Sobrepreço de imóveis engorda ilegalmente comissão de corretor – Gazeta do Povo

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Comments
  • Fred Henrique 12 de setembro de 2011 at 11:41

    Pufffff, isso é só o que acontece.

    A grosso modo, corretor de imóveis é um atravessador. Pega um produto de um fornecedor e vende para um interessado.

    Responda: qual atravessador não quer maximizar sua parcela no produto vendido?

    É igualzinho ao mercado de carro usado.

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    • Luiz 12 de setembro de 2011 at 13:06

      Qual vendedor que não quer maximizar sua venda?

      Respondo:
      O vendedor profissional que tem nome no mercado e uma carteira de clientes sólida.
      Esse vai buscar agilizar a venda de modo conveniente para as partes.

      Se vc chama esse bando vendedor, me desculpa, mas eles não são vendedores são criminosos atuando num novo ramo, vai ver pq ficou mais dificil o trafico lá no Rio dps das UPPs

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      • Fred Henrique 12 de setembro de 2011 at 14:33

        Eu disse atravessador, não vendedor. É diferente.

        O vendedor é necessário para certo ramo de negócios, por exemplo, lojas de varejo. É alguem fundamental na estrutura organizacional de certas empresas por fazer o único contato possível com o cliente (a internet vem se mostrando uma alternativa).

        O atravessador age quando, por desinteresse ou falta de estrutura, a parte que vende não consegue chegar diretamente à parte que compra. Restando espaço para o atravessador fazer a festa.

        Quando um grupo produtor resolve melhorar sua logística (e lucros, conseqüentemente), sempre se fala em eliminar o atravessador, nunca em eliminar o vendedor. Por uma simples razão: o atravessador é dispensável, o vendedor, (quase sempre) não.

        Abraço.

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        • Luiz 12 de setembro de 2011 at 14:39

          ok, não vamos discordar por causa de semantica, nossas idéias são exatamente iguais.

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  • Juarez 12 de setembro de 2011 at 11:54

    Corretores de imóveis e vendededore de veículos usados: tão confiáveis como uma nota de R$ 3,00.

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  • MrK 12 de setembro de 2011 at 12:31

    hahahah, será que quando estourar a bolha os corretores pagarão o deságio do bolso deles???

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  • Ratinho 12 de setembro de 2011 at 12:46

    Isso é uma das coisas que mais me irrita neste país. Tem sempre um FDP querendo tirar vantagem em cima da gente. Isso acontece todas as áreas.

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  • MrK 12 de setembro de 2011 at 13:04

    loucuras do fipezap…

    imaginem o ap que estava anunciado por 900mil e foi, da noite pro dia, reajustado pra 950mil

    imaginem que chega um camarada lá e oferece 880mil por ele, o dono deve pensar “po, tava pedindo 900 ha um tempao, nao vendeu, ta encalhado, vou aceitar na hora”

    segundo a REALIDADE o imovel teria caido (de 900 pra 880) -2%

    mas pro FIPEZAP ele subiu (900 pra 950) +5% !!!!!

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  • GPTFN 12 de setembro de 2011 at 13:22

    Vamos dar um fôlego maior a bolha?

    Que tal juros a 5% a.a. ?

    economia . estadao.com.br/noticias/economia%20brasil,brasil-pode-ter-juro-de-um-digito-em-2012,83563,0.htm

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    • xyz 12 de setembro de 2011 at 13:47

      O Brasil está viciado em dólares, dívida e crédito fácil.

      Nós estamos redidos, pois as informações que chegam a nós, pessoas comuns, são manipuladas.

      MAS acontece que a inesperada queda de 0,5% da selic “coincidiu” com posterior saída forte de dólares e aumento da cotação.

      De acordo com os “analistas”, a saída de dólares no período não tem nada a ver com a queda da selic.

      MAS como nós (desinformados que somos pelo governo) vamos saber a verdade.

      CASO a saída de dólares esteja relacionada à queda da selic, o governo vai pensar 10 vezes antes de reduzir novamente a selic, pois como eu disse, o Brasil está viciado em dólares.

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      • Carlos Eduardo 12 de setembro de 2011 at 15:51

        Feliz devem estar as empresas que pegam dinheiro lá nos EUA para poder emprestar aqui!!

        as empresas com dividas em dollar estão vendo a divida aumentar !!!

        isso é um jogo de xadrez!!

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        • augusto 13 de setembro de 2011 at 10:59

          Ontem eu li uma ótima piada vinda de um banco que previa dolar para 1,60 no final do ano.
          Para falar a verdade foi ótuima e olhe que não era dia chuvoso e nem com ocarnaval caindo em meados março
          Se a lata se confirmar e um dia isto vai ocorrer, alem de quem pegou dolar barato lá fora para fazer a farra de empréstimos aqui dentro, que vai se top, top, top, toip, tambem a ANCORA CAMBIAL para segurar a inflação aqui dentro vai pra quicuia

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      • MrK 12 de setembro de 2011 at 16:34

        O dolar comecou a subir, ninguem sabe dizer se isso é um soluço ou uma tendencia, temos que esperar

        SE for um soluco e ele estabilizar/cair a coisa segue como está mais um tempo

        SE o dolar acionar uma tendência de alta pra valer, ferrou, dispara um efeito manada: Todos investidores de fora com posicoes especulativas e de curto prazo aqui (que são muitos) vão comecar a perder na moeda e vão correr pra tirar seus dolares ao melhor preço possível, e aí amigo, o dolar pode bater ou passar R$2,00, o que vai ocorrer: BC vai queimar suas reservas pra segurar a cotação… o quanto isso vai adiantar ninguém sabe

        fato é que dolar subindo vai disparar a inflação já fora de controle e pro povão a coisa fica mais feia mesmo…a inflação tá louca

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  • Dan 12 de setembro de 2011 at 13:23

    Inadimplência do brasileiro sobe 29% em agosto, diz Serasa

    A inadimplência do consumidor brasileiro subiu 29,2% em agosto em relação ao mesmo mês do ano passado, segundo dados da consultoria Serasa Experian. Em relação a julho, o aumento da inadimplência de agosto ficou em 3%. Para o acumulado do ano, de janeiro a agosto de 2011, o crescimento foi de 23,4% com relação ao mesmo período de 2010. A evolução do índice repete o comportamento do mês anterior, quando o indicador subiu 2,9% de junho para julho.

    As dívidas com os bancos, com um crescimento de 6%, são as principais responsáveis pela elevação do índice e representam 2,9 pontos percentuais (p.p.) na variação total. Os cheques emitidos sem fundos subiram 4,5% em agosto e contribuíram para a alta do indicador com 0,5 p.p..

    Os títulos protestados registraram elevação de apenas 0,6% e não tiveram influência na variação total. Já as dívidas não bancárias, como financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços, apresentaram queda de 0,8%, com contribuição negativa de 0,3 p.p. no índice.

    O valor médio das dívidas apresentou variações semelhantes. De janeiro a agosto deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado, os títulos protestados tiveram alta de 14,8%, subindo de R$ 1.173,15 para R$ 1.347,17.

    Os cheques sem fundos subiram 8,2%, variando de R$ 1.235,18 para R$ 1.336,38. As dívidas com os bancos apresentaram elevação de 0,5% e valores que subiram de R$ 1.319,99 para R$ 1.326,73. As dívidas não bancárias tiveram queda de 14,1% e passaram de R$ 376,50 para R$ 323,27.

    Segundo os economistas da Serasa Experian, os juros elevados no crédito e as compras parceladas no Dia dos Pais impactaram na inadimplência do consumidor em agosto. De acordo com eles, o pagamento da 1ª parcela do décimo terceiro salário, em novembro, pode dar um fôlego extra às finanças do consumidor, que poderá priorizar o pagamento das dívidas assumidas anteriormente.

    (Com informações da Agência Brasil)
    ______________

    h t t p://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2011/09/12/dia-dos-pais-puxa-inadimplencia-do-brasileiro-para-cima-e-sobe-3-em-agosto.jhtm

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    • matchoca 12 de setembro de 2011 at 14:05

      Por será que ao invés de tanto blá blá blá nao divulgam esses numeros, percentuais, variações em apenas um gráfico. Outra: qual o percentual de inadimplencia é considerado o limiar para colapso de bolhas?

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      • Luiz 12 de setembro de 2011 at 14:42

        Pq ninguém sabe ao certo, melhor fica rno blablabla

        Olha, essa noticia é uma das + importantes da semana.
        A capacidade de consumir segura toda essas merdas.
        Se a capacidade de consumir cair: cai o mundo

        Inadimplencia é um bom indicador.
        Vai bater desespero.

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        • Carlos__ 12 de setembro de 2011 at 15:23

          Também acho. É um número muito grande.

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    • augusto 13 de setembro de 2011 at 11:03

      Alguem entendido tentou explicar a alta na inadimplencia em agosto, como sendo em parte devido as compras parceladas feitas no dia dos pais.
      Ora bolas podemos ser tudo na vida menos imbecis, pois as compras feitas neste mes, ainda nem tiveram parcelas vencidas e não pagas. E alem de tudo só se considera inadimplente aqueles csaloteiros com mais de 90 dias de atraso.
      Portanto quem comprou presente para os pais em agosto e não vai pagar só será acusado pelas estatisticas de novembro-dezembro

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  • FSH 12 de setembro de 2011 at 14:23

    Até onde o crescimento do Brasil poderá carregado ou estimulado pelo governo? Em 2008/2009 a inflação estava sob controle e o governo pode aumentar a liquidez do mercado, mas e agora com a acumulada acima da meta? O governo não consegue fazer o ajuste de gastos que deveria pq tem cerca de 70% das despesas comprometidas com benefícios, previdencia e folha de pagamento de funcionários públicos e dessa maneira não consegue fomentar o consumo interno sem estourar a meta de 6,5% a.a da inflação.
    Se encararmos uma desaceleração ou até mesmo uma recessão, quem irá sofrer será a “nova classe C” … o nível de desemprego deve subir … a inadimplência continuará subindo. Muitos dos financiamentos de carros e imóveis não poderão ser honrados e acho que a partir daí teremos um problema … aposto que a bolha estoura por uma crise de crédito daqui mais 2 anos (dependendo do que está por vir com esta crise mundial).

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  • Elias 12 de setembro de 2011 at 14:40

    Saiu na capa do jornal Valor Econômico de hoje:

    Sinais de bolha que não podem ser ignorados
    Saiu na capa do jornal Valor Econômico de hoje:

    Sinais de bolha que não podem ser ignorados
    O pânico de 2008: uma crise evitável
    Autor(es): Por William C. Handorf
    Valor Econômico – 12/09/2011

    h t t p s : / / conteudoclippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2011/9/12/sinais-de-bolha-que-nao-podem-ser-ignorados

    Peguei emprestado a revista “Construção Mercado”, da PINI – última edição de setembro/2011.

    O tema bolha imobiliária, que está na capa, é tratado abertamente, com base naquele artigo do Prof. João da Rocha Lima Jr., do núcleo de Real Estate da Poli-USP, que foi postado aqui anteriormente.

    Pois é – O assunto caiu na mídia – não dá mais pra ignorar.

    E pensar que alguns meses atrás o papo era que a valorização seria de 30% a.a. A conversa agora é “estabilização de preços, com pequenas correções”, e ” se houver bolha, o impacto será pequeno”.

    Vamos ver.

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    • Carlos__ 12 de setembro de 2011 at 15:29

      Li o artigo e o gringo não sabe nada sobre o Brasil. Só sabe os chavões. Nunca dedicou nem uma hora para estudar o Brasil além do superficial. Por isso falou, falou, mas não disse nada.

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      • Carlos__ 12 de setembro de 2011 at 15:31

        O que mais me impressiona é como esse papo de nova classe média enganou os gringos. Eles repetem esse mantra, sem parar um segundo para refletir que o que chamam de classe média lá estaria ABAIXO da linha da pobreza.

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        • Fred Henrique 12 de setembro de 2011 at 16:21

          Pois é, essa lenda da classe média tem seu apelo, pois quase nunca vem acompanhada dos níveis de renda que representa. Sempre “esquecem” de dizer que a “nova classe média” tem renda mensal familiar entre R$ 1.126 a R$ 4.854.

          O principal erro está em considerar a renda familiar e não por pessoa. Ou seja uma família de 5 pessoas (pai, mão e 3 filhos), cuja renda somada é R$1.200, está na mesma faixa social-econômica de um cidadão solteiro que ganha R$ 4.500. Isso é pura matemágica. Não dá para falar sério com o IBGE quando o assunto é classe média.

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          • Carlos__ 12 de setembro de 2011 at 17:14

            Um casal de boias-fria, com 5 filhos em casa e um salário mínimo cada um é classe média segundo o IBGE. Na verde, qualquer casal empregado é classe média porque a entrada da classe C é renda familiar de 2 salários mínimos.

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    • Adriano 12 de setembro de 2011 at 15:57

      O lixinho de reportagem hein! O cara diz que tá tudo coerente. Só não está coerente com o salário da população! Fiquei lendo (e olha que posso dizer que para os padrões brasileiros – e mesmo internacional – tenho um EXCELENTE salário) e me perguntando de que país o idiota falava. Acho que a reportagem só visa confundir, ou no máximo, mandar um recado para as construtoras. Tipo: pisa no freio porque acabou a farra.

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      • Adriano 12 de setembro de 2011 at 16:03

        “São os cidadãos brasileiros, e não os americanos, quem devem decidir se os preços dos imóveis em rápida elevação em São Paulo, Brasília ou no Rio de Janeiro significam uma bolha que estourará.”.

        Essa foi a única frase com sentido e aplicável a realidade brasileira atual.

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        • Carlos__ 12 de setembro de 2011 at 16:09

          O cara diz que é normal os imóveis subirem em um ambiente de PIB subindo.

          Ok, mas o PIB do Brasil foi o que MENOS cresceu entre TODOS os ermergentes. Acho que na america latina só ganhamos do haiti. E só aqui os preços subiram dessa maneira. Na china, onde todos falam de bolha, não subiu em 10 anos o que subiu aqui em 1.

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  • Paulo Rocha 12 de setembro de 2011 at 15:04

    Mais uma demostração do absurdo dos preços de imóveis no Rio de Janeiro. Copiei a tabela que mostra o número de imóveis a venda por faixa de preço no Zap. Uma coisa que facilmente observamos é que até R$250.000 a proporção de imóveis a venda na Zona Sul é de 0.8% do total. Porem, na verdade uma boa parte destes imóveis tem um preço real mais alto. Eles estão sendo anunciados por estes preços para chamar mais atenção.

    Ninguem contesta que os habitantes da Zona Sul tenham a maior poder aquisitivo do Rio, mas será que 54% destes tenham condições de ter imóveis mais caros do que 1 milhão de reais? R$ 1.000.000,00 é o valor mínimo desda “camada” populacional. A proporção de imóveis abaixo de R$400.000,00 é de 5.02%

    Talvez deviamos dar os parabens para o Lula por ter conseguido fazer esta proeza, e alavancar a renda dos cariocas de tal maneira a fazer com que os imóveis da zona sul do Rio estejam fora do alcance da maior parte do população não só brasileira, mas tambem da população MUNDIAL. Afinal 1 milhão é um preço muito acima do normal para qualquer cidade no mundo. Só no Brasil, e especialmente Rio e Brasília esta quantia é considerada uma merrequinha que não da para nada. Mal da para comprar uma caixa de sapato. rsrs 🙂

    Proporção de imóveis com preço acima de R$1.000.000.
    Zona Sul: 53,74%
    Barra: 28,49%
    Niteroi: 12,30%

    ZONA SUL
    Quantidade + % + VALOR
    00023 + 00,16 % + até 100.000
    00006 + 00,04 % + 100.000 a 150.000
    00030 + 00,21 % + 150.000 a 200.000
    00060 + 00,42 % + 200.000 a 250.000
    00091 + 00,63 % + 250.000 a 300.000
    00209 + 01,45 % + 300.000 a 350.000
    00304 + 02,11 % + 350.000 a 400.000
    01633 + 11,33 % + 400.000 a 600.000
    02155 + 14,96 % + 600.000 a 800.000
    01949 + 13,53 % + 800.000 a 1 milhão
    05646 + 39,19 % + 1 milhão a 3 milhões
    02096 + 14,55 % + acima de 3 milhões
    00205 + 01,42 % + sob consulta
    14407 + 100,00% + Total

    BARRA
    Quantidade + % + VALOR
    00064 + 00,44 % + até 100.000
    00049 + 00,34 % + 100.000 a 150.000
    00093 + 00,64 % + 150.000 a 200.000
    00090 + 00,62 % + 200.000 a 250.000
    00244 + 01,67 % + 250.000 a 300.000
    00750 + 05,13 % + 300.000 a 350.000
    00991 + 06,78 % + 350.000 a 400.000
    03451 + 23,61 % + 400.000 a 600.000
    02868 + 19,63 % + 600.000 a 800.000
    01756 + 12,02 % + 800.000 a 1 milhão
    03640 + 24,91 % + 1 milhão a 3 milhões
    00523 + 03,58 % + acima de 3 milhões
    00095 + 00,65 % + sob consulta
    14614 + 100,00 %+ Total

    NITEROI
    Quantidade + % + VALOR
    0009 + 00,46 % + até 100.000
    0073 + 03,72 % + 100.000 a 150.000
    0140 + 07,14 % + 150.000 a 200.000
    0114 + 05,82 % + 200.000 a 250.000
    0139 + 07,09 % + 250.000 a 300.000
    0139 + 07,09 % + 300.000 a 350.000
    0184 + 09,39 % + 350.000 a 400.000
    0466 + 23,78 % + 400.000 a 600.000
    0295 + 15,05 % + 600.000 a 800.000
    0152 + 07,76 % + 800.000 a 1 milhão
    0233 + 11,89 % + 1 milhão a 3 milhões
    0008 + 00,41 % + acima de 3 milhões
    0008 + 00,41 % + sob consulta
    1960 + 100,00 %+ Total

    0
    • Carlos__ 12 de setembro de 2011 at 15:25

      Reparem que a Zona Sul tem mais de 7 vezes mais imóveis a venda que niteroi inteira. E niteroi é maior que a Zona Sul.

      0
  • Carlos__ 12 de setembro de 2011 at 16:23

    Só tem economista, analista e consultor picareta nesse mundo. Socorro!

    Bolha é uma coisa.
    O estrago de uma bolha na economia é outra. A bolha não é o estrago e o contágio. Eles são eventuais consequencias, não a bolha em si.

    Todos os picaretas dizem em coro : “Não temos bolha no brasil porque aqui os financiamentos são rigorosos e não temos securitização em grande escala”. Esse argumento não tem lógica, a conclusão não segue a premissa, não existe relação causal entre a primeira parte da frase e a segunda. Não é o financiamento rigoroso ou mesmo a existencia ou falta de financiamento de caracteriza a existencia ou não de uma bolha.

    Se acham que não tem bolha, que usem argumentos que tenham sentido, mostrem que o aumento está baseado em fundamentos. Não é mais que a obrigação profissional deles.

    0
    • MrK 12 de setembro de 2011 at 16:40

      excelente seu comentário, é isso mesmo!

      a logica desses caras é: “Não tem bolha, porque a safra de pimentões foi de boa qualidade”

      não faz sentido algum

      pergunta se na epoca da bolha das tulipas a securitização era boa…

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      • Luiz 12 de setembro de 2011 at 16:50

        outro argumento fraco é a da falta de terrenos. Oras, mtas vezes é feito troca do terreno por apartamentos da própria cosntgrutora, o preço da terra esta amarrado ao preço de venda do imovel construído. Essas tentativa de empurrar a culpa prum ente abstrato é desculpa fajuta, as maiores cosntrutoras tem estoques de terra enormes, o que lhes conferem poder de cartelizar o ramo, e poder de fogo de definir preços, mas não está nisso a culpa da explosão de valores. Ao contrário, é consequencia, trocam a causa pela consequencia com a maior desfaçatez, sem dizer que num exemplo concreto essa realidade não existe, a terra urbana disponi´vel aumenta exponecialmente a medida q se afasta do centro, barra no Rio por exemplo, e tbm onde há abundancia de terra os imoveis estão subindo de preço além dos seus fundamentos. O Br é um enorme vazio, densidades baixas, este tipo de coisa não dá pra colar.

        0
        • Carlos__ 12 de setembro de 2011 at 17:09

          Sim, essa é outra lenda. Os terrenos aumentaram DEPOIS dos imóveis. E mesmo assim ainda estão relativamente baratos quando comparamos com os imóveis. Comprar um terreno e construir a própria casa de mais de 100 m2 está mais barato que comprar apartamento quarto e sala em basicamente todas as cidades com bastante oferta de terrenos.

          0
          • Ricardo 13 de setembro de 2011 at 15:04

            Na realidade os terrenos estão SUPER baratos. Estou procurando uma casa em SP para abrir uma empresa, já que a natureza do negócio não permite alugar qualquer imóvel. As casas no Cambuci, em terrenos de 200m2, possuem preço real (direto com o proprietário que precisa vender, e não com um corretor de alguém que quer tirar a chance grande vendendo para um otário) inferior a R$ 300 mil. O aluguel de uma casa dessas não passa dos R$ 1300 e o bairro é péssimo para quem mora em casa.

            A cidade inteira está assim. Os moradores de casas são de famílias que estão na região há décadas e os que ainda estão morando lá estão, em geral, relativamente empobrecidos. Todos vivem com medo constante de assaltos, as ruas ficam vazias à noite e são dominadas por seguranças particulares que são piores do que os próprios bandidos. E mesmo os bairros LOTADOS de prédios possuem mais terrenos ocupados por casas do que por prédios. Nos bairros comuns a proporção é de 5% para os prédios e 95% para as casas. Nos bairros de periferia, chega a menos de 2% a participação dos prédios.

            É terreno que não acaba mais.

            Morar em casa não está bom. Muitos estão desperdiçando (há anos isso acontece, não é novo) a vida com aquele papo de que vão vender a casa por uma fortuna. Deixam de morar em um lugar melhor por serem ganaciosos. Esquecem que só no mesmo bairro existem umas 20 mil casas na mesma situação, esperando para serem vendidas por uma fortuna pro Bradesco, pra Gafisa ou para qualquer outro papai noel.

            Quem precisa vender acaba vendendo pelo preço que o comprador oferece.

            0
        • Fred Henrique 12 de setembro de 2011 at 17:10

          É verdade, é só dar uma volta de avião para ver o enorme vazio que se deita sobre o Brasil.

          Quanto aos terrenos, sabemos que muita construtora não ‘tá nem aí para isso. Constrói em área de proteção ambiental, ignora planos diretores Brasil a fora e faz o esquema do “apartamento no futuro empreendimento”. Essa da falta de terreno é pior que a da “remanda reprimida”.

          0
    • Marcelo 12 de setembro de 2011 at 17:13

      Preco dos imoveis vai parar de subir… Exame.com.
      Tem um babaca, Ernani Assis, da maior imobiliaria do mundo, que mantem o mantra de que aqui nao tem bolha, so um reajuste de precos… E o pior que tem gente de bom nivel intelectual (pelo menos aparenta) que continua acreditando. Da pra uma nacao ir pra frente assim?

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      • augusto 13 de setembro de 2011 at 12:44

        Sem dúvidas há muito otário e babaca neste mundo, mas cada vez eles são em menor número. Melhor seia dizer IMBECIS

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  • MrK 12 de setembro de 2011 at 16:48

    Pessoal fala muito de economia, de como é difícil prever as coisas…

    sério, difícil é prever movimentos de curto prazo e o movimento exato de um efeito manada.. mas tem certas coisas bem fáceis de prever, essa equação por exemplo:

    Crédito farto + Consumismo + Juros ao consumidor alltos+ Baixo Conhecimento Financeiro + Renda estável = Inadimplência

    Pode até trocar renda estável por em leve crescimento (em linha ou pouco acima da inflação) que continua valendo, não dá pra fugir disso por muito tempo, você pode até rolar a divida e viver num esquema de ponzi, mas uma hora a casa cai…

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  • MrK 12 de setembro de 2011 at 17:01

    momento descontração, pra quem é do Rio:

    O Camarada lanca um apartamento na PQP (pelo mapa é bem mais longe que a VILA DO PAN!!!) e tem a coragem de chamar de “caminhos da barra” hahahahahaahah!! ele cita em letras miudas que é jacarepagua, mas chama em letras garrafais de “caminhos da barra”

    melhor ainda é que ele fala que é ha 5 minutos da praia hahahaha, só se for de avião!!!

    vejam o mapa que voces vao entender… botem os 3 w antes: caminhosdabarra.com.br/site/conteudo/localizacao.asp

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    • Fred Henrique 12 de setembro de 2011 at 17:15

      Não sou do Rio, mas pelo mapa é beeeeem mais longe.

      Para aparecer um pedacinho de praia, tiveram que colocar o mapa em perspectiva!!! E ainda pareceu beeeeem longe.

      Se fosse a cinco minutos mesmo, colocariam aquele mapa clássico com vista aérea num ângulo de 90º com o chão.

      Continha rápida, cinco minutos a 60km/h dá 5km, ou seja, você vai ter que ir de carro para a praia de toda forma.

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      • Leonardo RJ 13 de setembro de 2011 at 09:48

        Um amigo meu comprou esse caminhos pra barra. 140 mil por espaçosos 49m² ohohoh numa área antes conhecida como gardênia, que hoje chamam de Anil ou Barra pra justificar o valor.

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    • Carlos__ 12 de setembro de 2011 at 17:18

      Deviam lançar uns emprendimentos na Paulo de Frontin, de frente para o viaduto, e chamar de Caminhos da Zona Sul.

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      • MrK 12 de setembro de 2011 at 17:35

        hahahaha carlos sua comparacao foi sensacional… caminhos da zona sul

        e Fred Henrique, se tiver curiosidade joga no googlemaps pra voce ver como é pertinho da praia… hahahaah

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        • Fred Henrique 12 de setembro de 2011 at 17:38

          Putz, mudei meus conceitos de “perto” depois da googleada.

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      • Paulo - RJ 12 de setembro de 2011 at 17:37

        Ahahahahah,

        A MRV já fez um ali, só não colocou este nome (falta de criatividade deste pessoal). Estão fazendo propaganda dele por aqui pela Tijuca.

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    • Vinicius Lima 12 de setembro de 2011 at 17:36

      Sou do RJ e posso dizer, esse condominio fica bem próximo a Cidade de Deus…Sim, aquela do filme…heheheheehe… Caminho da Barra é f*!

      Vlw!!!

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    • Murdoch 12 de setembro de 2011 at 17:46

      E sabe qto custa um apto de 4 qtos, sendo todos suítes com 150m2 na Vila do Pan.
      R$ 440k.
      Um amigo do trabalho está comprando.
      No i’nício o corretor disse pra ele. Compra logo, pq só tem esse e mais um e estou mostrando para um monte de gente.
      Ele disse que desistiu e a história mudou um pouco. Foi com meu amigo até o banco pra negociar o financiamento.

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      • MrK 12 de setembro de 2011 at 18:12

        o problema da vila do pan é que voce compra um apartamento no 3o andar, mas daqui a uns meses tá morando no térreo, porque o prédio ta afundando…

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        • Marcelo 12 de setembro de 2011 at 18:22

          pan entao significa pan…tano?

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        • Murdoch 13 de setembro de 2011 at 10:58

          Hahahahaha! É verdade.
          Pelo menos ele tá comprando no 12. Daqui alguns anos estará no 8º.

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  • Evandro CPS 12 de setembro de 2011 at 17:14

    Olhem essa noticia aqui da minha região:

    http : / / eptv.globo.com/campinas/economia/NOT,1,1,368322,Procura+por+imovel+na+planta+cai+80+apos+denuncias+de+irregularidades.aspx

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    • Evandro CPS 12 de setembro de 2011 at 17:15

      Só complementando o que queria escrever e esqueci, será que os 80% de queda, são só pelos embargos? Acho que a maior parte dessa queda é por conta dos valores absurdos mesmo.

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    • Fred Henrique 12 de setembro de 2011 at 17:22

      Destaco:

      “A MRV, uma das construtoras que teve empreendimentos embargados pela prefeitura, informou que continua em negociação para retomar as obras, mas que os clientes que quiserem desistir vão receber o dinheiro de volta”.

      Só esqueceram da parte do “depois de uma longa e cara disputa judicial”:

      Versão corrigida:

      “A MRV, uma das construtoras que teve empreendimentos embargados pela prefeitura, informou que continua em negociação para retomar as obras, mas que os clientes que quiserem desistir vão se f*der na justiça para conseguir uma parte do dinheiro de volta. Se conseguirem”.

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      • MrK 12 de setembro de 2011 at 17:38

        detalhe: se o preco tiver subido desde que eles compraram, o povo se ferrou, pq com o que será devolvido eles nao comprarão um bem equivalente, a MRV embolsou a valorização que deveria ser dos compradores hahahah

        “Mercado Imobiliária, sempre um novo jeito de f*der você”

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        • Carlos Wagner 12 de setembro de 2011 at 17:51

          Outro detalhe: O valor investido não é devolvido integralmente, portanto, buscar a justiça vai ser necessario. Isso pode levar alguns bons anos, além de dor de cabeça e gastos com advogado.

          Caso o distrato tenha se dado por parte do comprador, informo que ainda não ha conceso no judiciario quanto a porcentagem que a construtora poderá reter, ela pode variar entre 10 a 50% do valor pago até o momento.

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  • Selvagem 12 de setembro de 2011 at 18:22

    Olha ai mrk. um anuncio a menos no zap

    __________________________

    lulacerda. ig.com.br/maite-mudanca-sobre-venda-de-apartamento/
    Maitê: mudança sobre venda de apartamento

    Maitê Proença muda de ideia sobre leilão e venda de apartamento. A atriz vai comprar peças de arte contemporânea

    Em julho, foi publicado aqui que Maitê Proença havia colocado à venda um dos dois apartamentos que tem no famoso Edificio Chopin, na Avenida Atlântica, em Copacabana.

    Planos novos na vida da atriz, que começa a mudança de um apartamento lateral pra outro de frente para o mar nesta segunda-feira (12/09), o que deve durar, no mínimo, uma semana. ”Mudei de ideia por ora. Ia vender o antigo apartamento e mudar pro novo; agora vou manter o antigo e alugá-lo semi-mobiliado”.

    Sobre o leilão dos móveis, que faria com pequenos esquetes dos estudantes do Teatro Tablado, encenando as histórias das peças (situando os compradores sobre a origem daquilo que estariam levando), também têm novidades: “Venderei apenas alguns tapetes lindos e quadros da vida toda, que quero trocar por peças de arte contemporânea. Com calma”, diz Maitê.

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    • MrK 12 de setembro de 2011 at 18:27

      segundo o zap ela nao só não parou de vender como ja ta pedindo 100mil a mais em relacao a ontem…hahhaa

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    • Carlos__ 12 de setembro de 2011 at 18:43

      Essa senhora, que faz cara de indignada quando fala de corrupção, recebe há decadas mais de 20 mil reais mensais por ser ‘filha solteira’ de um procurador já falecido (na verde, ele se suicidou).

      Foi casada, não no papel, com banqueiros, diretores e empresarios. Tem filhos. Mas tem a cara de pau de defender o ‘direito’ dizendo que o ‘pai pagou por isso’.

      Desprezo essas pessoas. Mesmo ricas usam subterfugios para arrancar mais dinheiro do governo e ainda se acham honestas.

      O pior é que tentaram revogar a pensão mas a justiça não aceitou. De um modo geral, juizes tem arrepios só de pensar em alguem perdendo os privilégios abusivos, porque querem garantir os seus a qualquer custo. Vide o de Brasília que liberou os super salários no congresso recentemente. Tem servidor lá ganhando mais de 50 mil reais.

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      • Vinicius Lima 12 de setembro de 2011 at 18:57

        “Isso aqui ô ô, é um poquinho de Brasil iá iá…”

        Só a prole pode mudar isso, mas ela está inerte a base de pão e circo…

        Vlw!!!

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      • Fred Henrique 13 de setembro de 2011 at 08:56

        Aproveitando a mudança de assunto:

        Certa vez trabalhei em um núcleo de recursos humanos de um ministério que prefiro não citar. O público principal era composto de aposentados e pensionistas. O que aparecia de “filha maior solteira” (o nome legal da sem-vergonhice) não era brincadeira.

        Imagina seu pai, servidor público federal, morrer quando você tem apenas 19 anos. Você, mulher solteira, vai ter salário de topo de carreira pelo resto da vida. Sem ter que trabalhar um único dia. Basta não casar.

        O melhor era que elas sempre apareciam com o “marido”.

        Outra safadeza era a licença-prêmio. Se você não faltasse ao trabalho por cinco anos, ganhava três meses de licença. Ou seja, o estado dizia para o servidor “não fique faltando um, ou dois dias. Junte tudo e falte logo 90 dias de uma vez. Com remuneração”. Era uma esculhambação.

        Felizmente, estas pensões e licenças não são mais concedidas.

        Voltando ao assunto Bolha Imobiliária, alguém mais viu a Globo admitindo a existência da Bolha no RJ, hoje no Bom Dia Brasil?

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        • Guilherme Eduardo 13 de setembro de 2011 at 23:53

          Eu vi!!!! Foi falado “Bolha imobiliária” !!!

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  • Daniel 12 de setembro de 2011 at 19:09

    Alguem sabe dizer pq em cidades como balneario camboriu/sc os apartamentos tambem sao tao valorizados?

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    • Carlos__ 12 de setembro de 2011 at 19:59

      Copa, Olimpíadas, pré-sal, defict habitacional, nova classe média, aumento de renda e escassez de terrenos.

      Se lá não tiver nada disso, não sei.

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      • Hik 13 de setembro de 2011 at 01:25

        Será que o Papa vai passar em Camburiú?

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    • joselito 13 de setembro de 2011 at 01:06

      lavagem de dinheiro?

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      • Daniel 13 de setembro de 2011 at 06:16

        Eu realmente nao sei o que passa nesta cidade de SC mas a beira mar os apartamentos custam muito caros. Nao se acha nada por menos de 1milhao de reais. E olha que eh apenas uma cidade onde pessoas vao viver depois que se aposentam ou para temporada. Boa parte do ano tudo fica fechado.

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  • Paulo Rocha 12 de setembro de 2011 at 20:31

    Gostei do último parágrafo do artigo no Financial Times, só mostra a incompetência do governo
    h t t p : / / blogs.ft.com/beyond-brics/2011/09/12/brlusd-going-going-gone/

    BRL/USD: going, going, gone
    September 12, 2011 8:01 pm
    by Jonathan Wheatley

    Like many emerging market currencies, the Brazilian real has quickly given up all the gains it made against the US dollar in the first half of 2011 and is now back at levels not seen for a year.

    While that movement is undoubtedly part of a broader EM trend, Brazil is also a case apart. As Monday’s issue of the central bank’s weekly survey of market economists suggested, something big has changed in Brazilian monetary policy.

    Two numbers stand out from the survey of about 100 economists at the country’s banks. First, inflation. The headline number is seen reaching 6.45 per cent a year by the end of 2011, just a shade below the government’s upper tolerance level of 6.5 per cent (its target is 4.5 per cent, with a two point margin of error). The estimate has been moving up for four weeks.

    The other is the central bank’s policy interest rate, known as the Selic. Four weeks ago this was expected to be 12.5 per cent at year end. Last week the figure was 12.38 per cent. Now, it is 11 per cent — a full point below the current rate of 12 per cent a year.

    Not much surprise there, perhaps, after the central bank shocked markets on August 31 by cutting the Selic a half point from 12.5 per cent. But what is surprising is that the economists surveyed still expect the exchange rate against the US dollar to be R$1.60 at year-end, unchanged for 13 weeks — perhaps they have stopped answering that part of the survey.

    But the sharp change in outlook does reflect a change at the central bank, which last week announced in the minutes of is monetary policy meeting that, 1. under its current model it would fail to meet its inflation target and 2. it had changed its model and, under this new model, the target would be met. And it would be met in spite of a weakening exchange rate and faster economic growth.

    Many economists were dismayed by the central bank’s move. “BAD BAD BAD” is how one described it in an email to beyondbrics. Of course it might be that — as the Brazilian government appears to hope — the world economy will head into a sharp slowdown, allowing the Brazilian economy to slow without the need for unpleasant spending cuts or other fiscal reform, and the central bank to go on cutting interest rates.

    Of course, any productivity gains that might have come from a fiscal rethink will also be foregone and Brazil will revert to the stop-go growth pattern that has dogged it for decades and from which it seemed about to break free. But at least the government will have achieved its target of getting the Selic into single digits — until, that is, inflation forces it to change direction again.

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  • RT 12 de setembro de 2011 at 21:14

    Gostaria de destacar uma coisa que o Carlos disse lá em cima, muito acertadamente, a meu ver:

    “Todos os picaretas dizem em coro : “Não temos bolha no brasil porque aqui os financiamentos são rigorosos e não temos securitização em grande escala”. Esse argumento não tem lógica, a conclusão não segue a premissa, não existe relação causal entre a primeira parte da frase e a segunda. Não é o financiamento rigoroso ou mesmo a existencia ou falta de financiamento de caracteriza a existencia ou não de uma bolha.”

    Exatamente o que eu acho!!

    Você diz que “tem bolha porque os preços dobraram artificialmente e ninguém tem dinheiro pra comprar”, e eles retrucam que “não é verdade porque o crédito aqui é mais cauteloso que nos EUA”.

    Ou seja, vc diz uma coisa e eles respondem outra.

    Desde que a bolha começou que é assim, já repararam? Eles dão mil motivos para justificar os preços,mas eu nunca vi UM SÓ “ESPECIALISTA” abrir a boca pra dizer que parcela da população tem dinheiro pra comprar imóveis nos preços atuais. Nunca vi um só tocar nesse assunto.

    Mas de Copa, Olimpíadas, pré-sal e nova classe média, falam pelos cotovelos.

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  • Elias 12 de setembro de 2011 at 22:00

    Os “especialistas”, quando dizem que os bancos aqui são mais cautelosos, mais rigorosos que os americanos, estão corretos. É verdade.

    A questão é que, pra comprar na planta, não precisa de banco. Quem “concede o crédito” é a construtora/incorporadora, que deixa fulano comprar 1, 2, 10 imóveis sem uma análise de crédito adequada.

    Mas na hora das chaves, quando neguinho não conseguir repassar e bater na porta do banco pra financiar a dívida, vai levar um NÃO bem grande. Aí quero ver os preços “se estabilizarem”.

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    • Anonymous 12 de setembro de 2011 at 23:36

      Elias,

      Nos EUA existe um sistema de pontos para bons pagadores. Durante a vida toda, o Americano é qualificado e julgado pelo seu “credit score”. Cada compra que ele faz à prazo é computada, assim como cada pagamento e cada atraso. A Banânia não tem nem mesmo uma tecnologia computacional para tanto – está muito além da capaciade bananense. Portanto, isso é MITO. As pessoas não puderam pagar os empréstimos porque perderam o emprego. O resto é conversa mole para enganar TROUXA.

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      • joselito 13 de setembro de 2011 at 01:03

        Essa vida baseada em crédito, inventada pelos americanos, está com os dias contados.
        Isso não tem sustentação, e é isso que está levando os EUA à decadência (participação no pib mundial cada vez menor). Essa crise que vivemos é o fim dessa era.
        Não adianta ficar usando esse país (que consome muito mais do que produz) como modelo.

        Se prepare para começar a falar mandarim nas próximas décadas.

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        • Anonymous 13 de setembro de 2011 at 09:08

          É verdade…
          Antigamente, quando o sujeito queria comprar alguma coisa, economizava e comprava (as coisas não custavam as loucuras de hoje).
          Hoje não: o negócio é carnê, financiamento e longo endividamento, como se de uma hora pra outra a pessoa passasse a prever o futuro e sua situação financeira e do mercado.
          São os tempos modernos…

          0
          • RT 13 de setembro de 2011 at 10:09

            E bota cartão de crédito nisso aí!!

            Acho bizarro quando vou ao supermercado e vejo geral pagando as compras assim! Para que, então, usam o salário do mês?? Ah. sim, deve ser pra pagar as compras parceladas dos meses passados.

            Sempre penso em como a existência de crédito demais acaba sendo pior pra todo mundo. Sem crédito, ou com pouco crédito disponível, um apartamento de 200 mil reais seria muito difícil de comprar. Quem quisesse ia ter que juntar uma bela grana. Então, os preços máximos não passariam tanto disso.

            Mas, como o mercado sabe que você pode se endividar por 30 anos, ele não faz por menos. Pega o máximo que você pode se enforcar por mês e joga isso pra 30 anos.

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            • Paulo - RJ 13 de setembro de 2011 at 11:43

              A única vantagem de pagar com cartão de crédito são as milhas. Assim mesmo, como eu acho um saco ficar controlando o gasto no cartão, com risco de gastar a mais, eu uso muito pouco. Meu controle mesmo é feito no extrato. E o pior é que tem muita gente no rotativo. Já passei por isto e é um inferno. Foi o melhor aprendizado de economia financeira que já tive. Quando eu via aquela quantidade enorme de grana ir parar mensalmente na mão de alguém que não produziu um úncio bem, ficava com muito ódio. Prometi nunca mais passar por isto. Hoje vireio pão duro, rs.

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      • JPM 13 de setembro de 2011 at 09:09

        Não é bem assim. Tecnologia nós temos, e um projeto pra criar o credit score (aqui chamado de Cadastro Positivo) está tramitando já algum tempo.
        Na verdade, a Experian (que é uma das empresas que provêm credit score nos EUA) comprou a Serasa, e já atua no Brasil. Então temos todos os ingredientes aqui.

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      • anonimo 14 de setembro de 2011 at 09:01

        Anonymous olha a capacidade computacional do brasil:
        – desde 96 as eleicoes sao eletronicas, nos EUA, em 2004 apenas 28.9% do total de votos foi por algum meio eletronico
        – resultado conhecido em 75 minutos em 2010 (135 milhões de eleitores), nos EUA… bom, teve aquele “show” na Flórida, na primeira eleição do Bush filho…
        – brasil é o único país com eleições 100% informatizadas, é referência mundial no assunto, é considerado o país com as eleições mais seguras e rápidas do mundo, e exporta essa tecnologia
        – desde 97 a declaração de IR é via internet (24 milhoes de contribuintes em 2011)

        Opiniões fortes são muito populares na adolescência, depois de velho é feio.

        0
        • O Poeta da Bolha 15 de setembro de 2011 at 18:36

          Diante dessa opinião, é mister fazer minhas as palavras que certa feita, nos idos da década de 1980, disseram ao nobilíssimo advogado Luiz Pareto (que as Falanges o acolham junto ao Altíssimo), no clássico “Trote da TELERJ”, de humor notadamente acentuado e picante – particularidade tão apreciada pelas descontraídas multidões bananenses:

          “GRANDES MERDA” a urna eletrônica. Algo tão fácil de ser fraudado e manipulado não pode nunca ser considerado símbolo da capacidade tecnológica de um país.

          O que mais, de acordo com tão vis critérios, poderíamos elencar como símbolo de nosso desenvolvimento tecnológico? O iPad financiado pelo governo de Roussef ou até mesmo – deuses!, perdão por esta gota de fel e sarcasmo! – o Computador do Milhão?

          Ora, poupe-nos de tais leviandades.

          0
          • Poeta 15 de setembro de 2011 at 23:15

            ora ora, “fácil de ser fraudada”? Como assim? Quantas vezes foi fraudada mesmo? Quase uma China de eleitores já usou…

            Se é tão “furada” assim então porque todo o mundo quer usar? Se é coisa de país “atrasado”, então porque a Coreia do Sul se interessou?

            Honestidade mesmo deve ser contar e recontar votos em um estado até dar o candidato que é o irmão do governador…

            O que seria util pra colocar o Brasil na vanguarda tecnologica? Decorar dicionario?

            Mas, pra quem odeia o Brasil e ama qualquer outro país (qualquer um mesmo), tem a opção de ir embora. Aposto que serão muito bem recebidos lá, sendo brasileiros (nem os próprios brasileiros se respeitam)

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    • Mr. Alex 13 de setembro de 2011 at 01:22

      Mama mia ! Teve época que telefone e carros eram bons investimentos…

      Tem o cadastro positivo do Serasa, mas com o sigilo que temos no Brazil-zil-zil, é você fazer o cadastro e no dia seguinte está lá na Santa Ifigênia para qq um comprar num banco de dados…

      e certamente vai ter “corretor” enviando spam pra você por ser bom pagador…

      “Você, que é bom pagador, temos desconto de 20% no empreendimento entre a curva do fim do mundo, no cruzandomento com onde judas perdeu as botas”

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  • jsantos 12 de setembro de 2011 at 23:06

    Então 2012, a coisa azeda, provavelmente depois do carnaval,muitos empreendimentos entregando.vai repassar para quem? quem tem renda para assumir esses preços? .

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    • Carlos Eduardo 13 de setembro de 2011 at 12:35

      O Rio tem umas das regiões mais infladas do Brasil!

      imagino uma avalanche ai!!

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  • Leonardo 13 de setembro de 2011 at 07:44

    Bom dia brasil de hoje falando sobre o espaço comercial de duas ruas de ipanema que são a terceira e quarta mais caras para se instalar um ponto comercial no mundo. Foram ouvidos dois especialista, um advogado imobiliario disse que é isso mesmo, o m² no rio é mais caro mesmo. Já um consultor imobiliário disse que está se formando uma bolha imobiliária… Primeira vez que ouço esta frase na rede globo: “está se formando uma bolha imobiliária”.

    0
  • Fred Henrique 13 de setembro de 2011 at 09:08

    Vejam a Globo mudando o discurso:

    g1.globo.com/videos/bom-dia-brasil/t/edicoes/v/rua-de-ipanema-no-rio-tem-um-dos-alugueis-comerciais-mais-caros-do-mundo/1628448/

    Reparem que a Globo DEIXA alguém falar em Bolha Imobiliária sem ser negando a existência.

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    • Fred Henrique 13 de setembro de 2011 at 09:13

      Quando a Bolha estourar, a Globo vai mostrar esse vídeo e dizer:

      “Nós previmos a Bolha Imobiliária”.

      Estão falando em bolha nos aluguéis. Daqui a pouco falam da compra e venda.

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    • Carlos Eduardo 13 de setembro de 2011 at 10:21

      Pô engraçado o cara falando que o rio tá valendo mais por causa da segurança das upps…
      ele devia falar da segurança do exercito também!!!

      to achando que esses eventão vão ser um mico danado!
      os reporteres do mundo filmando o lançamento de bueiro as alturas!

      kkkkkk que piada

      0
      • Carlos Eduardo 13 de setembro de 2011 at 12:07

        Brincadeiras a parte!

        motivos para a valorização do estado do Rio de janeiro!!

        1 – Buiros explosivos, por falta de manutenção de redes elétricas e de gás !!!
        2 – Bondinhos que saem dos trilhos por falta de manutenção !!!
        3 – Mosquito da Dengue, falta de saneamento e outros fatores!
        4 – Exercito sempre presente .. politicos corruptos e esquemas de tráfico de drógas sempre ativa
        5 – greve nos trabalhadores do maracanã parando as ruas, parece que o orçamento não previa dinheiro para quem faz o estádio!
        7 – Matador doido que sofreu bulling na infancia, nunca sabemos quando vira o proximo doido pois o rio tem uma enorme desigualdade onde os artistas e jogadores de futebol andam de carrões na frente de gente que não tem chinelos para calçar..
        7 – Assaltos de moto !
        8 – Um dos Lugares mais caro do mundo para se morar
        9 – Praia

        : ) podemos ver que realmente o Rio de Janeiro tem se valorizado bastante

        ótimo lugar para criar filhos!

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        • augusto 13 de setembro de 2011 at 12:53

          Prezado Carlos Eduardo, vc só esqueceu de mais 2:
          – ter um prefeito como o atual do Rio
          – e um governador chorão e amigo do molusco como o Sergio Cabral

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  • Elias 13 de setembro de 2011 at 09:21

    Menção da bolha imobiliária brasileira no Wall Street Journal:

    Dark Side of Brazil’s Rise

    * LATIN AMERICA NEWS
    * SEPTEMBER 13, 2011

    Dark Side of Brazil’s Rise
    BY JOHN LYONS

    SÃO PAULO—Brazil is booming amid a tectonic shift in global investing toward the developing world that has lifted its stock market, strengthened its currency and provided financing for new ports and World Cup soccer stadiums.

    But while foreign investment is mostly a good thing, there are downsides. The abundance of cash has helped fund riskier bank loans and fueled a potential real-estate bubble. By some measures, the Brazilian real is now the world’s most overvalued currency, and many local factories aren’t competitive in global markets.

    Daily life has become so expensive that movies, taxis and even a can of Coke …
    BY JOHN LYONS

    h t t p ://online.wsj.com/article/SB10001424053111904716604576544722103262938.html?KEYWORDS=JOHN+LYONS

    0
  • Carcará 13 de setembro de 2011 at 09:29

    E segue a dança das cadeiras no setor imobiliário.

    13/09/2011 – 08h05
    Rossi Residencial indica novo presidente-executivo
    Comente

    RIO DE JANEIRO (Reuters) – A Rossi Residencial comunicou na noite de segunda-feira que seu diretor comercial, Leonardo Nogueira Diniz, foi indicado para o cargo de presidente-executivo, no lugar de Heitor Cantergiani, que passará a compor o conselho de administração da companhia.

    Diniz ingressou na Rossi em 2001. Segundo a Rossi, “Cantergiani ocupará posição estratégica como membro externo do conselho de administração e desempenhará funções não executivas”.

    A companhia informou que o processo de transição já vem ocorrendo há alguns meses e será concluído até o final deste ano. “A iniciativa faz parte do processo de melhoria contínua da governança corporativa e também do programa de desenvolvimento de carreira da Rossi”, afirma a empresa.

    http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2011/09/13/rossi-residencial-indica-novo-presidente-executivo.jhtm

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  • Elias 13 de setembro de 2011 at 09:30

    Então Anonymous, concordo que os americanos tem um sistema financeiro muito mais desenvolvido que o nosso.

    Quando estudava finanças na faculdade, usávamos o modelo americano como referência. A securitização deles era um sonho para nós.

    Mas apesar de todo essa sofisticação, veja onde eles chegaram? As avaliações das agências de rating se mostraram uma piada. Um banco centenário faliu, e os outros amargaram pesados prejuízos.

    Hoje não tenho ilusões, e a prática mostra que apesar de nossas limitações, somos mais “pé no chão” ao conceder crédito. Banco brasileiro é gato escaldado.

    0
    • xyz 13 de setembro de 2011 at 10:24

      Discordo.
      Acho que o único sistema que temos (muito) mais desenvolvido que os americanos é o sistema da corrupção.

      Na crise de 2009 o Mantega baixou o compulsório e ordenou ao BB e CEF que abrissem as porteiras do crédito e ainda deu um recado (explícito e em rede nacional) aos bancos privados, que se não fizessem o mesmo iriam comer poeira.

      No final os bancos sabem que o governo socorre.

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  • marcio 13 de setembro de 2011 at 09:32

    É meu camarada se a própria globo que vinha defendendo com unhas e dentes o mercado imobiliário já admite q alguém venha a público como o cara da reportagem que fala explicitamente em bolha, imagina daqui a 1, 2 anos. Como o cara falou alguém vai pagar a conta disso ninguém aqui precisa duvidar, que nessa farra toda muiiiiita gente se deu bem é verdade, mais que muita gente vai pagar a conta, ah isso vai! E sempre quem acaba pagando essa conta são as pessoas mais pobres. Vamos ver como vamos ficar mais que as coisas estão degringolando, ah isso estão!!!

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  • Jonathas 13 de setembro de 2011 at 09:41

    g1. globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2011/09/rua-de-ipanema-tem-os-alugueis-comerciais-mais-caros-do-mundo.html

    Rua de Ipanema tem os aluguéis comerciais mais caros do mundo
    Segundo a pesquisa, essa valorização acontece porque a economia brasileira está aquecida e a população está consumindo bastante.

    Como se preparar para a Copa do Mundo sem tomar um susto com os aluguéis? Ter uma loja no Brasil é ter de enfrentar um dos aluguéis mais caros do mundo? Foi o que revelou uma pesquisa feita por uma consultoria americana.
    A pesquisa buscou os pontos comerciais que tiveram maior valorização nos preços dos aluguéis entre 2010 e 2011. Os mais caros nas Américas pertencem a uma rua brasileira: a Garcia d’Avila, em Ipanema, que ficou em primeiro lugar nessa classificação. Teve 52% de aumento nos aluguéis, acima do Boulevard del Mar, em San Diego, e da 5ª Avenida, em Nova York, e em terceiro no ranking mundial, abaixo apenas dos valores de lojas das maiores avenidas de Pequim, na China.
    Outros pontos do comércio brasileiro também conquistaram bons lugares no ranking das Américas. A Visconde de Pirajá, também em Ipanema, está em quatro lugar. A Haddock Lobo e o Shopping Iguatemi, em São Paulo, ocupam a nona e a décima colocações.
    De acordo com os analistas da consultoria que fez a pesquisa, essa valorização acontece porque a economia brasileira está aquecida, a população está com mais dinheiro e consumindo bastante. Além disso, no Rio de Janeiro falta espaço, o que torna acirrada a disputa pelo comércio de rua.
    Prova disso é que, mesmo na Garcia d’Avila, com pontos tão caros, ainda há grifes querendo se instalar. Em um pequeno quarteirão, o comércio de bairro resiste, mas cada vez mais dominado pelas marcas famosas. Os donos da serralheria e do botequim, proprietários das lojas, já cansaram de ser assediados para vender ou alugar o espaço.
    “Tem muito pretendente para comprar, mas não vendo. Assim não fica para o filho”, comenta um comerciante. “Somos os heróis da resistência”, brinca uma vendedora.
    Alguns especialistas dizem que esses altos preços não passam de uma supervalorização especulativa dos aluguéis, bem acima do valor real. É a chamada bolha imobiliária, que tem muitos riscos.
    “Isso, em algum momento, vai parar. Vai existir aquele momento em que todo mundo vai frear e vai dizer assim: ‘Meu negocio não paga mais esse valor de locação’. Vai tender a dar uma murchada e vai tender a se acomodar. O preço, alguém vai ter de acabar pagando em um determinado momento”, avalia o consultor imobiliário Alex Strotbek.
    Outros dizem que o aumento maior acontece, porque o Rio de Janeiro como um todo está mesmo valendo mais. “É uma conjugação de fatores que contribuíram para isso. Não só que havia uma defasagem como todos esses outros fatores: Olimpíada, Copa e segurança das UPPs. O Rio de Janeiro está passando por uma fase maravilhosa, e isso é o reflexo do desenvolvimento do estado do Rio”, afirma Arnon Velmovitski, especialista em direito imobiliário.

    0
    • RT 13 de setembro de 2011 at 09:51

      “Outros dizem que o aumento maior acontece, porque o Rio de Janeiro como um todo está mesmo valendo mais”

      Tá valendo mais, só que os salários continuam na mesma. E aí?

      0
    • RT 13 de setembro de 2011 at 10:16

      “O Rio de Janeiro está passando por uma fase maravilhosa, e isso é o reflexo do desenvolvimento do estado do Rio”

      Fase maravilhosa pra quem?

      Tem gente que acha que o fato de os apartamentos dobrarem de preço significa que tem gente com dinheiro pra comprar por esses preços. Aí, ele deduz que o “Rio está numa fase maravilhosa”.

      Maravilhosa pra quem trabalha e quer casa própria que não é.

      Deve ser mais um que acredita na existência da “nova classe média”, que compra tudo hoje em dia.

      0
      • Philis 13 de setembro de 2011 at 10:25

        Meu pai mora na Tijuca e eu gastei UMA HORA para ir da casa dele à Cinelândia. Para os que não conhecem, o caminho que liga os dois lugares é uma linha reta. Num final de semana, o tempo que se gasta para ir de um lugar ao outro é de 10 minutos. Não sei quem foi o maluco que teve idéia de fazer Copa do Mundo num lugar desses…

        0
        • Fred Henrique 13 de setembro de 2011 at 10:38

          Uma das coisas que eu não entendo nos argumentos antibolha no RJ são os famosos “megaeventos”:

          Copa do Mundo, Olimpíadas, Pan, Visita do Papa, Rock in Rio, Jogos Militares, Sorteio das Eliminatórias da Copa etc..

          Mas, e se fosse verdade mesmo, não seria melhor investir para o Carnaval, que é um “megaevento” que atrai milhares de pessoas todos os anos, e ACONTECE todos os anos?

          0
          • Paulo - RJ 13 de setembro de 2011 at 11:23

            O que realmente traria valorização de preços de imóveis seriam as melhorias de infraestrutura que estes eventos trariam para as cidades, dentro de um patamar racional de aumento.
            Não vejo isto no Rio de Janeiro. Vejo muita maquiagem, algumas melhoras pontuais que não afetam a cidade como um todo e que não justificam os aumentos estratosféricos.
            A mobilidade no Rio de Janeiro é ridícula. Morar na Barra ou Niterói e trabalhar no Centro significa perder 3h no trânsito. Quem mora mais afastado então, leva um tempo ainda maior.

            O que eu vejo é um monte de maluco pagando valores estratosféricos em tudo. Shows caríssimos (alguns até de qualidade) esgotando em segundos. Se no Pan os ingressos esgotaram rapidamente, imagina Olimpíadas, um jogo de Copa do Mundo? Eu não vou em nada disto, nem em Rock in Rio, não pago só para dizer que “eu estava lá”. Poucos cariocas vão realmente usufruir disto.
            Quando isto tudo acabar, daqui á uns 10 anos, talvez tenhamos uma cidade mais racional

            0
            • Philis 13 de setembro de 2011 at 13:13

              O pior, no caso do Rock in Rio, é pagar caro para ficar em pé…

              0
          • Paty 13 de setembro de 2011 at 11:42

            Fred nem de ideia..KKKK se nao daqui a pouco vai ter gente ligando o aumento de preço ao carnaval..kkkkk

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      • Fred Henrique 13 de setembro de 2011 at 10:39

        Fase maravilhosa para quem?

        Para os “jovens executivos”…

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      • Marcelo 13 de setembro de 2011 at 11:26

        “Fase maravilhosa” para treinamento militar anti-bomba bueiro.

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  • Fred Henrique 13 de setembro de 2011 at 09:52

    O Bolha deveria pegar o seguinte trecho e fazer umas camisetas promocionais para a galera aqui do blog:

    “Isso, em algum momento, vai parar. Vai existir aquele momento em que todo mundo vai frear e vai dizer assim: ‘Meu negocio não paga mais esse valor de locação’. Vai tender a dar uma murchada e vai tender a se acomodar. O preço, alguém vai ter de acabar pagando em um determinado momento”, avalia o consultor imobiliário Alex Strotbek.

    A Globo admitindo a bolha… Achei que isso só ia acontecer depois da Bolha estourar.

    0
    • aiwww 13 de setembro de 2011 at 10:41

      Pessoal, FINALMENTE temos uma GRANDE divulgação da existência da bolha imobiliária. Imagino quanto um amigo do meu pai pagará de aluguel se o contrato for renovado, ele alugou uma casa e instalou um restaurante na Gacia D’avila .. acho que ele deveria cobrar R$ 1.000,00 no omelete … as pessoas não percebem que o aumento do imóvel puxa a inflação pra cima … não adianta um proprietário pensar que seu imóvel agora vale R$ 1.000.000,00 … alguém paga a conta mesmo que indiretamente.

      0
  • Marcelo 13 de setembro de 2011 at 10:34

    Não sei quem são vcs mas gostaria de dar os PARABENS por esse blog !!! Olha, sem palavras, alem de muito util e informativo é uma forma de se consolar e desabafar dessa especulação maldita em nos imóveis !!! FANTASTICO, estou devorando os posts , quero ler todos e vou espalhar muito, principalmente pras MULAS que não enxergam essa bolha maldita e ainda acreditam estar “investindo” comprnado imovel com os preços de hj !!! PARABENS… de verdade e do fundo do coração !!!

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    • Anonymous 13 de setembro de 2011 at 11:52

      Boa idéia Marcelo, compartilho contigo os parabéns aos idealizadores deste blog.
      Outra fato interessante do Bolha: temos no mesmo espaço argumentos técnicos como os do MrK, RT e outros, ao mesmo tempo de constatações simples feitas por pessoas comuns, como eu e tantos outros também, que estão aparentemente “por fora” do mercado imobiliário e financeiro. São observações reais, normalmente, do cotidiano dos consumidores.
      Ora, quando leigos como nós já conseguem identificar uma coisa dessas (preço dos imóveis descolados de qualquer valorização justa ou atrelado à algum índice oficial, e isto é no Brasil inteiro, pois resido no interior-or-or-or de SP e ocorre o mesmo “fenômeno”), significa que a proporção já alcançou patamares grandiosos.
      Considero este espaço o mais lúcido sobre o assunto bolha imobiliária.

      0
  • nelson 13 de setembro de 2011 at 10:38

    Aqui em Osasco (SP) a coisa esta feia.
    Estou procurando um imovel a 6 meses e é frequente encontrar o mesmo
    imóvel anunciado em varias imobiliarias e com valores diferentes entre elas, aumentados
    sempre na casa de R$ 10 a 15 mil reais. Alem do valor dos imóveis estarem com valores
    fora da realidade. Só vou comprar quando os preços estiverem com preços de acordo
    com a nossa realidade. Nova classe média é piada!

    0
    • RT 13 de setembro de 2011 at 10:49

      “Só vou comprar quando os preços estiverem com preços de acordo com a nossa realidade.”

      Idem idem. Poupando e aguardando.

      Nem que tenha de esperar até as Olimpíadas (data limite dos “especialistas”), caso esses preços realmente se segurem até lá – o que acho improvável (para não dizer impossível).

      Mas pelos preços atuais, nem pensar. Seria como entrar numa padaria e aceitar pagar 50 reais num quilo de açúcar.

      0
      • Carlos Wagner 13 de setembro de 2011 at 12:13

        Vamos fazer uma anlise rapida:

        – Tenho reparado que existe uma demanda racional por imoveis. Entre nós mesmos, todos queremos comprar imoveis, porém a preços justos.

        Diante disso, pergunto:

        Será que essa demanda não vai retardar o estouro da bolha e uma queda acentuada dos imoveis quando eles começarem a baixar?

        Pois, como sabemos, muitos nao poderão arcar com as prestações, outros tantos nao obterão credito devido ao saldo devedor ultrapassar a capacidade de renda do comprador e mais pessoas não conseguirão credito para todos os imoveis que compraram na planta visando revender com agio na entrega das chaves. Porém, a demanda reprimida está a espreita, esperando o preço baixar para consumir.

        Tenho vislumbrado esse cenario ultimamente.

        0
    • Guilherme Eduardo 14 de setembro de 2011 at 00:15

      Também sou de Osasco/SP. Para quem não conhece, a cidade fica na Região Metropolitana de São Paulo, fazendo divisa com com a Zona Oeste da capital. A principal saída da cidade (Ponte metálica, Av. Maria Campos) é o termina no entroncamento das duas principal vias da Capital, as Marginais Pinheiros e Tietê, além de ter saída para a Rodovias Castello Branco e Raposo Tavares e também para o anel viário que está sendo construído no entorno de Saõa Paulo, o Rodoanel. Aqui também fica a sede do Banco Bradesco. Mas creio que tudo isso não justifica os preços dos imóveis cobrados aqui. Concordo plenamente com o post do colega.

      0
  • Carlos 13 de setembro de 2011 at 10:52

    h t t p ://g1.globo.com/economia/noticia/2011/09/emergentes-estao-de-olho-em-aposta-brasileira-com-juros-diz-ft.html

    Hoje o dolar continua a trajetória de alta. Já é o nono dia.

    Façam suas apostas. O Mantega já fez a dele.

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  • MrK 13 de setembro de 2011 at 11:19

    Eu lembro de um post, que discutimos uns meses atrás, em que previamos que: “Apesar da bolha ser evidente, a midia vai tentar negar ao máximo, em especial a globo que tem feito isso, mas vai chegar um momento em que vai ser impossível e vão precisar admitir aos poucos”

    Pois é, essa é mais uma previsão que se concretizou, chegou uma hora que ficou impossível tentar esconder a verdade…

    A VERDADE A CADA DIA MAIS EVIDENTE

    NÃO ADIANTA MAIS MATÉRIAS MANIPULADORAS DA SUPER CLASSE MÉDIA E DOS JOVENS EXECUTIVOS
    NÃO ADIANTA MAIS FALAR QUE BOTAFOGO VIROU PARIS
    NÃO ADIANTA MAIS ENTREVISTAS DO SECOVI
    NÃO ADIANTA MAIS MÉDIAS MÓVEIS
    NÃO ADIANTA MAIS FIPEZAPS….

    Aquele abraço!

    0
    • Bolha Imobiliária 13 de setembro de 2011 at 11:28

      Pessoal

      Qual é o papo da globo assumindo a bolha ai ?…To chegando agora, meio sonolento…Se for algo relevante, preciso postar

      0
      • Luiz 13 de setembro de 2011 at 11:29

        no bom dia Brasil d ehj segundo li

        0
      • trololó 13 de setembro de 2011 at 12:46

        BOM DIA BRASIL de hoje, terça

        reportagem sobre valorização absurda de aluguéis

        um ESPECIALISTA, fala em BOLHA IMOBILIARIA que os preços as pessoas vão perceber que não vale tanto e vai murchar

        outro ESPECIALISTA disse que NAÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOO onde já se viu isso?

        0
        • Fred Henrique 13 de setembro de 2011 at 14:51

          O avanço está no fato de a Globo agora colocar alguém favorável à tese da Bolha.

          Antes colocava só diretor de empreiteira, sindicato de corretor e imobiliária.

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    • Luiz 13 de setembro de 2011 at 11:28

      Atesto
      Tudo isso foi falado, só discordavamos do timing.

      Outra: eles estão dizendo que é sustentável pq o salario mínimo vai subir, e isso faz subir o salário d etodo mundo. Quem duvida deste argumento responde aqui.

      Outra2: Na Espanha não tinham inflação alta. O salário aqui, mesmo auemntando tem q pagar casa, carro, comida, educação e etc…

      (bolha Kdê o historico de comentários?)

      0
      • Hik 13 de setembro de 2011 at 11:34

        O aumento do salário mínimo só afeta quem recebo O MÍNIMO.
        E quem recebe um salário mínimo não pode sonhar em financiar nem um barraco.

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        • Luiz 13 de setembro de 2011 at 11:49

          muita gente tem o piso lastreado no mínimo, tbm é gente que hj tá fopra do mercado
          ou seja, ou aumenta o desemprego, ou quebram a regra do jogo conforme o MRK ai embaixo

          0
      • MrK 13 de setembro de 2011 at 11:40

        luiz, rapaz eu ainda tenho duvidas sobre esse aumento de quase 14% do minimo… a regra do jogo diz isso, mas não sei, o impacto disso será bizarro e considero a Dilma mais gestora que o Lula (se fosse o Lula ele daria o aumento e dani-se, ele não pensa em orcamento)

        Cara o impacto disso sabe-se lá qual vai ser… o PIB do Brasil cresceu bem em 2010 é verdade, mas em 2011 vamos crescer perto de 3% e olhe lá, como com 3% de crescimento vamos pagar 14% de aumento na base?!?!? Sem contar a inflação descontrolada!!!

        esse 14% de aumento pode ser a bala de prata no controle inflacionário, além de que pode gerar demissões… talvez por isso a Dilma trave…

        0
        • Mahmoud 13 de setembro de 2011 at 12:07

          O problema é que eles prometeram com todas as letras esse aumento para o ano que vem. Se não cumprirem vai ser um bafafá daqueles.

          0
          • Luiz 13 de setembro de 2011 at 14:26

            ou o PT quebra o Brasil e cumpre a promessa
            ou quebra a promessa e Adeus PT no brasil

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        • GPTFN 13 de setembro de 2011 at 18:36

          Meus caros, não se iludam!
          A lei básica da economia (Keynes) já diz: O mercado se autoregula com base na oferta e na demanda.
          Sempre que há um reajuste salarial, o mesmo vem acompanhado de inflação.
          E isso é bem óbvio, pois esse aumento eleva a demanda e com isso os preços.
          Assim o pobre jamais ganha, se quiser ganhar só conseguindo um emprego que pague melhor.
          Fica ai mais um “fator” para contribuir com a bolha!
          hahah

          0
  • Marcelo 13 de setembro de 2011 at 11:41

    Se o Wall Street Journal sabe, por que a Globo nao saberia?

    São Paulo – Vultosos investimentos estrangeiros vêm movimentando o mercado de ações e os canteiros de obras no Brasil. Mas segundo reportagem de hoje do Wall Street Journal o movimento também tem um lado negativo: a abundância de dinheiro externo impulsiona a concessão de crédito mais frouxo, alimentando uma potencial bolha imobiliária.
    Intitulada “O Lado Negro da Ascensão do Brasil”, a reportagem mostra que a escalada de preços está presente em praticamente todos os aspectos da vida dos brasileiros. A matéria aponta que ingressos de filmes, corridas de táxi e até uma latinha de Coca são mais caros em São Paulo do que em Nova York. Na maior cidade da América do Sul, o metro quadrado dos escritórios comerciais bate o de Manhattan. No Rio de Janeiro, por exemplo, o preço dos apartamentos mais que dobrou desde 2008

    0
    • Annibal 13 de setembro de 2011 at 11:48

      É isso mesmo Marcelo,

      As coisas aqui estão um absurdo… me preocupo só se esse crédito farto secar do dia pra noite (capital especulativo entra e sai rapidamente)… como vamos ficar??? com a fatura na mão e sem dinheiro pra pagar… tomara q o governo economize bastante, vai precisar socorrer mtas empresas…

      0
      • Luiz 13 de setembro de 2011 at 12:03

        Sabe o q vai acontecer?

        A bolsa já está prevendo, semana passada 8 das maiores baixas eram cosnturotras.
        Ontem e hoje está lá entre as 20 ou 30 maiores quedas todas elas, GFA, MRV, RSS, PDG, …

        Consulte o infomoney.com, clique em baixas, depois em mais altas e baixas

        0
      • Marcelo 13 de setembro de 2011 at 12:05

        Artigo retirado de Exame.com

        0
  • NTL 13 de setembro de 2011 at 12:30

    http : / / exame.abril.com.br/seu-dinheiro/imoveis/noticias/preco-dos-imoveis-vai-parar-de-subir-diz-maior-imobiliaria-do-mundo?page=1&slug_name=preco-dos-imoveis-vai-parar-de-subir-diz-maior-imobiliaria-do-mundo

    As perguntas foram muito bem feitas, mas as respostas deixaram bastante a desejar…

    EXAME.com – Esse problema é apenas do Rio e de São Paulo ou também pode ser observado em outros lugares?

    Assis – As incorporadoras estão lentamente direcionando os negócios para outras cidades e regiões onde os preços praticados ainda cabem no bolso dos consumidores. No Nordeste, por exemplo, há um boom de lançamentos. Nossas lojas em Salvador, Recife e João Pessoa passam por um momento excelente. Todas as grandes incorporadoras, como Cyrela, PDG e Brookfield, estão lançando mais no Nordeste. Empresas e fundos europeus também têm aumentado a presença na região. Os europeus já dominavam a hotelaria no Nordeste, e agora têm avançado sobre a incorporação residencial. A maior incorporadora de João Pessoa é uma empresa suíça.

    EXAME.com – Mas se os preços dos imóveis já não cabem no bolso dos consumidores em São Paulo e Rio, isso não reforça a percepção de bolha?

    Assis – Não, o problema são mesmo os terrenos. Veja, por exemplo, os dados dos imóveis usados. A demanda continua firme, as vendas continuarão em alta neste ano. Não há bolha porque há demanda, principalmente entre a classe média. O Brasil tem um enorme déficit habitacional. O imóvel ainda é um sonho a ser realizado. A única demanda que já não é tão intensa é dos investidores. Nesse grupo, vejo um movimento de quem investia diretamente em ativos e agora prefere comprar quotas de fundos imobiliários. Acho que esse é um mercado que ainda vai se desenvolver muito no Brasil. Mas há dinheiro para os dois segmentos.

    EXAME.com – Sem os investidores que vivem da renda de imóveis, os preços não podem começar a cair?

    Assis – Da mesma forma que não vejo fortes aumentos de preço, também não acredito em desvalorização dos imóveis. O mercado imobiliário é muito estável. Para haver queda de preço, seria necessário que houvesse muita gente incapaz de pagar as prestações ou que simplesmente decidisse devolver o imóvel ao banco, como ocorreu recentemente nos EUA e na Europa.

    EXAME.com – No Brasil, isso não poderia ocorrer?

    Assis – Aqui não tem bolha do crédito porque os bancos são prudentes. Se alguém quiser tomar um empréstimo de 500.000 reais para comprar uma casa, por exemplo, terá de comprovar uma renda mensal bruta de 23.000 reais. Há uma seleção rigorosa de quem terá acesso aos recursos. Não é à toa que a inadimplência do crédito imobiliário gira em torno de 2% entre os bancos privados. Isso não é nada. A Caixa Econômica Federal até tem uma inadimplência maior devido a contratos que foram assinados há muitos anos, sob regras e circunstâncias diferentes. Mas a legislação atual dá grande segurança aos bancos.

    EXAME.com – Especialistas acreditam que os recursos da caderneta de poupança que hoje são obrigatoriamente destinados a financiar a compra de imóveis vão se esgotar em 2012 ou 2013. Quando isso acontecer, não é possível que os preços caiam?

    Assis – A fonte de financiamento para a concessão do crédito imobiliário é uma preocupação do mercado. Mas acho que cada banco vai buscar uma fonte de recursos própria em substituição à poupança. Alguns bancos estrangeiros trarão dinheiro barato do exterior para oferecer crédito no Brasil. Outras instituições farão operações de securitização, principalmente para garantir recursos para o financiamento da construção de imóveis. Se os juros realmente caírem como se espera, deve haver uma migração de recursos para a caderneta de poupança, o que será positivo para o financiamento imobiliário. Provavelmente, a maior parte dos recursos da poupança passará a financiar imóveis de até 500.000 reais que estão dentro do Sistema Financeiro da Habitação. E talvez o governo crie algum tipo de incentivo fiscal para a captação de recursos mais baratos para o setor. Independente da fonte dos recursos, eu acredito que não vai faltar dinheiro para o crédito imobiliário.

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    • RT 13 de setembro de 2011 at 14:21

      “Aqui não tem bolha do crédito porque os bancos são prudentes. Se alguém quiser tomar um empréstimo de 500.000 reais para comprar uma casa, por exemplo, terá de comprovar uma renda mensal bruta de 23.000 reais.”

      Preciso de ajuda para saber se estou maluco.

      Porque a mesma pessoa que disse isso aí reconheceu, na mesma entrevista, que no Rio e em São Paulo os preços já não cabem mais no bolso do consumidor, mas que NÃO VÃO CAIR, pois há demanda.

      Ele disse e depois se “des-disse” na mesma entrevista.

      “O preço não cabe no bolso dos consumidores, que precisam comprovar renda de 20000 reais para poder financiar. Há demanda, e o preço não vai cair.”

      Alguém entendeu??

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      • Luiz 13 de setembro de 2011 at 14:31

        a renda média do europeu gira em torno de 2 mil euros no minimo dos piores países.
        isso dá 5 mil reais, acho que eles estão focando neste tipo de otário
        a classe média européia, gente simples: recepcionista, atendente, lojista.

        sei de vendedores brasileiros agindo lá, e vendendo…
        tbm tem gente de lá interessado em lavar dinheiro sujo
        (lembram do video da bolha espanhola?)

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        • Carlos Wagner 13 de setembro de 2011 at 14:50

          Tenho um casal de amigos brasileiros que moram em Cardiff na inglaterra. Cada um ganha 1500 euros. Vivem bem pagando aluguel de 300 euros num sobradinho que é chamado de flat por lá que ja vem mobiliado. Me disseram que estão procurando um carro usado pra comprar e que os preços lá são muito baixos. Nem precisam financiar, é só economizar por 6 meses e compram a vista. Disseram que se interessaram por uma Cherokee 2004 por 4 mil euros, equivalente a 10 mil por aqui. O marido me disse que seu vizinho vendeu uma BMW 525i ano 2000 por 930 euros, pois nao achava comprador que pagasse mais num carro velho desses, isso pq o carro estava impecavel e era top de linha.

          Só aqui mesmo que um audi a3 ano 2000 pode custar 30 mil, uma BMW 95 custa 28 mil e uma cherokee 95 25 mil.

          Cheguei a conclusão que pra morar no brasil tem que ser milhonario. O brasileiro é o povo mais rico do mundo…

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  • Mahmoud 13 de setembro de 2011 at 12:31

    Essa “nova classe média” é uma piada. Teve um leitor aqui que disse tudo:

    “Esse termo é uma piada de muito mau gosto, pois imagino que em países sérios, o termo classe média diz respeito a pessoas que têm, no mínimo, acesso à educação de boa qualidade, saúde, transporte público e segurança e não só à pacotes turísticos, crédito fácil, linha branca de eletrodomésticos e carros populares.”

    Pois é, países sérios construiram sua classe média por décadas, investindo em educação e empreendedorismo. Já no Brasil, nos últimos 10 anos, o país até piorou sua posição no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) de 65o para 73o, mas “incrivelmente” surgiu a nova classe média, sem nenhuma mudança estrutural no país.

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    • Luiz 13 de setembro de 2011 at 12:55

      por definição classe média é aquele percentil que recebe valores em torno da média de renda do BR.

      O aumento desta classe apenas indica que a desigualdade diminuiu, achataram-se as pontas: a alta e a baixa, hoje nossa pirmaide social é um losango EDDCCCBBA. Mas daí a dizer que a nova classe média tem $ pra entrar no emrcado imobiliário são outros quinhentos.

      Sem duvida que o sonho dessa classe é carro, casa, computador, carteira assinada, afinal eram valores dos quais estavam excluídos quase completamente. Todavia qdo eles entraram no mercado imobiliario, o mercado pulou de valores e sem mantem exclusivo das classes A e B, como antes.

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    • Annibal 13 de setembro de 2011 at 13:32

      Mahmoud,

      Em países sérios as pessoas não precisam pagar por educação e saúde, pois o governo já as assiste nesses setores (com qualidade), fora isso o transporte é eficiente e a amplitude das classes (a diferença entre as classes mais altas e as mais baixas) não é tão grande…

      Na Europa um cargo de chefia paga algo como 3.000,00 euros e vive-se bem, com carro e casa… e não são as construções bizarras do Brasil…lá já vem até com instalações (móveis)…

      Eu ganho mais q isso aqui e não consigo comprar nada q preste…

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  • Murdoch 13 de setembro de 2011 at 12:42

    Essa história de que aqui os financiamentos são mais seguros é esquisita. Estou ajudando um parente a resolver uma dívida contraída no Santander que, por conta dos juros extorsivos, chegaram num montante impagável.
    Pois esta dívida passa dos R$ 200k e a pessoa não tem absolutamemte nada em nome dela! Não tem um patrimônio pra lastrear.

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    • trololó 13 de setembro de 2011 at 13:16

      a melhor que eu vi foi do bradesco:

      a pessoa comprou uma carreta, e não conseguiu pagar

      o banco pegou de volta

      então a pessoa comprou outra carreta, e o banco concedeu crédito novamente, e junto com o saldo devedor da carreta que acabou de comprar, colocou o saldo devedor da carreta que não tinha conseguido pagar antes!

      mas peraí, se a pessoa não conseguiu pagar 1x, vai conseguir pagar 1.5x?

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  • Elias 13 de setembro de 2011 at 13:00

    É isso aí pessoal.

    Estamos saindo do “Denial Stage”, a fase da negação.

    Aos poucos os “especialistas”, a mídia, vão reconhecendo a bolha, que há meses debatemos aqui.

    Já consigo ver o início do “Financial Distress”. Muita gente endividada no limite sem conseguir mais rolar as dívidas (já está acontecendo), menos crédito disponível e bancos mais criteriosos ao emprestar (em breve).

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  • nelson 13 de setembro de 2011 at 13:15

    Wall Street Journal’ vê risco de bolha imobiliária no Brasil
    13 de setembro de 2011 | 11h39

    Sílvio Guedes Crespo

    “O lado negro da ascensão do Brasil” é o título de uma longa reportagem publicada nesta terça-feira, 13, pelo “Wall Street Journal, com destaque na primeira página. O texto afirma que a entrada de capital estrangeiro pode gerar uma bolha imobiliária no País.

    A lógica é simples. Os investidores estrangeiros colocam seu dinheiro no Brasil e geram duas consequências negativas: primeiro, “a abundância de recursos na economia ajuda a financiar empréstimos imobiliários de risco mais alto e alimenta uma potencial bolha imobiliária”. Segundo, a entrada de recursos fortalece a moeda brasileira, prejudicando a indústria nacional.

    Bolha imobiliária

    O aumento dos empréstimos a uma taxa de juros ainda alta pode elevar a indaimplência, na opinião do jornal. A reportagem cita o exemplo de uma brasileira que havia tomado quatro linhas de crédito a uma taxa de 40% ao ano e depois teve que suspender o pagamento porque seu marido teve problema no rim e precisou parar de trabalhar.

    Mas há visões diferentes a respeito. “Eu não vejo uma bolha. Fluxos de capital são uma consequência natural de todas as boas notícias no Brasil”, disse ao “Journal” Fabio Barbosa, ex-presidente da Febraban (Federação Brasileira de Bancos).

    Brasil caro

    Tendo os bancos muito dinheiro para emprestar, as pessoas obtêm mais facilmente dinheiro para gastar, e os preços sobem. Não só os de imóveis, mas de vários bens e serviços, “do cinema à Coca-Cola”, ou “dos carros aos preservativos”, para usar os exemplos citados no “Journal”. Ainda, os salários também aumentam.

    Os preços altos geram dificuldades para as empresas. A Embraer, por exemplo, disse ao “Wall Street Journal” que quer abrir mais fábricas no exterior.

    Real forte, indústria fraca

    Todo capital externo, ao chegar ao País, é trocado pela moeda brasileira, que, por causa disso, se fortalece. O fato de essa reportagem ter saído justamente no dia em que o real atingiu sua maior cotação no ano não a invalida. O jornal se refere a um movimento de longo prazo, de “mudança tectônica do investimento global rumo a países emergentes”. Desde 1º de janeiro, de 2010, por exemplo, o real subiu 36% ante o dólar.

    A alta do real torna mais custosa a produção de mercadorias no Brasil, reduzindo a competitividade da indústria (em junho, houve retração de 1,6%). As fábricas brasileiras perdem espaço no mercado interno e externo. Neste ano, um quinto dos carros vendidos no Brasil é importado, segundo estimativa da associação do setor; em 2005, apenas 5% eram.

    Além de os consumidores comprarem mais produtos importados e menos nacionais, existem as pessoas que saem do País para fazer compras. A reportagem lembra que os brasileiros já gastaram US$ 8,5 bilhões no exterior neste ano, 60% mais que um ano antes.

    Juros altos

    A valorização da moeda brasileira, na opinião do “Journal”, foi uma “questão chave” para explicar por que o Banco Central reduziu sua taxa básica de juros em setembro, numa decisão que surpreendeu muitos analistas. Tal decisão gera risco de estimular mais a inflação, opina o diário.

    Com a taxa de juros alta, investidores tomam dinheiro emprestado no exterior, pagando juros próximos a zero, e depois aplicam em títulos brasileiros. Isso gera mais entrada de capital, aumentando o valor do real.

    No entanto, “o capital que inunda um país pode rapidamente fugir dele”. Países emergentes, com isso, temem que uma catástrofe econômica no mundo desenvolvido gere uma inversão da atual tendência, provocando forte saída de recursos rumo ao mundo desenvolvido.

    Por que o Brasil

    Outros veículos de comunicação internacionais já haviam publicado alertas sobre bolha no Brasil, como o “Financial Times” fez em junho e julho.

    O texto do “Journal”, no entanto, vai mais longe ao mostrar que a situação brasileira é particular em comparação com outros países emergentes.

    A China também tem problemas com a entrada de capital internacional, como a pressão sobre o preço dos alimentos. Mas muitos investidores preferem o Brasil porque tem câmbio flutuante e um mercado sofisticado de títulos e derivativos, diferentemente do país asiático.

    Ainda, o Brasil é o maior exportador de minério de ferro, carne bovina, frango, açúcar e café, além de ter o potencial do petróleo na camada pré-sal a ser explorado.

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  • j 13 de setembro de 2011 at 13:21

    Se houver twitaço, tem de ser hoje. Vejam agora, o WSJ publicou uma reportagem sobre possível bolha e o twitter está pegando fogo com essa notícia.

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    • Bolha Imobiliária 13 de setembro de 2011 at 13:24

      Verdade cara…E aí, quem topa ?

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      • Evandro CPS 13 de setembro de 2011 at 13:42

        A hora é agora!! Vamos!! Abre um novo tópico!
        Já vou twittar a hashtag

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    • j 13 de setembro de 2011 at 13:24

      Não bastasse, o site Foreign Policy colocou o Brasil e seus exageros como 9a pior ameaça à economia dos Eua, inclusive bolha. Isso sim é preocupante; se eles já estão vendo o que pode acontecer com eles, imagina o Brasil.

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  • Marcelo 13 de setembro de 2011 at 13:37

    Depois de ver a reportagem da globo onde o cidadão falou sobre bolha e não teve ninguem negando, quero apenas deixar uma frase de Abraham Lincoln que vai explicar muito bem a situação:

    “Você pode enganar a todos por algum tempo, e a alguns por todo o tempo, mas não consegue enganar a todos por todo o tempo” – Abraham Lincoln

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  • Elias 13 de setembro de 2011 at 14:33

    Boa Marcelo.

    Vou colocar outra, pra completar:

    Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais do que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada”.

    (Frase da filósofa russo-americana Ayn Rand, judia, fugitiva da revolução russa, que chegou aos Estados Unidos na metade da década de 1920).

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    • Carlos Eduardo 13 de setembro de 2011 at 15:02

      Palmas!!!

      não conhecia isso!

      impressionante o alto nivel desse blog .. .

      : )

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  • Pedro 13 de setembro de 2011 at 16:12

    Pessoal, olhem essa mentira:
    http :/ / g1.globo.com/economia/noticia/2011/09/falta-de-oferta-transfere-salao-imobiliario-em-sp-para-2012.html

    Como esse ano será um fracasso, e ele não ficar feio na fita, resolveu cancelar e dar essa desculpa.

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    • Luciana 13 de setembro de 2011 at 16:20

      Isto tem que virar post já

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  • ildeu 14 de setembro de 2011 at 01:00

    estamos vivendo um fenomeno de enriquecimento generalizado sem lastro .Que não estoura porque as pessoas precisam dos imoveis para morar , e sabem que se vender o seu vai acabar gastando o mesmo ou mais pra comprar outro.Seria o mesmo que se por decreto todas as geladeiras passasem a custar 1 milhão de reais . Assim , teriamos milhões de novos ricos de uma vez , sem esforço .Mas como ninguem vive sem geladeira , o cara não vende , pois sabe que vai gastar o mesmo comprando outra e tbem por que acredita que o dinheiro está seguro aplicado na geladeira.Isso é a falta de lastro ,subiu sem razão concreta , apenas por delirio e especulação .Tbem quando as pessoas pensarem que ” posso ficar rico , e viver sem geladeira ” , a casa começa a cair .

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