Pessimismo sobre nós – Jornal de Brasilia

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Comments
  • me 3 de maio de 2011 at 15:23

    Só queria comentar que estou curioso pra ver os comentários dos que apostam na bolha. Obrigado.

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    • Susy 3 de maio de 2011 at 18:53

      A questão não é apostar ou não apostar na bolha. Estamos numa bolha especulativa, isso é fato incontestável para quem vem acompanhando o mercado imobiliários há 15 anos, como é o meu caso. A aposta é quando ela irá estourar.

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      • me 3 de maio de 2011 at 19:40

        Seu argumento já foi contraposto em outras oportunidades.

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      • MrK 3 de maio de 2011 at 20:44

        Suzy, compartilho de sua visão, mas o que me motivou mais a escrever foi saber que temos alguém que acompanha esse mercado específico há 15 anos, isso é muito bom pra enriquecer o debate, imagino que você deva ter muito a contribuir pra nós!

        um abraco!

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        • Andre 3 de maio de 2011 at 23:44

          Dependendo do ponto de vista o mercado imobiliário brasileiro tem apenas 3 anos.

          Segundo o josé, não é que o crédito hoje seja exagerado, e sim antes é que era RIDICULO.

          Logo, não foi uma transição de “normal” pra “muito”, e sim de “pouco” para “normal”.

          Compartilho essa opinião, mas concordo que tem que estudar mais pra ver se é isso mesmo.

          Abs

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  • MrK 3 de maio de 2011 at 18:29

    Amigos. essa noticia não é muito nova, lembro de ter lido há mais de uma semana…

    Eu queria usar o espaço pra comentar algo que me preocupa muito: Confiabilidade de dados oficiais. Não só para a discussão do mercado imobiliário não, mas para além:

    Estou bastante incomodado com os dados de inflação em particular, aqui no Rio taxi aumentou 14%, gasolina 16% (e não para de subir), alimentos 10 a 15%, educação mesmo rumo, comer fora está caríssimo etc.. custo MUITO a pensar em algum item que tenha aumentado menos que 10%, até porque o aumento de gasolina (16%) e o dos aluguéis (de 11% a 25%) são passados diretamente pra maioria dos produtos.

    Não consigo crer em inflação gerando em 6%.. e pra piorar a conta: Em Setembro teremos renegociações sindicais PESADAS e no ano que vem o minimo vem indexado pelo PIB + inflação pra lá de 13% !!!

    Acho que viveremos (ou já vivemos) uma inflação REAL entre 12% e 16% e uma perda de renda real muito violenta até meados de 2012 (pior ainda pra quem paga aluguel), sabe lá Deus o que isso pode desencadear, pois “recompor” renda via cartão de crédito ou cheque especial é suicidio…

    Pra piorar ainda tem o risco do câmbio, que se sobe (pra onde deveria ir) vai pressionar mais ainda a inflação… socorro!

    Alguém concorda? quer compartilhar outra visão? abraços a todos!

    0
    • Andre 3 de maio de 2011 at 21:12

      MRK,

      apesar das diferença às vezes a gente sintoniza a mesma estação.

      Existe uma forte desconfiança sobre a confiabilidade do IPCA, pois como é o indice usado pras metas de inflação poderia ser manipulado…

      Vc pode ver que em qq período grande o IGPM bate com força nele…

      Ex.:
      De 2000 a 2010:
      – IPCA ==> 101,12%
      – IGPM ==> 152,72%

      Fonte: http://www.portalbrasil.net

      Antigamente o tesouro direto tinha um titulo atrelado ao IGPM, pararam de vender… Hoje se vc quiser comprar só tem IPCA + 6%.

      Tudo isso soa um pouco estranho…

      O indice Big Mac mostra uma inflação 4 pontos percentuais acima do indice oficial no Brasil na decada:
      http://www.economist.com/blogs/dailychart/2011/01/big_mac_index

      São 4 pontos percentuais acima da inflação POR ANO. Ou seja, é coisa pra caramba, quase o dobro. Mais um indício de manipulação do IPCA.

      E pior, da lista de países mostrados o Brasil só perde pra Argentina, que é famosíssima por forjar o indice de inflação.

      Complicado… Por isso nos meus calculos gosto de usar o IGPM, pra ser mais conservador.

      Obs.: pra quem gosta de idolatrar a China, um chines q se atrevesse a escrever algo assim em algum blog ia pro pelotão de fuzilamento rapidinho…

      Abs

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      • Andre 3 de maio de 2011 at 21:15

        “Obs.: pra quem gosta de idolatrar a China, um chines q se atrevesse a escrever algo assim em algum blog ia pro pelotão de fuzilamento rapidinho…”

        O q eu quis dizer com isso é: vamos dar um pouco de valor às coisas boas do nosso país, tem MUITO lugar por aí que é bem pior…

        Abs

        0
        • jose 4 de maio de 2011 at 10:08

          esse cara entende MUITO de housing….

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          • Andre 4 de maio de 2011 at 18:30

            jose,
            não se vc estava falando serio ou sendo ironico…

            Não me acho profundo conhecedor de mercado nenhum, apenas esforçado, e tento botar a razão antes da emoção (e isso é uma grande vantagem).

            Qdo comparei c/ a china, quis dizer q aqui temos liberdade de expressão, lá ninguém questionaria um indice oficial (pelo menos não sem se borrar de medo).

            Abs

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          • jose 9 de maio de 2011 at 17:54

            Andre,

            desculpa a demora pela resposta.. mas eh serio,

            esse cara desenvolveu o indice de precos no US, e tem varios papers sobre o assunto..

            agora uma falha dele, eh por exemplo num paper (o mais recente que lembro dele) que ele apresentou em Jackson Hole (digamos um encontro de bam bam bans do mundo) e ele disse que a alta dos precos nos US era piscologia… qd depois vimos o que era…

            esse eh o problema de estudar os papers sobre housing… antes da crise achavam uma coisa, depois outra… ou seja, os de antes estavam todos errados…

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          • Andre 10 de maio de 2011 at 09:02

            Putz…
            Como vc escreveu embaixo do meu post, eu tava crente q era pra mim 🙂

            Abs

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      • jose 4 de maio de 2011 at 11:04

        Andre,

        a composicao dos indices sao bem diferentes….

        cada indice se propoe a medir determinada coisa.

        nos USA por exemplo temos o PPI (seria nosso IGPM) e o CPI (nosso IPCA).

        claro que atestar a fidegnidade dos dados, so quem faz que pode falar né..

        mas segue informacoes sobre eles:

        o IPCA tem a seguinte composicao
        Alimentação e Bebidas 20,3
        Habitação 13,7
        Artigos de Residência 5,2
        Vestuário 6,4
        Transportes 21,1
        Saúde e Cuidados Pessoais 10,7
        Despesas Pessoais 9,3
        Educação 7,0
        Comunicação 7,0

        ja o IGPM tem a seguinte composicao:

        • 60% para o IPA,
        • 30% para o IPC,
        • 10% para o INCC

        o IPA leva em consideracao o preco de materias primas brutas, so pra vc ter uma ideia esse item acumula nos ultimos 12 meses alta de 36,76%!!!!!

        so 30% deveria ser comum a eles.
        o IPC dentro do IGPM ta em 12 meses com alta de 5,79%.. em linha com o IPCA…

        nos US por exemplo, no periodo que voce citou esta 30% cpi e 35% PPI (lembrando que a composicao la eh bem diferente daqui)…

        enfim, eles tem a obrigacao de ser comum em 30%.. o resto pode ser qq coisa….

        com relacao aos titulos…

        isso eh o mais normal, titulos atrelados à meta do BC… nos outros paises eh assim, nao atrela ao preco ao produtor…

        eh que aqui tinha (ainda tem) uma demanda muito forte por parte das fundacos pelos papeis de IGPM (porque os planos antigos de benefico definido pagavam IGPM + X), com o fim deles e o incio dos PGBLs, essa demanda incremental diminuiu o que fez co que o governo nao colocasse mais esse tipo de papel.

        quanto a sensaco (nos exemplos citados) maior que o indice (obvio que eu sinto isso tambem) vamos esperar a divulgacao do IPCA desse mes (saira na sexta) que ai eu passo a quebra por subgrupos e ai podemos comparar ok?
        abs

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        • Andre 4 de maio de 2011 at 22:06

          Jose,
          muito esclarecedor, valeu.

          Mas uma duvida:
          “eh que aqui tinha (ainda tem) uma demanda muito forte por parte das fundacos pelos papeis de IGPM”

          Se ainda tem essa demanda o q as fundações usam pra substituir a antiga NTN-C (a que era atrelada ao IGPM)??
          Quero comprar p/ mim tb 🙂

          Abs

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          • jose 9 de maio de 2011 at 17:56

            tem um mercado forte de swaps de igpm.. elas tem feito bastante coisa la…

            e de qualquer forma, esse passivo das seguradoras tem diminuido com a extincao dos planos de beneficio definido…

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        • Andre 4 de maio de 2011 at 23:06

          Jose,
          se a inflação ao produtor (IGPM) está maior q a inflação ao consumidor (IPCA) nesse período aí de 1 década, então as margens das empresas se espremeram???

          Ou estou sendo simplista demais?

          Abs

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          • jose 9 de maio de 2011 at 18:29

            Andre,
            qd li sua pergunta, respondi de cara; SIM…

            ai olhando os PPIs x CPIs no mundo, quase todos os paisses o PPI eh maior que o CPI (ainda mais com as commodities voando nos ultimos anos)

            ai me falaram uma coisa aqui no banco: tem o ganho de produtividade…que tem sido positivo, logo, vc consegue baratear a transformacao da materia prima bruta no produto final… tendeu?

            ex: vc manda uma galera embora reduz seu custo e pronto.. compensou esse efeito cpi x ppi…

            vou pensar mais a respeito.

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  • Ral 3 de maio de 2011 at 20:18

    Composição do preço gasolina ( em reais) :

    Gasolina (“A”) 800ml (pura, vendida pela Petrobrás) = R$ 0,80
    Álcool Anidro 200 ml (os 20% misturados à gasolina) = R$ 0,24

    TOTAL = R$ 1,04 / Litro
    +
    CIDE – PIS/COFINS (Imposto Federal) = R$ 0,44
    ICMS (Imposto Estadual) = R$ 0,64
    TOTAL DE IMPOSTOS (104% do Preço Bruto) = R$ 1,08

    TOTAL (CUSTO + IMPOSTOS) = R$ 2,12
    +
    LUCRO DA DISTRIBUIDORA (Média por Litro) = R$ 0,08
    FRETE (Média por Litro) = R$ 0,02
    LUCRO DO POSTO (Média por Litro) = R$ 0,25

    FINALIZANDO:
    VALOR NA BOMBA COM IMPOSTOS = R$ 2,47
    VALOR NA BOMBA SEM IMPOSTOS = R$ 1,39

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    • MrK 3 de maio de 2011 at 22:40

      Ral, antes fosse R$2.47 !!

      semana retrasada abasteci a R$3,19 e semana passada a R$3,29 !!!!!!!!!!!! isso gasolina COMUM !!!

      a vaca tá caminhando a passos largos pro brejo!!!

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      • Bolha Imobiliária 3 de maio de 2011 at 23:11

        Contra o preço alto, http://www.meucombustivel.com.br

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      • Ral 4 de maio de 2011 at 00:24

        verdade, será que teremos voltar com as famosas maquina remarcadoras de preços , Lembram delas ?

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    • Bolha Imobiliária 3 de maio de 2011 at 21:15

      Pois é…eu li esta matéria…Mais uma maneira de tentar iludir o povo com argumentos fraquinhos. Ninguém lembra dos juros brasileiros e alto nivel de endividamento da população…

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      • Andre 3 de maio de 2011 at 21:21

        Independente se achamos se o ponto ATUAL é ou não bolha, seria bom se chegássemos a um consenso de qual métrica usar pra detectar isso.

        Pq no Rio pelo menos, preço não dá sinais de parar de subir…

        Se ainda não é, no mínimo, estamos caminhando pra uma bolha.

        Abs

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        • me 4 de maio de 2011 at 12:11

          As vezes tenho a impressão que o Rio de Janeiro é um cenário totalmente a parte de todo o resto do país. Um exemplo:

          http://www.zap.com.br/imoveis/oferta/Kitchenette-Conjugados-1-quartos-aluguel-RIO-DE-JANEIRO-FLAMENGO-RUA-DOIS-DE-DEZEMBRO/ID-2119330

          O anúncio diz que é perto da praia, mas não diz que é uma praia da baía, que nunca foi considerada própria pra banho já faz anos. Ainda assim, a praia está sempre cheia, de fato. Sou carioca e ainda assim esse tipo de coisa me deixa extremamente confuso…

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          • Andre 4 de maio de 2011 at 13:35

            me,

            agora que o fanatismo dos pró bolha parece q deu uma “esfriada” por aqui, me sinto mais à vontade pra dizer:

            Tá tudo caro pra c$#@#$ !!!

            Tijuca a preço de botafogo.
            Botafogo a preço de leblon.
            Leblon a preço de sei lá, nem tem…

            Pra quem está acostumado aos preços de 2008, parece q tudo tá deslocado!!!

            Se continuar assim daqui a pouco vão ter q botar o preço em notação científica:
            “Vendo excelente 2 qtos em São Conrado. Apenas 1,8 x 10E27”

            Num é fácil não…

            Se é bolha ou não eu não sei, já dei minha opinião e enquanto não tivermos novos dados não dá pra evoluir muito a discussão.

            Mas que é MUITO dificil, do ponto de vista do consumidor, aceitar 100% em 3 anos, isso é…

            Abs

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          • me 4 de maio de 2011 at 14:45

            André, seus sentimentos são os mesmos que o meu. Mas isso não explica muito minha confusão. Não é só “tá caro pra car$%¨&*”.

            Deêm uma olhada nos imóveis na Gloria, zona sul: http://www.masset.com.br

            Metade do que é anunciado ali é uma rua tomada de prostituição de travestis, e outros para subida de Santa Teresa. E conheço quem diga que é legal morar na Glória!

            Praia de Botafogo, no Rio, é praticamente a favela do bairro. Ainda assim tem anúncios dizendo “de frente a praia”. Apartamentos na praia do flamengo parecem que tem um ponto de ônibus dentro do prédio de tanto barulho.

            Sério, que p%¨&* é essa???

            Fim do desabafo, hehe.

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          • Andre 4 de maio de 2011 at 18:36

            me,

            até aí nenhuma novidade, os adjetivos q os corretores usam pra “transformar” defeito em qualidade, ex. o tal do “aconchegante”… Tente conversar c/ a vizinhança q vc tem uma visão melhor do q é morar em determinado local…

            Isso sempre foi assim e sempre será.

            Abs

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    • Paulo 3 de maio de 2011 at 21:37

      O artigo começa assim:

      “Os preços médios dos imóveis devem dobrar em cinco anos no Brasil, segundo expectativa do presidente da corretora de luxo Sotheby’s no Brasil, Fábio Rossi.”

      Nem li o resto!!!!!

      0
      • Fábio 3 de maio de 2011 at 23:56

        Paulo daqui a pouco os preços no Brasil na zona sul vão ficar mais caros do que castelos em Hollywood, o do MOB no Jornal O globo ele pagou 4 Milhas de Dolares, convertendo para reais algo em torno de 6,3 Milhas de Reais, tem muito apartamento de 4 quartos no Leblon e Ipanema que supera esse valor e se dobrar então? Daqui a 5 anos o MOB vende o castelo dele e não compra no Leblon segundo a analise do sabio Corretor.

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    • Cleyton 3 de maio de 2011 at 22:30

      A parte mais hilária é o argumento da demanda reprimida, de que estão faltando unidades, por todo o lado que olho tem um placa de vende-se…

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      • Andre 4 de maio de 2011 at 14:58

        E vc por acaso sabe quantas pessoas estão querendo comprar???

        Voltar algumas páginas no blog e ver que este argumento já foi pro brejo seria bom…

        Abs

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    • Frank 3 de maio de 2011 at 22:56

      q notinha marota.

      não li tudo, parei no começo qdo vi “no ano passado SP teve o mesmo número de lançamentos q em 1970”

      ora pois pois: posso estar enganado, e estou com preguiça de checar, mas fins dos anos 60 e início dos 70 caracterizou-se por um período de intensa atividade imobiliária fomentada pelo finado BNH (banco estatal q apoiou diversos empreendimentos p/ classe média meio populares)

      tanto q surgiu a expressão: “conjunto BNH” p/ se referir a empreendimentos de baixo valor arquitetônico, com prédios insossos com cara de caixa de fósforo em pé.

      0
      • Cosmos 4 de maio de 2011 at 17:51

        As semelhanças com a década de 1970 são ainda mais intrigantes. O sentimento triunfalista brasileiro é o mesmo (“agora vai”, “agora é diferente!”). A exemplo daquela década, cada vez mais nos endividamos em dólares, num cenário em que a taxa de juros americanas está baixíssima.

        O que acontece quando o Fed reverter essa política de lassidão e decidir elevar acentuadamente os juros?

        Assim que o cenário mudar e passarmos desse oba-oba de liquidez para uma política mais restritiva, o Brasil vai ser afetado, com certeza. O encarecimento do dólar vai afetar tudo – nossa inflação, o custo do crédito etc.

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        • Andre 4 de maio de 2011 at 18:25

          Cosmos, posso estar enganado, mas acho q o credito imobiliario não tem muito a ver c/ fatores externos não… Na maior parte vem das cadernetas.

          Abs

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          • Cosmos 4 de maio de 2011 at 19:37

            Andre, não falo só do crédito imobiliário, mas do crédito em geral. O que passou na nossa “década perdida” pode-se repetir face a um bom aumento dos juros americanos. Afinal, foi esse endividamento no exterior que motivou o aumento recente do IOF.

            “O grande volume de crédito barato obtido no exterior por empresas e bancos, fez o governo adotar as medidas que elevaram o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nos empréstimos. As informações foram dadas pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, nesta terça-feira (29).

            (…) Segundo o ministro, o volume desses empréstimos vinha subindo muito e, só de janeiro ao dia 25 de março, ingressaram no País US$ 26,6 bilhões.

            “É uma quantia muito elevada. E esses recursos não levam em consideração os investimentos estrangeiros diretos, cuja conta chega a US$ 12 bilhões”, disse. A entrada elevada de dólares é um problema surgido no ano passado, depois que o Brasil, ao sair da crise, tornou-se um País mais seguro aos investidores estrangeiros.”

            0
        • Frank 4 de maio de 2011 at 18:43

          sem dúvida, as semelhanças são muitas.

          o próprio “tom” do governo anterior (Lula) e atual, com um vago discurso desenvolvimentista, de “Estado forte” e tal.

          planejamento centralizado, estatatais fortes, empresários “amigos” do governo, pq têm “visão nacionalista”….é muita coisa parecida sim.

          o coisa derranjou lá pra fins dos anos 70 com a elevação dos juros americanos, e o 2o choque do petróleo, em 1979.

          0
          • Andre 5 de maio de 2011 at 11:20

            Frank,
            este cara aqui concorda com vc nesse ponto:

            “7. O Brasil e o mundo cheiram a 1971”

            http://www.clubedopairico.com.br/colunistas-a-bolha-imobiliaria-estoura-em-3-meses/6319

            O artigo como um todo é + ou -, muitos argumentos dele já foram derrubados por aqui…

            O ponto de vista dele da “aberração q é o FGTS” eu concordo plenamente. É um $ q o sujeito torra “sem pena” e sem critério, pq “tá preso” mesmo, não dá pra gastar c/ outra coisa…

            E nem precisa dizer que a previsão dele (bolha estoura em 3 meses) furou né?
            Futurologia é complicado…

            Abs

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    • Al 4 de maio de 2011 at 12:54

      Bolha, que bolha?? Mais um que acha que essa situação é sustentável:

      http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110502/not_imp713497,0.php

      Ao contrário do que o cara afirma, o Diabo está nos detalhes…. hehehe

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  • MrK 3 de maio de 2011 at 22:46

    vejam o lado interessante, logo abaixo da matéria nos comentários a grande maioria desacredita o artigo e fazem até de forma sarcastica…

    quanto aos argumentos da matéria, são fracos.. e MAIS UMA VEZ vem de dono de corretora, ou seja fonte não-isenta… interessada em girar o mercado com base em dar esperanca aos compradores de que os precos subirão eternamente…

    pedir que um corretor diga que os imoveis estão supervalorizados é o mesmo que pedir que os medicos venham a publico dizer que suas consultas estão caras demais…

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  • Paulo 4 de maio de 2011 at 00:37

    Prezados Senhores

    Moro em São Caetano do Sul e tenho acompanhado o jornal do imovel a mais de um ano nesta cidade, percebi que o jornal do imovel dobrou de tamanho em 12 meses devido a grande oferta de imoveis.

    São Caetano é o municipio com melhor IDH do Brasil e ja percebo que alguns apartamentos com 5 anos de construção já estão sendo vendidos com preço abaixo da tabela.

    Como o Brasil é muito grande com grandes diferenças culturas e economicas, acredito que a bolha possa murchar ou estourar em alguns estados antes do que em outros.

    No caso do Rio, devido as olimpiadas, acredito que os imoveis iainda irão subir, mas em São Paulo ja percebemos:

    – Aumento da oferta.
    – Alguns preços ja estão abaixo do preço de tabela.
    – Queda dos lançamentos.

    Aqui em São Caetano vejo muitos apartamentos já lançados com poucas janelas com luz. Isto indica que nem todos os apartamentos foram vendidos. Antigamente tudo era vendido na planta antes de construir.

    0
    • Iury 4 de maio de 2011 at 12:39

      Senhores.

      Estou procurando imóvel e tenho acompanhado o ZAP todos os dias, de manhã e à noite aqui no RJ. Nesta última semana, HOUVE QUEDA DE PREÇOS COM CERTEZA. Não posso afirmar se é pontual ou se vai se sustentar. Na semana passada era impossível achar apto de 250 mil 2 qtos em VILA ISABEL, GRAJAÚ ou TIJUCA. Agora já tem uma boa quantidade (a moda ainda está acima disso, no entanto).

      Estou numa situação difícil, meu contrato de aluguel se encerrou e o meu senhorio quer aumentar o aluguel em 70%. A oferta de aluguel está baixa por aqui e a minha esposa é muito exigente… 🙂

      Então estou pensando em comprar um em bairro mais distante para diminuir o prejuízo que vou ter. Ex: ao invés de comprar algo por 300 mil que custava 200 mil há pouco tempo atrás, vou comprar algo de 180 mil que custava 120 mil.

      O que me leva a pensar que deve haver mais pessoas na minha situação.

      Um abraço a todos,

      Iury

      0
        • Andre 5 de maio de 2011 at 11:10

          Comentario de um corretor nesse link:

          “Não li todos os comentários, mas o desconhcimento do mercado e a desinformação permeia praticamente todos. Sou corretor de imóveis há 8 anos e, posso afimar, categoricamente, que nunca vendi tantos imóveis como nos últimos 3 anos. Ao contrário dos que acreditam em endividamento dos compradores, saibam que muitos dos clientes dos quais vendi há cerca de 3, 4, 5 anos, já quitaram suas dívidas e estão partindo para um imóvel maior ou ainda, um segundo para investimento. E o melhor, há demanda ainda é mostruosa. A quantidade de pessoas que adquirem o seu primeiro imóvel a cada ano somente aumenta. Viva o crédito!!!”

          Abs

          0
      • Andre 4 de maio de 2011 at 23:20

        Iuri,

        situação dificil mesmo e é a situação d muita gente.

        “Então estou pensando em comprar um em bairro mais distante para diminuir o prejuízo que vou ter. Ex: ao invés de comprar algo por 300 mil que custava 200 mil há pouco tempo atrás, vou comprar algo de 180 mil que custava 120 mil.”

        Deixa eu ver se eu entendi, vc quer usar uma parte do seu capital (ou capacidade de tomar credito) pra comprar um imovel e deixar outra parte separada para comprar outro caso a tal bolha estoure.

        Se for isso, essa é pra mim, até que se prove o contrário, a melhor estratégia pra lidar c/ essa incerteza (nao sei se sobe mais, se pára, ou se cai).

        Esse imovel comprado fica alugado e vc tem uma renda de aluguel p/ te ajudar a pagar um aluguel no lugar melhor p/ morar.

        Se os imoveis subirem vc tem pelo menos parte do $ acompanhando…
        Se cairem vc compra um a “preço de banana” c/ o resto do $.

        Sem falar q sua renda de aluguel tb acompanha o mercado (e o alguel tb está subindo feroz).

        Já falei sobre essa estrategia anteriormente, mas o assunto não andou.

        No mercado financeiro tem um negócio chamado Asser Allocation, q basicamente é “não botar todos os ovos na mesma cesta”, não apostar em nenhum cenário e sim estar preparado p/ todos.

        Lógico q isso reduz o lucro, mas a ideia não é ter lucro, é garantir a segurança da minha familia…

        Abs

        0
        • Andre 5 de maio de 2011 at 11:12

          Digo, Asset Allocation.

          Abs

          0
  • ildeu 4 de maio de 2011 at 02:48

    nao teremos subprime ,mas criaremos uma nova forma de estourar a bolha , poderiamos ate´ criar um nome para o fato economico novo , que seria um mega calote nos pagamentos das prestaçoes .sugiro ” INADIMPRIME ” .Acontecera´ igual foi com carros , onde milhares de brasileiros que financiaram em 60 meses nao pagaram,o banco panamericano e´ exemplo disso .Imagina 30 anos …

    0
  • Iury 4 de maio de 2011 at 12:27
    • me 4 de maio de 2011 at 14:31

      Confesso que me perdi no economês…
      O que notei é que o autor diz nos comentários que tem imóvel.

      0
      • Andre 5 de maio de 2011 at 12:47

        Já li esse artigo há tempos.

        Tb não entendi tudo, mas nem me esforcei. Qdo o cara começa a ficar enfeitando muito, dando muita volta, é pq não tem o q dizer…

        “Contudo, o boato infundado de que existe uma bolha no mercado imobiliário brasileiro está se espalhando em todos os botequins, podendo mesmo travar por algum tempo negócios potenciais.”

        Aqui ele se entrega, pq estaria preocupado se o boato de bolha prejudica o setor???
        Só se ELE mesmo fosse do setor né?

        Eu não estou nem um pouco preocupado c/ o futuro dos corretores/construtores, eles q aproveitem a fase boa, pq depois…

        Abs

        0
  • MrK 4 de maio de 2011 at 12:45

    Amigos, gostaria de botar algumas percepções aqui

    Logo de ante-mão digo que não citarei dados oficiais ou fontes, é somente a forma de como eu observo a situação, portanto fiquem livres para ignorar, caso só queiram dados oficiais:

    Existem 2 curvas de demanda em ação no Brasil:

    Curva A – Gente que compra pra morar, seu primeiro imóvel próprio, é uma curva menos sensivel a preço, pois a decisão tem um viés emocional e de segurança. Essa curva cresceu muito com o aumento do crédito.
    Curva B – Gente que compra pra ganhar dinheiro em cima, seja na venda (muito forte hoje de compra na planta) ou aluguel, é uma curva muito sensivel a preço pois está comprando somente como investimento e sem vies emocional algum.

    A Curva A tende a diminuir muito com o tempo, pois o volume de lancamentos é altissimos (brincando com o conceito de “limite” a Curva A vai a zero, todo Brasieiro teria um imovel)

    A Curva B nunca zera, pois quem tem 2 imoveis pode ter 3..4.. 500! Essa Demanda vai existir enquanto o negocio tiver dando lucro… on and on and on…

    Ocorre que os lancamentos estão em todo canto, subindo predio do sul ao norte e a demanda da curva A vai cada vez mais diminuindo… fatalmente vai haver um ponto (se é que já não o atingimos) em que a demanda por imoveis da curva B passará a da curva A… como muito imoveis estão em planta ainda, é bem dificil ver isso! Sorry again, não há fontes!

    A questão é que quanto mais a curva A diminui, menos existe alimento pra curva B!!!! (menos gente pagando aluguel e menos gente procurando imovel pra moradia) e lembrem-se que a curva B compra pra ganhar $, e não por segurança ou fator emocional! Se a coisa azeda, a curva B, diferentemente da A, vende rapidinho!

    Esse choque, na minha opinião, será o nosso problema aqui… muita gente comprou na planta (Curva B) esperando que nos proximos 2 ou 3 anos a demanda ainda estará muito forte (Curva A)… como acho que não estará, pois ela está sendo fortemente atendida ha anos, os preços terão que cair pra se ajustar, e se tiver que vender a curva B vende mesmo…

    isso explica, na minha humilde opinião, porque tudo que se colocou pra vender na planta vendeu rapido… a questão é “e o depois?”

    saudações

    0
    • jose 4 de maio de 2011 at 13:35

      Curva A vai pra zero???

      as maternidades serao fechadas e ninguem mais vai soprar velhinha todo ano?

      0
      • MrK 4 de maio de 2011 at 15:02

        jose, por isso que eu disse “brincando com o conceito de limite a Curva A vai a zero” é claro que ela não zera na prática, mas ela cai muito pois gente nasce (voce tem razao) e gente morre (desocupam imoveis)

        no fim a taxa de crescimento liquido (nascimentos – mortes) é muito baixa em comparação a demanda reprimida que tinhamos, pense assim: No passado bem recente botando credito na praça as vendas de imoveis cresceram 20% no ano, no futuro mais estabilizado cresceriam só a taxa de crescimento da populacao..2%..3%… logo a curva A fatalmente ficará por algum momento abaixo da B

        a B vai precisar descer pra se adequar a A (nao adianta comprar mais bens do que consumidores querem) e ai ja viu… preço pra baixo

        abs

        0
        • jose 4 de maio de 2011 at 16:37

          sobram (nascimento – morte) 2milhoes de pessoas por ano no Brasil….

          supondo piramide linear (o que nao eh, o formato dela ajuda meu argumento, mas vou abrir mao dele) isso eh o mesmo que 2milhoes mudando de idade, saindo dos 18 pros 19 e assim vai,….

          supondo 70% casando sao 1,4milhoes por ano….

          0
          • MrK 4 de maio de 2011 at 18:01

            prezado jose,

            Podemos supor que a populacao cresca ao longo dos anos (premissa mais que razoavel), mas não há como negar que esse crescimento gera uma demanda bem pequena se comparada a demanda reprimida que foi liberada com o aumento do credito recente (que eu chamo de curva A)

            fato é que tinha muita gente louca pra entrar no mercado e agora entrou … gerando essa superdemanda (acima da oferta)

            outro fato claro é que estamos ofertando muito mais do que historicamente, baixando aos poucos esse deficit habitacional historico e que muita gente do que eu chamo de curva B (compradores por investimento) está comprando esses imoveis na espectativa de revende-los, mas haverá tanta demanda assim no futuro proximo? Só o crescimento vegetativo garante essa revenda com lucro?

            São perguntas ainda sem resposta

            abs

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          • jose 4 de maio de 2011 at 18:37

            se vai ter demanda por casa eu nao sei,

            mas a populacao aumenta 2 milhoes por ano;

            se todo mundo vai resolver morar com pais ou nao..

            0
          • Frank 4 de maio de 2011 at 18:47

            uma coisa é défict habitacional, OUTRA coisa é quem efetivamente pode tomar financiamento p/ comprar nesse cenários de preços elevados.

            e outra coisa ainda é o segmento de classe média alta, com imóveis todos acima de 500 K (nos loucos valores atuais), todos fora, portanto, das condições favoráveis da CAIXA…

            0
          • Andre 5 de maio de 2011 at 12:38

            Frank,

            “e outra coisa ainda é o segmento de classe média alta, com imóveis todos acima de 500 K (nos loucos valores atuais), todos fora, portanto, das condições favoráveis da CAIXA…”

            Hummm, é verdade, e isso invalida um pouco aquele meu raciocionio de familia “real” comprando no Leblon…

            Mas cá entre nós, será q o governo vai aumentar esses limites?

            Abs

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  • RAL 4 de maio de 2011 at 12:58

    Olha só o pessoal da corretora Sotheby’s , continua falando interessante que um artigo em cima do outro , porque será que eles são tão otimista.

    SP: imóveis de luxo deixam Jardins e vão para “periferia”
    04 de maio de 2011 • 07h32 • atualizado 10h47
    Site Terra

    http://not.economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201105041032_TRR_79637033

    0
    • me 4 de maio de 2011 at 14:39

      “De acordo com o presidente da Sotheby’s no Brasil, Fábio Rossi, bairros como Mooca, Casa Verde, Butantã, Jabaquara e Lapa, já possuem seus empreendimentos milionários. “Cada bairro se transformou em uma mini cidade, com seu próprio shopping e serviços especializados. Não existe mais um lugar de alto padrão, mas o melhor de cada região”, afirma.”

      Alguém DE SÃO PAULO pode confirmar isso?

      Aqui no Rio de Janeiro teve até alguns bairros fora da zona sul que teve alguns investimentos sim, mas se as palavras acima fossem sobre o rio, seria mais que piada, seria mentira, mesmo.

      0
      • RAL 4 de maio de 2011 at 18:25

        Olha aqui em São Paulo , históricamente os bairros são uma mini cidade , claro que cada região com sua vocação

        0
    • Fábio 4 de maio de 2011 at 15:28

      Desespero, como vão ganhar dinheiro se não venderem? Os corretores vão passar por vacas magras.

      0
  • Frank 4 de maio de 2011 at 13:22

    o Marginal Revolution (uma renomada página de economia pilotada pelo economista Tyler Cowen) publicou uma notinha interessante sobre o endividamento no Brasil:

    http://marginalrevolution.com/marginalrevolution/2011/04/brazil-fact-of-the-day-5.html

    a nota remete a uma matéria do Financial Times.

    basciamente é aquela coisa:
    – o brasileiro gasta 21,5% do orçamento com serviço de dívida (p/ um crédito total na economia perto de 50% do PIB, o q é pouco)
    – nos US, o gasto com serviço da dívida era menor no momento imediato antes da última crise (mas o crédito / PIB é bem maior)

    conclusão: crédito no Brasil (ainda) é MUITO caro.

    0
  • John 4 de maio de 2011 at 14:17

    Pessoal, eu sinceramente não acredito em uma bolha. Eu acho que o que deve acontecer é apenas uma estabilização dos preços. Devem cair somente os preços nas periferias e nos lançamentos assim que houver um encarecimento do crédito. Imóveis bem localizados nas grandes capitais devem se manter bem valorizados, embora estáveis.

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    • jose 4 de maio de 2011 at 16:01

      acho um cenario bem provavel…

      lembrando que 2 anos estavel eh 12-13% de queda real.

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  • Leandro. 4 de maio de 2011 at 23:35

    Hoje torço pela bolha. E estou convencido de que ela existe.
    Mas não sei quando ela vai estourar.
    Mas algo que creio que terá forte influência nos preços será o fim dos recursos do FGTS (dizem que ocorre em menos de dois anos). A patir desse ponto creio que não haverá mais no mercado essas taxas de 8% para financiamentos de imóvel (com a tendência de alta da SELIC por um “longo” período, como já admitiu o próprio Banco Central. Já há analistas dizendo que ela chega a 13% no final do ano).
    Acho que para a bolha estourar ainda esse ano precisaria alguma mudança mais drástica e repentina em nossa economia.

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