 of its 5,000 London-based works could be relocated elsewhere. The Swiss Bank opened a Frankfurt branch in 2016 in an attempt to pull its European wealth management operations into one location.

    Jamie Dimon, CEO of JPMorgan Chase, told Bloomberg at Davos that the bank will likely move more people than previously thought. “It looks like there will be more job movement than we hoped for,” Dimon said. The bank employs 16,000 people in the UK.
    http://uk.businessinsider.com/banks-relocating-london-jobs-on-brexit-hsbc-goldman-sachs-ubs-jpmorgan-2017-1

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  • Oliveira 23 de janeiro de 2017 at 12:37

    CRV
    Imovel (Quitauna/Osasco) que tenho observado há uns 3 anos a disposição para venda, passo na frente alem
    da tradicional placa da imobiliária, uma plaquinha nova do proprietário – anotei o telefone -.

    Mandei mensagem direta para saber o valor, proprietario responde dizendo que está 620 na imob,
    mas que direto faz por 590mil(3277/m²). Disse que mes passado recusou um oferta de 560mil.

    Pausa.:
    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
    Obs.: 560mil aplicado na poupança(0,75 a.m) torna-se 590mil em menos de 7 meses.

    Mandei tomar um suco.

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    • job 23 de janeiro de 2017 at 13:13

      Oliveira, essa situação reflete como é o brasileiro médio. É burro. Vai ver ele devia estar pensando assim: “ah, mas com esses 30k de diferença eu poderia pagar o condomínio por uns 2 anos, até vender pelo preço que eu quero, 590k.” Brasileiro não sabe o que é custo de oportunidade.

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  • From_The_Tower 23 de janeiro de 2017 at 12:38

    Menor TR do ano
    0,1296%

    7+
  • Cesar_DF 23 de janeiro de 2017 at 12:49

    Eletrobras prevê reduzir folha de 23 mil para 12 mil funcionários

    Este trecho é parte de conteúdo que pode ser compartilhado utilizando o link http://www.valor.com.br/empresas/4844552/eletrobras-preve-reduzir-folha-de-23-mil-para-12-mil-funcionarios ou as ferramentas oferecidas na página.

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  • CarlosL 2 de fevereiro de 2017 at 16:04

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